A lenda de Hiram Abiff – a força de um mito

A Lenda de Hiram na Maçonaria especulativa

Como todos os maçons sabem, a Lenda de Hiram Abiff é a principal alegoria iniciática da Maçonaria. Os elaboradores desta alegoria tiveram uma excepcional inspiração ao introduzi-la nos rituais de passagem do companheiro a mestre, pois este personagem, aqui visto como sendo o arquitecto construtor do Templo de Salomão, é um arquétipo de grande apelo místico, cuja tradição é cultivada em praticamente todas as antigas culturas, na forma do herói sacrificado.

Simbolicamente, o seu sacrifício representa a transição do profano para o sagrado, do técnico para o cientifico, do reino grosseiro da matéria para o reino subtil do espirito. Neste rito de passagem, pelo fenómeno da simbiose, o companheiro rebelde, que vivia no domínio inferior da consciência, reconcilia-se com o substrato superior, e adquire, agora da forma correcta (e não pela violência), a sua passagem de grau.

O Templo de Salomão, na tradição maçónica, é visto como sendo uma reprodução da estrutura cósmica, tal qual foi pensada pelo Grande Arquitecto do Universo. Tal como era visto na doutrina da Cabala, onde existem Ordens angélicas superiores e inferiores comandando os homens, seus aprendizes, na construção do edifício cósmico, Hiram também dividiu os trabalhadores do Templo de Jerusalém em três níveis: Aprendizes, Companheiros e Mestres. Esta organização permitia que cada tarefa fosse efectuada pelo profissional adequado. Como eram muitos, mais de cento e cinquenta mil ao todo, afora os trinta mil que trabalhavam no Líbano cortando e aparelhando madeiras, como diz a Bíblia, cada uma das categorias de trabalhadores utilizava uma senha: B para os Aprendizes, J para os Companheiros, e a Palavra Sagrada para os Mestres, pois esta consistia no Verdadeiro Nome de Deus, que não podia ser pronunciado senão por aqueles que já tivessem atingido um certo grau de conhecimento iniciático. Esta organização reproduzia, portanto, a disposição arquitectónica disposta pelo Grande Arquitecto para construir o próprio Universo, e Hiram, juntamente com Salomão, ao adoptá-la para construir o Templo de Jerusalém, estava simplesmente copiando os planos do Criador.

A Lenda de Hiram na Maçonaria Operativa

Este foi o conteúdo da lenda desenvolvida para o catecismo maçónico das “Velhas Regras” (Old Charges’) segundo informa Samuel Pritchard na sua obra “Primeiros Catecismos Maçónicos”, de 1793. Nessas Old Charges o nome de Hiram é citado como sendo filho do rei de Tiro, cujo nome também era Hiram. Tanto no Manuscrito Cooke quanto no Downland, esta informação é referida. Horne acredita que esta transposição foi resultado de uma interpretação equivocada da palavra Hiram Abi, que significa “Hiram, meu pai”. As referências ao Hiram arquitecto, entretanto, aparecem em várias outras Old Charges, e em algumas delas, ele é citado como sendo “príncipe Maçon” [1]. As referências a Hiram nas “Velhas Regras”, entretanto, são muito contraditórias. Em alguns desses antigos manuscritos, o mestre arquitecto do templo de Salomão chega a ser confundido com o rei Nenrode, construtor da Torre de Babel. Por isso é que as informações mais confiáveis sobre a identidade do Mestre Hiram ainda são aquelas veiculadas pela Bíblia e por historiadores como Flávio Josefo, por exemplo.

Com excepção do facto de que nos textos sagrados ele não aparece como arquitecto, mas como fundidor de obras de bronze, todo o conteúdo da lenda pode ser encontrado nas crónicas bíblicas: Em Reis, 13:7 lemos que Salomão

Escolheu obreiros em todo Israel, e ordenou que fossem trinta mil homens. E ele mandava-os ao Líbano, dez mil a cada mês, de sorte que ficavam dois meses nas suas casas e Adonhiram era o encarregado do cumprimento dessa ordem. E teve Salomão setenta mil que acarretavam as cargas, e oitenta mil cabouqueiros nos montes; fora os aparelhadores de cada obra, em número de três mil e trezentos, que davam as ordens aos que trabalhavam. E o rei mandou que tirassem pedras grandes, pedras de preço para os alicerces do Templo, e que as facejassem. E lavraram-nas os canteiros de Salomão e os canteiros de Hirão; e os de Gíblios, porém, aparelhavam as madeiras e as pedras para edificar a casa” [2].

Os giblitas, no entanto, eram considerados estrangeiros. Como estrangeiros não poderiam compartilhar dos segredos dos mestres até que recebessem a devida elevação. Era uma elevação que não se alcançava meramente cumprindo um interstício de tempo como companheiro, ou simplesmente aprendendo o segredo dos planos de construção, que eram arte especulativa. Nisto estava envolvido, principalmente uma questão religiosa, e esta questão era a proibição de que um segredo de natureza sagrada fosse revelado a pessoas que ainda não tinham obtido o devido merecimento. Era preciso encontrar uma fórmula que superasse este impasse, permitindo que o companheiro pedreiro, estrangeiro para as tradições hebraicas, pudesse romper essa barreira para ser admitido no selecto circulo dos mestres.

Não sendo assim a chamada Escola de Arquitectura de Salomão, à qual Anderson se refere nas suas Constituições, acabaria por se transformar numa alegoria sem sentido. A solução foi o sacrifício ritualístico do Mestre Hiram, que como já dissemos, é a porta de entrada nos Mistérios Maçónicos do grau de Mestre. A finalidade deste sacrifício é francamente iniciática, como veremos [3].

O Jubelos e a Rebelião de Lúcifer

Como se sabe, na tradição maçónica, o grau de companheiro é o grau da traição. Foram três companheiros que assassinaram o Mestre Hiram. O porquê desse crime nunca foi bem explicado pelos exegetas das tradições maçónicas. Todavia, na tradição cabalística, Tubalcain é o representante de todos aqueles que trabalham com as mãos e Hiram é o representante daqueles que trabalham com o intelecto. Hiram simboliza também o comando. Um representa a técnica, outro a ciência. A querela entre o Mestre do comando e os Mestres da execução, que acabou por se transformar em tragédia, com o assassinato do primeiro pelos segundos, reflecte o conflito ocorrido no céu entre o Criador e os seus arcanjos, ou seja, entre os Mestres arcanjos que fazem os planos de construção (arquitectos) e os que os executam (os pedreiros), os quais o transmitiram aos aprendizes (os homens), gerando o que ficou conhecido como o pecado de Adão, ou seja, a desobediência do casal humano, que acarretou a sua expulsão do paraíso.

Na tradição gnóstica, Deus “pensa” o universo, os seus Demiurgos traçam os planos e os homens realizam o trabalho manual de construção. A dado momento estes Demiurgos tornam-se rebeldes e passam a reivindicar do Criador uma posição semelhante à dele. Esta é a Rebelião de Lúcifer, a que se refere a Bíblia.

Este conflito está presente em praticamente todas as tradições religiosas dos povos antigos, e foi o conteúdo trabalhado na alegoria do Mestre Hiram, e o seu assassinato pelos Jubelos [4].

Neste conteúdo está o verdadeiro segredo do grau de Companheiro. Segundo a compilação feita por Ambelain, este é verdadeiro significado da Lenda de Hiram, o fundidor das colunas do Templo do Rei Salomão, lenda essa construída a partir de uma interpretação cabalística dos textos bíblicos. Cremos ter sido esta alegoria que os “maçons aceitos”, de origem judia e orientação rosacruciana, adaptaram para os rituais maçónicos do terceiro grau simbólico. É no desdobrar desta lenda que assenta o simbolismo que faz de Hiram, o Mestre assassinado e regenerado em cada Maçon que é exaltado à mestria, o ponto central do simbolismo regenerativo da doutrina maçónica [5].

Neste sentido, o nome de Hiram está ligado com a ciência, com o conhecimento dos segredos da natureza, com a energia que transforma os metais. Ele conhece, domina o fogo, transmuta os elementos. E uma lenda que serve tanto às tradições alquímicas, cuja obra consiste na obtenção da pedra filosofal, sintetizando o processo pelo qual a natureza produz os elementos químicos, como à Cabala, prática esotérica que busca o segredo do universo através da síntese do número, (que corresponde ao Verdadeiro Nome de Deus}, serve também às tradições iniciáticas antigas, que procuram a integração dessa energia numa união final com Deus, o Principio Criador do universo; por fim, atende igualmente aos próprios anseios dos filósofos iluministas, religiosos ou não, que acreditavam na construção de uma sociedade justa e perfeita através de uma educação orientada para a prática das virtudes éticas e morais, já que para isto, era preciso criar um espírito novo, livre de preconceitos, dogmas e vícios deformadores do carácter humano.

Tudo isto equivalia a uma “depuração” da alma pelos mesmos processos utilizados pelas sociedades iniciáticas. Os “homens novos” que dai resultariam ergueriam “templos à virtude e cavariam masmorras ao vicio”, construindo uma sociedade ideal, semelhante às utopias sonhadas pelos filósofos rosacrucianos.

A lenda, tal qual é desenvolvida na Maçonaria, diz que surgiram três companheiros invejosos e ambiciosos, que à força, quiseram arrancar de Hiram a palavra misteriosa que só os Mestres sabiam. Pretendiam com isso, ascender ao mestrado na arquitectura sem ter cumprido os trabalhos e provas necessários para essa elevação. Queriam conquistar com violência aquilo que só o mérito lhes poderia conferir. Emboscando o Mestre Hiram, cercando as três portas do Templo, os Jubelos exigiram que o Mestre lhes desse a Palavra Sagrada. Hiram negou-se e tentou escapar. Com os instrumentos de trabalho, a régua de ferro, o esquadro e o malho, os Jubelos feriram o Mestre, sucessivamente, na garganta (calando-lhe a voz), no peito, (ofendendo-lhe o coração), e na cabeça, (destruindo-lhe a razão).

Após o crime trataram de fazer desaparecer o cadáver. Levaram-no para o Monte Líbano e o enterraram, fugindo depois, temerosos da consequência do seu acto. Salomão, notando a falta do seu arquitecto chefe, enviou três Mestres à sua procura. Nada encontrando, despachou outros nove, os quais toparam com um local onde a terra tinha sido recentemente removida. Desconfiados, começaram a remover a terra e logo encontraram ali enterrado o corpo do Mestre Hiram. Marcaram o local com um ramo de acácia e retomaram para avisar o Rei Salomão [6]. Trazido o corpo para o canteiro de obras do Templo, Salomão e os seus Mestres prestaram as devidas homenagens ao seu Mestre arquitecto e sepultaram-no com as cerimónias ritualísticas apropriadas.

Hiram e o mito solar

A alegoria da morte de Hiram é uma clara alusão ao mito do sacrificado. Ele está conectado, de um lado ao simbolismo da ressurreição e de outro lado ao mito solar. Pois nas antigas religiões solares, o Sol, princípio da vida, morria todos os dias para ressuscitar no dia seguinte, após passar uma noite no meio das trevas.

Assim como toda a teatralização dos Antigos Mistérios, mais do que uma simples homenagem à deusa Ceres ou Ísis, deidades que simbolizavam a renascimento da vida sobre a terra, esses rituais reproduziam a jornada do espírito humano em busca da Luz que lhe daria a ressurreição. É neste sentido que a marcha dos Irmãos em volta do esquife de Hiram, sempre no sentido do Ocidente para o Oriente, nada mais é que uma imitação desse antigo ritual, que espelha a ansiedade do nosso inconsciente em encontrar o seu “herói” sacrificado (o Sol), para nele realizar a sua ressurreição.

