O Parlamento da Sicília votou favoravelmente a perseguição à Maçonaria

O Parlamento Regional da Sicília escreveu uma página negra ao aprovar uma Lei que limita os direito e garantias individuais dos Maçons, que passarão a ter de declarar pertencer à Ordem.

Na reacção do Grande Oriente de Itália, materializada numa Carta Aberta dirigida aos Deputados Regionais, pode ler-se:

“Estamos perante a confirmação formal de um juízo negativo e criminalizador face a uma instituição que promove o respeito pelos demais, a tolerância, a inclusão, independentes das opiniões políticas e das crenças religiosas” e que é formada por pessoas “honestas, com profundas raízes éticas e uma prática bem estabelecida de raciocínio, escuta e discussão pacífica”

A mesma Carta Aberta recorda que já em duas ocasiões, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou o Estado Italiano por motivar este tipo de leis discriminatórias relativamente à Maçonaria. Na Carta pode ler-se:

“A lei aprovada é perigosa. O fascismo fez o mesmo e somente António Gramsci interveio na Parlamento para se opor a ela, não porque fosse Maçon, mas porque considerou que este seria o primeiro passo na direcção da ditadura. Quando a Itália se libertou desse regime, o Maçon Meuccio Ruini presidiu à Comissão dos 75, que redigiu a Carta Constitucional de Itália.”

O texto completo da Carta Aberta pode ser lido AQUI

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *