Para a História do REAA em Portugal – Apontamento Breve

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REAA

Quando em 19 de Outubro de 1993, em Washington DC, na “House of The Temple”, sede do Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceite da Jurisdição Sul dos Esta­dos Unidos da América (“Supreme Council (Mother Council of the World) of the (Publicado em freemason.pt) Inspectors General Knights Commander of the House of the Temple of Solomon of the Thirty-third degree of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry of the Southern Jurisdiction of the United States of America.”), foram elevados ao Grau 33° os Maçons Regulares Portugueses que foram cooptados para constituírem o primeiro Sacro Colégio do Rito em Portugal, nessa data assentava-se a “Pedra Angular” para a construção do Templo que é o “Supremo Conselho Para Portugal dos Soberanos Grandes Inspectores Gerais do 33° e Último Grau do Rito Escocês Antigo e Aceite” da Maçonaria Regular e formalmente Reconhecida (REAA).

A procura da Rocha de onde se iria extrair essa Pedra, o seu arranque, o seu transporte até à Loja dos Mestres que a trabalhariam, por caminhos difíceis de percorrer e não isentos de perigos contra a Maçonaria Regular, o seu desbaste e corte com as proporções justas e perfeitas, o seu polir com o grão mais puro e, finalmente, a sua deposição no local onde viria a ser assente e onde se construiria o Templo, foi um percurso que começou em 1991, data em que foi restabelecida, em Portugal, a Ma­çonaria Regular, no brilho das Suas Três Luzes – o Esquadro, o Compasso e o Livro da Lei Sagrada e na plenitude do seu Reconhecimento por três Grandes Lojas também reconhecidas e a trabalhar regularmente.

Para esse grande acontecimento dois grandes Maçons se distinguiram: José Eduardo Pisani Burnay e José Carlos Nogueira.

Foram eles os Pais Fundadores deste Templo e foram eles que com o seu insuperável saber, com a sua dedicação, empenhamento total, devoção à Causa Maçónica e prestígio inigualável em toda a Maçonaria Universal onde quer que exista e esteja viva, mais contribuíram para que se cumprisse de forma irreversível, esse desígnio Maçónico.

Por isso, os seus nomes estão gravados em letras de oiro, em todas as faces polidas de forma justa e perfeita, na Pedra Angular que eles assentaram.

Em 1991, sendo José Carlos Nogueira o Garante de Amizade com a Maçonaria Americana e Assistente de Grão Mestre com funções de Grande Secretário, houve um primeiro contacto entre si e o Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho da Jurisdição Sul dos Estados Unidos da América, Alfred Kleinknecht, onde se perspectivou a possibilidade de se iniciar o caminho que viria a culminar na cerimónia de elevação ao Grau 33° nessa data histórica para a Maçonaria Regular Portuguesa e Universal, em Outubro de 1993.

A prova de que a expectativa que existia na Maçonaria Universal, de um possível grande sucesso da reposição da Regularidade em Portugal por estes Maçons e do grande prestígio Maçónico que tinham, é-nos dada pelo facto de este contacto inicial se ter feito por iniciativa da cúpula da estrutura da Maçonaria Americana e do Rito Escocês Antigo e Aceite, na Pessoa do SGC Kleinknecht.

José Carlos Nogueira, em articulação e com o apoio do Grão Mestre de então, apressa-se a desencadear uma série de procedimentos, todos baseados no grande saber e esclarecimento Maçónico e suportados pelo seu grande prestígio internacional, que levaram ao almejado grande sucesso.

De 1991 a 1993 correram três anos, muito ricos de bons momentos (quase sempre) e outros menos bons (raramente). Estes foram preenchidos com um trabalho metódico, bem (Publicado em freemason.pt) programado e executado, com fé e determinação, com inteligência e sentimento, com o ânimo e a força interior de quem sabia que estava no caminho certo para serviço da Maçonaria Regular e Exaltação e Glória do Grande Arquitecto do Universo.

Um dos momentos importantes deste processo tão bem sucedido, acontece no Verão de 1994 em Frankfurt, quando dezasseis Maçons Regulares Portugueses foram cooptados e elevados ao Grau 32° .

Esta cerimónia realizou-se sob a orientação de um grande Maçon Americano a quem a Maçonaria Regular Portuguesa e o Seu Supremo Concelho muito devem pelo apoio que dele receberam – o saudoso e II. Bob Woodward (33°).

Esse Ilustríssimo Irmão esteve sempre ao lado do Supremo Conselho para Portugal, com grande Fraternidade. Foi ele que serviu de ponte, de ligação, com a Maçonaria Americana desde que recebeu essa incumbência do SGC Kleinknecht e foi ele que ajudou a revelar e a elevar o enorme prestígio conseguido na Maçonaria Universal dos nossos primeiro e segundo Soberanos Grandes Comendadores, Ilustríssimos Irmão Pisani Burnay e José Carlos Nogueira.

Na tradição e passos dos grandes teóricos do Rito, de Ramsay ao sublime Pike, seguindo os caminhos traçados e confirmados nos seus grandes momentos, A Maçonaria Regular Portuguesa rapidamente se afirmou através do Seu Supremo Conselho, como uma das mais activas e bem sucedidas, sendo o seu apoio e intervenção repetida e frequentemente solicitada para apoio de outras Maçonarias Nacionais que de mais apoio careciam.

É assim que o Supremo Conselho para Portugal é levado a participar em Instalações de outros Supremos Conselhos, sempre na companhia dos mais prestigiados, nomeadamente dos Ilustríssimos Irmãos Americanos.

A vida do nosso Supremo Conselho, foi fazendo o seu caminho, desenvolveu-se, expan­diu-se, reforçou as suas bases, espalhou o seu saber e consolidou uma posição interna e externamente, nunca deixando de acorrer onde foi necessário.

Mais tarde, em momentos conturbados da vida da Grande Loja, em 1997, foi a sua soli­dez e a firmeza de princípios que serviu de âncora para abrigar de ventos revoltos a Maçonaria Regular Portuguesa. Nesses tempos de dificuldade, a sua afirmação Maçónica foi farol que indicou caminhos e, mais uma vez, é o (Publicado em freemason.pt) seu grande prestígio internacional que permite seguir em frente, continuar o Trabalho começado e contribuir para reforçar o espírito Fraterno entre os Maços Regulares em Portugal.

Nesse período de dificuldades, o actual SCG Agostinho Garcia teve papel decisivo na guarda e condução de toda a estrutura de apoio ao trabalho do Supremo Conselho e, em momentos mais críticos, com a sua capacidade de liderança, Saber Maçónico e firmeza das suas convicções, foi capaz de conduzir os Irmãos na estrada das três Luzes da Regularidade.

Passado esse período, no momento da transição, as mãos firmes na generosidade de Espírito Maçónico de José Carlos Nogueira encontraram em Agostinho Garcia a segurança de paz e tranquilidade necessárias para que o Trabalho iniciado pelos Fundadores prossiga com a elevação e brilho que o Supremo Conselho está a viver na Maçonaria Regular em Portugal e através da sua acção no Mundo com o prestígio que lhe é reconhecido.

Hoje, em tempos de vivência Maçónica calma e de trabalho muito produtivo, o Supremo Conselho para Portugal continua a desenvolver-se internamente, sendo muitas as acções ritualísticas que cria e desenvolve, a par do cumprimento das muitas obrigações internacionais de que se destaca no presente, todo o apoio para a instalação do Supremo Conselho de Moçambique, Nação Irmã e muito fraterna.

D. Pestana

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