A maçonaria na política europeia – séc XVII até hoje (I)

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A restauração dos Stuart

Já no início da Maçonaria dos Aceitos, no século XVII, para cuja constituição orgânica foram decisivas as influências políticas e religiosas da Europa medieval, eram, as Lojas, pela sua importância, palco das lutas políticas engendradas pela nobreza, pelos partidos políticos e pelo clero. Ao se travar, na Inglaterra, a luta entre a casa dos Stuart e o Parlamento e, depois, entre os Stuart e os Orange, os partidos políticos tentaram servir-se da influência das guildas, enquanto os Stuart se valiam da Franco-Maçonaria.

Os membros da dinastia dos Stuart ocuparam, por diversas vezes, os tronos da Escócia e da Inglaterra. O seu fundador, no início do século XII, foi ALAN FITZFLAALD, um bretão, que tinha imigrado para Norfolk, na Inglaterra. O sexto descendente de Alan, WALTER, casou-se com MARJORIE, filha de ROBERTO DE BRUCE e o seu filho, ROBERTO II, ascendeu ao trono da Escócia, em 1371. A linha paterna da família real iria acabar em 1542, com a morte de JAIME V, ascendendo, então, ao trono, com apenas um ano de idade, a sua filha, MARY STUART, com o nome de MARIA I. Esta acabou sendo expulsa da Escócia em 1567 e seria decapitada em 1587, por ordem de Elizabeth.

O filho de Maria, JAIME VI (na Escócia), iria tornar-se rei da Inglaterra, governando de 1603 a 1625, com o título de JAIME I. Em 1625, outro Stuart, CARLOS I, subia ao trono (Publicado em freemason.pt) inglês, sucedendo a Jaime I, e iria enfrentar a revolução parlamentar puritana, liderada por OLIVER CROMWELL e os seus “roudheads” (cabeças redondas), em 1641, a qual seria vitoriosa, em 1648, sendo, o rei, decapitado, em 1649. Nesta ocasião, a sua viúva, HENRIQUETA DE FRANÇA, aceitava, do rei francês LUÍS XIV (o “Rei Sol”), refúgio em Saint-Germain-en-Laye, nas cercanias de Paris, para onde se dirigiu com o seu séquito e com os seus áulicos. Entre estes, encontravam-se, já, muitos Maçons aceitos, pois o processo iniciara-se cinquenta anos antes e atraía os membros da nobreza e os grandes proprietários de terras.

E foi através deles que foi organizada a acção contra Cromwell, os quais, segundo BERTELOT [1], por prudência, trabalhavam sob o sigilo das Lojas maçónicas, aproveitando-se, sem perigo de denúncias, para manter comunicação com os stuartistas da Inglaterra e da Escócia, com a finalidade de derrubar o regime imposto pela revolução.

Esta actividade renderia frutos, com a restauração da dinastia dos Stuart, em 1660, e a ascensão de CARLOS II ao trono inglês, em 1661, após a morte, em 1658, de Oliver Cromwell, que se tornara bastante impopular, diante das medidas de fanatismo tomadas pelos puritanos, seus liderados. Às vésperas de ascender ao trono, Carlos II criara, em Saint-Germain, o regimento dos Guardas Irlandeses, de grande importância para a História da Maçonaria na França.

O sucessor de Carlos II, JAIME VII, da Escócia, subiu ao trono inglês, como JAIME II e, graças aos seus desmandos, acabou sendo expulso do país, em 1688, indo refugiar-se, também, em Saint-Germain, perto de Paris. As suas filhas, Ana e Maria II – esta reinou com Guilherme III, de Orange, depois de 1689 – foram os últimos da dinastia a ocupar o trono inglês, embora o filho desta última, JAIME III, tentasse, por duas ocasiões, em 1708 e 1715, usurpar o poder. A linha feminina da família, descendente de Henrieta, filha de Carlos I, ligou-se à Casa de Sabóia, passando, depois, às de Módena, Áustria e Baviera.

Quando da queda de Jaime II, em 1688, os partidários dos Stuart, conhecidos por JACOBITAS [2], criariam as primeiras Lojas maçónicas do território francês. Segundo PAUL NAUDON [3], o regimento de Guardas Irlandeses – primitivamente, Real Irlandês – que fora criado por Carlos I, foi incluído, por ter seguido os Stuart, na capitulação de 1688, desembarcando em Brest, a 09 de Outubro de 1689, sob as ordens do coronel WILLIAM DORRINGTON, e permanecendo, até 1698, em Saint-Germain, fora dos quadros militares franceses; nesse ano, foi incorporado ao exército francês. O regimento dos Guardas Irlandeses, segundo o historiador (não Maçom) GUSTAVE BORD [4], possuía uma Loja maçónica, cujos documentos chegaram até à actualidade. A 13 de Março de 1777, o Grande Oriente de França admitiu que a constituição dessa Loja datava de 25 de Março de 1688, sendo, portanto, a única Loja do século XVII, cujos vestígios chegaram até a nós, acreditando-se, todavia, que os Jacobitas tenham criado outras Lojas em território francês, principalmente a partir de um segundo regimento, formado, em Saint-Germain, com imigrantes escoceses e irlandeses.

A ascensão de Catarina, a grande, ao trono russo

Nascida na Prússia, em 1729, SOPHIA AUGUSTA FREDERICA VON ANHALT-ZERBST foi levada à Rússia aos 15 anos, como protegida da imperatriz Elizabeth, sendo baptizada, em 1744, na Igreja Ortodoxa, com o nome de CATARINA ALEXEIEVNA. E iria tornar-se uma das maiores governantes da Rússia.

A Rússia vivia, nesta época, um período de inexpressividade, depois do reinado de PEDRO, O GRANDE (o Czar Pedro I). Este, que governou o país a partir de 1682 – quando menor – já o encontrara em situação difícil, atravessando uma crise, surgida em 1676 e só encerrada em 1700, provocada pelo Raskol (cisma religioso, provocado pela tentativa de alteração dos usos religiosos tradicionais, que afastaram o cristianismo russo da ortodoxia grega) e pelos excessos da Guarda Imperial, diante da fraqueza de regentes, que governavam durante a menoridade do czar. Só quando este assumiu, efectivamente, o poder, o país retomou a sua tranquilidade.

Pedro I, que encontrara a Rússia como uma nação totalmente oriental – na religião, nos hábitos e no calendário, copiados, principalmente, dos bizantinos – procurou imitar a política real do Ocidente, graças às influências recebidas nas suas viagens a Inglaterra e à Holanda. Para isto, criou um regime autocrático, cercado de conselheiros estrangeiros, tendo condições, então, de modernizar o país, realizando uma sólida política mercantilista, reorganizando a agricultura e dando estímulo à indústria e ao comércio. Além disto, proibiu a reclusão das mulheres, fez com que fossem adoptados trajes ocidentais e extinguiu todos os traços de autonomia regional, criando um sistema de política nacional. Desenvolvendo activa acção no Exterior, anexou, também, ao país, regiões próximas (Estónia , Livónia e partes da Finlândia e da Carélia).

A partir de 1725 e até 1762, o seu trabalho seria posto a perder, graças a governantes fracos e inexpressivos, como, por ordem cronológica, CATARINA I, PEDRO II, ELIZABETH e PEDRO III, os quais, sem iniciativa – e até dementes – não continuaram a obra de Pedro, o Grande, ao pulverizar a política internacional, propiciando a volta das crises internas.

Durante o reinado de Elizabeth, gozando da simpatia da imperatriz, que a levara para a Rússia, Catarina casava-se com o herdeiro presuntivo do trono russo, o Grão Duque Pedro, homem fraco de físico e de espírito, o qual, após a morte de Elizabeth, assumiria o trono, como Pedro III.

