Pedra Bruta

Pedra em sinal acenas a vida,
Pedra bruta que marcha ao sinal do tempo
Sem compasso de espera ao girar do girassol
Ao romper do sol quente, derretendo a neve
Eterna num cântico de paixão sem compaixão
De penas que caem do céu limpo por aves
Migratórias na procura de abrigo e alimento.

Pedra em sinal perpetuas a vida,
Pedra bruta que desgasta com a brisa do vento
A areia que o escondia em dia sem dia de agonia
Ao romper da lua fria, endurecendo os canais das veias
Que alimenta a vida em sangue e suor derramados
No trabalho de existências sem parar no ar de amar.

Pedra em vida estacionas na inconstância do ser,
Que nasce, que cresce, que luta, que procura e que encontra
Outras pedras para ver e admirar, em dia e noite de sol e de luas
Gritando por flores que giram e que bailam em rodopio
De sorrisos e de lágrimas ao esculpir a pedra ao longo da vida,
Dando à tua forma a vida que sentes ao longo da eternidade

Marco António

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *