Ad majorem Dei gloriam
(Para a maior glória de Deus).
Beseleel (Besaliel, ou Bezaleel) é um personagem bíblico, citado no Livro do Êxodo, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá. Foi um dos artesãos que trabalharam na construção do Tabernáculo Hebreu e era responsável por lavrar os objectos do templo em: ouro, prata, bronze e pedras. Beseleel, cujo nome significa “debaixo da sombra de Deus” foi o artífice responsável pela construção da Arca da Aliança, a qual, mais tarde, guardaria as tábuas com os Dez Mandamentos, a Vara de Aarão e o pote de Maná.
No seu trabalho na construção no Tabernáculo Hebreu, Beseleel contou com o auxílio de Ooliab (Aholiab), um habilidoso artesão da tribo de Dã. Beseleel e Ooliab também são citados nas literaturas de diversos Graus em vários Ritos Maçónicos que fazem referência ao cedro do Líbano, utilizado na construção da Arca da Aliança.
Até o retorno dos Hebreus à Terra prometida, congregavam-se e oravam ao seu Deus, de nome Inefável YOD-HE-WAW-HE, em Tabernáculo, templo em tendas montado e desmontado de acordo com a sua trajectória nómade rumo à Terra prometida, (mais tarde, Jerusalém), chefiados pelos seus patriarcas, (a exemplo do grande patriarca Moisés, que após jornada pelo deserto por 40 anos no êxodo do Egipto, conduz o seu povo e avista o grande desiderato, mas morre no Monte Nebo, e não toca os seus pés na prometida Terra). Esta congregação, finalmente, se fez em local e templo fixo, após a construção do chamado Templo Definitivo, em pedra, pelo Rei Salomão, o Templo de Salomão, erigido em 7 anos e mais e em aproximadamente 967 a.C., durando este primeiro templo 380 anos, e destruído por Nabucodonosor, rei da Babilónia, em aproximadamente 587 a.C..
Interessante notar o ocorrido em 525 a.C., descrito neste fragmento em destaque, em “A História dos Judeus – 1.000 a.C. – 1.492 d.C.”, de Simon Schama – editora Companhia das Letras) em que relata:
“assim, os israelitas desceram dos seus montes fulvos na Judeia para a área inundada no Egipto, para Táfnis, no delta, e para Mênfis, mais abaixo, e sobretudo para Patros, no sul. Quando os persas chegaram, em 525 a.C., trataram os israelitas não como escravos, mas como proprietários de escravos e, acima de tudo, como duros soldados profissionais, nos quais se podia confiar, tanto quanto nos arameus, cáspios e cários, gregos da costa ocidental da Anatólia, para reprimir os levantes egípcios contra a Pérsia. Também policiariam a turbulenta fronteira sul, onde começava a África núbia”, (região situada no vale do rio Nilo que actualmente é partilhada pelo Egipto e pelo Sudão).
Do chamado Exílio da Babilónia, os Judeus conquistam sua emancipação e são libertados por Ciro, o Grande, quando retornam a Jerusalém e reconstroem, liderados por Zorobabel, o segundo Templo de Jerusalém, também conhecido como Templo de Zorobabel, 71 anos depois da destruição do Templo de Salomão e reconstruído em 516 a.C., tendo durado 316 anos, e posteriormente destruído por Antíoco Epífanes, imperador assírio, em 200 a.C..
Por fim, o terceiro templo, e até agora último Templo de Jerusalém, reerguido 134 anos depois da destruição do segundo templo, o de Zorobabel, houve a reconstrução e reforma por Herodes, em que durou 83 anos de reforma, ficando pronto em 65 d.C. e que durou apenas 66 anos, “não restando pedra sobre pedra”, como profetizou o rabi Yeshua. O Templo de Herodes, como também foi conhecido, foi destruído em 70 d.C. por Tito, imperador romano, sobrando apenas o Muro das Lamentações, muralha situada na parte ocidental do templo de Jerusalém.
Assim, tanto o número 525 (ano 525 a.C.) é marco importante para os judeus, como também o facto de o Templo dos Judeus ter durado apenas e aproximadamente 7 séculos e mais, ou seja, (762 anos), ou menos que 800 anos, e teve três ou quatro nomes: Templo de Salomão, Templo de Zorobabel, Templo de Herodes e ainda o Templo abstracto do profeta Ezequiel, previsto e descrito com riqueza de detalhes nas suas visões, citado no livro de Ezequiel, capítulos 40, 41 e 42 da Bíblia Sagrada.
Alexandre Fortes, 33º – CIM 285969 – ARLS Cícero Veloso n° 4543 – GOB-PI
Referências
- A História dos Judeus – 1.000 a.C. – 1.492 d.C.”, de Simon Schama – Companhia das Letras.
- Bíblia Sagrada. Ex 31, 1-6.
- http://blogdoconsistorio1.blogspot.com.br/2013/11/beseleel-ooliab-tabernaculo-besaliel.html
- https://www.rsodre.info/single-post/2017/07/13/Beseleel-e-Ooliab
- https://www.bibliaonline.com.br/acf/ez/40

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