“Que ideia mais bem-vinda esta de fundar um Teatro Nacional para nós, alemães, quando nós, alemães, não somos ainda uma nação! Não falo de constituição política, mas apenas a respeito do carácter moral. Quase se poderia dizer que nada temos disto. Somos ainda imitadores inveterados de tudo que existe no estrangeiro”
Gotthold Ephraim Lessing, 1769
Quando se analisa os problemas enfrentados a partir da segunda metade do século XVIII pela Maçonaria alemã, a grande questão a ser respondida são os motivos pelos quais, ao se concluir pela necessidade das reformas dos rituais em uso, optou-se pela criação de novos, ao invés de simplesmente copiar os que eram praticados noutros países. O que motivou os maçons daquele tempo a preterir material de trabalho pronto, mesmo que imperfeito, e partir assim em uma trabalhosa jornada de muitos percalços e sem nenhuma garantia de sucesso? A resposta não é – como tudo que acontece na Alemanha – simples, mas uma possível explicação pode ser encontrada no trabalho de um grupo de pensadores, pertencentes à classe média ou burguesia, em geral protestantes, escritores ou artistas, muitos deles ligados à Maçonaria e que lançaram as bases de uma identidade cultural nacional. Esta identidade possibilitou a unificação cultural indispensável para a posterior unificação política alemã.
Historicamente a Alemanha desde 1512 ostentava o impressionante título de Sacro Império Romano-Germânico. Voltaire sarcasticamente comentou que não era nem santo nem romano, e certamente não era grande coisa como império. Quanto a germânico, a palavra na época não significava muita coisa [1]. A caótica divisão política na qual se encontra tem reflexos na cultura. Por volta de 1700, a Alemanha é o único país da Europa civilizada sem literatura alguma. Os alemães afiguram-se aos seus vizinhos como nação iletrada. Na França dizem que “o alemão é uma língua para falar com os criados e com cavalos”. Todas as pessoas cultas, na Alemanha, se exprimem em Francês ou – nas Universidades – em Latim. Paradoxalmente, essa também é a época da música de J. S. Bach, o que demonstra, ao menos nas expressões não-verbais, o potencial cultural dos alemães [2].
Além da divisão política, era nítida a forte divisão social entre a aristocracia e a ascendente burguesia, e a indigência relativa de ambas. Isto levava os nobres a se isolarem, utilizando a prova de ancestralidade como o instrumento mais importante para lhes preservar a existência social privilegiada. Por outro lado, bloqueava à classe média alemã a principal rota pela qual ascendiam os elementos burgueses de países ocidentais, ao casar e serem recebidos pela aristocracia: através do dinheiro. Mas quaisquer que tenham sido as causas – sem dúvida altamente complexas – dessa separação, ela influenciou durante longo tempo o carácter nacional alemão, à medida que este foi emergindo. Esta divisão explica por que uma corrente linguística principal, a linguagem dos alemães educados, recebeu os seus impulsos decisivos e aprovação de um estrato intelectual de classe média [3].
O século XVIII marca o surgimento e a expansão na Europa do movimento cultural iluminista, marcado por ideias características, como o predomínio da razão sobre os sentidos, e o comprometimento dos seus expoentes de atingir um público mais amplo de leitores e seguidores, ultrapassando as circunstâncias históricas imediatas e estendendo a perspectiva de uma nova compreensão do lugar do ser humano no mundo, com uma melhoria radical da condição humana [4]. Na Alemanha o Iluminismo é conhecido como Aufklärung, e os seus pensadores estavam convencidos de que emergiam de séculos de obscurantismo e ignorância para uma nova era, iluminada pela razão, a ciência e o respeito pela humanidade. O chamado “Século das Luzes” empenhava-se em estender a razão como crítica e guia a todos os campos da experiência humana [5]. Em certos meios literários e culturais começou-se já a afirmar a necessidade de criação de uma nação alemã. Alguns espíritos cultos começaram a manifestar o reconhecimento de que a nação alemã se baseava cada vez mais em factores culturais e menos em factores políticos, já que politicamente ainda se encontrava muito fragmentada [6].