Mulher astuta, atilada e de espírito brilhante, Catarina logo percebeu a força política da maçonaria da época, passando a proteger Maçons e a demonstrar o seu apreço pelos (Publicado em freemason.pt) filósofos franceses da Enciclopédia, quase todos Maçons; enquanto, na França, a Enciclopédia era proibida, tendo os seus exemplares apreendidos e queimados, Catarina convidava, como hóspedes de honra, DIDEROT, D’ALEMBERT e VOLTAIRE a visitarem o seu império.

Através do desenvolvimento de uma precisa estratégia política, cortejava os Maçons, influenciando o imperador Pedro III, seu marido, a protegê-los, tendo conseguido, dele, a cessão do castelo imperial de Oranienbaum, para a instalação de uma luxuosa Loja maçónica, que viria a ser o centro de importantes actividades maçónicas da Loja “Constância”.

Em 1762, diante da patente incapacidade do imperador, para tratar da política internacional, Catarina, apoiada numa conspiração de cortesãos, sob a liderança dos irmãos ORLOV, Maçons, e sob o amparo das Lojas maçónicas, a ela agradecidas, engendrou um golpe de Estado, impondo-se à sucessão de Pedro III, que foi destituído através de um pronunciamento do regimento da guarda, que estava em mãos dos altos chefes maçónicos. Com isto, ela subia ao trono, como Catarina II.

A deposição do imperador, todavia, iria provocar protestos, em alguns países da Europa, os quais acusavam Catarina de ter idealizado a conspiração, orientando-a dos bastidores. Porém, graças à acção dos seus admiradores, incluindo os Maçons, em todo o continente europeu, essas acusações logo cessaram, permitindo, a Catarina, governar com tranquilidade, para se tornar uma das maiores governantes da Rússia e o maior cérebro político da Europa, na época, maior do que o tão decantado FREDERICO II, da Prússia.

No governo, ela retomou a obra de Pedro, o Grande, incentivando a assimilação da cultura ocidental e, na parte social, criando hospitais, cidades e lares de assistência. Mostrava-se adepta da abolição do trabalho servil – numa época em que a acção da Inglaterra, nesse sentido, se fazia sentir – e prosseguia na política de expansão do seu território, principalmente em refregas com o Império Otomano. Ao final da vida, preocupada com os rumos abertos pela Revolução Francesa de 1789, abandonou as suas ideias liberais, passando a hostilizar a Maçonaria, fechando lojas e deportando os Maçons, de cuja acção provinham os seus triunfos na política internacional.

Governou a Rússia até 1796.

A revolução francesa

Pelas suas consequências e pela grande influência que nitidamente exerceu sobre a evolução cultural, política e social dos países mais desenvolvidos da Europa, a Revolução Francesa é considerada a mais importante de todas as revoluções burguesas da História da Humanidade. Enquanto a nobreza e o alto clero de França viviam na opulência nababesca, senhores de grandes latifúndios e sendo sustentados pelo campesinato que esmagado pelo sistema feudal arcava com o ónus representado pelos direitos senhoriais, pelos impostos reais e pelo dízimo eclesiástico, a burguesia, classe mais instruída e sustentáculo económico do país, tinha na monarquia absoluta um entrave que impedia a sua ascensão.

A nobreza gozava de inúmeros privilégios e somente os seus membros podiam ter acesso aos cargos da Corte (cerca de vinte mil membros), aos comandos militares e às dignidades eclesiásticas; nestas últimas funções reservavam para si a maior parte da receita da Igreja. Todavia, os rendimentos auferidos através desses cargos e dos direitos feudais, eram facilmente dissipados, fazendo com que, pouco antes da Revolução, a nobreza já se encontrasse em plena decadência. Por outro lado, a burguesia prosperava, estribada no desenvolvimento da indústria e do comércio, e não se conformava em desempenhar um papel secundário na vida política da nação. Além disso, a má administração financeira afectava os seus interesses e ela, assim sendo, desejava uma mudança de regime que permitisse a sua participação na administração pública. Assim, foi esta classe a grande responsável pela Revolução que surgiu baseada nas ideias dos Maçons VOLTAIRE, ROUSSEAU, CONDORCET, D’ALAMBERT, TURGOT, DIDEROT entre outros.

O dia 14 de Julho de 1789, quando ocorreu a queda da Bastilha, facto de importância decisiva para o triunfo da Revolução e a capitulação do rei LUÍS XVI, é comemorado até hoje pelos Maçons, por significar a destruição das masmorras, a queda dos privilégios, a pulverização da tirania e o advento de melhores condições de vida, com mais Liberdade [5].

Na realidade, nos dias que antecederam a Revolução, a Maçonaria francesa ocupava um lugar de destaque e exercia extraordinária influência, estando infiltrada em todas as classes sociais: nobreza, clero, burguesia, militares, serventuários da justiça, parlamentares e intelectuais.

As ideias do Maçom ROUSSEAU e também de VOLTAIRE, tardio Maçom, iniciado aos 84 anos na Loja “NEUF SOEURS”, onde já pontificavam LALANDE, LAPLACE, DIDEROT, BENJAMIN FRANKLIN, CONDORCET, D’ALEMBERT e LAMARCK, influenciavam de maneira extraordinária o pensamento maçónico e do povo em geral.

A obra de Rousseau, “O Contrato Social”, era lida e aplaudida em praça pública; inspirados nas ideias dele, os revolucionários passaram a defender o princípio da soberania popular e da igualdade de direitos. Outro Maçom, MIRABEAU, já em 1776, sonhava em utilizar a Maçonaria na grande revolução social e política que acreditava ser necessária; Condorcet exprimia com fidelidade as aspirações revolucionárias da época, batendo-se pela liberdade económica e elaborando o princípio dos Direitos do Homem. Outros Maçons que se distinguiram nessa luta foram TALLEYRAND, LAFAYETTE, BRISSOT e GUILLOTIN.

É evidente que a conturbação daquele período iria produzir uma cisão na família maçónica, pois a nobreza e o clero, de maneira geral, não podiam ver com bons olhos, tal movimento: o duque de Luxemburgo, alta dignidade maçónica, emigrou, enquanto que o Grão Mestre do Grande Oriente de França, o (Publicado em freemason.pt) duque de Chartres, que se tornara o duque de Orleans e, depois, PHILIPPE-EGALITÉ, demite-se do grão mestrado a 5 de Janeiro de 1793, atacando, logo depois, a Maçonaria, num artigo publicado no “Jornal de Paris”. A 13 de Maio de 1793, uma assembleia do Grande Oriente declarava-o desempossado do cargo de Grão Mestre e a 6 de Novembro do mesmo ano, ele era executado na guilhotina. [6]

A partir desta assembleia de 13 de Maio de 1793, o Grande Oriente de França entra em recesso e a grande maioria das Lojas suspende as suas reuniões, situação essa que iria perdurar por vários anos.

Cabe aqui uma análise do que foi a real participação da Maçonaria no desencadeamento e na evolução da Revolução Francesa. Afirmar que o movimento foi uma exclusiva obra maçónica é uma inverdade histórica de que muitos autores maçónicos têm lançado mão; em contrapartida, outros autores, principalmente os adversários da Maçonaria, têm caído no extremo oposto, negando-lhe qualquer participação na revolta.

Na realidade, uma fria e desapaixonada análise dos factos não pode colocar o pesquisador em nenhum dos dois extremos, pois se não houve, de facto, uma conspiração revolucionária interna na Maçonaria francesa, deve-se convir que ela funcionou como um extraordinário veículo político das ideias liberais, que encontrando terreno fértil no descontentamento causado pelas crises sociais, económicas e políticas, levou à eclosão da Revolução, marco histórico da ascensão da burguesia e da decadência da monarquia absoluta e facto de grandes consequências para todos os povos do mundo.

A Revolução Francesa foi, também, um marco histórico importante para a Maçonaria, embora tal facto seja exacerbado por autores pouco afeitos à História, os quais afirmam que, após a revolta, os Maçons passaram a utilizar a divisa “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, que seria a da Revolução, como síntese da sua doutrina moral e social. Todavia, o lema da Revolução Francesa era “Liberté, Égalité ou la Mort” (Liberdade, Igualdade ou a Morte). O lema oficial do país “Liberté, Égalité, Fraternité” (Liberdade, Igualdade, Fraternidade) só surgiria com a Segunda República, em 1848, sendo, posteriormente, adoptado pelos Maçons.

Ao contrário do que alguns afirmam, foi a Maçonaria que aproveitou o lema e não o contrário. ALEC MELLOR, respeitadíssimo pesquisador francês, afirma que é inteiramente falso que essa divisa republicana seja de origem maçónica. Louis Blanc e outros autores pretendem que o seu inventor tenha sido LOUIS-CLAUDE DE SAINT-MARTIN, mas o historiador mais abalizado da vida e do pensamento deste, ROBERT AMADOU. A pesquisadora B. F. HYSLOP examinou uma grande quantidade de diplomas maçónicos, publicados entre 1771 e 1799, na Biblioteca Nacional de Paris, e não encontrou mais do que dois, somente, onde as três palavras estão reunidas. Quase todos registam “Saúde, Força, União ou falam do templo onde reina “o Silêncio, a União e a Paz”. O resultado deste estudo está publicado em “Annales Historiques de la Révolution Française” – Janeiro, 1951, p. 7 . A 1- República conheceu bem a divisa “Liberdade, Igualdade ou a Morte”, mas tal programa ideológico não foi jamais o da Maçonaria. Foi somente sob a 2- República que a “tríplice divisa” foi adoptada oficialmente pelo Governo Francês. Mas não foi a República que tomou emprestada a divisa à Maçonaria, mas sim, a Maçonaria é que a tomou emprestada à República [7].

José Castellani

(Continua…)

Notas

[1] Bertelot, J., in “Les Francs-Maçons Devant l’Histoire” – Paris: Monde Nouveau ; 1949.

[2] Jacobitas: os partidários do rei deposto Jaime II, da Inglaterra que pretendia recriar uma dinastia católica ao trono da Inglaterra. A sua denominação deve à raiz latina do nome de Jaime – Jacobus – originando a partir daí o nome dos aliados dos Stuart no exílio. (N. E.)

[3] Naudon, P., La Franc-Maçonnerie – Paris: Presses Universitaires de France; 1958.

[4] Bord, G. “La Franc-Maçonnerie en France des Origines à 1815” – Paris: S.E. ; 1908.

[5] Na realidade, a Bastilha estava sendo desactivada e, nela, nessa época, havia apenas sete prisioneiros. A tomada da prisão não foi, portanto, uma medida que visasse à liberdade dos encarcerados, sendo, por esse ponto de vista, medíocre. Mas a sua importância está na derrubada de um símbolo, de um ícone do despotismo real e aristocrático. (N.A.)

[6] Alguns autores têm cometido a injustiça de atribuir, ao Dr. Joseph-Ignace Guillotin (1738-1814) a invenção da guilhotina – instrumento de execução – como se fosse, ele, um mero sanguinário. A verdade é que a sua intervenção, que gerou este erro, foi uma solicitação feita, em 1789, no sentido da “igualdade perante o carrasco”, ou seja, uma única maneira de execução; e a guilhotina foi adoptada, dentro de um espírito humanitário – se é que se pode falar em execução humanitária – para substituir os antigos suplícios aos condenados. (N. A.).

[7] Mellor, A. “ Dictionnaire de la Franc-Maçonnerie et des Francs-Maçons” – Paris : Belfond; 1971.

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