A criticidade dos nossos graus e catecismos individuais

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passado futuro, graus

Duas das sugestões mais comuns que ouço de irmãos muito bem-intencionados que querem actualizar ou modernizar a Maçonaria é dar aulas de um dia para os graus e tirar ou eliminar os catecismos. A maioria dos que sugerem estas ideias também dizem que é importante cumprir as obrigações; então todo o candidato deveria aprender e recitar as suas obrigações, mas os catecismos, dizem-nos eles, estão desactualizados e têm pouco ou nenhum valor na sociedade de hoje, que está a ser esmagada por exigências do nosso tempo colectivo. A teoria é que o tempo de um candidato é melhor gasto a terminar rapidamente os seus graus (talvez através de uma aula de um dia) para que ele possa começar a estudar Maçonaria ao seu próprio ritmo, de acordo com o seu próprio estilo de vida e tempo disponível.

Eu peço desculpa mas não concordo. Eu não apenas acredito que o processo completo, graus individuais e catecismos são críticos para desvendar os mistérios da Maçonaria e que cada candidato deve, em todos os casos, receber cada grau, individualmente, na forma devida e antiga, mas também que deve aprender e recitar os catecismos associados. Embora eu tenha isto como uma crença pessoal, acredito que estes dois aspectos do nosso ritual são críticos para a continuação da nossa Ordem.

PERGUNTA: Existe uma necessidade ou um papel na nossa fraternidade no futuro para graus individuais completos e os seus catecismos relacionados na Maçonaria de hoje? Ou eles se tornaram obsoletos na sua forma actual e precisam de ser encurtados, combinados ou até completamente abandonados? Podemos tornar o processo de evolução nos graus muito mais curto e muito mais eficiente projectando métodos novos ou modificados para ensinar os novos maçons?

RESPOSTA: Os graus são a alegoria usada para retratar e partilhar a Maçonaria e o simbolismo é a linguagem da Ordem. O processo completo, graus individuais e os catecismos relacionados são as principais ferramentas para treinar a mente do novo Maçom para pensar em termos de alegoria e símbolos e quebrar a dependência do Maçom em escrever e ler a palavra escrita. Através dos graus individuais e catecismos associados, o novo Maçom aprende a interpretar a alegoria maçónica e a identificar e compreender os símbolos maçónicos – sendo ambos necessários para um Maçom aprender e interiorizar a Maçonaria e os seus princípios fundamentais, e então participar em comunicações maçónicas com outros irmãos da Ordem.

DISCUSSÃO: A Maçonaria provavelmente surgiu e evoluiu numa época anterior à palavra escrita, e então, sem dúvida, continuou a se expandir por um período em que apenas os ricos e bem relacionados podiam ir à escola e eram ensinados a ler. Muitos acreditam que emergimos das antigas escolas de mistérios do Egipto, que geralmente eram estruturadas de uma forma semelhante ao próprio processo iniciático que praticamos hoje.

O processo iniciático usado em muitas Ordens antigas consistia geralmente em cerimónias onde um candidato era imbuído do conhecimento necessário de acordo com incrementos (graus) definidos que se baseavam em conhecimentos preexistentes ou lições anteriores. O objectivo das cerimónias era trazer cada novo membro da Ordem para um nível comum de conhecimento para entender a sua Ordem e interagir de igual para igual com os outros membros do.

O trabalho de campo dos graus ensina-nos as lições alegóricas e os símbolos da Maçonaria, enquanto os catecismos nos ensinam como ver, reconhecer e entender essas alegorias e símbolos, e então como comunicar esse conhecimento. Em resumo, aprendemos a Maçonaria e os seus princípios através dos graus e catecismos da mesma forma que os nossos irmãos de longa data partilharam a Maçonaria e os seus conhecimentos – usando apenas as suas línguas instrutivas para comunicar as lições aos ouvidos receptivos.

A Maçonaria nunca teve a intenção de ser ensinada por meio de linguagem escrita ou livros didácticos – ferramentas que provavelmente não existiam no nascimento da Ordem. Em todas as épocas, foi passada de uma geração para a outra através das suas alegorias e símbolos. É fundamental que os maçons experimentem individualmente o trabalho de Campo para ver, viver e experimentar a alegoria, e depois aprender os catecismos que são ferramentas que treinam a mente para traduzir as nossas alegorias em símbolos maçónicos, tornando assim possível entender, comunicar e ensinar princípios maçónicos fundamentais na sua forma verdadeira e original.

Uma vez devidamente instruído nos graus e catecismos, a mente do candidato está aberta para pensar, conceber e ensinar alegoricamente, e ver, ler e compreender os símbolos da Maçonaria ensinados através das experiências dos graus. Mas essa educação ou treino da mente não pode acontecer se os graus ou os catecismos forem omitidos ou eliminados da experiência iniciática do candidato. Se um candidato não pratica durante um grau, combinando pessoalmente passos e acções com palavras e símbolos, como pode então entender a alegoria que tal caminhada representa? Se não aprende os símbolos ligados às suas próprias acções e movimentos através da instrução e recitação de catecismos, como pode então conhecer o coração e a alma da Maçonaria na sua forma original e simbólica? Se os candidatos não vêem ou sentem o valor cognitivo do investimento da seu tempo e trabalho, então meu Irmão, talvez seja realmente isso que está quebrado e talvez seja isso que precisamos de consertar!

Pode a Maçonaria ser modernizada? Talvez. Mas numa época em que os nossos Irmãos estão cada vez mais exigentes em aprender mais sobre a nossa história e princípios maçónicos, devemos continuar a fornecer a essência e o núcleo da própria Maçonaria através da sua forma original, conforme pretendido pelos nossos ancestrais e posteriormente apresentado a todos os Maçons que percorreram caminhos maçónicos antes de nós! Os nossos Irmãos procuram os escritos dos grandes autores maçónicos como Pike, Mackey e outros, mas será  que eles podem realmente entender as ideias e interpretações desses escritores se não tiverem experimentado e aprendido as lições essenciais transmitidas através dos graus e catecismos? Devemos ensinar os novos Maçons a pensar alegoricamente e a identificar, relacionar e aplicar símbolos maçónicos à medida que estudam os nossos princípios maçónicos e constroem o seu próprio edifício maçónico.

Buscamos tornar-nos e ser Maçons, dando continuidade à nossa Ordem ofício e âs impressionantes tradições dos nossos ancestrais? Ou buscamos tornar-nos um grupo de homens que simplesmente lêem e falam sobre como os Maçons historicamente partilharam a sua Ordem? A Maçonaria em toda a sua beleza e os seus segredos estão contidos na sua forma completa dentro das nossas alegorias e símbolos e cabe a nós procurá-los e ensinar aos novos Maçons como aprender e partilhá-los de forma historicamente devida, se quisermos propagar a Ordem e os seus belos princípios para o futuro.

William H. Boyd

Tradução de António Jorge, M∴ M∴, membro de:

Fonte

  • Blog Midnight Freemasons

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1 thought on “A criticidade dos nossos graus e catecismos individuais”

  1. FRANCISCO OMAR FERNANDES

    A nossa Ordem é sublime e maravilhosamente humana,e nos impele a p ratica do bem,da caridade,fraternidade com muito amor. Faço parte,com muito orgulho,já mais de 55 anos,com total fidelidade aos principios da sublime ordem.Envio aos queridos iirm..: Da Fremason,um TFA,,rogando ao G.A.D.U muitas bênçãos.

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