A Maçonaria tem sérias responsabilidades para com a Humanidade. Por isto, o candidato a Maçom deve e precisa conhecer, antes do seu ingresso, quais serão os seus deveres fundamentais, para que possa conscientemente assumir os devidos compromissos para com a Ordem.
O primeiro dever é o de Lealdade e Respeito para consigo mesmo e para com a sua Divindade Interior.
Os deveres para com os irmãos são ainda os de Estima e Fraternidade, Solidariedade e Confiança em todas as iniciativas voltadas para o bem e o triunfo da Verdade.
Cada irmão deve se esforçar para o seu crescente aperfeiçoamento e também de cada irmão deve ser o guardião.
A Lealdade exige que não haja mentiras entre irmãos, pois a dissimulação é um crime. Enganar a outrem é ser desleal com si próprio.
O respeito ensina que as verdades devem ser ditas mutuamente sem ofensas, humilhações, censuras, julgamentos e sobretudo sem quebra da estima fraternal, quer concordando ou não com o ponto de vista ou ideia apresentada ou defendida por um irmão. A proposta de um irmão recusada pela maioria, não deve ser motivo de ressentimento, principalmente quando debatida com elevação, respeito e amizade.
A Estima gerada pela compreensão e respeito, cimentada pela confiança e identificação de ideais, é o organismo vivente que canaliza, entre os irmãos, a força da Instituição, e quem sabe?!… um raio de Luz do seu prodigioso Segredo?!…
A Fraternidade é o sentimento que mantém a irmandade a serviço da humanidade. Sem o seu cultivo, a árvore Maçónica não produziria frutos substanciais. A Fraternidade é nata no coração; é a base da filantropia verdadeira que DÁ sem buscar recompensa. – Quem DÁ com o intuito de RECEBER, mesmo que seja gratidão ou elogio, não sentiu ainda a beleza do dever fraternal, ainda não é Maçom. A Fraternidade diz que somos irmãos, filhos do mesmo Pai Celestial, da mesma Substância, do mesmo princípio, da mesma Unidade Universal, donde tudo surgiu e se diversificou. Podemos e devemos ser fraternais, mesmo com aqueles com os quais não tenhamos afinidade mental, intelectual, etc. Fraternidade é o laço espiritual; afinidade é a aproximação electiva. A Fraternidade não deve ser praticada somente para com os irmãos Maçons, ela deve se estender a todos os irmãos da humanidade. Porém, quem ingressar na ordem com o intuito de buscar apoio fraternal para obter honraria, melhorar a sua vida material, obter vantagens, esperar protecção para se livrar das justas penalidades da Lei, ganhar causas injustas, ficar imune quando abusa da honra alheia, erra o caminho e se arrependerá amargamente.
Solidariedade Maçónica é o laço moral entre os irmãos, a fim de que possam cumprir melhor as suas responsabilidades pessoais e colectivas perante o mundo.
O sentimento de solidariedade é um dever, e não um favor; é dar de coração, o que se pode: dinheiro, trabalho, apoio, dedicação, horas ou dias subtraídos ao repouso e ao convívio do lar.
O irmão que foge a este dever, falha nos seus compromissos e torna-se indigno de viver no seio da Instituição.
Os deveres do Maçom para com a Loja e a Ordem são aqueles que o induzem à frequência assídua às Sessões, ao zelo, dedicação e amor a tudo que se relaciona com ambas. Deve sentir-se contente ao participar das reuniões da Loja. A sua frequência não deve ser uma obrigação penosa; deve ser um prazer e de conforto pela oportunidade de convívio com os irmãos e pelo contacto com o verdadeiro Espírito da Instituição que deve viver e existir em todos os Templos Maçónicos. Quando o irmão começa a deixar de frequentar as Sessões, sem motivo claramente justificável, é sinal de que está perdendo o interesse pelas coisas Maçónicas. O irmão não precisa ser convidado a frequentar a loja, ele deve ser o primeiro a sentir a necessidade de tal assiduidade. Se isso não acontece, e se a falta de interesse vem da sua parte, deverá normalizar a sua situação e pedir a sua exclusão do Quadro.