Na Maçonaria, esta marcha ritual em direcção ao Sol é ligada com outro simbolismo arquetípico conhecido como o “sacrifício da completação” [7] Este tema remonta à antigas lendas cultivadas pelos povos do Levante, segundo o qual nenhuma grande empreitada poderia obter bom resultado se não fosse abençoada pelos deuses. Assim, quando toda grande empreitada (uma guerra ou uma construção) era levada a bom termo, os reis-sacerdotes costumavam agradecer aos seus deuses com fartos sacrifícios de sacrifícios de sangue. No Egipto, em algumas ocasiões, o próprio arquitecto e os construtores do edifício eram sacrificados, não só para esses fins escatológicos, como também para não revelarem o segredo das suas estruturas. Este costume foi observado também por Salomão, pois ao terminar a construção do Templo de Jerusalém não fez por menos. Segundo a Bíblia, “sacrificou rebanho e gado, que de tão numeroso, nem se podia contar nem numerar” [8].

A força do mito

Hiram Abiff é, pois, o herói sacrificado da tradição maçónica. É um arquétipo que simboliza uma antiquíssima tradição, a qual está presente no psiquismo da humanidade desde os mais remotos tempos. Ele reflecte a crença desenvolvida pelos povos antigos de que toda regeneração, fosse da terra ou do próprio homem, submetia-se a um rito de passagem, na qual a morte era necessária para a obtenção de uma nova vida. E na vida das sociedades, o seu herói, ou a pessoa mais significativa geralmente era o “sacrificado”, o qual era imolado para que o povo obtivesse o beneplácito dos deuses. Era este herói que, como uma semente que é depositada na terra, germinava e saia da terra, em busca da luz do sol e a trazia para o seu povo. Esta concepção informava a realização de todos os chamados Mistérios Antigos. Este conteúdo, altamente significativo, reflecte igualmente a crença cristã. Jesus Cristo também morre para que os seus seguidores possam iniciar numa nova vida. Da mesma forma que o iniciado nos Mistérios Egípcios, ou nos Mistérios de Elêusis, se regenerava pela iniciação naquelas disciplinas, o cristão baptizado e convertido ao Cristianismo é um “homem novo”, renascido no sangue de Jesus Cristo. Foi nesse processo de morte e renascer que a doutrina cristã encontrou a sua força espiritual.

Ignora-se como e quando a Lenda de Hiram foi introduzida nos rituais maçónicos. Ela não é encontrada nos antigos documentos dos maçons operativos, embora Anderson, nas suas Constituições, faça referência a um infausto acontecimento ocorrido durante a construção do Templo de Jerusalém, acontecimento esse que se referia ao assassinato do seu mestre construtor [9]. Muitos autores acreditam que essa lenda teria sido adaptada por Elias Ashmole (1617-1692), um conhecido intelectual inglês iniciado na Maçonaria em 1646. Ela teria sido introduzida nos rituais maçónicos por motivos políticos e ideológicos, conexos com acontecimentos da história inglesa nessa época [10].

Evidentemente esta é só uma especulação. A verdade, como dissemos acima, é que o Mito de Hiram está fundamentado num arquétipo de origem muito antiga, que é o mito do sacrificado, cuja conexão com o mito solar é evidente. Sendo uma lenda arquetípica, ela se presta, como é obvio, a múltiplas interpretações. Pode ser associada a vários outros mitos, como o de Ísis e Osíris, da deusa Prosérpina, dos três descendentes de Cain (Jubal, Jabel e Tubal-Cain), a Noé e os seus filhos, que segundo uma antiga lenda tentaram ressuscitar o seu pai usando fórmulas cabalísticas [11]. E principalmente com a lenda de Tammuz, deus fenício que foi ressuscitado pela sua amada Astarte, mito este que também tem a sua variante grega na lenda de Adónis, o deus solar ressuscitado por Afrodite. Há quem veja paralelos também entre a Lenda de Hiram e a história da morte do filósofo Sócrates, acusado por três indivíduos invejosos da sua sabedoria. E não faltam aqueles que, como já referido, vêem na alegoria da passagem do Companheiro para Mestre uma clara alusão à Paixão e Morte de Jesus Cristo, traído por um discípulo (Judas), negado por outro (Pedro) e desacreditado por outro (Tomé) [12].

Tudo isto mostra-nos a força do mito e a sua influência no psiquismo humano.

João Anatalino Rodrigues

Notas

[1] No Manuscrito Melrose n° 2 de 1674 e no Manuscrito Harris de 1789- Alex Horne: O Templo de Salomão na Tradição Iniciática- Ed. Pensamento, 1986.

[2] Reis, 13-170s giblios, ou giblitas, eram os trabalhadores das pedreiras de Biblos, cidade fenícia que ficava cerca de 120 quilómetros ao norte de Tiro. Esta cidade é conhecida hoje como Gebal. Nos Primeiros Catecismos Maçónicos, os giblitas eram considerados como sendo os verdadeiros pedreiros, razão pela qual o Manuscrito Wilkinson , uma Old Charge utilizada por algumas Lojas inglesas do inicio do século XVIII, continha o seguinte trolhamento para o iniciando:

  1. – “Qual é o nome do pedreiro?”
  2. – “Giblita”.

Segundo Horne, essa palavra ainda hoje é utilizada em cerimónias de iniciação em Lojas inglesas e americanas

[3] James Anderson, As Constituições, Ed. Fraternidade, 1982

[4] Alex Home – O Templo de Salomão na Tradição Maçónica – Ed. Pensamento, 1986.

[5] Robert Ambelain- A Franco Maçonaria. São Paulo, Ed. Ibrasa, 1999.

[6] A acácia é um símbolo utilizado pela maioria dos povos antigos. Simboliza a regeneração da natureza, após a passagem do ciclo estéril, que é o Inverno. Na tradição egípcia, o homem que exalasse o seu ultimo suspiro embaixo de um pé de acácia, tinha a sua passagem facilitada pela Tuat. Conta-se que o faraó Ramsés II, ao pressentir a chegada da morte, pediu para ser colocado embaixo de um pé de acácia.

[7] Para uma interpretação mais ampla da Lenda de Hiram na Maçonaria, ver a nossa obra “Conhecendo a Arte Real”, publicada pela Madras, citada. Sobre o Templo de Salomão e a sua relação com o mito solar, ver também Alex Home, O Templo do Rei Salomão na Tradição Maçónica. Ed. Pensamento, 1998.

[8] Reis 1-8:5- Na imagem, gravura mostrando os maçons em volta do esquife do Mestre Hiram. Fonte: “Morais and Dogma”, de Albert Pike – Kessinger Publishing Co. 1992.

[9] Ver, neste sentido Jean Palou – Maçonaria Simbólica e Iniciática, citado.

[10] Especificamente a chamada Revolução Puritana, liderada por Oliver Crommwel, que destronou o rei Carlos I, da Inglaterra, e promoveu a sua decapitação. Neste caso, o Drama de Hiram teria por finalidade reconstituir o episodio da deposição e morte desse soberano, já que Ashmole e os seus companheiros maçons eram partidários da causa da família real. O Rei Carlos I seria o próprio Hiram e os membros do Parlamento, com Oliver Crommwel como líder, seriam os “companheiros traidores”. Ele seria “vingado” depois pelos seus herdeiros, assim como Hiram, no ritual maçónico seria vingado pelos Doze Mestres de Salomão.

[11] As expressões usadas no ritual de elevação a mestre Maçon, que se referem à “carne que se desprende dos ossos”, as exclamações “ Ah! Meu Deus”, a marca do local onde Hiram foi enterrado com um ramo de acácia, etc. são oriundas da lenda cabalista que se refere à ressurreição de Noé.

[12] Tomé, o golpe na garganta: o descrédito da palavra. Pedro, o golpe no peito, no coração, a deslealdade; Judas, o golpe final na cabeça, a morte.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *