António Arnaut

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António Duarte Arnaut, (28 Janeiro 1936 – 21 Maio 2018), um Maçom e tido por todos como um bom homem. Um claro exemplo daquilo a que os maçons chamam “um homem bom e de bons costumes”.

Biografia

antónio arnaut

Foi advogado, tendo obtido a licenciatura em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1959.

Envolveu-se desde jovem na oposição ao Estado Novo. Participou na comissão distrital da candidatura presidencial de Humberto Delgado, em Coimbra, em 1958, foi arguido no processo resultante da carta dos católicos a António de Oliveira Salazar, em 1959, candidato à Assembleia Nacional, pela Comissão Democrática Eleitoral, no círculo de Coimbra, nas eleições legislativas de 1969.

Militante da Acção Socialista Portuguesa desde 1965, foi co-fundador do Partido Socialista, em 1973, na cidade alemã de Bad Münstereifel, tendo sido seu dirigente até 1983.

Ministro do II Governo Constitucional, formado por coligação entre o PS e o CDS de Diogo Freitas do Amaral, coube-lhe a pasta dos Assuntos Sociais, tendo nessa qualidade lançado o Serviço Nacional de Saúde. Este é considerado por muitos o seu maior contributo para a Sociedade portuguesa e

Foi um dos fundadores do Círculo Cultural Miguel Torga e presidente da sua Assembleia Geral, bem como da Associação Portuguesa de Escritores Juristas, de que foi presidente.

Foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade a 25 de abril de 2004, nas comemorações dos 30 anos da Revolução de 25 de Abril. Em 7 de abril de 2016, nas comemorações do Dia da Saúde, foi elevado ao grau de Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Era desde 2016, presidente honorário do PS, após a morte de António de Almeida Santos.

Funções maçónicas

  • Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa, de 2002 a 2005.

Obra publicada

Numa faceta não conhecida por todos, desenvolveu uma intensa actividade como autor:

Poesia

  • Versos da mocidade. 1954
  • Pátria, memória antiga. 1.ª ed., 1986. 2.ª ed., 1992.
  • Miniaturais outros sinais: poesia. Coimbra, Livraria Almedina, 1987.
  • Conto de Job (Homenagem a Miguel Torga). 1996
  • Nobre arquitectura. 1997
  • Por este caminho. 1.ª ed., 1999. 2.ª ed., Coimbra, Coimbra Editora, 2000.
  • Do litoral do teu corpo: antologia do amor. Vila Nova de Gaia, Editora Ausência, 2003.
  • Recolha poética (1954-2004). Coimbra, Coimbra Editora, 2004.

Ficção

  • Rude tempo, rude gente. 1.ª ed. 1985. 2.ª ed. 1995.
  • A viagem: contos do absurdo. Coimbra, Livraria Almedina, 1988.
  • Ossos do ofício. 1.ª ed., Coimbra, Fora do Texto, 1990. 2.ª ed., Coimbra, Coimbra Editora, 2002.
  • Rio das sombras. Coimbra, Coimbra Editora, 2007.

Poesia e ficção

  • O pássaro azul: contos e poemas de Natal. Coimbra, Coimbra Editores, 1998.
  • As Noites Afluentes

Ensaios e outros

  • Serviço Nacional de Saúde: uma aposta no futuro, 1978.
  • A condição portuguesa no Diário de Miguel Torga (Conferência), 1984.
  • Onze anos depois de Abril – Reflexão Política, 1985.
  • Para uma visão diacríptica do romance com Miguel Torga. Coimbra, Gráfica de Coimbra, 1985[14].
  • O dia do encontro – No 40.º aniversário da D. U. D. do Homem (Conferência), 1989.
  • Protótipos Torguianos (Conferência), 1990.
  • Estudos Torguianos. 1.ª ed., 1992. 2.ª ed., 1997.
  • Iniciação à advocacia: história, deontologia, questões práticas. 1.ª ed., 1993. 9.ª ed., Coimbra, Coimbra Editora, 2006.
  • Introdução à maçonaria. 1.ª ed., 1996. 5.ª ed., Coimbra, Coimbra Editora, 2006.
  • Estatuto da Ordem dos Advogados: anotado. 1.ª ed., 1996. 10.ª ed., Coimbra, Coimbra Editora, 2006.
  • Entre o esquadro e o compasso: três intervenções. 1999.
  • Ética e Direito: algumas questões concretas. Coimbra, Livraria Mateus, 1999.
  • Vencer a morte: conferência (seguida de três poemas). Coimbra, Coimbra Editora, 2001.
  • Fernando Pessoa e a Maçonaria. Lisboa, Grémio Lusitano, 2005.

Antologias

Participou na organização das seguintes antologias:

  • Imaginários Portugueses: antologia de autores portugueses contemporâneos. Com outros. Coimbra, Fora do Texto, 1992.
  • Cântico em Honra de Miguel Torga. Com Rui Mendes. Coimbra, Fora do Texto, 1996.

Fonte

  • Wikipedia

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4 thoughts on “António Arnaut”

  1. Mateus Barreirinhas

    Caros Amigos e IIr.´.
    Solicito de novo que o subtítulo 22/05/2018 António Arnault
    seja corrigido para: António ARNAUT, dado ser este o seu verdadeiro nome como já anteriormente fiz referência.

    Obrigado
    MB

    ,
    maçom

    1. António Jorge

      Bom dia, MQI, em todo o artigo o nome aparece como ARNAUT. Talvez me possa ajudar sendo mais claro sobre o que pretende. Saudações Maçónicas. António Jorge

  2. Mateus Barreirinhas

    Caros e Resp. Membros: Venho aqui apenas para esclarecer o nome da M. Ilustre personagem aqui identificada. O seu verdadeiro nome é: António Duarte ARNAUT de quem fui amigo e não Arnault.

    Grato pela futura rectificação que, por certo farão.

    Obrigado, MB

    1. António Jorge

      Muito Obrigado pela correcção e as minhas desculpas pelo lapso da qual sou o unico responsável. Já foi feita. Forte Abraço. António Jorge

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