Para onde vamos?
Mais do que um artigo foi escrito neste blog sobre as nossas preocupações com a redes sociais e o impacto que estão a ter na sociedade de hoje. Para mim, estas preocupações só se aprofundaram com o tempo, à medida que vejo o que está a acontecer com websites como o Facebook, Instagram e Twitter e a sua contribuição para o que considero um declínio moral acentuado nas nossas comunidades. Os comentários quase não filtrados das pessoas estão continuamente cheios de crueldade e outros comentários degradantes para os outros.
Um episódio recente do programa 60 minutos apresentou a denunciante do Facebook Frances Haugen, que revelou evidências contundentes de que o FB está plenamente ciente, por causa das suas próprias pesquisas, dos danos que estão a ser causados à sociedade, especialmente aos nossos jovens.
Recentemente, conversei com um estudante universitário e falámos sobre as redes sociais e os impactos negativos que estão a ter. Disse-lhe que, na sua idade (21), as redes sociais existiram essencialmente durante toda a sua vida e isso é tudo o que a sua geração conheceu. Conversámos sobre os seus avós, que na casa dos 80 ainda são muito activos, interagindo com amigos, frequentando clubes, igreja, etc. como parte da sua rotina social, mas que para amigos da sua idade, se estão a tornar tipos de actividades cada vez mais raros. Estes tipos de mudanças e muitas outras que eu poderia listar, contribuem colectivamente para a perda de capital social nas nossas comunidades.
Nas pequenas comunidades rurais das quais faço parte. a perda de capital social é especialmente intensa. Os clubes de serviço, como os Lions e os Kiwanis, a pista de bowling que recebia as ligas semanais de bowling, o declínio da frequência à igreja, os bombeiros voluntários que estão a lutar para preencher as suas fileiras, o encerramento dos jornais locais e vários outros exemplos que poderia dar, todos contribuíram para o declínio do capital social.
Eu entendo que as coisas mudam com o tempo, as prioridades das pessoas mudam, novas tecnologias surgem que mudam o nosso estilo de vida, mas estou absolutamente convencido de que as redes sociais aceleraram estas mudanças mais rápido do que poderíamos ter previsto. O FB é o único culpado pela perda de capital social? Claro que não, mas o FB cresceu tanto que se tornou um monopólio do tempo e da atenção das pessoas, que tem sido monetizado por meio da vasta rede de publicidade que o FB criou.
Os problemas de ansiedade e de saúde mental estão a aumentar. As conversas que tive com educadores apontam claramente para as redes sociais como uma das principais causas, na sua opinião, para o aumento do stress que os jovens sofrem. Mais uma vez, este tipo de preocupação está no centro das acusações do denunciante do FB.
Tenho esperança, porém, de que as pessoas estão a começar a perceber o que temos estado a fazer a nós mesmos. Muitas pessoas com quem falo estão frequentemente perto de abandonar o FB e excluir as suas contas. O FB e o Instagram ficaram offline por parte do dia recentemente e notícias falavam sobre como as pessoas estavam a falar cara a cara novamente, embora por um curto período de tempo. Ainda não me afastei do FB, pois é assim que me comunico com tantos amigos em todo o país, especialmente com meus irmãos Maçónicos.
Então, para onde é que estamos a ir como sociedade? Não viso voltar no tempo, nem defendo o retorno dos “bons velhos tempos”. O que espero é um grande despertar novamente para a importância da comunidade e da reconstrução do capital social que fortalece a humanidade.
Visto que este é um blog Maçónico, é claro que vejo onde a Loja Maçónica local pode desempenhar um papel fundamental na reconstrução do capital social. Não pode ser feito de um dia para o outro e pode ser feito de forma diferente do que nas gerações anteriores fizeram. O que temos é um conjunto de valores que constroem o carácter do Maçom individual. O Maçom então volta para a comunidade e ajuda a construí-la para ser um lugar melhor para todos.
A sociedade precisa de nós. A sociedade precisa da Maçonaria
Gregory J. Knott, 33°
Tradução de António Jorge, M∴ M∴, membro de:- R∴ L∴ Mestre Affonso Domingues, nº 5 (GLLP / GLRP)
- Ex Libris Lodge, nº 3765 (UGLE)
- Lodge of Discoveries, nº 9409 (UGLE)
Fonte
- Midnight Freemasons

A Maçonaria na presente Emergência- A Maçonaria na Sociedade. Que segredo?
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Boa noite!
Texto excelente! Sóbrio, sucinto e eficaz!
Parabéns!