Maçonaria – O iluminismo esotérico

A questão do racionalismo

A partir do século XVII o racionalismo cartesiano invadiu as consciências de tal modo, que nada mais podia ser sustentado no terreno do pensamento e da experiência científica e social, se não fosse passível de ser reproduzida empiricamente, ou explicado com estrita clareza, ordem, concisão e exactidão. Toda e qualquer proposição formulada tinha de ser aceitável pelos parâmetros da lógica. A cultura pelo exacto, pelo matematicamente provável, pelo passível de repetição nos laboratórios, expulsou dos meios intelectuais a antiga tradição esotérica dos filhos de Hermes, que escondiam nos símbolos os tesouros da sua ciência. Numa sociedade fundada sob a certeza das suas fórmulas, na organização das suas estruturas, na demonstração inequívoca de resultados, no amor pela evidência racional, não havia lugar para uma metafísica apoiada em símbolos que somente iniciados podiam desvendar, e mesmo assim, sem nenhuma prova incontestável que demonstrasse a verdade dos seus postulados ou a certeza da obtenção de qualquer resultado concreto.

A “alta ciência” que se hospedava na pratica da alquimia e da Maçonaria operativa teve de se adaptar as exigências do racionalismo. Daí o nascimento da moderna Arte Real, com a introdução daqueles elementos que Ambelain chamou de caminho político da Maçonaria, onde se aliavam, segundo as suas próprias palavras, “as melhores noções de progresso e evolução, e também, infelizmente, ideias novas, desconhecidas dos antigos franco – maçons, e que tenderiam, pouco a pouco, a minar certos valores que fazem a dignidade do homem, pelo ateísmo, pelo materialismo, o laxismo, que conduzem ao amoralismo desagregador [1].

Neste sentido, pode-se dizer que a Maçonaria moderna foi uma concessão do espírito místico ao apelo da razão.

Talvez Ambelain tenha razão, porquanto uma disciplina que fala mais ao espírito do que á razão tem muito mais atractivos que as áridas “logias” ensinadas nas universidades oficiais. Afinal, para se adquirir uma sabedoria que se conforme aos limites de uma fórmula ou um silogismo, é suficiente frequentar os bancos escolares, ou ser capaz de ler, com proveito, um bom livro. E não é isso que um espírito ávido por uma filosofia de vida, capaz de lhe fornecer aprimoramento espiritual e ao mesmo tempo uma ética para a vida social, buscaria numa sociedade iniciática. É neste sentido que a chamada “profanização” da Maçonaria, como René Guénon entendia ter acontecido após a edição das Constituições de Anderson, talvez tenha prejudicado a influência psíquica dos ritos maçónicos e desmistificada a sua prática, pois a partir de então ela tornou-se mais uma espécie de partido político com um utópico programa fundado numa mística revolução social do que propriamente uma Ordem iniciática. Mas isto foi uma exigência do momento histórico, como nos mostra a própria histórica da Maçonaria enquanto instituição. A Maçonaria secularizada, como todas as instituições, precisava de se adaptar às exigências da cultura da época, que elegera o racionalismo como nova religião oficial.

Da interacção entre as antigas tradições maçónicas e as ideias pregadas pelos filósofos iluministas nasceu uma nova ordem de ideias e práticas que podemos chamar de Iluminismo Maçónico.

O Iluminismo filosófico

Vejamos primeiro o que foi o Iluminismo filosófico, propriamente dito. Este movimento, que teve profundas repercussões sociais e intelectuais, embora seja sempre creditado aos franceses, na verdade tem origem inglesa. Isto talvez ocorra pelo facto dos franceses, reconhecidamente melhores filósofos que os ingleses, terem entendido com mais propriedade as ideias iluministas. Por isso a primazia que se lhes concede sobre este movimento intelectual que forneceu as bases para o pensamento moderno.

