Cronologia da vida de Gomes Freire de Andrade

Gomes Freire de Andrade foi Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano entre 1816 e 1817, sendo considerado um herói e um mártir. Sobre a sua vida, escreveu Rui Bandeira:

Gomes Freire de Andrade

Gomes Freire de Andrade nasceu em Viena de Áustria em 27 de Janeiro de 1757 e passou ao Oriente Eterno executado no Forte de S. Julião da Barra, em 18 de Outubro de 1817.

Era filho de Ambrósio Freire de Andrade, embaixador de Portugal, e de uma senhora, condessa de Schafgoche, vinda de antiga e ilustre família da Boémia.

Teve a educação que na época se costumava dar aos filhos da nobreza. Destinado à carreira militar, assentou praça de cadete no regimento de Peniche, sendo em 1772 promovido a alferes. Passou à Armada Real, embarcando em 1784 na esquadra que foi auxiliar as forças navais espanholas no bombardeamento de Argel.

Regressou a Lisboa em Setembro, promovido a tenente do mar da Armada Real, e em Abril de 1788 voltou ao antigo regimento no posto de sargento-mor. Tendo alcançado licença para servir no exército de Catarina II, em guerra contra a Turquia, partiu para a Rússia. Em São Petersburgo conquistou as maiores simpatias na corte e da própria imperatriz. Na campanha de 1788-1789, comandada pelo príncipe Potemkin, distinguiu-se nas planícies do Danúbio, na Crimeia e sobretudo no cerco de Oczakow, sendo o primeiro a entrar na frente do regimento quando a praça se rendeu em 17 de Outubro de 1788, depois de cerco prolongado. Praticou muitos actos de bravura, sendo aos 26 anos recompensado com o posto de Coronel do exército da imperatriz, que em 1790 lhe foi confirmado no exército português, mesmo ausente.

Em 1816 foi eleito Grão-Mestre da Maçonaria portuguesa e tornou-se a «alma» de uma conspiração liberal contra o Marechal Beresford, oficial que administrava Portugal sob mão de ferro, como se tratasse uma colónia inglesa, despertando grande descontentamento junto dos oficiais e intelectuais portugueses. A 25 de Maio de 1817, em estado avançado dos preparativos da insurreição contra Beresford, Gomes Freire foi preso conjuntamente com outros 11 conspiradores, por denúncia de três maçons (três traidores, como na Lenda do 3.º grau…), José Andrade Corvo de Camões, Morais de Sarmento e João de Sequeira Ferreira Soares.

Gomes Freire de Andrade foi enforcado por ordem do Marechal Beresford no cadafalso na Torre de S. Julião da Barra e os demais no Campo de Santana, hoje denominado, em sua memória, Campo dos Mártires da Pátria.

Narra Borges Grainha que um dia antes da execução um coronel inglês, Robert Haddock, visitou o Grão-Mestre na cadeia e ofereceu-lhe como irmão a oportunidade para a fuga. Gomes Freire recusou a oportunidade!

Em 1853 foi erguido um monumento no sítio onde morreu sendo desde então homenageado como um dos heróis da luta pela instituição da monarquia constitucional em Portugal e um dos mártires mais eminentes da Maçonaria portuguesa.

A execução de Gomes Freire de Andrade é tema de uma das obras relevantes do teatro português do século XX, Felizmente há luar, de Luís de Sttau Monteiro.

Tem o seu nome uma Ordem Honorífica da Maçonaria Regular Portuguesa, a Ordem General Gomes Freire de Andrade, destinada a honrar os que prestam relevantes serviços à Maçonaria Regular.

