As origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria (Parte I)

Parte I

Os teosofistas são muitas vezes injustamente acusados de infiéis e mesmo de ateus. É um grave erro, especialmente em se tratando da última acusação.

Numa Sociedade importante [1], formada de membros pertencentes a tantas raças e nacionalidades diferentes; numa associação onde cada homem e cada mulher é livre de crer o que prefere, e de seguir ou não, segundo o seu desejo, a religião sob a qual nasceu e foi educado, há pouco lugar para o ateísmo. Quanto à acusação de “infiel”, é contra-senso e fantasia. Para demonstrar o ABSURDO, basta-nos pedir a nossos difamadores que nos mostrem, no mundo civilizado, a pessoa que não seja considerada “infiel” por alguém pertencente a uma fé diferente. Quer se trate dos círculos altamente respeitáveis e ortodoxos, ou da “sociedade” que se diz heterodoxa, será sempre o mesmo. É uma acusação mútua, tácita e não abertamente expressa; uma espécie de raquetes mentais, onde cada um devolve a bola num silêncio educado.

Em realidade, nenhum teosofista ou não-teosofista pode ser “infiel”, e por outro lado, não há ser humano que não seja na opinião de um sectário qualquer. Quanto à acusação de ateísmo, é outro caso.

Que é ateísmo?, perguntamos em primeiro lugar. Será o facto de não se crer na existência de um Deus ou deuses, e de negá-la, ou será simplesmente a recusa em aceitar uma deidade pessoal, segundo a definição um tanto violenta de R. Hall, que define o ateísmo como um “sistema feroz que nada deixa ACIMA de nós, para inspirar o terror, e nada ao nosso redor para despertar a ternura”! Isso é duvidoso para a maior parte dos nossos membros, caso se aceite a primeira condição, pois que os da Índia e Birmânia, etc., acreditam em deuses, em seres divinos e temem alguns deles.

Assim, também, um grande número de teosofistas ocidentais não deixaria de confessar a sua crença completa em espíritos planetários ou do espaço, fantasmas ou anjos. Muitos dentre nós aceitam a existência de inteligências superiores ou inferiores, de Seres tão grandes quanto qualquer Deus “pessoal”. Isto não é segredo. A maior parte dentre nós crê na sobrevivência do Ego espiritual, nos Espíritos Planetários e nos NIRMANAKAYAS, esses grandes Adeptos de eras passadas, que, renunciando aos seus direitos ao Nirvana, permanecem nas esferas em que vivemos, não como “espíritos”, mas como Seres espirituais humanos completos.

Eles permanecem tais como foram, exceptuando que se refere aos seus invólucros corporais visíveis, que abandonaram a fim de ajudar a pobre humanidade, na medida em que essa ajuda possa ser dada, sem ir de encontro à Lei Kármica. Essa é realmente a “Grande Renúncia”, um incessante sacrifício consciente através dos EONS e eras, até o dia em que os olhos da humanidade se abrirem e, em lugar de um pequeno número, TODOS reconhecerem a Verdade Universal. Se permitissem que o fogo que anima os nossos corações, como ideia do mais puro de todos os sacrifícios, fosse inflamado pela adoração e oferecido sobre um altar elevado em sua honra, esses seres poderiam ser considerados como Deus ou Deuses. Mas, não querem. Na verdade, é somente no imo do coração que se deve elevar, neste caso, o mais belo Templo de Devoção; qualquer outra coisa não seria mais que ostentação profana.

Consideremos agora outros Seres invisíveis, dos quais alguns estão muito acima e outros muito abaixo na escala da evolução divina. Dos últimos, nada podemos dizer; quanto aos primeiros, nada nos podem dizer, porquanto nós não existimos perante eles. O homogéneo não pode ter conhecimento do heterogéneo, e (a não ser que aprendamos a fugir do nosso invólucro material para “comungar” de espírito a espírito) não podemos esperar conhecer a sua natureza real.

Mas, todo verdadeiro teosofista afirma que o Eu Superior divino de cada homem mortal é da mesma essência que a desses Deuses. O Ego encarnado, dotado de livre arbítrio, possuindo, por isso, maior responsabilidade, é, a nosso ver, superior, e até, talvez, mais divino que qualquer INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL que ainda espera a encarnação. Do ponto de vista filosófico, a razão é clara, e todo metafísico da escola oriental a compreenderá. O Ego encarnado está na dependência das dificuldades que não existem para a pura Essência divina não associada à matéria; neste caso, não há nenhum mérito pessoal, ao passo que o Ego em encarnação está no caminho do seu aperfeiçoamento final através das provações da existência, da tristeza e do sofrimento.

A sombra do Karma não pode se estender sobre o que é divino, isento de qualquer ligação e tão diferente do que somos que não pode haver entre nós relação alguma. Quanto a essas deidades, que no Panteão esotérico hindu são consideradas finitas e, por conseguinte, submetidas ao Karma, jamais um verdadeiro filósofo consentirá em adorá-las; são figuras e símbolos.

Seremos nós, então, considerados ateus porque, crendo nas Falanges Espirituais – nesses seres que vieram a ser adorados na sua colectividade como um Deus PESSOAL – recusamo-nos terminantemente a considerá-las como representantes do Uno Incognoscível? Porque afirmamos que o Princípio Eterno – o TODO NO TODO DO PODER ABSOLUTO, DA TOTALIDADE – não pode ser expresso por palavras limitadas, nem por ter por símbolo qualquer atributo condicionado e qualificativo? Ainda mais, deixaremos passar sem protesto a acusação de idolatria que atiram sobre nós os católicos romanos, os quais seguem uma religião tão pagã quanto a dos adoradores dos elementos do sistema solar? Católicos, que tiraram o seu credo, aliás, diminuído e dissecado, do paganismo existente há muitas eras antes do ano I da Era Cristã; católicos cujos dogmas e ritos sãos mesmos que os de qualquer nação idólatra – se é que alguma ainda existe.

Sobre toda a superfície da Terra – do Pólo Norte ao Pólo Sul, dos golfos gelados dos países nórdicos, às planícies tórridas do sul da Índia, na América Central, na Grécia e na Caldeia – era adorado Fogo Solar, como símbolo do Poder Divino, criador da vida e do amor. A união do Sol (o espírito – elemento masculino) com a Terra (a matéria – elemento feminino) era celebrada nos Templos do Universo inteiro. Se os pagãos tinham uma festa comemorativa dessa união – a festa que celebravam nove meses antes do Solstício de Inverno, quando se dizia que Ísis tinha concebido – também a têm os católicos romanos.

O grande e SANTO DIA da ANUNCIAÇÃO, o dia no qual a “Virgem Maria” recebeu o favor de (seu) Deus e concebeu o “Filho do Altíssimo”, é celebrado pelos cristãos NOVE MESES ANTES DO NATAL. Donde vêm a adoração do fogo, das luzes e lâmpadas nas igrejas? Por que isso? Porque Vulcano, o Deus do Fogo, desposou Vénus, a deusa do mar; e é por essa mesma razão que os Magos velavam o Fogo Sagrado como as Virgens vestais do Ocidente. O Sol era o “Pai” da eterna Natureza Virgem-Mãe; Osíris e Ísis; Espírito-Matéria, este último adorado sob os seus três aspectos pelos pagãos e cristãos. Daí vêm as Virgens – dá-se o mesmo no Japão – vestidas de azul estrelado, apoiadas sobre o crescente lunar, símbolo da Natureza feminina (nos seus três elementos: ar, água e fogo); o Fogo ou o Sol, macho, fecundando-a anualmente pelos seus raios luminosos (as “línguas de fogo” do Espírito Santo).

No KALEVALA, o mais antigo poema épico dos finlandeses de Antiguidade pré- cristã, o que nenhum erudito poderá duvidar, fala-se dos deuses da Finlândia, dos deuses do ar e da água, do fogo e das florestas, do céu e da terra. Na magnífica tradução de J. M. Grawford, Rume L. (vol. 11), o leitor achará a lenda inteira da Virgem Maria em MARIATTA, filha da beleza – Virgem-Mãe das Terras Nórdicas… (p. 720)

Ukko, o Grande Espírito, cuja moradia é em Yumala (o Céu ou Paraíso), escolhe como veículo a Virgem Mariatta para se encarnar por meio dela em Homem- Deus. Ela concebe colhendo e comendo uma baga vermelha (marja). Repudiada pelos pais, dá nascimento a um “FILHO IMORTAL” numa MANJEDOURA DE ESTÁBULO. Mais tarde, o “Santo Menino” desaparece e Mariatta se põe a procurá-lo. Ela pergunta a uma estrela, a “Estrela directriz dos Países Nórdicos”, onde se escondo “Santo Menino”, mas a estrela irritada responde-lhe:

Se eu soubesse, não t’o diria
Foi teu filho quem me criou
No frio, para brilhar sempre…

e nada mais diz à Virgem. A lua dourada tampouco consente em ajudá-la, pois o filho de Mariatta a criou e deixou no grande céu:

Aqui para vagar nas trevas,
Para vagar sozinha à noite,
Brilhando para o bem dos outros…

Somente o “Sol Prateado”, tendo pena da Virgem-Mãe, lhe diz:

Acolá está a criança dourada
Lá repousa dormindo teu Santo-Menino
Encoberto pela água até a cintura
Escondido pelos caniços e juncos…

Ela traz de volta o Santo-Menino e, enquanto chama de “Flor”, outros o nomeiam o FILHO DA DOR.

Estaremos em presença de uma lenda pós-cristã? Absolutamente não, pois, como já foi dito, trata-se de uma lenda DORIGEM ESSENCIALMENTE PAGÃ e reconhecidamente pré-cristã.

Resulta que, com tais dados literários em mão, devem cessar as acusações sempre repetidas de idolatria e ateísmo. Aliás, o termo idolatria é de origem cristã. Foi empregado pelos primeiros nazarenos durante os dois primeiros séculos e metade do terceiro da nossa era, contra as nações que usavam templos e igrejas, estátuas e imagens, porquanto os primitivos cristãos não possuíam, NEM TEMPLOS, NEM ESTÁTUAS, NEM IMAGENS, e sentiam horror por essas coisas.

Por conseguinte, o termo “idólatras” convém mais aos nossos acusadores que a nós mesmos, como provará este artigo. Com as suas Madonas em todas as esquinas, os seus milhares de estátuas de Cristo e Anjos de todas as formas, até a de Santos e Papas, é bastante perigoso para um católico acusar um hindu ou budista de idolatria.

Essa asserção deve agora ser provada.

Parte II

Podemos começar pela origem da palavra Deus (GOD).

Qual a significação real e primitiva desse termo? As suas significações e etimologias são tão numerosas quanto variadas. Uma delas nos mostra a palavra derivada do termo persa muito antigo e místico: GODA, que quer dizer “ele mesmo”, ou alguma coisa emanada por si mesma do Princípio Absoluto. A raiz da palavra é GODAN, donde Wotan e Odin, cujo radical oriental quase não foi alterado pelas raças germânicas. Foi assim que desse radical fizeram GOTZ, donde derivaram o adjectivo GUT, “Good” (bom), assim como termo GOTA ou ídolo. Da Grécia antiga, as palavras ZEUS e THEOS conduziram à palavra latina Deus. Esse GODA, a emanação, não é e nem pode ser idêntico à coisa da qual emana, e, por conseguinte, é apenas uma manifestação periódica, finita. O antigo Aratus, que escreveu “cheios de Zeus estão todas as ruas e mercados frequentados pelos homens; cheios d’Ele estão os mares e também os portos”, não limita a divindade a um só reflexo, temporário no nosso plano terrestre como ZEUS, ou mesmo o seu antecedente DYAUS, mas estende-a ao Princípio Universal, omnipresente. Antes de DYAUS – o Dus radioso (o céu) – ter atraído a atenção do homem, existia o Tat védico (“isso”, que, para o Iniciado e o filósofo não tem nome definido, e é a noite absoluta, oculta sob cada radiante luz manifestada. Mas, tanto quanto místico Júpiter, último reflexo de Zeus- Surya, o Sol – a primeira manifestação do mundo de MAYA, o filho de Dyaus – não podia deixar de ser chamado “Pai” pelo ignorante.

Assim, o Sol tornou-se rapidamente sinónimo de Dyaus, e com ele se confundiu: para alguns, foi o Filho, para outros, o “Pai” no céu radioso. Dyaus-Pitar, o Pai no Filho e o Filho no Pai, mostra, entretanto, a sua origem finita, pois que a Terra lhe foi designada por esposa. Foi durante a plena decadência da filosofia metafísica que DYAVAPRITHIVI, “o Céu e a Terra”, começaram a ser representados comos pais cósmicos, universais, não somente dos homens, mas também dos deuses. A concepção original da causa ideal, que era abstracta e poética, caiu na vulgaridade. Dyaus, o céu, tornou-se rapidamente Dyaus, o Paraíso, a mansão do “Pai”, e finalmente, o Pai mesmo. De seguida, o Sol se tornou o símbolo deste último, recebendo título de DINA KARA, “aquele que cria o dia”, de Bhâskara, “aquele que cria a luz”, e desde então, o Pai do seu Filho e vice-versa.

O reino do ritualismo e do culto antropomórfico foi daí por diante estabelecido, e finalmente domina o mundo inteiro, estendendo a sua supremacia até nossa era civilizada.

Sendo tal a origem comum, nada mais nos resta que estabelecer o contraste entre as duas divindades – o Deus dos gentios e o Deus dos judeus – e, julgando-as segundo a sua própria definição, concluiremos intuitivamente qual deles se aproxima mais do ideal máximo.

Citaremos o coronel Ingersoll, que colocou Jehovah e Brahma em paralelo. Das nuvens e das trevas do Sinai, Jehovah diz aos judeus:

“Não reconhecerás outros deuses fora de mim… Não te prosternarás diante deles, nem os servirás, pois, Eu, o Senhor, teu Deus, sou um Deus ciumento, transferindo as iniquidades dos pais aos filhos até a terceira e quarta geração, para que Me temam”.

