Semear para a arte que extasia
Para o que de mais nobre e sublime existiria?
Sempre, quando se semeia o bom, o bem, sublime e nobre arte….
De tudo, nada nos cabe
A não ser, saber, compreender
Que a colheita que se nos bate, e à porta abre…
É, talvez, destarte, imenso amor ou funesto desastre, embate
Ou aparente sucesso aparte
Ou inevitável comoção, solidariedade fraternal e real arte
De todos, que embora não plantem esperem sempre grande parte
Colherão, inevitavelmente, fruto, assombro, ou da aspereza desbaste.
O fel, o acre, ou sabor das doces primícias, a dor, ou derradeiro mel
De ti sábio e eterno céu
Que cada um é para o que nasce, para o seu eu a lapidar enternecer enlace
E o Eu para que se nasce?
E o Nós, para o que nasceria a dedicar?
Senão para o eterno doar, aprender e dar
Para o constante aprender, semear
Para o que na vida me extasia
Amar, aprender, viver a sublime Maçonaria
Alexandre Fortes, 33º – CIM 285969 – ARLS Cícero Veloso n° 4543 – GOB-PI

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