Fundamental no processo de difusão do Iluminismo através da Europa e, em especial, na Alemanha, foi o papel desempenhado pela Maçonaria Especulativa, recém-criada na Inglaterra, que em breve estaria no epicentro dos acontecimentos políticos de todo o continente e também das Américas. Os maçons do século XVIII foram muito activos na promoção da ideologia racionalista do Iluminismo, que está na raiz do pensamento e valores maçónicos, e que também foi uma inspiração para a maioria dos primeiros nacionalistas [7]. Os trabalhos de Georg Simmel, Jürgen Habermas, Maurice Agulhon, Daniel Roche e Margaret C. Jacob colocaram as lojas maçónicas do Antigo Regime no coração dos seus estudos da sociabilidade dos séculos XVIII e XIX, demonstrando a importância da Maçonaria como difusora de ideias de igualdade e liberdade, além de ponto de encontro privilegiado entre diferentes extractos da sociedade da época [8]. Os próprios participantes podem não ter se dado conta desse lado “subversivo” da sociabilidade maçónica, mas a livre convivência de aristocratas e burgueses – e, portanto, a transgressão dos limites corporativos – era politicamente explosiva [9].
Nos países germânicos a Maçonaria Especulativa começa em 1737, data da criação da primeira loja em Hamburgo, a Loge d’Hamburg, que em 1741 assume o nome de Absalom zu den drei Nesseln. Esta localização não se deve ao acaso. As suas estreitas relações com Londres colocaram o grande porto hanseático em relação directa com a Maçonaria inglesa. Porém, à princípio, o rei da Prússia Frederico-Guilherme I, o célebre “Rei Sargento”, mostra à Maçonaria uma hostilidade radical, denunciando nela uma força contrária aos interesses do Estado e da religião e fechando a ela as suas fronteiras. Esta oposição explica porque o jovem Frederico, então príncipe da Prússia, deve sair dos limites do reino para a sua iniciação, que acontece em 1738 em Brunswick [10].
Com a ascensão ao trono de Frederico em 1740, a Maçonaria alemã passa por grande crescimento, contando com a protecção real. Lojas maçónicas eram estabelecidas rapidamente no norte protestante e na Alemanha Central – o núcleo do Iluminismo alemão – assim como na Renânia. No Sul católico as Lojas Maçónicas eram limitadas a poucas cidades, visto que a Maçonaria no século XVIII era um fenómeno tipicamente urbano [11]. Por volta da metade do século, os irmãos prussianos se vangloriavam das proezas militares de Frederico II, proclamando-o um grande herói e imaginaram-se vivendo numa “Idade de Ouro” governada por um “rei mais valente que Alexandre”. Celebravam o seu dia de nascimento e as suas realizações. Ele foi descrito como um Príncipe Herói e um Filósofo, que no “Império Alemão” assegura a glória e a longevidade da franco-Maçonaria. Ele, sobre a Maçonaria, disse que “a sociedade trabalha apenas para germinar e frutificar todos os tipos de virtudes em meus estados”. A adoração maçónica de Frederico II era encontrada até em almanaques de bolso carregados pelos irmãos e geralmente escritos em francês [12].
