A dualidade existe em todo o ser humano: o Eu Superior e o Inferior, Anjo e Demónio, Positivo e Negativo, Luz e Trevas, Certo e Errado, Bem e Mal. Temos de aprender a dominar estas forças antagónicas, essas posições extremadas e radicais que possuímos e que nos fazem questionar sobre conceitos e valores que não se medem por recursos materiais.
E isto só é possível quando mergulhamos nod nossos ensinamentos, aperfeiçoando-nos na nossa ritualística e exercitamos essa aprendizagem, também no mundo profano, transcendendo as paredes do Templo.
O Maçom deve buscar no seu interior, no seu “Eu Íntimo”, o Mestre que nele habita, atingido o equilíbrio necessário para se tornar digno da Maçonaria e perante o Grande Construtor dos Mundos, o Grande Arquitecto do Universo.
Este caminho nem sempre é fácil, mas a escolha é fruto do nosso coração. O ponto de equilíbrio é saber lidar com esta dualidade. É isto que nos torna seres especiais, verdadeiros lideres e grandes construtores sociais.
Somos energia cósmica. Deus criou o Universo e o Homem à sua imagem e semelhança, mas permitiu-nos a capacidade de escolha, deu-nos o livre arbítrio para decidirmos o caminho a seguir.
E encontramos esse caminho mais facilmente, sem nos perdermos em estradas tortuosas, quando buscamos, internamente a harmonia nas nossas acções, fazendo prevalecer a compaixão e colocando-nos no lugar do próximo, antes de qualquer decisão ou julgamento.
Somente assim permaneceremos justos e perfeitos, atingindo objectivos benéficos e nós mesmos, mas principalmente a toda a humanidade.
Ronaldo Fernandes – Grão-Mestre da GLESP – Revista A Verdade nº 504

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Excelente texto, meu irmão. A caminhada que escolhemos, por vezes é muito difícil, solitária e dolorosa. Aos que escolhem se submeter ao Caminho, é certo o encontro com a solidão, medo e a agonia. A recompensa? Mais consciência de si do meio em que está inserido.
Tenho uma reflexão neste sentido, gostaria de apresentar aos editores do site, para apreciação e possível publicação nesta página.