Na nossa segunda Instrução, nós aprendizes, tomamos contacto com mais pormenores dos símbolos que até então nos eram desconhecidos, as suas significações e simbologias.
Por exemplo, a orientação da nossa oficina do Oriente ao Ocidente e do Norte ao Sul que representam toda a grandiosidade e compromisso da nossa Instituição com os acontecimentos da humanidade, no trabalho árduo e incessante da Maçonaria em laborar a favor do desenvolvimento do homem para a sua plenitude.
Sustentando a nossa Loja vemos as três grandes colunas SABEDORIA, FORÇA e BELEZA, que nos remetem para os princípios básicos que devem dirigir a aprendizagem Maçónica, respectivamente:
- SABEDORIA – para através do discernimento, dar orientação aos nossos actos e pensamentos.
- FORÇA – que deve ter todo o Maçom para superar as adversidades do mundo profano e se aprofundar mais e sempre nos Augustos Mistérios da Maçonaria.
- BELEZA – Item importante e que deve estar sempre muito bem enraizado no coração de todo o Maçom, para que sejamos instrumentos de proliferação do amor emanado através do G∴ A∴ D∴ U∴ .
Descobrimos também no interior da nossa Loja as luzes, que dentre elas, o SOL representando o G∴ A∴ D∴ U∴ está sempre simbolizando toda a glória e esplendor do Criador, aquecendo-nos com os seus raios energizantes e curativos, não apenas do corpo, mas principalmente, da alma.
O PAVIMENTO MOSAICO que, com os seus quadrados brancos e pretos, remetem o Maçom à humildade que lhe deve ser inerente, perante as mais variadas representações da Fé no Criador, orientando-nos para o caminho da tolerância e desapego aos preconceitos quando nos deparamos com conceitos diversos de religiosidade mas, que não representando nenhuma afronta às Leis Maçónicas, devem ser respeitadas e vistas como a exteriorização do amor ao G∴ A∴ D∴ U∴.
Esta tolerância, deve dar-se apenas no sentido de desapego à conceitos pré-concebidos que a nossa vivência no mundo profano eventualmente nos faz incorporar, e o respeito às religiosidades humanas tem a finalidade de busca a uma harmonia Universal.
A ORLA DENTADA, simbolizando o princípio da Atracção Universal a unirmos cada vez mais, nos mais variados níveis de convivência social, quer seja nos nossos círculos de amizade, de família ou de fraternidade em volta da nossa Loja e com os nossos Irmãos em todo o mundo, através do Amor Fraternal.
O ESQUADRO e o COMPASSO, cujas pontas estão ocultas, lembram-nos de que, enquanto não estiver completo o nosso trabalho de desbastamento da Pedra Bruta jamais poderemos fazer uso deste.
Nesta Instrução também nos são apresentadas as JÓIAS MÓVEIS que são:
- ESQUADRO, representa a rectidão que o Venerável Mestre deverá ter nos seus trabalhos e sentimentos perante os seus obreiros e a
- O NÍVEL, decorativo do 1º Vig∴ tem na sua simbologia o Direito Natural, que é a base para a igualdade social, e que dele derivam todos os Direitos.
- O PRUMO, que orna o 2º Vig∴ simboliza o desapego ao interesse ou à afeição no trato com os obreiros.
O NÍVEL e o PRUMO auto-completam-se e devem sempre co-existir para que através da Justiça, Imparcialidade e observância dos regulamentos Maçónicos, os homens estejam sempre em posição de igualdade para responder ou valer-se dos seus atributos como Maçons na busca da Liberdade, e Justiça sem qualquer facilitação ou pendências para qualquer um, sob pena de, em havendo qualquer deferência à pessoa, ficar abalado o equilíbrio que deve existir para todos em todo o mundo.
Tomamos conhecimento também, nesta Instrução, das JÓIAS FIXAS que decoram o nosso Templo:
- A PRANCHETA DA LOJA, utilizada pelo Mestre na orientação dada ao Aprendiz rumo ao aperfeiçoamento na Real Arte Maçónica.
- A Pedra Bruta , em cuja superfície o Aprendiz deve trabalhar e polir até ser considerado Obreiro competente e capaz, quando do julgamento do Mestre, determinando estar a Pedra Bruta. Ela representa o Obreiro, no seu estado anterior ao da sua entrada na nossa Augusta Instituição, cuja inteligência, costumes e actos estavam desfocados pela convivência no mundo profano.
É através do trabalho como Obr∴ e do seu comprometimento e entrega aos nossos Sereníssimos Regulamentos e Regras Morais, de Virtude e eterna Vigilância à vontade do G∴ A∴ D∴ U∴ que o Aprendiz Maçom poderá atingir a qualidade de P∴ P∴ , para então se poder tornar um membro produtivo e um amplificador da Doutrina maçónica.
- A Pedra Cúbica , é a obra acabada do homem no fim da sua vida, que através do Labor e da exaustão, conseguiu atingir a plenitude da Virtude, Piedade, e do Amor.
- A Pedra Cúbica , ou Pedra Polida deve ser sempre o objectivo do Maçom e deverá ser o porto ao qual todos nós deveremos encaminhar a Nau das nossas vidas a partir de agora.
Este porto, cujo solo tem origem Divina, será a recompensa de uma vida de entrega, desapego e trabalho na construção de Templos à Virtude e Masmorras ao Vício e às Trevas, que infelizmente, permeiam nossas vidas, mas que são sempre vencidas, quando em contacto com a Luz e a Grandiosidade do G∴ A∴ D∴ U∴.
Esta 2ª Instrução, foi de grande valor, pois através destes ensinamentos pudemos, na qualidade de Ap∴ M∴ discernir a grandeza da Real Arte Maçónica.
Será através das simbologias e orientações apresentados que certamente iremos direccionar os nossos passos rumo ao nosso aperfeiçoamento humano, e também de toda a humanidade.
Antonio Marcus de Melo Ferreira – A∴ M∴ – ARLS Evolução Gonçalense, nº 50, Rio de Janeiro – Brasil
Bibliografia
- Ritual do Grau de Aprendiz Maçom
- Pesquisa WEB

- O Conceito de Grande Arquitecto do Universo
- Do Conhecimento… à Sabedoria
- Instrução iniciática do companheiro maçon: ética – fundamental, mas não o suficiente!
- A iniciação a que assisti

