Qual é a origem da expressão “Maçom Livre”

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letra g, esquadro, compasso, livre

A obra “Enciclopédia Concisa da Maçonaria” de Hawkins sugere que a expressão “maçom livre” deriva do medieval da se emanciparem os artesão experientes em obras de arte de modo a torná-los independentes a fim de que pudessem viajar livremente para onde entendessem, oferecendo seus serviços onde quer que se construíssem templos, catedrais, mosteiros e palácios.

D. Murray, outro renomado autor maçónico, define a expressão “maçom livre” como segue:

“membro de uma classe especial de artesãos em pedra existente no século XIV e subsequentes, sempre citados na categoria de artistas para diferenciá-los dos trabalhadores em construções mais rústicas. Esses maçons livres, viajavam de um lugar para outro, empregando-se onde quer que encontrassem grandes edifícios para erguer, principalmente templos religiosos. Tinham eles um sistema de sinais secretos e palavras de passe, através das quais se conheciam entre sí e evidenciavam o grau de seus conhecimentos artesanais. A mais antiga referência que se conhece da expressão “maçom livre” é encontrada na Lista do Conselho Comum em Londres, datada de Agosto de 1376. Essa lista relaciona as empresas então existentes em Londres. A 19a. empresa citada, faz menção a “maçons livres'”

Há ainda uma outra referência que cita “um membro de sociedade chamada de Maçons Livres e Aceites” no Diário de Ashmole em Inglaterra, no ano de 1646. Nessa época já existiam os maçons não profissionais que se interessavam, por ingressar na sociedade para participar dos seus estudos filosóficos. Dai o adendo “aceite”, passando então a serem conhecidos como “maçons livres e aceites”, expressão que perdura até aos nossos dias.

Existe ainda uma outra definição quanto à origem da frase. Esta é de Max Heindel que diz que nos templos egípcios, os iniciandos eram chamados de “phree-messem” que significaria “filhos da luz” por terem recebido a luz da sabedoria no acto de sua iniciação. Tal expressão teria sido, posteriormente, traduzida pelos ingleses para “free masons”. Pessoalmente, preferimos a primeira hipótese, isto é, a de que o “maçom livre” era o artesão que tinha liberdade para se locomover de um país para outro para trabalhar na sua arte, constituindo-se numa espécie mais privilegiada naqueles tempos. Pelo menos, este teoria se afirma mais com a história e a própria filosofia maçónicas.

Ervin Seignemartin, antigo Grão-Mestre

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