O Iluminismo foi o produto filosófico do racionalismo cientifico inaugurado por Francis Bacon e desenvolvido cientificam ente por espíritos do porte de René Descartes e Isaac Newton. Eles, como os iluministas Voltaire, Montesquieu, Locke, Adam Smith, Kant e outros pensadores que lançaram luz sobre o pensamento ocidental, eram maçons, ou de alguma forma estavam ligados aos círculos maçónicos. Descartes, que nasceu em 1596, em pleno apogeu da Renascença e morreu em 1650, fase mais aguda das guerras religiosas, foi o verdadeiro pai do racionalismo. Acreditava na razão como única forma de conhecimento da verdade e tinha a matemática como a fórmula mais perfeita de demonstração. O seu método induzia a mente a estudar um objecto, partindo do particular para o geral. Através de cortes epistemológicos no objecto estudado, do isolamento e do estudo de uma parte do conjunto, ele acreditava que era possível obter conclusões sobre a totalidade dos objectos pertencentes aquele conjunto.

Partindo do estudo das realidades individuais, como o homem, ou do estudo da totalidade das realidades materiais, como o universo, a mente humana poderia organizar um conjunto geral de conhecimentos que abarcasse todo o saber universal, pois o mundo era urna grande máquina, organizado e controlado por leis exclusivamente naturais, que podiam ser deduzidas e conhecidas pelos instrumentos da razão [2].

O universo cartesiano era um plano que podia ser definido em termos de extensão e movimento. Todos os conjuntos, grandes ou pequenos, obedeciam a uma lei geral de movimento, neles imprimida por Deus. No homem, Descartes distinguia a dualidade espírito – matéria, sendo esta última construída a partir do movimento do primeiro.

O cartesianismo abalou profundamente as convicções teológicas da época, baseadas fundamentalmente na fé e na revelação divina como fontes únicas da verdade religiosa. Se a razão era a única forma de conhecimento, e só através dela se podiam conhecer as realidades do universo, inclusive as divinas, porque então se lutava tanto pela fé? Não seriam as questões éticas e morais mais importantes que a religião?

Muitos pensadores importantes passaram a ocupar-se da questão. Barush Espinosa (1622 – 1677), pensador judeu – alemão, pôs em dúvida os dogmas do judaísmo, valorizando as concepções panteístas do universo que Pitágoras, Parmênides, Plotino e os hindus já tinham defendido. Neste sentido, ele deu ênfase á ética e a moral como fórmulas mais eficazes que a religião, para a construção de um mundo mais justo e humano.

Thomas Hobbes (1588 – 1679), mais materialista que Espinosa, sustentou que o desenvolvimento da civilização se baseava na busca constante do prazer e na repressão á dor, dando origem á corrente filosófica que ficou conhecida como hedonismo. As ideias de Hobbes reflectiram imediatamente no pensamento económico da época, influenciando pensadores como Adam Smith (1723 – 1790), por exemplo, o mais importante dos economistas clássicos.

Como já foi dito, o Iluminismo propriamente dito, teve inicio na Inglaterra em 1680, tendo como seus precursores o cientista Isaac Newton (1643 – 1727), pai da teoria da gravitação universal, e o filósofo John Locke (1632 – 1704). Partindo das concepções cartesianas, que adoptava a razão como único guia para o descobrimento da verdade, Newton, mais do que qualquer outro cientista do seu tempo, revolucionou o conhecimento que se tinha do mundo físico. As suas teorias a respeito do universo e as suas leis de desenvolvimento permaneceram incontestáveis até ao surgir de Einstein.

Visceralmente inimigo do dogmatismo religioso, Newton introduziu na ciência o conceito mecanicista do universo, banindo a noção do milagre, da explicação dos fenómenos pela fé, do conhecimento da verdade pela revelação divina, afirmando que tudo no cosmo se explicava pela actuação de leis exclusivamente naturais. Como apóstolo convicto da liberdade natural, forneceu aos espíritos ansiosos pelo livre pensamento em todos os campos, o fermento necessário para o desenvolvimento das ideias iluministas que revolucionaram a filosofia nos séculos XVII, XVIII e XIX.

John Locke, refutando qualquer influência divina na formação do espírito humano, pregou que o homem nascia “tabula rasa”, isto é, ele era, ao nascer, uma folha em branco na qual tudo ainda estava por escrever. Com esta concepção, Locke afastava qualquer ideia de predeterminação, qualquer explicação metafísica para o surgir da consciência humana, qualquer forma de intervenção divina na estrutura psíquica do homem, que não fosse aquela que ele mesmo adquiria no decorrer da vida. Com isto o homem ficava livre para assumir o leme do seu destino, sendo ele mesmo o único responsável por tudo que lhe acontecia.

Desta forma, os iluministas rejeitavam tanto o tradicionalismo cego da teologia calvinista com as suas ideias de predestinação, pecado original e origem corrupta da humanidade, quanto o conteúdo dogmático da doutrina católica, que tinha no Papa e nos seus representantes o monopólio da intermediação entre Deus e os homens. O Iluminismo aparecia como uma religião liberal e optimista, onde todos se poderiam salvar através da sua própria atitude, da sua crença no progresso e da sua fé em si mesmo.

Cada individuo tinha em si o caminho da salvação e não precisava de “intermediários’ entre ele e Deus. O que se precisava era de mais ética, mais moral, mais autonomia e mais liberdade de atitude e de pensamento, pois todos tinham direito a uma auto – realização. Assim sendo, que importância tinham os dogmas, as verdades religiosas, os paradigmas da religião? A luta pela fé perdia todo o sentido, pois somente a razão podia conduzir ao conhecimento da verdade. Destarte, a construção de um sistema moral e ético que conduzisse á felicidade geral era muito mais importante do que a luta para defender a crença numa “orientação divina”, que não existia nem nunca existiu.

Na França, o Iluminismo alcançou o apogeu com os trabalhos do grande Voltaire (François – Marie Arouet, 1694 – 1778). Devido às suas ideias libertárias, Voltaire enfrentou a prisão na Bastilha e o exílio na Inglaterra, onde se filiou no grupo de pensadores e cientistas do Clube Real onde pontificavam Newton, Locke, Robert Fludd e outros. Recuperou, com base na nova ética e moral do Iluminismo, as ideias utópicas do estado ideal de ordem, harmonia e felicidade, situando-o em algum lugar na América do Sul. Neste país imaginário, dizia ele, não há monges, nem padres, nem processos, nem governos autoritários e burocratas para infernizar a vida dos homens. Este país seria governado exclusivamente pelas grandes leis da natureza. Era a aplicação do princípio da Maat egípcia, mas sem um faraó ou um estado organizado para encarná-la.

Voltaire foi o campeão da liberdade individual. Popularizou o seu amor pela liberdade na famosa expressão “não concordo com o que dizes, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo.

Outros grandes nomes do Iluminismo foram Denis Diderot (1713 – 1784), Jean d’ Alembert (1717 – 1783), Claude Adrian Helvetius (1715 – 1771) e o Barão Olbach (Paul – Henri Thiry, 1723 – 1789). Os dois primeiros formaram um grupo conhecido como “Os Enciclopedistas”, pelo facto de terem colaborado na organização da Grande Enciclopédia Filosófica Universal, trabalho que pretendeu reunir todo o conhecimento filosófico e científico existente na época. Todos eles eram inimigos irreconciliáveis do obscurantismo e defendiam a educação como forma de eliminar as diferenças entre os homens, a pobreza, a ignorância e as guerras. Outros nomes importantes do pensamento iluminista foram Jean Jacques Rousseau (1712 – 1778) o poeta Lessing (Gotthold Ephraim 1729 – 1781) e os filósofos Mendelssohn, o compositor 1809 – 1847) e Emmanuel Kant (1724 – 1804), um dos maiores filósofos da época moderna. Todos eles viveram a maior parte das suas vidas e produziram as suas obras na primeira metade do século XVIII [3].

O Iluminismo influenciou os principais movimentos revolucionários dos séculos XVIII e XIX que culminaram na organização política do mundo moderno. Na França as ideias iluministas estão no cerne da Revolução Francesa. Na América inspiraram Thomas Payne, Benjamim Franklin, Thomas Jefferson e outros, líderes da revolução que libertou a América do domínio inglês e estabeleceu as bases dos estados democráticos modernos. Todos eles filiados á Maçonaria. No Brasil, o Iluminismo fez-se sentir principalmente entre os revolucionários da Inconfidência Mineira e os inspiradores da nossa Independência [4].

O Iluminismo maçónico

O resumo histórico que fizemos acima teve por objectivo trazer para este trabalho a moldura na qual a Maçonaria moderna se inscreveu. O racionalismo e o iluminismo forneceram o fundo filosófico e cultural a partir do qual ela se definiu, e as lutas políticas e religiosas moldaram o desenho e a conformação que ela assumiu. Deste ponto de partida podemos começar um exercício semiótico. Podemos visualizar grupos de nobres, intelectuais, cientistas, militares e outras pessoas de responsabilidade nas sociedades em que viviam, descontentes com a ortodoxia das religiões oficiais, descrentes da filosofia que as orientava, cujo resultado só conduzira á desarmonia, á desordem, á guerra, á carnificina e á perpetuação das tiranias políticas; podemos ver como estes homens apaixonados pela liberdade, pelo livre pensamento, pelo exercício racional de uma prática religiosa, orientada mais pela razão do que pela fé, decidem procurar uma fórmula que agasalhasse, ao mesmo tempo, a sensibilidade de uma alma que acreditava na origem mágica do universo (presentes principalmente na alquimia, na cabala e na gnose) e a necessidade de uma nova religião, fundamentada na razão pura e na acção social.

Nasce, desta forma, uma nova filosofia dentro das sociedades de pensamento, que então começavam a propagar-se pela Europa a partir da interacção entre os “fellow – crafts” das Lojas de companheiros e os “novos maçons aceitos”, cultores da filosofía hermética. Esta nova filosofia era uma espécie de Iluminismo Esotérico que apelava, ao mesmo tempo, para as inclinações profanas do homem desejoso de ser feliz no único mundo que conhecia, mas que também respeitava o sentimento religioso daqueles que acreditavam num universo governado por forças maiores que a razão humana e leis simplesmente naturais. Estes espíritos não queriam o materialismo ateu dos racionalistas ortodoxos nem a fé dogmática dos católicos escolásticos, como também repudiavam o visionarismo intolerante dos calvinistas e luteranos. Como desconfiavam também do catolicismo alternativo dos anglicanos, cujo fundamento era mais político que religioso.

Eram pensadores formados na onda do racionalismo que varria a Europa, mas recusavam-se a crer que a aventura humana sobre a terra lhes reservasse mais que uma mera lembrança na memória das pessoas. Eles queriam acreditar que alguma coisa mais regia o universo e o processo de evolução da humanidade como um todo, e que essa evolução era sustentada na actuação dos indivíduos. Esta “alguma coisa” mais que regia o universo era o seu Grande Arquitecto. Por isso era preciso ajudá-lo nessa missão, criando um Homem Universal, que fosse capaz de realizar, na sociedade, o mesmo trabalho que o Grande Arquitecto realizava em relação ao universo.

A Maçonaria moderna nasceu, portanto, da fusão entre o pensamento mágico dos hermetistas, sensíveis às tradições herdadas das sociedades iniciáticas, com o racionalismo iluminista. Buscava, em ultima análise, uma nova forma de gnose, ou seja, uma sabedoria que se fundamentasse, não mais na procura de um caminho para o divino através de construções materiais, como propunham a alquimia e a própria actividade maçónica operativa, mas sim através de uma prática activa de virtudes éticas e morais, adquiridas através de uma adequada iniciação. Entre estes homens estavam Robert Fludd, Voltaire, o próprio James Anderson, André Michel de Ramsay, Jean Teóphile Deságuliers e outros, apesar das suas inclinações religiosas e políticas.

E com eles muitos padres e pastores, descontentes com os rumos que a Reforma e a Contra Reforma religiosa estavam a tomar. Existiam também muitos judeus cristianizados, dissidentes do judaísmo ortodoxo, mas não totalmente convencidos para assumir, de todo o coração, as doutrinas do cristianismo. Estes, como vimos, eram os mestres praticantes da grande tradição da cabala. Eis, na nossa visão, as tintas, a moldura, a tela e o fundo nos quais se pintaria a figura dos novos Obreiros da Arte Real nas suas roupagens modernas. E esta interacção entre racionalistas e hermetistas que podemos chamar de Iluminismo Maçónico, eufemismo que podemos utilizar para designar a filosofia que orienta a prática maçónica,

É assim que se percebe, pelo desenvolver do ensino maçónico, que este nada mais é que a moral iluminista temperada por um forte apelo ao pensamento mágico, próprio dos hermetistas e dos filósofos gnósticos. Se por um lado ele propaga uma ideia moralista, que poderia ser encampada por qualquer escola filosófica do século XVIII ou XIX, o seu método é francamente iniciático, semelhante ao utilizado pelas seitas esotéricas da antiguidade ou os próprios discípulos de Hermes.

Neste sentido, podemos dizer que a Maçonaria, na sua face especulativa, nada mais é que uma alquimia do espirito, e uma filosofia que se transmite não somente á razão, mas principalmente aos sentidos. O maçon que realmente entendeu o que é a Arte Real precisa incorporar o espirito do adepto e a mentalidade do filósofo. A Arte Real tornar-se-á então, uma nova Art d’amour, porque se dirige ao espírito do praticante [5]; é também um novo Iluminismo, praticado social e politicamente com a esperança de se construir uma humanidade melhor. Em nenhuma outra actividade humana, seja ela política, social ou intelectual, como bem salientou a professora Frances Yates, casou-se tão bem o ideal hermético com a esperança iluminista, como aconteceu na Maçonaria [6].

A partir daí, tudo foi costurado num catecismo que utiliza o simbolismo da arquitectura como estrutura de sustentação e as diversas manifestações espirituais da humanidade, em todos os tempos, como processo de construção de um sistema de ensino, que busca, em última análise, educar pessoas para o exercício consciente e eficaz da cidadania e uma prática de vida capaz de gerar e sustentar uma sociedade justa e harmónica. Noutro sentido, a utopia sonhada pelos místicos filósofos da Renascença e pelos iluministas que o seguiram.

João Anatalino Rodrigues
Em “Conhecendo a Arte Real”, publicado pela Editora Madras – São Paulo, 2009.

Notas

[1] Robert Ambelain – A Franco Maçonaria , citado, pg. 86

[2] Enciclopédia Barsa.

[3] Na imagem, Emmanuel Kant, um dos maiores filósofos da época moderna.

[4] No Brasil destacam-se os nomes de José Bonifácio de Andrada e Silva e Gonçalves Ledo, maçons cujo pensamento iluminista influenciaram sobremaneira os acontecimentos que culminaram com a independência brasileira. Vide a este respeito a obra essencial de José Castelanni e William Almeida de Carvalho, Historia do Grande Oriente do Brasil – Madras, São Paulo, 2009.

[5] Art d’amour era um dos termos que se aplicava á alquimia.

[6] Frances Yates – Giordano Bruno e a Tradição Hermética – Cultrix S. Paulo, 1986.

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