ANTIGOS DEVERES: Das lojas

O terceiro tema dos Antigos Deveres é dedicado às Lojas:

Uma Loja é o local onde se reúnem e trabalham maçons. Portanto, toda a assembleia ou sociedade de maçons, devidamente organizada, é chamada loja, devendo todo o irmão pertencer a uma e estar sujeito ao seu regulamento e aos regulamentos gerais. Uma loja é particular ou geral e será melhor entendida pela sua frequência e pelos regulamentos da loja geral ou Grande Loja, adiante apensos. Nos tempos antigos, nenhum mestre nem companheiro se podia ausentar dela, especialmente quando avisado para comparecer, sem incorrer em severa censura, a menos que parecesse ao mestre e aos vigilantes que a pura necessidade o impedira.
As pessoas admitidas como membros de uma loja devem ser homens bons e leais, nascidos livres e de idade madura e discreta, nem escravos, nem mulheres, nem homens imorais ou escandalosos, mas de boa reputação.

Note-se como desde os tempos da Maçonaria Operativa já estavam definidos os critérios de admissão de maçons a uma Loja, correspondendo ao que, nos dias de hoje, é definido como “homens livres e de bons costumes”. Em termos de evolução, nos tempos presentes o antigo requisito da “idade madura” corresponde agora à maioridade, altura a partir do qual pode ser considerada a candidatura de um profano à Iniciação. No entanto, não basta ser maior, é necessário possuir uma maturidade que possibilite o interesse pelo aperfeiçoamento espiritual. A “idade madura” dos tempos de antanho é hoje avaliada em termos de desenvolvimento pessoal e não tanto em termos cronológicos.

In Blog “A Partir Pedra” – texto de Rui Bandeira (28.02.07)

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