História da Maçonaria em Portugal

Esta é uma história sangrenta, é uma história de um calvário sangrento, de prisões e carcere, de tortura da Inquisição. Nas fogueiras dos autos-de-fé e pelourinhos do povo. Uma história de exilio e perseguição. Uma história de combate pela Iluminação dos povos, uma história de coragem, de superação do individuo, de combate pela Liberdade. Que dura até hoje, sendo que se já não existem maçons a ser queimados em fogueiras na praça, ainda existem muitas perseguições, muito preconceito e medo. Os inimigos de ontem são os de hoje, assumindo uma cara diferente, mas mantendo a essência. São a Ignorância que conduz ao Fanatismo que acaba na Tirania. Ontem como hoje.

Por causa da escassez de fontes em Portugal acerca dos primórdios da Ordem, adiante iremos perceber o perigo de manter registos escritos, este trabalho é baseado nas informações contidas na Enciclopédia Internacional da Maçonaria de Eugen Lennhoff e Oskar Posner no capitulo correspondente a Portugal, edição alemã. A tradução foi elaborada pelo Irmão John looojestijn, eu limitei-me a adaptar o texto.

Assim, a história da Maçonaria em Portugal começa com um ilustre matemático, George Gordon, que a introduziu em Portugal. Isto por volta de 1730. Na instalação da 1ª Loja portuguesa estiveram presentes inúmeros oficiais da Marinha Inglesa e em 1738 existiam em Portugal duas lojas, uma constituída por católicos e outra por protestante. A dos católicos era constituída essencialmente por irlandês e reunião na tasca de um irlandês.

A inquisição recolheu informações sobre a loja católica e entendeu, nesta momento, não existir ali nada que merecesse a sua atenção. Voltou então a sua atenção para a loja dos protestantes.

Começaria aqui o calvário dos maçons testemunhado com sangue. Um frade dominicano, um fanático cuja função era descobrir hereges e entrega-los á Inquisição, Bonnet de Meautry, que se chamou si mesmo “o carniceiro de Notre Seigneur”, denunciou 17 pedreiros livres ao Grande Inquisidor D. Pedro da Silveira por conspiração e heresia. E exigiu energicamente o castigo destes maçons, cheios de ideias perigosas acerca da liberdade religiosa e liberdade politica.

O Rei D. João V consentiu na perseguição e promulgou, sem o consentimento das Cortes, um decreto retroactivo que permitia que todos os maçons denunciados á Inquisição fossem condenados á morte, sem apelação. A 8 de Março de 1743 a Loja Virtude foi assaltada, e os três membros capturados, Damião de Andrade e Manuel de Revelhos, ambos aristocratas e Christoph Diego, foram torturados até á morte. Não revelaram a identidade dos outros irmãos, tendo permanecido leais ao seu juramento, e pago por essa lealdade com a própria vida. No entanto, por denúncia de uma mulher, outros três foram capturados; os joalheiros franceses Jean Thomas Braslé e Jacques Mouton e o lapidador de diamantes e joalheiro de suíço Johann Coustos. Eles foram gravemente maltratados no palácio da inquisição durante um período de três meses e torturados nove vezes sem que mais uma vez qualquer segredo tivesse sido revelado. No mesmo dia Coustos e ambos os seus irmãos foram levados em desfile público para um auto-de-fé na igreja do Santo Domingo, vestidos numa mortalha, para lá de ouvirem na presença do Rei e das Cortes, o anúncio do papa e o ministro plenipotenciário de Castela o castigo: quatro anos de cárcere e excomunhão para o protestante suíço e cinco anos de deportação para os outros. A tortura do Braslé teve como consequência a sua morte. Em 1744 Coustos foi libertado por iniciativa do ministro plenipotenciário inglês Lord Crompton, depois da intervenção do Grão-Mestre inglês Lord Harrington e com Mouton trazido para um navio holandês “O Damietta” e depois levado para Portsmouth e finalmente Londres. Dois outros maçons morreram na fogueira num outro auto-de-fé. Um deles foi o advogado judeu Dr. Jorge da Silva.

Durante o reinado do D. José I, de 1750 a 1777, o ministro plenipotenciário português na corte de Viena, mais tarde Marques de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo tornou-se o todo poderoso Primeiro-Ministro de Portugal. Foi iniciado em 1744 numa loja em Londres pelo Grão-Mestre inglês Frederico de Gales e assistiu repetidas vezes nas reuniões de uma Loja em Viena de Áustria. As reformas progressistas que implementou, criando novos ramos de indústria e portos, um sistema de abastecimento de água grandioso para a cidade de Lisboa, uma constituição liberal, um édito de tolerância, a eliminação da inquisição, a tortura e das classes privilegiadas, foram uma bênção sob todos os aspectos para o paupérrimo país, próximo da banca rota, e culturalmente arruinado. Pombal protegeu a reanimação da Maçonaria. Em Portugal e nas colónias surgiram lojas que

fundaram grandes bibliotecas e importantes serviços de assistência social para a população. Durante o trabalho de salvamento por ocasião do terramoto lisboeta e consequente tsunami em 1755, os maçons mereceram o agradecimento da nação pela sua assistência abnegada.

Mas foi sol de pouca dura. A subida ao trono em 1777 da devota Rainha Maria I, profundamente religiosa e comprometida com a Igreja Católica, deu início a uma nova etapa de perseguição, tortura e morte dos maçons portugueses. Colaborou de novo com os fidalgos e o clero e chamou os jesuítas expulsos em 1769 pelo Marquês do Pombal, a cuja obra de revitalização do país da Maçonaria pôs um fim. A rainha renovou a lei antimaçónica do seu avô. Muitos maçons eminentes tiveram que fugir, os que não fugiram foram encarcerados e torturados. Em 1788 teve lugar outro auto-de-fé e muitos foram mortos nas fogueiras da Inquisição, outra vez. O Intendente Geral da Policia nomeado pela Rainha, o famigerado Pina Manique proibiu a circulação de livros e inúmeras publicações, tendo dedicado especial atenção a perseguir, torturar e matar maçons, que responsabilizava pela revolução francesa e de conspirar para divulgar as tais ideias perigosas acerca da liberdade religiosa e política em Portugal. Acabaria demitido mais tarde pelo regente D. João, a pedido expresso e veemente de Napoleão Bonaparte, a 14 de Março 1803.

A época Revolução Francesa trouxe com ela o agudizar das perseguições, que entretanto tinham acalmado, em especial nas colónias. O governador da ilha Madeira deu em 1792 ordem para deter todos os maçons na ilha. Avisados pela mulher dele, conseguiram convencer o capitão dum navio inglês, Walter Ferguson, a transportar 64 irmãos com suas famílias no seu navio de convés duplo, o “Good Hope” Boa Esperança em português, do Funchal para América. Na barra no porto de Nova Iorque uma das velas ostentou símbolos maçónicos e as palavras “Asylum queremos”.

Em consequência disso, a Grande Loja da Pensilvânia convidou os irmãos refugiados para Filadélfia, a cidade que os americanos carinhosamente designam como “A cidade do amor fraterno” dada a influência da Maçonaria na sua comunidade.

Uma fragata da frota da União levou os mártires para o rio Delaware. O Presidente George Washington recebeu-os e saudou-os em nome dos

Estados Unidos e declarou-os como cidadãos americanos. Estavam livres, numa terra de homens livres.

Entretanto em Portugal, apesar de todas as perseguições, formaram-se mais lojas. Durante muito tempo reuniram-se nos navios ancorados nos portos portugueses. Famosa foi a fragata “Fénix”. Um navio de guerra inglês onde tiveram lugar reuniões maçónicas todas as sextas-feiras. Participaram capitães dos navios ingleses, oficiais ingleses e portugueses e monárquicos franceses refugiados em Portugal. Às vezes estavam 140 irmãos presentes na “Royal Navy Lodge Fénix“. Esta loja foi a loja mãe da loja maçónica lisboeta “Regeneração” donde resultaram mais cinco lojas maçónicas. A Maçonaria por esta altura já estava implementada por todo o território nacional. 0 Governo requereu em vão ao ministro plenipotenciário inglês, Sir John Partridge que mandasse regressar o navio de posto a Inglaterra. Mais severo foi o chefe da polícia, o Intendente Diego Marrique, uma segunda versão de Pina Manique. Num memorando dirigido ao príncipe regente D. João, filho da rainha que sofria uma demência espiritual, declarou que um espião da polícia, sob juramento, viu por um buraco que aquela “canalha amaldiçoada” reunida em Loja havia pisado uma gravura do Salvador e que o crucificado derramou sangue sob suspiros lastimáveis. Mais uma vez os maçons foram colocados sob pena de morte. Muitos maçons desapareceram nos cárceres para sempre. Existiram no entanto inumerosos exemplos de confissões de fidelidade heróica. Em 1798, 200 maçons juraram aceitar torturas terríveis antes de renunciar à Arte Real.

Por volta de 1802 os maçons portugueses aventuraram-se a estabelecer a primeira Grande Loja, o Grande Oriente Lusitano. Um conselheiro do supremo tribunal, Sebastião Sampaio Castro, foi eleito o primeiro Grão-Mestre do Portugal. Hipólito José da Costa viajou para Inglaterra para concluir um pacto de amizade com a Grande Loja da Inglaterra. Este pacto foi celebrado. As perseguições pioraram. E muito.

As tropas franceses que em 1807 entraram em Portugal comandadas pelo general Junot encontraram nove esqueletos atados de homens aparentemente maçons num calabouço subterrâneo. A época do domínio francês mostrou-se num primeiro momento favorável á maçonaria, mas em 1808 o Grande Oriente começou a ter problemas por causa do seu patriotismo. Porque foi forçada a pendurar em todos os templos maçónicos o imagem de Napoleão, o que não foi aceite de bom grado e também não

condescendeu com o desejo do General Junot em aceitar um Grão-Mestre da sua graça. Sampaio foi reeleito em 1808. Mais duas vezes os franceses regressaram e em ambas as vezes a actividade maçónica renasceu e de cada vez o sentimento antimaçónico ganhou força. Em 1809 um desfile publico dos maçons das forças armadas inglesas com bandeiras e emblemas maçónicos despertou de novo a atenção da Inquisição, regressada sob o reinado de D. Maria. Nos anos seguintes foram deportados para os Açores 30 maçons da capital.

Entretanto o Grande Oriente liderado desde 1809 por Fernando Romão d’Ataíde Freire continuou a trabalhar em segredo no mosteiro São Vicente de Fora com 13 lojas, das quais foram membros muitos oficiais e funcionários públicos liberais. O seu sucessor, o General Gomes Freire d’Andrade, foi um homem especial para a História da Maçonaria portuguesa. Nomeado coronel do regimento do marquês das Minas, prestes a embarcar para a Catalunha, na divisão que Portugal enviara para auxiliar a Espanha contra a República francesa, onde chegou a 11 de Novembro de 1793, seguindo por terra, após ter entendido que por barco não era a melhor opção do ponto de vista militar. Nesta expedição iam estrangeiros no Estado-Maior: o duque de Northumberland, general e par de Inglaterra, o príncipe de Luxemburgo Montmorency, o conde de Chalons, o conde de Liautaud. O Regimento de Freire de Andrade e o de Cascais ocuparam a povoação de Rebós, na sua linha de batalha, correndo logo às trincheiras da ponte de Ceret, onde o exército espanhol estava a ponto de capitular. A acção do Regimento terá sido brilhante, apesar do mau desempenho de Gomes Freire de Andrade, carregando os franceses com brio em combate a 26 de Novembro de 1793. Em Arles, acampou em quartéis de inverno o seu Regimento e o de Cascais, que constituíam a 2° Brigada, comandada por ele. Mas apesar das vitórias do exército hispano-português sobre os republicanos da Convenção, a guerra do Roussillon ia-se tornar armadilha, os espanhóis tinham 18 mil feridos em hospitais e os portugueses mil homens fora de combate, enquanto os franceses recebiam constantes reforços. Em 29 de Abril de 1794 o general Dugommier atacou a esquerda do exército espanhol, composta de corpos da divisão portuguesa, que sustentou o fogo do romper da manhã às 14 h, salvando o exército espanhol.

Foi em sua casa, em 1801 que reuniu a assembleia que levou à organização definitiva da Maçonaria Portuguesa, com a posterior criação do Grande Oriente Lusitano em 1802, sendo eleito como um dos seus principais dignitários.

Regressado a Portugal, veio a integrar a “Legião Portuguesa” criada por Jean-Andoche Junot e que, sob o comando do marquês de Alorna, partiu para França em Abril de 1808, onde vem a ser recebida por Napoleão Bonaparte no dia 1 de Junho. Participou na campanha da Rússia. Entretanto, fez parte da Loja Militar Portuguesa Chevaliers de la Croix (Cavaleiros da Cruz), em Grenoble, entre 1808 e 1813.1 onde vem a ser o 5.º Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, de 1815 ou 1816 a 1817.7 8

Libertado Portugal da ocupação das tropas francesas, e após a derrota de Napoleão, Freire de Andrade ao regressar a Portugal, veio a ser implicado e acusado de liderar uma conspiração em 1817 contra a monarquia de D. João VI, em Portugal continental representada pela Regência, então sob o governo militar britânico do marechal William Carr Beresford. Foi detido, preso, condenado à morte e enforcado (embora tenha pedido para ser fuzilado) junto ao Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, por crime de traição à Pátria junto com outras onze pessoas: o coronel Manuel Monteiro de Carvalho, os majores José Campelo de Miranda e José da Fonseca Neves e mais oito oficiais do Exército. Essa data, 18 de Outubro, foi, durante mais de um século, dia de luto na Maçonaria Portuguesa. Ainda hoje o seu nome é venerado como um dos grandes maçons e mártires da Liberdade de todos os tempos, tendo sido numerosas as lojas crismadas com o seu nome. Um dia antes da execução um coronel inglês visitou o Grão-Mestre na cadeia e ofereceu-lhe, como irmão, a oportunidade para a fuga. Gomes recusou a oportunidade. Em 1853 foi erguido um monumento no sítio onde ele morreu.

Em 1818 D. João VI do Brasil declarou por sua vez a actividade maçónica um crime digno para a pena de morte. Após a revolução liberal de 1820 e com a Constituição de 1822 reinou mais uma vez a liberdade. O conselheiro do estado, Isão da Cunha Souto Mayor, actuou como Grão-Mestre. Depois da contra-revolução de 1823 apareceu logo a seguir um édito novo do D. João VI que condenava a actividade maçónica com o exílio de cinco anos em Africa. No ano seguinte o usurpador Dom Miguel de Bragança decretou uma portaria que acabou com as palavras

Viva o rei, Viva a religião católica-romana. Morte e ruína à raça malvada dos maçons

Uma pastoral do cardeal Souza, arcebispo de Lisboa, foi motivo para o assassínio, pela plebe, de 17 maçons estando entre eles o Marquês de Loulé. “Deve ser derramado em massa o sangue dos portugueses como antigamente o sangue dos judeus porque o infante jurou não embainhar a espada antes de resolver a situação com os maçons. Estou sequioso de banhar as minhas mãos de sangue”, pregou o padre João Moriano. Seguindo a disposição do Grão-Mestre as lojas foram fechadas. Nesse período a actividade ficou limitada à Ilha Terceira nos Açores. Mas quando depois a capitulação de D. Miguel em 1834 perto de Évora a jovem rainha legítima, Maria II da Gloria, tomou o leme, a maçonaria retomou força e vigor.

Com a abolição da monarquia e implantação da república em 1910 a Maçonaria ganhou novo fulgor.

lnfelizmente estabeleceu-se no seio dos maçons, que regressaram depois de longa emigração, várias interpretações e ritos, e defenderam com energia linhas políticas diferentes nas suas lojas. Existiam muitas divergências de opiniões. Por conseguinte não nasceu então uma maçonaria homogénea.

Durante um período existiram quatro Grandes-Lojas / Grandes Orientes e também uma Loja Provincial Irlandesa que trabalharam com rituais ingleses, escoceses, irlandeses e franceses. Durante um século foram fundadas lojas, foram fundidas outras entre si, para mais tarde se separarem ou até se extinguirem. Mas foram sempre perseguidas. Ainda em 1918 o templo dos maçons em Lisboa foi demolido pela plebe.

Porém ressurgiu o Grande Oriente Lusitano Unido, tendo como Grão-Mestre Paraty, que unificou a Maçonaria portuguesa. Esse ressurgimento não foi pacífico pois houve amiúde divisões, que não assumiram grande expressão. Mais tarde foi liderado, até à sua morte, por uma das pessoas mais importantes do Portugal de então, o antigo ministro de educação Dr. Sebastião Magalhães Lima. Depois da sua morte foi eleito o Presidente da Republica Dr. Bernardino Machado como Grão-Mestre. Por causa do exílio político próprio das convulsões, golpes e contragolpes que caracterizaram a primeira Republica, ele não pôde assumir as suas funções. O Grande Oriente Lusitano Unido atingiu em 1930 em Portugal, Madeira e nos Açores 77 lojas e 33 círculos com mais ou menos 5000 membros. O golpe que deu origem á ditadura militar em 1926 e ao Estado Novo em 1933 deu início a um novo período de perseguições. Foi aprovada em 1935 uma lei que proibiu a Maçonaria, o famigerado projecto de lei do deputado José Cabral que teve uma oposição eloquente de Fernando Pessoa nas páginas do Diário de Lisboa e a organização passou mais uma vez á clandestinidade, onde se manteve até 1974.

Com a revolução dos cravos em Abril de 1974 e o estabelecimento da Democracia em Novembro de 1975, a Maçonaria saiu das trevas da clandestinidade e retomou a sua actividade em relativa liberdade. Do Grande Oriente Lusitano, obediência irregular, de orientação liberal, saem em 1984 alguns maçons para constituir a Grande Loja de Portugal. Entre eles estão José Manuel Moreira, José Manuel Anes, Fernando Teixeira, Nadim de Carvalho, Antero da Palma Carlos, Pisani Burnay, José Carlos Nogueira e Nuno Nazareth Fernandes. Começam a trabalhar no sentido do reconhecimento internacional, primeiro sob Carta Patente da Grande Loja Nacional Francesa e em 1991 é-lhe outorgada autonomia e reconhecimento internacional tornando-se a Grande Loja Regular de Portugal independente.

Em Portugal nascem ainda outras obediências maçónicas irregulares, como a Grande Loja Tradicional e o Direito Humano, ambas mistas, abertas a homens e a mulheres e a Grande Loja Feminina de Portugal.

O panorama maçónico português é hoje profícuo em obediências maçónicas para todos os gostos, e a Maçonaria goza de relativa liberdade, não se livrando no entanto do preconceito e os seus detractores continuam a perseguir e denegrir a Ordem. Evidentemente, não fazem diferença entre maçons regulares ou não, e isso reforça os laços fraternos entre todos, regulares e irregulares, na defesa dos nossos princípios e valores, independentemente das diferenças iniciáticas entre as obediências.

Porque não esquecemos que ainda no século XX morreram cerca de duzentos mil maçons na Europa, fosse nos campos de concentração nazis, em praças de touros em Espanha, onde até 1978 ser maçons dava direito a ser fuzilado, e muitos foram reunidos em praças de touros para gáudio das multidões ou no exilio nas colónias portuguesas.

José Eduardo Sousa, M:.M:., R:.L:. Alengarbe Nº24

Nota do Autor:  “a prancha reflecte apenas e só a minha opinião sobre os assuntos tratados, não implica uma visão da obediência ou sequer da minha Loja, sendo apenas e só a minha opinião pessoal”

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