Comparemos isso com as palavras que o hindu colocou na boca de Brahma:

“Eu sou o mesmo para todos os seres. Aqueles que honestamente servem outros deuses, involuntariamente me adoram. Eu sou Aquele que participa de toda adoração e sou a recompensa de todos os adoradores”.

Analisemos esses textos. O primeiro, passagem obscura, onde se insinuam coisas que nascem do charco; o segundo, grande como Firmamento, cuja abóbada está crivada de sóis.

O primeiro mostra o deus que obcecava a imaginação de Calvino, quando à sua doutrina da predestinação acrescentava a do inferno forrado pelos crânios das crianças NÃO BATIZADAS. As crenças e dogmas de nossas igrejas são, pelas ideias que implicam, mais blasfematórias que as dos pagãos MERGULHADOS NAS TREVAS…

Realmente, eles poderão adornar e mascarar quanto quiserem o Deus de Abraão e Isaac, porém jamais serão capazes de refutar a asserção de Marcião, que nega ser o Deus do ódio mesmo que o “Pai de Jesus”. Seja como for, heresia ou não, o “Pai que está no céu” das igrejas, se tornou desde essa época uma criatura híbrida, uma mescla do JAVE (Júpiter) do povo, entre os pagãos, e do “Deus ciumento” de Moisés; exotericamente, o Sol, cuja mansão está nos céus, ou, esotericamente, o céu.

O brilhante Dyaus, o Filho, não dá nascimento à luz “que brilha nas trevas”; ao dia, e não é ele o Altíssimo DEUS COELUM? E não é ainda a “TERRA”, a Virgem sempre imaculada que, concebendo sem cessar, fecundada pelo ardente abraço do seu “Senhor” – os vivificantes raios do Sol – se torna na esfera terrestre, a mãe de tudo que vive e respira no seu vasto seio? Daí, no ritual, o carácter sagrado daquilo que ela produz: – o pão e o vinho. Daí vem também o antigo MESSIS, o grande sacrifício à deusa das colheitas (Ceres Eleusina, ainda a Terra): MESSIS para os Iniciados, MISSA PARA OS PROFANOS [2], que hoje veio a ser a missa cristã ou litúrgica. A antiga oferta dos frutos da terra ao Sol, o DEUS ALTISSIMUS, símbolo do G.A.D.U. dos franco-maçons de hoje, tornou-se a base do ritual, a mais importante dentre as cerimónias da nova religião. A adoração oferecida a Osíris-Ísis (o Sol e a Terra) [3], a Bel e à cruciforme Astartéa dos babilónios, a Odin ou Thor e Freya dos escandinavos, a Belen e à VIRGO PARTITURA dos celtas, a Apolo e à MAGNA MATER dos gregos, todos esses casais, com a mesma significação, passaram como representação corporal para os cristãos e foram transformados por eles em Senhor Deus, ou no Espírito Santo descendo sobre a Virgem Maria.

DEUS SOL ou SOLUS, o Pai, foi confundido com o Filho: na sua glória radiosa do meio-dia, o “Pai” tornou-se o “Filho” do Sol Levante, quando se dizia que ele “tinha nascido”. Essa ideia recebia a sua plena apoteose anualmente, em 25 de Dezembro, durante o solstício de Inverno, quando Sol, dizia-se – nascia e era o mesmo para os deuses solares de todas as nações. NATALIS SOLI INVICTE [4]. E o “precursor” do Sol ressuscitado cresce e fortifica-se até o equinócio da Primavera (No dia 21 de Março, no Hemisfério Norte.), quando Deus-Sol principia o seu curso anual sob o signo de RAM ou Áries, na primeira semana lunar do mês.

O primeiro de Março era festejado em toda a Grécia pagã, e as suas NEOMENIA eram consagradas a Diana. Pela mesma razão, as nações cristãs celebram a sua festa de Páscoa no primeiro domingo que segue à Lua Cheia do equinócio da Primavera. Da mesma forma que as festas pagãs, as vestimentas CANÔNICAS foram copiadas pelo Cristianismo. Pode ser isto negado? Na sua VIDA DE CONSTANTINO, Eusébio confessa, dizendo talvez a única verdade que jamais proferiu na sua vida, que “para tornar o Cristianismo mais atraente aos gentios, os sacerdotes (do Cristo) adoptaram as vestimentas exteriores e os ornamentos utilizados no culto pagão”. Poderia igualmente ter acrescentado: os seus rituais e dogmas.

Helena Petrovna Blavatsky

(continua)

Notas

[1] A Sociedade Teosófica (do tempo de Blavatsky).

[2] De PRO, “antes”, e FANUM, “templo”, quer dizer, os não-Iniciados que se postam ao templo e não ousam entrar.

[3] A Terra e a Lua, sua parente, são similares. Assim, todas as deusas lunares eram também símbolos que representavam a Terra (ver “Doutrina Secreta”, Simbolismo)

[4] Nascimento do sol invicto.

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