Publicado no Blog A Partir Pedra em 14 de Maio de 2007

Cronologia

  • 1757.01.27 – Nasce em Viena de Áustria, Gomes Freire de Andrade, (G. F. A.) de nome completo Gomes José Joaquim António Francisco Xavier João Nepomuceno, filho de Ambrósio Freire de Andrade e de Elisabeth Schaffgotsch.
  • 1756.02.20 (calendário gregoriano) – G. F. A. é baptizado na Igreja Metropolitana de Viena.
  • 1770.11.15 – O pai de G. F. A., Ambrósio Freire de Andrade, morre em Viena de Áustria.
  • 1770.11.17 – G. F. A., então com 13 anos, escreve a D, Luís da Cunha Manuel, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, informando-o do falecimento do pai e “empenhar a V. Exa em proteger-me”, pedindo “a Vª Exª queira tomar à sua conta a minha pessoa”.
  • 1770.11.26 – G. F. A., sua mãe e irmã, Francisca Teresa Joana Antónia Andrade vão viver para Praga em casa da avó condessa de Schaffgotsch.
  • 1771.08.12 – Morre a avó Maria Anna von Althann, condessa de Schaffgotsch.
  • 1772 – A família de G. F. A. regressa a Viena de Áustria, onde estão já em Abril de 1772.
  • 1773 – A imperatriz austríaca convida a família Freire de Andrade para um baile na corte, onde G. F. A. cm 16 nos foi apresentado a Suas Majestades Imperiais.
  • 1780. 09.23 – Carta do Conde de Oyenhausen, ministro de Portugal em Viena de Áustria informando que Gomes Freire “é muito vem criado e goza da melhor reputação; e dá todas as esperanças de poder algum dia muito bem servir a Sua Majestade”, mostrando “ter o mais vivo desejo de ir para Portugal”.
  • 1780.10.31 – G. F. A. é armado Cavaleiro de Cristo pelo Conde Oyenhausen, na Catedral de Viena.
  • 1780.12.05 – G. F. A. parte de Viena com destino a Portugal.
  • 1781.02.inícios – G. F. A. chega a Lisboa.
  • 1781.02.01 – Investido Cavaleiro da Ordem de Cristo.
  • 1781 – G. F. A. recebe a Comenda das Herdades de Mendo Marques (anteriormente de Duque de Aveiro).
  • 1781.11.28 – É legalizada a certidão de idade de G. F. A.
  • 1782.02.16 – São facultados a G. F. A. cavalos de posta para ir a Vila Viçosa, provavelmente para tratar dos bens do pai.
  • 1782.09.19 – Assenta praça como cadete, no Regimento de Infantaria de Peniche, apesar do excesso de idade para tal.
  • 1782.10.09 – Decreto de promoção a Alferes da 5a Companhia do Regimento de Infantaria de Peniche na vaga do primo Bernardim Freire.
  • 1782.10.22 – Patente de alferes.
  • 1783.01.02 – Data do primeiro despacho do processo de habilitação de G. F. A. à herança do pai.
  • 1785.10.18 – G. F. A. chega a Madrid.
  • 1786.05.16 – G. F. A. e sua mãe são declarados habilitados à herança do pai e marido.
  • 1786-1787 – Campanhas nas costas da Argélia.
  • 1787.03.08 – Decreto de nomeação do alferes G. F. A. como Tenente de Mar da Armada Real.
  • 1787.03.13 – Patente de Tenente de Mar.
  • 1787.03.26 – G. F. A. embarca como voluntário a bordo do Cutter Coroa, tendo obtido licença do capitão-general da Armada.
  • 1787.09.18 – Regressa doente a Portugal.
  • 1788.04.27 – Decreto de nomeação de G. F. A. como Sargento-mor [Major] agregado do Regimento de Infantaria de Peniche, sendo mandado para o Exército da Rússia na guerra contra os Turcos.
  • 1788.04.30 – Patente de Sargento-mor agregado do Regimento de Infantaria de Peniche
