Uma “família” que integra uma “família” maior

Nesta “família”, uns são mais velhos e experientes; outros, a faixa intermédia e os novos, o futuro. Entretanto, esta “família” tem crença num ser superior, o amor à pátria e aos seus familiares, crê que o trabalho dignifica e pugna pelo respeito pelos líderes, pelos seus semelhantes e pela natureza, obedecida uma hierarquia, consolidada na disciplina.

Por vezes há discussões, desavenças no seio familiar, tudo rapidamente solucionado… anormal seria não acontecer. Actos faltosos existem (são humanos) e punições também, com base em decisões tomadas a partir de normas, depois de dada a oportunidade do infractor se manifestar.

Alguns são favorecidos pelos seus pares, mesmo tendo cometido acções ilícitas, enfim errar é humano (o que de sã consciência não é correcto), talvez confundindo impunidade com tolerância e/ou quem sabe perdoando, num gesto de magnitude superior à compreensão dos demais membros da “família”, o que não pode ser descartado.

Mas, na “família”, as normas são para serem cumpridas, a começar pelos mais antigos (via de regra, dotados de mais saber), e que constituem espelhos para os mais novos.

É uma “família” que, unida pela essência do termo, jamais sofrerá danos possíveis de a desestruturar, porque é suportada por alicerces profundos e firmes, capazes de aguentar, sustentar as “intempéries” da vida, os percalços do dia-a-dia a que está exposta.

Nessa “família”, cada integrante está imbuído da responsabilidades pelos seus actos. Tem liberdade de agir desde que não ultrapasse os limites, ou seja, a sua liberdade termina, onde tem início a do outro. Todos são sabedores dos seus direitos e deveres. Aliás, existem leis, pelo que ninguém pode alegar ignorância.

Esta “família” tem por dever a prática do desenvolvimento moral, ético e cultural dos seus familiares e fomentar o exercício da solidariedade, caridade e fraternidade, junto dos seus e de quem necessitar, mesmo com todos os seus defeitos; Bem, uma família não se restringe somente aos pais e filhos. É formada por todos aqueles que a integram, directa e indirectamente, sejam eles, sobrinhos, sobrinhas, avós, pais, mães, cunhadas, cunhados e agregados. São até tratados como “família”, os que precisam de uma família e não a têm.

Falamos das Lojas, que constituem “famílias” e que integram uma “família” maior, a Ordem.

“Famílias” com metas traçadas, num planeamento de acções de curto, médio e longo prazo no decorrer do tempo relativo da existência do homem, a partir do seu ciclo de vida, na busca permanente da perfeição e da aplicabilidade da justiça, a partir da prevalência da verdade como pano de fundo, sem jamais esquecer da tríade: LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE.

Adaptado de Nelson Vieira de Souza – ARLS Aurora II n° 2017 – Benfeitora da Ordem – GOB/GOEMS

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *