Os “três filtros de Sócrates” – lição maçónica

Sócrates (em grego: Σωκράτης, IPA: [sɔːkrátɛːs], transl. Sōkrátēs; Alópece, c. 469 a.C. – Atenas, 399 a.C.) foi um filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga. Creditado como um dos fundadores da filosofia ocidental, é até hoje uma figura enigmática, conhecida principalmente através dos relatos em obras de escritores que viveram mais tarde, especialmente dois de seus alunos, Platão e Xenofonte, bem como pelas peças teatrais de seu contemporâneo Aristófanes.

É-lhe atribuída a história que reproduzo abaixo, mas que aparentemente se poderá dever a uma missionária Protestante chamada Amy Carmichael, que a terá escrito enquanto estava acamada na Índia nos anos de 1930 / 40 (ver Amy Carmichael, Edges of His Ways (Fort Washington: Christian Literature Crusade, 1955)

Seja de que forma for, é algo que vale a pena ler e quem sabe… praticar.

Na antiga Grécia, Sócrates tornou-se famoso pela sua sabedoria e pelo grande respeito que manifestava por todos. Um dia, veio ao encontro do filósofo um homem, seu conhecido, que lhe disse:

– Sabes o que me disseram de um teu amigo?

– Espera um pouco – respondeu Sócrates. Antes de me dizeres alguma coisa, queria que passasses por um pequeno exame. Chamo-lhe o exame do triplo filtro.

– Triplo filtro?

– Isso mesmo – continuou Sócrates. Antes de me falares sobre o meu amigo, pode ser um boa ideia filtrares três vezes o que me vais dizer. É por isso que lhe chamo o exame do triplo filtro. O primeiro filtro é a verdade. Estás bem seguro de que aquilo que me vais dizer é verdade?

– Não – disse o homem. Realmente só ouvi falar sobre isto e …

– Bem! – disse Sócrates. Então, na realidade, não sabes se é verdadeiro ou falso. Agora, deixa-me aplicar o segundo filtro, o filtro da bondade. O que me vais dizer sobre o meu amigo, é uma coisa boa?

– Não. Pelo contrário…

– Então, queres dizer-me uma coisa má e que não estás seguro de que seja verdadeira. Mas posso ainda ouvir-te, porque falta um filtro, o da utilidade. Vai servir-me para alguma coisa saber aquilo que me vais dizer sobre o meu amigo?

– Não. Na verdade, não…

– Bem – concluiu Sócrates. Se o que me queres dizer pode nem sequer ser verdadeiro, nem bom e nem me é útil, porque haveria eu de querer saber?

António Jorge

3 Comentários em “Os “três filtros de Sócrates” – lição maçónica

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    Consigo entender por qual razão ainda hoje pleno século 21, não temos uma uniformização cultural expressiva equilitaria . Vejo com bons olhos poucos indivíduos praticando educação com verdades que estimulam apenas os que teem sentimentos de justiça em ordem moral e filosófica. Talvez, não possuo condição em afirmar, mas antevejo que, unificação de cunho religioso, poderia ao menos atemorizar os imprudentes no sentido do respeito

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    Magnifico texto para refletir.
    Um bem haja pelas publicações.
    Um TAF

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    Muito bom

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