Quando designado para desempenhar uma função ou prestar serviços, deve agradecer a oportunidade. Cumprindo o seu dever, não deve exigir recompensas ou elogios.
As suas obrigações financeiras para com a Loja devem ser atendidas rigorosamente, antes de ser convidado a fazê-lo, porque a Loja tem deveres para com outras Lojas, para com a Ordem, com sociedades beneficentes, órfãos, pessoas necessitadas que amiúde lhe batem a porta. Se não quer cumprir de boa vontade com as suas obrigações financeiras fixas, ou ainda quando é procurado para uma contribuição extraordinária (que são inúmeras), se não tem satisfação em contribuir espontaneamente, jamais deverá pensar em se tornar Maçom. O óbolo dado de má vontade queima a mão de quem o dá e de quem o recebe é um duplo crime moral.
Todo Maçom sincero e esforçado é guiado pelo Espírito da Instituição e pelos seus irmãos de ideal, que sempre lhe ajudam a conquistar paz, verdadeira prosperidade e grandes amizades.
O grande objectivo da Maçonaria é o despertar do poder latente em cada ser, e converter o homem em Deus consciente da sua Divindade sem limitações de dúvidas.
A Maçonaria é o agrupamento de todas as correntes sóficas e iniciáticas do passado.
Respeita todas as religiões. Apenas não pode aceitar os maus sacerdotes, mas reverencia os bons e virtuosos.
A Maçonaria é a Ciência da Evolução, é também Tradição, está libertada de dogmas. É liberal e progressiva, os Maçons devem ser as sentinelas avançadas das idades futuras.
Não tem política partidária. No entanto, é essencialmente política no mais grandioso sentido da palavra: realiza a verdade e o bem e procura despertá-los em cada ser, independentemente de raças, credos ou partidarismos. Cumpre o seu desígnio de mediadora activa e laboriosa, defendendo os governos justos e defendendo o povo contra a usurpação. Realiza a sua obra, silenciosa ou publicamente O Espírito da Instituição é imortal, está vivente e presente em toda a parte onde se faz necessário a actuação da justiça e do bem. Se o mal aparentemente triunfa, Ele não se esmorece e reinicia a sua acção.
Ser Maçom é a maior honra para um homem; é também a sua maior responsabilidade.
Muitos entraram para a Maçonaria, mas nunca foram Maçons. Também muitos dos que estão não o são. Eis porque estes facilmente se desanimam, entregam-se ao desengano, imaginam e procuram sempre um motivo inexistente para se agastarem da ordem e acusá-la. Aborrecem-se quando não são elevados de graus, ferem-se quando não são satisfeitas as suas vontades. Estes nunca tiveram Espírito Maçónico.
Por isso, não deve o aspirante se decepcionar, se encontrar no campo Maçónico esses elementos, que não souberam honrar a sua palavra e que sempre estão prontos para tentar estabelecer a discórdia, sem dúvida, têm existido sempre desses seres em todas as sociedades.
O verdadeiro Maçom, no entanto, cumpre o seu ideal, independentemente dos maus irmãos. Trabalha e tem absoluta confiança no poder da Bondade e da Justiça.
Para entrar na Maçonaria não se exige perfeição absoluta do candidato. Exige-se-lhe que esteja em condições financeiras de fazer face aos encargos, sem perda do seu equilíbrio orçamentário. Exige-se que tenha comprovada idoneidade moral. Não se lhe exige intelectualidade e sim capacidade de compreensão, bom senso e boa vontade para o trabalho e estudo. A sua posição social, a sua riqueza, os seus títulos não são, por si só, bastantes para que lhe sejam abertas as portas do Templo. A crença consciente e convicta de que a Justiça e o Bem triunfarão por fim, como manifestações de Divindade no homem e no cosmos, é também uma exigência básica. Tudo isso, no entanto, não é suficiente ainda, pois é imprescindível que o candidato possua ideal Maçónico e que tenha capacidade para praticá-lo e desenvolvê-lo. É Necessário também que o aspirante a Maçom esteja disposto a se libertar do jugo de todo e qualquer preconceito racial e separatista, pois a Maçonaria é uma instituição essencialmente Universal.
Enfim, resumindo, são condições para que um cidadão pertença a Maçonaria:
- Acreditar na existência do Criador, que é Deus,
- Ser homem de bons costumes, consciente dos seus deveres para com a Pátria, para com o seu semelhante e para consigo mesmo,
- Exercer uma profissão honrada ou um ofício lícito que o permita prover as suas necessidades e da sua família e o possibilite participar do dispêndio com as obras da Instituição,
- Levar uma vida equilibrada, que valorize a sua existência e não ponha em risco as suas amizades,
Conclusão
Inegavelmente, a Maçonaria é a organização mais antiga do mundo e uma das mais sérias e conceituadas que existem.
Ela nada tem de paganismo, nada de ocultismo e muito menos de bruxaria ou de diabólica. Quando alguém disser o contrário disso, fica como uma “dica” para você: essa tal pessoa não conhece a Maçonaria e muito menos a sua história, por isso mesmo, não deve merecer crédito.
Fica aqui um desafio: passe a observar, de agora em diante, quem são os Maçons e veja como é o comportamento social, a vida familiar, para que assim você tenha bem abalizadas as suas conclusões sobre a Maçonaria.
Não se deixe levar por qualquer pessoa, especialmente aquelas que você sequer conhece que chegam dizendo “isto ou aquilo”, contra a Maçonaria ou a favor dela. Faça a sua própria pesquisa. E tire a sua própria consciência, a sua conclusão que será, sem qualquer dúvida, correcta porque honesta.
Você já pôde ver que a Maçonaria não é uma religião. Porém ela exige que a pessoa creia em Deus, pois só crendo em Deus, uma pessoa é capaz de ser sábia e começar a conhecer os segredos da vida.
Deus, que na Maçonaria é respeitosamente chamado de “Grande Arquitecto do Universo”, é a chave desse conhecimento.
Você observou que este Deus não é um qualquer, mas é aquele que realmente fez o universo, isto é, o céu e a terra, o mundo e aqueles que nele habitam. Aquilo que os néscios negam.
Você viu que a Maçonaria tem grande estima e consideração para com a Família, por ser através dela que se formam e que se educam as pessoas para viverem em sociedade.
E se você tiver qualquer preconceito, restrição ou desconfiança sobre a Maçonaria, após pesquisar e estudar poderá concluir que tudo não passava de um desconhecimento ou de um conhecimento deturpado das verdades que cercam esta organização, da qual muitos querem fazer um mistério, uma sociedade secreta, uma coisa diabólica e pagã.
Não se deixe levar por informações e considerações falsas. Conheça você mesmo a verdade sobre os factos. Comece examinando a própria Bíblia, que conta o início da Maçonaria, no reinado de Salomão, conforme está registrado nos livros dos Reis e das Crónicas.
Não é preciso dizer mais nada! Acreditamos que o leitor já saiba agora definir por si mesmo o que seja Maçonaria. Basta lembrar que ser Maçom não significa negar a Deus. Ao contrário, ser Maçom implica o reconhecimento interior do indivíduo. O seu reconhecimento espiritual, em defesa dos princípios sacramentais da pessoa humana, onde a virtude, a dignidade e a honradez se destacam, transformando esse mesmo indivíduo num esteio basilar da harmonia social, enobrecendo a sociedade por inteiro.
Esperamos que as informações recebidas tenham ajudado você a estabelecer o seu conceito real sobre a Maçonaria, para abrir novos horizontes de conhecimentos.
Autor desconhecido

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