  • 1788.05.06 – Anuncia-se a partida de G. F. A. para a Rússia -S. Petersburgo – com o grau de major de infantaria juntamente com Pamplona Corte Real e Sousa Falcão, estes para Viena, para a guerra contra os Turcos.
  • 1788.06.13 – Chegada de G. F. A. a S. Petersburgo.
  • 1788.07.20 – G. F. A. é apresentado à Imperatriz.
  • 1788.08.08 – G. F. A. parte de S. Petersburgo para Oczakow.
  • 1788.08.22 – G. F. A. chega ao quartel general do Marechal Potenkin.
  • 1788.08.29 – G. F. A. é recebido como 2° major no corpo dos Caçadores da Livónia.
  • 1788.09-12 – Campanha da Bessarabia contra os turcos, sob o comando do marechal Potemkin. G. F. A. chega a Oczacow, integrando o corpo dos Caçadores da Livonia da 3a coluna do exército russo sob as ordens do General major Príncipe Wolkonsky no assalto à fortaleza Hassan Pachá, grão-vizir do Império Otomano, em Oczacow (Crimeia).
  • 1788.12.17 – Conquista de Oczacow pelo exército russo.
  • 1789.03.12 – G. F. A. chega a S. Petersburgo.
  • 1789.04.26 – A Gazeta Oficial de S. Petersburgo publica a lista das promoções militares e das condecorações atribuídas, onde figura G. F. A. que recebe a Ordem militar de S. Jorge das mãos da Imperatriz Catarina II.
  • 1789.05.15 – G. F. A. parte de S. Petersburgo para o campo de guerra turco.
  • 1789.11.14 – Ocupação militar de Bender na Bessarábia.
  • 1789.12.? – G. F. A. acompanha Potenkin a Jassy para as negociações de paz.
  • 1790. inícios – G. F. A. é promovido a Tenente Coronel do exército russo.
  • 1790.04.09 – G. F. A. chega a S. Petersburgo.
  • 1790.06.14 – G. F. A. segue com o Príncipe de Nassau-Siegen, para Cronstadt a fim de fazer a campanha militar da Suécia.
  • 1790.08.08 – Batalha de Schwensk, na frente sueca, com a derrota do Príncipe de Nassau e de G. F. A.
  • 1790.08.25 – Emite-se em Lisboa, o decreto de promoção a Tenente-coronel.
  • 1790.09.06 – Patente de Tenente Coronel.
  • 1790.09.23 – G. F. A. recebe da imperatriz pelas mãos do Príncipe de Nassau uma Espada de Ouro, com a inscrição “Pelo seu valor”.
  • 1790.12.22 – Decreto promovendo G. F. A. a Coronel Regimento de Infantaria do Marquês de Minas em Portugal.
  • 1791.01.18 – Patente de G. F. A. a Coronel do Coronel do Regimento de Infantaria do Marquês de Minas em Portugal.
  • 1791.07.08 – G. F. A. comunica que foi nomeado Coronel do Exército russo agregado aos Granadeiros.
  • 1791.07.14 – G. F. A. parte de Petersburgo para Galatz para o Quartel General do Príncipe Potemkin.
  • 1791.10.16 – Morre o Marechal Potemkin atacado de febres, que também atingiram G. F. A.
  • 1792.01.06 – G. F. A. encontra-se na Galicia (Rússia), acantonado com o exército russo.
  • 1792.01.09 – Assinatura do tratado de paz de Jassy entre a Rússia e aos Turcos, pondo fim à guerra.
  • 1792.03.23 – G. F. A. chega a S. Petersburgo.
  • 1792.06.28 – G. F. A. sai de S. Petersburgo em direcção a Berlin.
  • 1792-93 – G. F. A. faz a Campanha do Reno contra a França revolucionária, com o posto de coronel e como voluntário do exército prussiano.
  • 1792 – . Invasão de Espanha e Portugal pelo exército francês. G. F. A. propõe-se criar um exército e lutar contra a França.
  • 1792.09.14 – D. João, príncipe regente, concede uma pensão de 400$000 réis anuais a Teresa Andrade, irmã de G. F. A. a qual é paga irregularmente.
  • 1793.inícios – G. F. A. deixa o exército prussiano e regressa a Portugal
  • 1793.09.20 – Partida para Espanha (Catalunha) da divisão militar sob comando de John Forbes Skellater, transportada em 14 navios, indo na nau “S. Joseph e Mercês” um regimento de 757 homens (Regimento de Infantaria de Freire, Regimento de Infantaria 4, 6 companhias de Infantaria e 12 de granadeiros) sob o comando de G. F. A., o qual segue por terra.
  • 1793.10.18 – G. F. A. encontra-se no Escurial (Espanha) em trânsito para Rosas.
  • 1793.11.05 – G. F. A. chega a Rosas por terra.
  • 1793.11.22-26 – O regimento de G. F. A. defende o reduto e a ponte de Ceret.
  • 1794.05.19 – Decidida a retirada das tropas luso espanholas a efectuar a partir de 01.05.1794, G. F. A. em S. Lorenzo de la Muga protegeu a retirada.
  • 1794.07.28 – G. F. A. encontra-se na prisão (Castelo de S. Fernando de Figeras, a cumprir uma pena de dois meses (até 28 de Setembro) por ofensas ao Coronel João Jacob de Mestral, pena imposta pelo governo de Lisboa
  • 1794.11.17 – G. F. A. retoma o comando do seu regimento executando a retirada das tropas aliadas para Gerona.
  • 1794.11.20 – O general Forbes, a propósito da retirada de 17 a 20 de Novembro escreve uma carta publicada na Gazeta de Lisboa de 23 de Dezembro (Suplemento ao n° LI), na qual G. F. A. não é mencionado.
  • 1795.02.05 – O general Forbes abre um processo disciplinar com fundamento em insultos, contra G. F. A.
  • 1795 – G. F. A. escreve Mémoire Raisonné sur la Retraite de l ‘Armée combinée espagnole et portugaise du Roussillon.
  • 1795.?.? – G. F. A. é mandado regressar à Corte portuguesa.
  • 1795.12.11 – Regresso a Portugal.
  • 1795.12.17 – G. F. A. recebe a patente de marechal de campo graduado.
  • 1796.11.20 – G. F. A. é promovido a Marechal de campo efectivo.
  • 1797.01.? – G. F. A. encontra-se na praça de Alegrete, prevenindo a hipótese de uma invasão espanhola.
  • 1798.07.10 – Carta que atribui a G. F. A. a Comenda de Santa Maria de Midões da Ordem de Cristo
  • 1799 – G. F. A. escreve o Plano da Defeza da Cidade e Porto de Lisboa.
  • 1800 – G. F. A. redige os Apontamentos relativos à Organização do Estado Maior do Quartel mestre General do Exército e dos Trabalhos relativos à sua Repartição.
  • 1801.03.21 – Proclamação de G. F. A. na cidade de Portalegre contra os espanhóis. É constituído o Estado Maior do Exército, sendo G. F. A. nomeado seu quartel-mestre general. G. F. A. é nomeado Marechal Comandante do corpo de tropas em Trás-os-Montes.
  • 1801 – Nomeação de um Conselho Militar constituído por oficiais portugueses e estrangeiros, não fazendo parte dele, nem o Marquês de Alorna, nem G. F. A.
  • 1803.07.24 – G. F. A. participa nos Motins de Campo de Ourique entre o seu regimento e o corpo de Polícia do Conde de Novion, sendo detido nessa altura.
  • 1806 – É publicada a obra de G .F. A., Ensaio sobre o methodo de organizarem Portugal o exercito relativo à População, Agricultura, e Defeza do paiz.
  • 1807.09.19 – G. F. A. é venerável da loja maçónica Regeneração n° 341, em Lisboa
  • 1807.10.12 – G. F. A. é promovido a Tenente-general e comandante de divisão ao sul do Tejo.
  • 1807.10.29 – G. F. A. é nomeado comandante em chefe do Corpo do Exército do Sul do Tejo.
  • 1807.11.29 – Saída da Corte portuguesa para o Brasil.
  • 1807 – Na 1ª invasão francesa foi encarregado da defesa da margem sul do Tejo e Setúbal, contra um ataque britânico.
  • 1807.12.31 – Decreto do General Solano sob as ordens de Junot, nomeando G. F. A. Inspector Geral encarregado de desarmar os regimentos de milícias e desmobilizar parte do exército do Sul de Portugal.
  • 1808.02.20 – Decreto complementar ao de 16 de Janeiro que manda organizar os regimentos de infantaria, sendo G. F. A. incumbido da organização do 4° e 5° regimentos de infantaria e do batalhão de caçadores a pé.
  • 1808.02.21 – G. F. A. e o Marquês de Alorna fazem parte de uma parada presidida por Junot.
  • 1808.04.01 – Nomeado 2° comandante do exército português reformado.
  • Abril 1808 – 1815 – Junot envia G. F. A. para França comandando um dos batalhões da Legião Portuguesa ao serviço de Napoleão.
  • 1808.04. ??? – Ida para França do exército português reformado, o qual foi integrado no exército francês.
  • 1808.04.finais – G. F. A. parte para França, mas no percurso é preso em Nava del Rey, em Tordesilhas, sendo levado para Valladolid, sendo finalmente solto, seguindo para Burgos e Vitória.
  • 1808.05.18 – Decreto de Napoleão criando a Legião Portuguesa.
  • 1808.07.21 – G. F. A. assume o comando da 2a Divisão das Tropas Portuguesas em França.
  • 1808.07.02 – 1808.08.13 – G. F. A. comanda a divisão centro no cerco de Zaragoza.
  • 1808.08.01 – O tenente-general Gomes Freire é considerado definitivamente general de divisão.
  • 1808.08.07 – G. F. A. parte para Paris a fim de ser consultado sobre a organização da tropa portuguesa.
  • 1808.08.21 – G. F. A. regressa a Espanha, ficando à frente das tropas portuguesas.
  • 1808.09.06 – G. F. A. recebe ordens de levar o 5° regimento de Infantaria e o batalhão de caçadores a pé, para se juntarem à Legião Portuguesa, em Grenoble.
  • 1809.04.24 – São aprovados os Estatutos da Loja Militar dos Cavaleiros da Cruz da Legião Portuguesa, sendo venerável G. F. A., ficando submetidos ao Grande Oriente Lusitano.
  • 1809.05. ? – São unificados os dois depósitos da Legião Portuguesa de Grenoble e de Gray, ficando o Conselho de Administração a funcionar em Grenoble, presidido por G. F. A.
  • 1809 – G. F. A. é comandante interino da Legião Portuguesa em França.
  • 1810 – Comandante em Chefe da Legião Portuguesa.
  • 1810.05.01 – G.F.A fica encarregue nos primeiros oito meses do Comando dos Regimentos Portugueses no Exército da Alemanha.
  • 1810.08. inícios – G. F. A. pede escusa de fazer parte do exército francês que segue para Portugal, liderado pelo general Massena (3a invasão) ao contrário dos Marqueses de Loulé e de Valença.
  • 1810.08.20 – G. F. A. recebe ordem de ir a Geneve e tomar conta dos batalhões portugueses que deviam seguir para Valais.
  • 1810.09.14 – G. F. A. escreve ao Imperador da Rússia, pedindo que lhe proporcione o meio de voltar para Portugal, tornando a admiti-lo nos seus Exércitos.
  • 1811.05.02 – Decreto de Napoleão reorganizando a Legião Portuguesa .
  • 1811 – G. F. A. permanece em Geneve, até Julho, com dois batalhões provisórios portugueses.
  • 1811.07 – G. F. A. recebe ordens de se deslocar para Grenoble, perto do Depósito da Legião Portuguesa, onde permanece até Abril de 1812.
  • 1811.finais – Napoleão concede a G. F. A. o grau de comendador da Legion d’honneur.
  • 1811.09.23 – G. F. A. assume em Grenoble o comando de toda a Legião Portuguesa.
  • 1812.04.15 – G. F. A. junta-se ao Quartel General do Grande Exército, estando ao seu serviço até Novembro de 1813.
  • 1812.07.21 – 1812.10.06 – G. F. A. é nomeado Governador do distrito de Disna, assegurando as comunicações do Grande Exército entre Vitebsk, Polotsk e Wilna.
  • 1812.11.11 – G. F. A. encontra o Grande Exército em Smolensk, em retirada.
  • 1812.12.02 – G. F. A. cai gravemente doente durante a retirada do exército napoleónico.
  • 1812.12.31 – Morre de doença o Marquês de Alorna, companheiro de armas de G. F. A.
  • 1813.05.18 – G. F. A. é nomeado Governador e Comandante do depósito de Cavalaria da cidade de Jena (Alemanha).
  • 1813.06.06 – G. F. A. recebe na universidade de Jena (Alemanha) o grau honoris causa de doutor em filosofia, onde Fichte, Hegel, Schiller leccionaram.
  • 1813.07.02 – G. F. A., nomeado comandante superior de Dresden, toma investidura da praça.
  • 1813.11.07 – Capitulação do exército do marechal St. Cyr e retirada do Exército.
  • 1813.12.06 – G. F. A. é considerado prisioneiro de guerra , seguindo para o campo de concentração de Tyrnau (Hungria), onde permanecerá seis meses.
  • 1814.06.05 – G. F. A. chega a Paris vindo de Tyrnau (Hungria) , onde esteve prisioneiro.
  • 1814.06.12 – G. F. A. escreve a António Araújo e Azevedo, comunicando-lhe que “como a revolução que acaba de ter lugar em França faculta a todos o poder tomar debaixo do Governo do seu legítimo Soberano, espero ter a honra de apresentar-me a S. A. R., logo que a minha saúde bastante debilitada pelas fadigas destas últimas Campanhas, mo permitir, e protestar-lhe então a minha fidelidade e apego ao serviço”.
  • 1814.08.10 – Certificado do Duque do Luxemburgo, emitido em Paris, em como G. F. A. sempre manifestou um desejo de voltar à sua Pátria, e que a este propósito tinha escrito ao Imperador da Rússia em 1810.
  • 1814.08.25 – Atestado do Conde de Palmela, embaixador em França, sobre G. F. A., segundo várias testemunhas, em como este “professou e confessou, sempre publicamente em França aqueles sentimentos de lealdade e de apego a causa da sua Pátria… opiniões (que) a este respeito lhe mereceram da parte do Governo francês que acaba de existir, o ser sempre olhado como suspeito, e portanto, a sua conduta miudamente vigiada”.
  • 1814.08.29 – Certificado do Marechal de Campo, Baron de Harvesse, François Legendre, sobre a vida militar de G. F. A. em França.
  • 1814.09.26 – Atestado do Marquês de Marialva sobre G. F. A., Estribeiro-mor, informando que este demonstra “um grande desejo de voltar para Portugal, assim como um decidido interesse por tudo quanto era relativo ao bem da sua Pátria” e que em 1810 escrevera ao Imperador da Rússia pedindo-lhe que lhe proporcionasse o meio de voltar para Portugal, tornando a admiti-lo nos seus Exércitos.
  • 1815.01.02 – Carta ao primo António de Sousa Falcão, comunicando a intenção de regressar.
  • 1815.02.02 – G. F. A. escreve ao primo António de Sousa Falcão a carta onde revela um sonho ou profecia, que revela a situação politica portuguesa quanto ao seu regresso.
  • 1815.03 20 – Com o regresso de Napoleão a Paris, G. F. A. sai da cidade e segue para Londres.
  • 1815.05.14 – G. F. A. recebe do Conde do Funchal, ministro de Portugal em Londres um ofício de apresentação endereçado a Miguel Pereira Forjaz, em vez do passaporte requerido.
  • 1815.05.21 – G. F. A. sai de Londres por mar, num paquete com destino a Lisboa.
  • 1815.05.25 – .G. F. A. chega a Lisboa, juntamente com o antigo Grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, Sebastião José de Sampaio e Melo, neto do Marquês de Pombal e primo de Gomes Freire, e do Dr. António de Almeida, estes dois que tinham sido expulsos de Portugal em 1810 como Setembrizados. G. F. A. é preso na Torre de Belém.
  • 1815.06.03 – Acórdão da Relação de Lisboa, no qual se declara “não consta culpa alguma contra a pessoa, crédito e favor do Tenente General Gomes Freire de Andrade …(pelo que) o hão por inocente e livre de qualquer mácula que possa ofender a sua reputação e mandam seja solto…”. Miguel Pereira Forjaz ordena a execução da ordem de soltura.
  • 1815.06.08 – Aviso de reintegração militar, sendo declarado inocente.
  • 1815 – Vive em casa do primo 3° Conde de Bobadela.
  • 1815.08.? – O Marechal Beresford parte para o Brasil.
  • 1815.12.15 – G. F. A. escreve António Araújo de Azevedo, pedindo-lhe protecção para o “requerimento que remeto ao Sr. Marechal Marquês de Campo Maior, (Beresford), para que S.A.R. seja servido ordenar, que a minha justificação, não obstante, que não sou já considerado, segundo me disse o Snr. Miguel Pereira Forjaz, como pertencente ao Exército, seja publicada na Ordem do Dia…”.
  • 1816 – G. F. A. é eleito Grão-mestre da maçonaria do Grande Oriente Lusitano.
  • 1816.09.? – Regresso do Marechal Beresford a Portugal, vindo do Brasil.
  • 1817.03.06 – 1817.05.20 – Revolução liberal no Pernambuco (Brasil), feita por maçons e padres.
  • 1817.03.? – G. F. A. janta em Lisboa com o General espanhol Francisco Javier Cabanes, na companhia do primo Falcão e de outras pessoas.
  • 1817.04.04 – G. F. A. recusa um convite do Marechal Beresford para assistir a um baile a realizar no dia 7 seguinte, em honra de D. João VI, por o Governo ainda não o ter reconhecido Tenente-general do Exército português, após três requerimentos desde que chegara.
  • 1817.05.25 – G. F. A. é preso na torre de S. Julião da Barra.
  • 1817.06.06 – 1° Depoimento de G. F. A.
  • 1817.06.25 – 2° Depoimento de G. F. A.
  • 1817.07.01 – 3° Depoimento de G. F. A.
  • 1817.07.23 – 4° Depoimento de G. F. A.
  • 1817.08.06 – 5° Depoimento de G. F. A.
  • 1817.10.15 – Sentença condenando G. F. A. à morte por enforcamento.
  • 1817.10.18 – Execução 09h00 de 18.10.1817 na esplanada do forte de Julião.

Manuel Pinto dos Santos

Fontes

  • Publicação do Museu Maçónico Português
  • Texto de Rui Bandeira

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2 Comentários em “Cronologia da vida de Gomes Freire de Andrade

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    Esta cronologia da minha autoria ainda não está terminada e destinava-se a um projecto interobedencial em conjunto com a Câmara Municipal de Oeiras. Manuel Pinto dos Santos.

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      Boa tarde. As minhas desculpas por não o ter citado como autor, mas desconhecia. Já actualizei o artigo. Cumprimentos. António Jorge

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