A minha entrada na Maçonaria

Knight Templar

Em meados da década de 90, do século passado, fui numa viagem de turismo a Malta.

Para quem não sabe, Malta, para além de ser uma ilha lindíssima, tem uma característica particular: Em La Valleta (a capital) existe um número tão elevado de Igrejas que os locais afirmam que se pode ir todos os dias à igreja e durante um ano, não repetir nenhuma.

Do circuito obrigatório que qualquer turista deve fazer, consta a visita à Basílica da La Valleta. Trata-se de uma igreja Católica Romana que faz parte do Património Mundial da UNESCO e é uma das mais famosas e principais atracções turísticas de La Valletta.

Durante a visita, comecei a ouvir nomes de portugueses, o que não é habitual. Quando perguntei quem eram e o que faziam ali, responderam-me que se tratava de Grão-mestres da Ordem do Templários e que estavam ali sepultados, já que Malta teria sido um dos seus principais pontos de apoio.

Como sou um “bicho curioso”, decidi tentar saber mais sobre estas pessoas e sobre os Templários, pelo que assim que cheguei a Lisboa, comprei tudo o que havia de livros sobre o assunto.

Nas minhas pesquisas, comecei a encontrar um nome “misturado” com os Templários – a Maçonaria. Daqui resultou que tivesse expandido a minha pesquisa e começasse a tentar também saber o que era a Maçonaria e quem eram os Maçons.

Não era muita a informação disponível, nem sequer na Internet que ainda não era nada do que é hoje, mas apareceu-me um nome, Luis Nandin de Carvalho e consegui chegar ao seu email. Sem saber de quem se tratava, enviei-lhe um email pedido informação ao que amavelmente respondeu e daqui nasceu uma troca emails ao qual pacientemente ia respondendo.

O meu interesse pela Ordem foi crescendo, bem como o identificar-me com os seus valores e objectivos, pelo que o passo natural foi tentar aderir à Maçonaria. Luis Nandin de Carvalho prontificou-se a tentar fazer isso possível e muito tempo passou, até que um dia recebi uma chamada de alguém que não conhecia, mas que me queria conhecer – era o meu querido Irmão e amigo José Ruah. Combinámos encontrar-nos e daí resultou uma conversa bastante agradável, mas na qual pude sentir que as perguntas e os assuntos que iam surgindo, tinham um objectivo.

Ao encontro com o Ruah, seguiu-se um outro com o Rui Bandeira e ainda outro com o João Damião Pinheiro. Cada um com características muito próprias, mas todos procurando conhecer-me o melhor possível.

Fiz ainda uma entrevista telefónica com alguém que não se quis identificar e que vim a saber mais tarde que se tratava do Venerável Mestre da altura, o Luís Prats. Vim também a saber que Luis Nandin de Carvalho (na altura o Grão-Mestre da Ordem) teria encaminhado o meu processo para a Loja Mestre Affonso Domingues e que o Luís Prats teria decidido nomear como Oficiais Inquiridores, três dos “Pesos Pesados” da Loja.

A minha entrada foi atípica já que nunca tinha sido admitido alguém oriundo da Internet, pelo que ninguém me conhecia, eu não conhecia ninguém… e não tinha padrinho. Fui conhecido durante muitos anos como “o maçon da Internet”.

Finalmente, o processo de adesão foi concluído e fui iniciado em 10 de Outubro de 1998. Tinham-se passados vários anos desde aquela viagem.

Os meus três padrinhos honorários, mas que me receberam de braços abertos, ou não fossem eles, maçons, são (ordem alfabética, porque todos me merecem carinho e respeito): O João Damião Pinheiro (já falecido), o José Ruah e o Rui Bandeira.

Aqui fica a história da minha adesão à Maçonaria e o motivo porque considero ter três padrinhos em vez do habitual um – creio que por isso sou um pouco mais “rico” do que os outros maçons.

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