Ser aprendiz maçon é nada saber

Ser aprendiz maçon é nada saber, pouco conseguir ver e, menos perceber.

Aqui, entre colunas, oriento sete curtos apontamentos deste aprendiz maçon que sou:

Primeiro, este “ser aprendiz maçon” tem tido oportunidade de conhecer novos amigos. Em verdade, mais do que amigos, encontrei verdadeiros irmãos, justos e perfeitos.

Em segundo lugar, gostei muito de encontrar gente especial, gente escolhida, pessoas muito diferentes daquilo que encontramos no mundo profano. Pessoas com um sentido superior sobre a vida e sobre o mundo. Deixei de me sentir sozinho! Faço agora parte de um grupo que procura a verdade, que é exigente consigo própria, que não teme o trabalho dos II∴ … um grupo de gente madura com quem muito me identifico. O meu obrigado a todos pela fraternidade em que me aceitaram.

Terceiro aspecto, como não poderia deixar de ser, são as sessões no Templo. Gosto muito de todo este ambiente de secretismo, de exclusividade vivido nas sessões. Das manifestações de apoio aos trabalhos desenvolvidos e apresentados. Algo de muito especial. Ainda que, por vezes a pressão e, a duração das sessões seja longa, gosto de aqui estar.

Em quarto lugar, saliento aquele período no qual ocorre o melhor convívio entre todos, e isso acontece durante o ágape. As refeições são muito boas. Ali, após o esforço e dedicação no Templo, alimentamos o corpo. O convívio dos irmãos é muito agradável, permitindo que nos conheçamos melhor e, nas tertúlias que nesse ambiente acontecem, aprendo muito sobre maçonaria e sobre a vida.

Quinto detalhe do meu estado de aprendiz, de que muito gosto, são os brindes. Brindar, todos em uníssono, cria uma envolvência que ecoa na minha alma. Naquela sequência de sete brindes percorrem-se diferentes aspectos do mundo profano, apelando e salientando o auxílio aos maçons e, ao valor dos maçons espalhados pelo mundo.

O sexto aspecto é representado por essa oportunidade de duas vezes por mês, poder ausentar-me de casa ao final de tarde e estar com bons e verdadeiros irmãos. Tenho assim, com o argumento de me ausentar do mundo profano, uma desculpa que a mulher aceita, para estar e conviver convosco.

Sétimo apontamento: estou muito contente com este primeiro ano de maçonaria. O meu obrigado a todos vós pelo acolhimento que me têm dedicado.

Em tom de conclusão: quase como se de um oitavo aspecto se tratasse (e recordo que ao oito, em língua portuguesa poderemos associar noite, e assim acontece em muitos idiomas: no inglês: eight/night; no alemão: Acht/nacht; no francês: huit /nuit…), deixo 3 curtos apontamentos.

Tal como acontece neste estado de aprendiz, no qual me encontro e, sabendo já da existência da Luz, mas dela apenas reconhecendo no reflexo do que a Lua permite… Em tom de conclusão digo:

  1. espero ser capaz de Ser e de fazer muito mais e melhor. Isso só será possível com a ajuda de todos, o contínuo trabalho e elevação de cada um de vós e, a minha humildade, para perceber as minhas inúmeras fraquezas, reconhece-las, querer emendá-las e, fazê-lo!;
  2. saberemos pois, na análise da dialéctica proposta por Hegel, perceber os sete aspectos que hoje vos trouxe, não como a tese, nem tão pouco a síntese (como se esta última eu desejasse, e afirmo desde já que não);
  3. espero possam os meus II∴ contar com o dobro do meu trabalho, a minha contínua participação, exigência e, o triplo da paciência e tolerância para com cada um de vós.

Bento Rodrigues – A:. M:.

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