Por outro lado, ainda que os irmãos nas lojas jurassem lealdade ao Estado, também minaram a antiga Ordem “oferecendo um novo sistema de valores eticamente fundamentado, que implicava necessariamente uma condenação dos princípios do absolutismo”. Não apenas discursos e debates, mas também as práticas culturais das lojas adquiriram significado político. Tanto o apelo das lojas como a sua poderosa força política baseavam-se no facto de terem criado um novo espaço retirado do Estado, no qual a realidade política estava suspensa e na qual circulava uma variedade selvagem de ideias e opiniões, paixões e interesses. Dentro das Lojas, a sociedade poder-se-ia inventar e experimentar, vivendo a ficção de uma ordem livre de dominação, vivendo a iluminação. Ao mesmo tempo, as lojas também anteciparam os limites dessa nova ordem da sociedade civil [13]. Toda acção, porém, gera uma reacção, e o uso das lojas como lugares de louvor aos monarcas misturado com o Iluminismo se tornou uma mistura inebriante e volátil. Concentrar-se na pessoa do governante pode levar a enfocar a nação. Particularmente nas lojas alemãs, onde o culto da monarquia era tão pronunciado, pelo menos na Prússia, o pensamento maçónico tomou um rumo nitidamente nacionalista [14].
Apesar de hoje ser de uso extremamente comum, naquele tempo de formação do Estado Moderno ainda não existia a palavra que descrevia o sentimento que aos poucos iria mudar a Alemanha: Nacionalismo. Segundo a Stanford Encyclopedia of Philosophy, o termo “nacionalismo” é geralmente usado para descrever:
- a atitude que os membros de uma nação têm quando se preocupam com a sua identidade nacional, e
- as acções que os membros de uma nação tomam quando procuram alcançar (ou sustentar) a autodeterminação.
Nas línguas românicas a palavra “nação” é vernácula. Noutras línguas, quando é usada, é um empréstimo estrangeiro [15]. Sabe-se que, na Grã-Bretanha, o adjectivo “nationalist” data de 1715, sendo inicialmente usado para nomear os defensores da “national church”. (…)Em francês, a invenção do substantivo “nationalisme” é comumente atribuída ao abade Barruel, que o terá aplicado em 1798 [16]. Mas o que realmente chama a atenção é que a questão da nação e da nacionalidade no seu sentido moderno tenha sido expressa no momento da sua fundação, em fins do século XVIII, em textos de cunho literário e estético, isto é, como um elemento privilegiado na discussão sobre as artes e a literatura. Apesar disso se evidenciar e assumir um carácter particular na cultura política alemã, a convergência entre a estética e a política não é de modo algum um fenómeno restrito à Alemanha. Reinhard Koselleck menciona como no século XVIII existe uma imbricação entre a política e a estética, pela qual a crítica literária serve como arcabouço para o exercício de uma crítica política que de outro modo não seria possível, devido a existência da monarquia como uma ordem política cujo princípio fundamental era a exclusão da participação efectiva nos negócios do Estado [17].
Em razão disto, todo o movimento literário da segunda metade do século XVIII e os seus ideais estéticos, são produto de uma classe social que se opunha às inclinações sociais e estéticas de Frederico, facto que o faz ignorar e condenar esta nova geração que incluía Klopstock, Herder, Heine, Hamann, Tieck, Novalis, Hoffman, Klinger, Lessing, os poetas do Sturm und Drang, Schiller e, principalmente, Goethe cujo Werther tornara o seu nome conhecido por toda Europa. A única obra mencionada por Frederico foi Götz Von Berlinchingen, de Goethe, porém esta menção foi feita apenas para criticar a presença de Shakespeare no divertimento das classes baixas da população [18]. O conflito entre Frederico II e os intelectuais esclarecidos alemães tem como fulcro essa dimensão social pela qual, à medida que a ideia moderna de nação passa a tomar forma, o monarca se vai revelando cada vez mais antipatriótico e ofensivo aos ‘alemães’. Não que o rei tenha se transformado, o que muda realmente é a percepção de si e da ‘nação’ por esses intelectuais. Sentido em que a crítica ao ethos aristocrático, esclarecido e francófono de Frederico II caminha lado a lado com a invenção da nação pela burguesia alemã naquele momento histórico [19].
Como pioneiro dessa nova ideia, além de nome importante do iluminismo e da Maçonaria alemã, Gotthold Theodor Lessing (1729-1781), representa a atitude que inaugura uma estratégia de afirmação nacional com base na valorização de um padrão cultural, de uma fisionomia moral estruturante, de um sentido de “pertencimento” que convoca a nação. No caso da Alemanha na primeira metade do século XVIII, ainda perfeitamente fragmentada e, por isto, diminuída diante de Estados Nacionais já constituídos, como a França e a Inglaterra, por exemplo, a estratégia de superação do “atraso”, de alcance das potências europeias, mobilizou, entre outros instrumentos, um questionamento à hegemonia cultural francesa [20]. O caminho aberto por Lessing possibilitou o surgimento do pensamento nacionalista de Johann Gottfried von Herder (1744-1803). Embora baseado nas tentativas de Lessing para construir um teatro genuinamente alemão, em face da perversão do classicismo francês [21], Herder actua em favor da identidade alemã principalmente pela filosofia da linguagem e pela identificação entre a língua e a nação. A ‘descoberta’ da língua alemã como língua do povo e da nação – caracterizada como a discussão a respeito da conexão entre a língua, os ‘costumes’ e os ‘modos de pensamento’ na sua obra ‘Fragmentos sobre a nova literatura alemã’ (1767) constitui um esforço de explicitação do carácter ou do ‘génio da nação’ [22].
Durante a época revolucionária o cosmopolitismo iluminista era confundido, com o romantismo alemão e o protonacionalismo. Embora muitos alemães tenham saudado a Revolução Francesa com euforia e algumas Lojas alemãs e outras sociedades secretas tenham apoiado activamente a Revolução, esse entusiasmo azedou quando os franceses embarcaram em guerras de conquista. Ironicamente, alguns dos maiores teóricos do nacionalismo alemão como Herder e Fichte eram maçons, demonstrando o papel das Lojas maçónicas como uma instituição da vida cultural da Alemanha. A filosofia de nacionalismo cultural de Herder passou a ser um manifesto de identidade nacional com influência muito além da Europa Central [23]. Mas se os maçons podiam ter ideias políticas como Constituições, eleições com voto individual, além de governança independente, essa mesma liberdade de pensamento influenciaria as transformações internas da Maçonaria alemã que, segundo J. Autrusseau, nascera francófona e aristocrata, e terminaria o século burguesa e francófoba, abrindo assim caminho para a reforma dos seus rituais.
Primordialmente, a Maçonaria na Alemanha trabalhava de acordo com o sistema inglês de três graus, conhecido como Maçonaria de São João, que era baseado no antigo sistema das guildas. Quando a Maçonaria francesa ganhou influência, surgiram estruturas mais elaboradas com rituais extensos e diversos graus superiores. A Estrita Observância tornou-se muito importante, com os seus membros acreditando ser sucessores dos Templários. Finalmente o Sistema Sueco propagava uma doutrina ‘gnóstico-crística’ o que adicionou mais confusão aos sistemas. Nesse conjunto a Maçonaria compreendia os elementos mais contraditórios, variando do racional e iluminado aos irracionais e esotéricos [24]. Para complicar um pouco mais, os grupos maçónicos na Alemanha não eram homogéneos. Alguns, por exemplo, os “Illuminatti”, eram racionalistas; vários eram místicos e outros ocultos, e alguns foram propagados por charlatães e impostores. Pertenciam ao grupo racionalista, entre outros, Mauvillon, Nicolai, Bode, Schröder; para o grupo místico Lavater e Jung-Stilling. Lessing, Claudius, os irmãos Stolberg e J. H. Voss eram membros do rito místico de Zinnendorf em Hamburgo. Ao grupo oculto pertenciam Eckartshausen e Goué, e como duendes do último grupo os seguidores de Cagliostro podem ser mencionados. Goethe, Herder e Karl August pertenciam aos “Illuminatti” [25].
De acordo com Rui Jung Neto, em 1782, no Congresso de Wilhelmsbad, surgiu na Alemanha a ideia de se elaborar um novo ritual, procurando eliminar os erros e dúvidas decorrentes do que era então utilizado. No ano de 1783 foi constituída uma Comissão para reerguer a Maçonaria de acordo com a sua origem Inglesa. Em 1788 o Irmão Friedrich Ludwig Schröder (1744-1816) foi convidado para integrar esta comissão, iniciando por reunir as antigas exposições e fazendo anotações gerais. Fez também, contacto com o Irmão Fessler, em Berlim, que estava empenhado em tarefa semelhante. Como na Inglaterra não existissem rituais escritos para se tomar como base, foi solicitado ao Irmão von Gräfe para que, de memória, escrevesse os procedimentos adoptados pelas Lojas de Londres. Schröder, que foi uma figura de primeiro plano da cena teatral alemã e na Maçonaria, começaria a sua trajectória maçónica de forma incomum, sendo inicialmente rejeitado por unanimidade ao pedir filiação na Loja Jonathan, Oriente de Brunswick, por causa da sua qualidade de artista, tendo que aguardar até 1774 para ser iniciado em Hamburgo na Loja Emanuel zur maienblume por recomendação do seu amigo iluminista Johann Joachim Christoph Bode, então Venerável Mestre da Loja Absalom [26].
Somente em 1790 tornou-se possível nomear uma pequena comissão sobre a presidência de Schröder e composta de representantes de todas as Lojas. Ele então desloca-se para Weimar a fim de estabelecer contacto mais frequente com os Irmãos Bode e Herder. Ao retornar para a sua propriedade em Rellingen, dedica-se de forma exclusiva a elaboração do seu trabalho. Schröder envia a sua versão para Fessler, que a desaprova por acreditar que os irmãos de Berlim irão considerá-la muito simples. Durante todo o seu período de criação em Rellingen, Schröder troca grande volume de correspondência com Herder, além de Meyer, que contribuem com sugestões e observações ao novo ritual. Finalmente Schröder submete o seu texto aos Mestres de Hamburgo em 29 de Junho de 1801 que o adoptam por unanimidade. Depois de mais uma revisão de certas passagens, que não tinham concordância com a cerimónia, foi impressa uma edição limitada para as Lojas de Hamburgo e uma edição maior foi editada em 1816 para todas as Lojas Alemãs [27]. Nesse contexto de uma maçonaria voltada às altas indagações filosóficas que permeava a reforma da fraternidade na Alemanha é que se inscreveu a construção do sistema de ensino schroderiano, cujo principal objectivo foi o realinhamento com as práticas maçónicas inglesas, restaurando o que Schröder entendia como a verdadeira e antiga Maçonaria, ou seja, sem os enxertos de misticismo, rosacrucianismo, iluminados, cavalheirismo e altos graus, vez que eles não integravam a Maçonaria no seu início [28].
Aquele a quem inicialmente tinham rejeitado como indigno de iniciação veio a firmar-se como um dos principais reformadores maçónicos da História [29].
Conclusão
As ideias iluministas tiveram livre circulação pela Europa principalmente através das Lojas Maçónicas, que partilhavam os mesmos valores de cosmopolitismo, liberdade e humanismo. Em relação à Alemanha, o desenvolvimento natural dos ideais iluministas levou à uma profunda reflexão sobre a condição política e cultural da sociedade, iniciadas por pensadores e artistas de classe média, em geral protestantes e maçons. Estas ideais fundamentaram o conceito de nação num país fragmentado, resgatando as suas origens míticas e fomentando ideais de unificação cultural e política. Toda esta transformação também se reflecte na Maçonaria, com a criação de novos ritos e sistemas, no qual se destaca a criação do sistema de ensino de Schröder, que é utilizado com sucesso até os dias de hoje em vários países do mundo.
Marcos Roberto Marini
Notas
[1] KITCHEN, M.; História da Alemanha moderna de 1800 aos dias de hoje, pág. 19, São Paulo, Cultrix, 2013.
[2] CARPEAUX, O.M.; História concisa da literatura alemã, pág. 33, Faro Editorial, 2014.
[3] ELIAS, N.; O processo civilizador, v. 1, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, pág. 38, 1994.
[4] ROBERTSON, J.; The Enlightenment: a very short introduction, Oxford University Press, pág. 1, 2015.
[5] COSTA, S.A.C.; A afirmação da identidade nacional na literatura alemã do século XVIII: aspectos do Iluminismo, Sturm und Drang, Classicismo e Romantismo. In: Solange Aparecida de Campos Costa; Walison Paulino de Araújo Costa. (Org.). Linguagem e literatura: um movimento de intersubjectividade, v. 1, Brasília, Ícone Gráfica e Editora, 2010.
[6] SANTOS, J.A.; Nações e nacionalismo: o caso alemão, Revista da ESGHT/UAL, n. 10, pág. 28, 2002.
[7] BAYCROFT, T.; Nationalism, National Identity and Freemasonry, Journal for Research into Freemasonry and Fraternalism, págs. 20 e 21, 2010.
[8] BEAUREPAIRE, P.Y.; The Universal Republic of the Freemasons and the Culture of Mobility in the Enlightenment, French Historical Studies, pág. 408, Julho/2006.
[9] HOFFMANN, S.L.; The politics of sociability: Freemasonry and german civil society 1840-1918, The University of Michigan Press, pág. 28, 2007.
[10] BLED, J.P.; A Maçonaria na Alemanha – Primórdios, in https://bibliot3ca.com/a-maconaria-na-alemanha-primordios/
[11] HOFFMANN, S.L.; op. cit., pág. 19.
[12] JACOB, M.; Living the enlightenment, pág. 156, Oxford University Press, 1991.
[13] HOFFMANN, S.L.; op. cit., pág. 19.
[14] JACOB, M.; op. cit., pág. 157.
[15] HOBSBAWN, E.; Nações e nacionalismo desde 1780, Editora Paz e Terra, pág. 29, 1991.
[16] CATROGA, F.; Pátria e Nação, Temas Setecentistas, Universidade de Coimbra, pág. 14, 2008.
[17] FERREIRA NETO, O.M.; O pensamento histórico do jovem Herder: crítica ao Esclarecimento e a formação da nação (1765 – 1774), pág. 189, São Paulo, 2018.
[18] MACHADO, V.G.; Viagem Inacabada: Goethe e Os Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister, pág. 21, São Paulo, 2012.
[19] FERREIRA NETO, O.M.; op. cit., pág. 188.
[20] DE PAULA, J.A.; A ideia de nação no século XIX e o marxismo, Estudos Avançados, v. 22, n. 62, São Paulo, Jan/Abr. 2008.
[21] VILLACAÑAS, J.L.; Fichte y los Orígenes del nacionalismo alemán moderno, Revista de Estudios Políticos (Nueva Época), n. 72, págs. 130/131, Abril-Junho 1991.
[22] FERREIRA NETO, O.M.; op. cit., pág. 182.
[23] BEACHY, R.; Recasting cosmopolitanism: german freemasonry and national identity in the early nineteenth century, Eighteenth-century studies, v. 33, n. 2, pág. 256, 2000.
[24] ROEHR, S.; A primer on german enlightenment: the fundamental concepts and principles of ethics, University of Missouri, págs. 109 e 110, 1995.
[25] PRICE, L.M.; Quest for Mysteries: The Masonic Background for Literature in Eighteenth-Century Germany, Modern Language Quarterly, v. 10, n. 1, mar/ 1949.
[26] BEAUREPAIRE, P.Y.; Hiram au théâtre. Circulations maçonniques et théâtrales en Europe, pág. 7.
[27] SOLF, H.H.; A origem e fontes do ritual Schröder, Quatuor Coronati, 1979.
[28] BADARÓ, R.; O pensamento de Johan Gottlieb Fichte para a reforma da Maçonaria alemã de Friedrich Ulrich Ludwig Schröder.
[29] BEAUREPAIRE, P.Y.; op. cit., pág. 10.

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