DeMolay CEH – 3 – Simbologia Templária & DeMolay

O Cavaleiro Medieval

Para se tornar um Cavaleiro, o homem deveria ser inicialmente um Pajem, que era um servo geral dos Cavaleiros. Depois, pela sua dedicação se tornava um escudeiro, que era um servo particular de um Cavaleiro e o auxiliava em trabalhos mais específicos do Ofício, e então um dia era chamado a se tornar um Cavaleiro. Raimundo Lúllio ressalta que o Cavaleiro não somente lutava em termos materiais, mas também em termos espirituais. Assim, cada uma de suas armas simbolizava um princípio que o cavaleiro deveria dominar, a saber:

Espada: o cavaleiro devia vencer e destruir os inimigos para manter a justiça, e justiça é dar a cada um o seu direito, por isso a espada do cavaleiro significa que o cavaleiro com a espada mantêm a cavalaria e a justiça.

Lança: significa a verdade, porque verdade é coisa direita e não se torce; e verdade vai diante da falsidade. E o ferro da lança significa a força que a verdade tem sobre a falsidade; se o pendão significa que a verdade se demonstra a todos, e não há poder de falsidade nem de engano; e verdade é a base da esperança, e assim das outras coisas que são significadas de verdade pela lança do cavaleiro.

Chapéu: significa a vergonha, é o meio que está entre as coisas baixas e as coisas altas.

Cota de Malha: significa castelo e muro contra vícios e faltas; porque assim como castelo e muro estão contidos em volta para que homem não possa entrar, assim cota de malha é encerrada por todas as partes e tampada para que dê significado à nobre coragem de cavaleiro para que não possa entrar nela traição nem orgulho nem deslealdade nem nenhum outro vício.

Calça de ferro: significa a certeza, mantendo seguros seus pés e suas pernas, assim como seus pensamentos.

Esporas: significam diligência e esperteza e ânsia com que possa manter honrada sua ordem; porque assim como com as esporas esporeia o cavaleiro seu cavalo para que se cuide e que corra o mais velozmente que possa, assim diligência faz cuidar as coisas que convêm ser, e esperteza faz o homem guardar de ser surpreendido, e ânsia faz procurar o arnês e a despesa que é mister à honra de cavalaria.

Gojeteira: significa a obediência; porque cavaleiro que não é obediente a seu senhor nem à ordem de cavalaria, desonra seu senhor e vai-se da ordem de cavalaria. Logo, assim como a gorjeira envolve o colo do cavaleiro para que esteja defendido de feridas e golpes, assim obediência faz estar o cavaleiro dentro dos mandamentos de seu senhorio maior e dentro da ordem de cavalaria, para que traição nem orgulho nem injúria nem outro vício não corrompa o sacramento que o cavaleiro tem feito a seu senhor e a cavalaria.

Maça: é dada ao cavaleiro para significar força de coragem; porque assim como a maça é contra todas as armas, e dá e fere de todas as partes, assim a força de coragem defende cavaleiro de todos os vícios e fortifica as virtudes e os bons costumes pelos quais o cavaleiro mantém a honra de cavalaria.

Escudo: é dado ao cavaleiro para significar ofício de cavaleiro, porque assim como o escudo mete o cavaleiro entre si e seu inimigo, assim o cavaleiro é o meio que está entre rei e seu povo. E assim como o golpe fere antes no escudo que em o corpo do cavaleiro, assim cavaleiro deve parar seu corpo diante de seu senhor se algum homem desejar pendurar ou ferir seu senhor.

Sela: significa segurança de coragem e carga de cavalaria; porque assim como pela sela cavaleiro está seguro sobre seu cavalo, assim segurança de coragem faz estar de cara o cavaleiro na batalha, pela qual segurança sucede ventura amiga de cavalaria. E por segurança são menosprezadas muitas covardes presunções e muitas vãs semelhanças, e são refreados muitos homens que não temem passar avante no lugar onde coragem nobre faz estar seguro o corpo do cavaleiro. E tanto é grande a carga de cavalaria que por ligeiras coisas não se devem mover os cavaleiros.

Cavalo: tem por significado a nobreza da coragem e para que seja mais alto montado a cavalo que outro homem, e que seja visto de longe, e que mais coisas tenha debaixo de si, e que antes seja em tudo o que se convém à honra de cavalaria que outro homem. Ao cavalo é dado freio e às mãos do cavaleiro são dados reinos, a significar que cavaleiro, pelo freio, refreie sua boca de parlar feias palavras e falsas, refreie suas mãos, que não dê tanto que haja de querer, nem seja tão ardente que de seu ardor expulse a sensatez. E pelos reinos, entenda que ele se deixe conduzir até qualquer parte a ordem de cavalaria o deseje empregar e enviar; e quando for mister, alargue suas mãos e faça despesa e dê segundo o que se convém à sua honra, e seja ardoroso e não hesite seus inimigos, e quando hesitar de ferir, deixe fraqueza de coragem. E se disso o cavaleiro faz o contrário, seu cavalo, que é besta e que não possui razão, segue melhor a regra e o ofício de cavalaria que o cavaleiro.

Testeira: significa que todo cavaleiro não deve fazer de armas sem razão; porque assim como a cabeça do cavaleiro vai primeiro, diante do cavaleiro, assim o cavaleiro deve levar diante a razão em tudo o que faz; porque obra que seja sem razão possui tanta vileza em si que não deve existir diante de cavaleiro. Logo, assim como a testeira guarda e defende a cabeça do cavaleiro, assim razão guarda e defende cavaleiro de blasfémia e de vergonha.

Além desses aspectos, Lúllio ressalta que todo cavaleiro deve saber as sete virtudes que são raiz e princípio de todos os bons costumes e são vias e carreiras da celestial glória perdurável. Análoga as sete virtudes dos DeMolay, as sete virtudes do cavaleiro medieval eram três teologais e quatro cardeais. As teologais são fé, esperança, caridade. As cardeais são justiça, prudência, fortaleza, temperança.

Segundo o autor, sem fé não pode ser bem acostumado porque, pela fé vê o homem espiritualmente a Deus e suas obras crendo nas coisas invisíveis. É pela fé que o homem se torna servidor da verdade. A Esperança é virtude que relembra de Deus na batalha, pela esperança que têm em Deus recebem socorro e ajuda de Deus, que vence a batalha por razão da maior esperança e confiança que os cavaleiros têm no poder de Deus do que em suas forças e em suas armas. Caridade é virtude que ajusta uma virtude com outra e separa um vício do outro; e caridade é amor do qual pode ter todo cavaleiro e todo homem tanto quanto dele haja mister para manter seu ofício. E como cavalaria tem princípio de justiça, qual cavaleiro que está acostumado a fazer coisas tortas e injúrias cuida estar na ordem de cavalaria? Desfazer cavaleiro é como romper a correia da espada por trás e lhe é levada a espada, para significar que não torna útil cavalaria. Logo, se cavalaria e justiça se convêm tão fortemente que cavalaria não pode ser sem justiça, aquele cavaleiro que faz injúria a si mesmo e é inimigo da justiça desfaz a si mesmo e renega e menospreza a ordem de cavalaria.

Prudência é virtude pela qual o homem tem conhecimento do bem e do mal, e pela qual o homem tem sabedoria para ser amante do bem e a ser inimigo do mal; e prudência é ciência pela qual o homem tem conhecimento das coisas vindouras com as coisas presentes; e prudência é quando, por algumas cautelas e maestrias, sabe o homem se esquivar dos danos corporais e espirituais. Fortaleza é virtude que está em nobre coragem contra os sete pecados mortais, que são carreiras pelas quais vai-se aos infernais tormentos que não têm fim: glutonia, luxúria, avareza, preguiça, acídia, soberba, invídia, ira. Temperança é virtude que está no meio de dois vícios: um vício é pecado pelo excesso de grandeza, o outro é pecado por pouco excesso de quantidade. E por isso, entre muito e pouco convém estar a temperança, em tão conveniente quantidade que seja virtude; porque se não fosse virtude, entre muito e pouco não haveria meio termo, e isso não é verdade.

Adoração ao demónio pelos Cavaleiros

A ideia de que os Cavaleiros Templários fossem adoradores do demónio nasceu a partir das torturas impostas pela Inquisição. Para Filipe o Belo confiscar as possessões Templárias, eles deveriam ser culpados de heresia. Então, usando técnicas que mais tarde foram aperfeiçoadas durante os julgamentos que culminaram por volta de 1600, os Cavaleiros foram torturados até assinarem confissões. O facto de que tantos retiraram suas confissões tão logo as torturas cessaram não foi considerado sinal de inocência. O senso que prevalecia na época era de que as pessoas falavam a verdade sob tortura, o tesoureiro Templário foi citado por dizer, “Sob tortura, eu teria confessado ter matado Deus”.

Sob tal tortura, os Templários confessaram todo o tipo de crimes. Nas suas iniciações eles, supostamente cuspiam na Cruz, negavam que Cristo era o filho de Deus e prometiam realizar todos os desejos sexuais de seus irmãos. Eles foram acusados de trocar beijos nas nádegas ou no umbigo (beijo na boca era, na época, normal mesmo entre homens). Eles também confessaram idolatrias. Diversas, porém, não muitas, mencionavam uma cabeça, feita de metal ou madeira, que algumas vezes era referida como Baphomet.

No fim, embora um grande número de Templários tenha sido queimado como hereges, as acusações contra a Ordem como um todo, fracassaram. No fim o Papa dissolveu a Ordem com a desculpa de que as acusações por si só preveniriam as pessoas de se juntarem a elas. Tinha, portanto, sobrevivido sua utilidade. Para assegurar que sua atitude vingaria, o Papa disse que qualquer um que aderisse à Ordem no futuro seria excomungado e marcado como herege. À parte das confissões, de novo, a maioria dos Templários voltou atrás após a tortura, havia poucas evidências que os Templários haviam se desviado do catolicismo da época. Uma teoria é que durante suas iniciações, eles recriavam a negação de Cristo como parte do Ritual. Foi isso que se tornou a base de algumas das acusações contra ele. Baphomet nunca foi encontrado.

Templo do Conhecimento Oriental

Desde que os Templários originalmente se instalaram no Templo de Salomão, a história daquele local se ligou aos Templários. Também, no Oriente Médio em geral e na Terra Santa em particular, havia uma conduta através da qual fluía a riqueza de conhecimento do Oriente, certamente parte deste veio através das mãos dos Templários. A maioria das ideias sobre essa sabedoria do Oriente que os Templários possuíam eram suposições baseadas em fatos escassos. Porém, alguns pequenos retalhos do conhecimento realmente surgem.

Os Templários desenharam um grande número de suas igrejas de acordo com a planta circular do Templo de Salomão. É esta a “Sublime Arquitectura” que encontra seu caminho na mitologia dos Maçons, onde certos grupos reivindicam descendência dos Cavaleiros Templários. As igrejas circulares são usadas como suposições de serem uma evidência externa da sabedoria importada do Oriente.

O infame Baphomet que os Templários supostamente adoravam tem outra explicação. Aparentemente, uma forma francesa medieval muito comum de se pronunciar Mohammad era “Baphomet”. Então, podemos supor que os Templários haveriam se tornado o que mais combatiam, seguidores do Islã. Acople a isso os acordos feitos durante a guerra entre os Templários e Saladino, ou os templários e os Assassinos e você de repente tem um canal de sabedoria do Oriente. Na época de sua perseguição final, alguns Templários em pequenos enclaves na Espanha e Egipto buscaram refúgio e se converteram ao Islão.

Preserva-se uma certeza, o Templo de Salomão foi a união das três maiores forças humanas, os Templários, a Maçonaria e a Alquimia.

Fazedores de Reis

Quando Filipe o belo e o Papa Clemente combinaram prender os Templários na França, eles também tentaram fazer os mesmos acordos em outros países. Eduardo II na Inglaterra prendeu alguns dos mais altos membros do Templo e até mesmo permitiu que alguns deles fossem torturados. Mas nenhum confessou nada. A Alemanha e a Espanha meramente converteram seus membros para outras ordens e por este meio desmoronaram o Papa. Na Escócia, porém, Robert de Bruce estava preparando uma guerra de independência contra Eduardo. Bruce já estava excomungado e ele precisava de soldados e de fundos. Bruce flagrantemente e deliberadamente ignorou o Papa e espalhou a notícia de que os Templários seriam bem-vindos (Rito Escocês Antigo e Aceito).

Enquanto isso, na França, nem todos os Templários tinham sido presos. Da esquadra naval Templária nada mais se ouvia. Supostamente, o “Tesouro Templário”, a principal parte do numerário, não foi capturada por Filipe o Belo, podendo ter sido contrabandeada até à frota. Poderia a esquadra toda ter se refugiado na Escócia?

Bruce tinha lutado contra Eduardo I e Eduardo II por anos. As coisas estavam a seu lado, quando em 1314 Eduardo II concentrou um grande exército, reunindo ao menos o dobro do número de homens de Bruce, ainda mais composto por grande número de cavaleiros montados, dos quais Bruce dispunha de apenas um punhado. Os dois exércitos se depararam em Bannockburn, a poucas milhas do castelo de Sterling. A força escocesa era, na sua maioria, composta por soldados paupérrimos armados com estacas, além de arqueiros. A batalha persistiu o dia todo, com a Inglaterra tendo problemas em quebrar as divisões de Bruce. Os ingleses ainda eram uma força combatente, ainda que muito frustrados, quando de repente novas tropas vieram substituir as que estavam em campo. Os ingleses então entraram em pânico e fugiram do campo. Isso é normalmente creditado à um grupo de seguidores do acampamento que utilizavam armas rústicas, faziam estandartes de folhas e cobriam-se de trapos. Parece um pouco inacreditável que o exército inglês seria derrotado por essa força bisonha. Ainda, desde que os ingleses tinham resistido aos ataques dos soldados pés-descalços de Bruce em batalha anterior, por que um ataque do mesmo causaria pânico? Porém, o que aconteceria se essa “força bisonha” fosse um pequeno contingente de Cavaleiros Templários, refugiando-se com Robert de Bruce? Um grupo dos mais altamente treinados e motivados cavaleiros em toda a Cristandade lutando em uma batalha que já estava indo mal providenciariam o pânico pelo qual o exército inglês passou.

Guardiões do Santo Graal, o Cálice Sagrado

Wolfram von Eschenback escreveu seu poema Percival em 1220. Os cavaleiros que guardavam o Cálice Sagrado, o castelo do Graal e a família do Graal eram Templários. Isso foi escrito quando as fortunas Templárias, económicas e espirituais, estavam em seu auge. Com certeza, os Templários não existiam durante os tempos do Rei Arthur (período no qual a lenda do Graal aparece). Eschenback, estava tentando nos dizer que o Graal (onde quer que estivesse), ainda estava com nós, na época em que estava escrevendo e guardado pelos Templários.

Aqui não há espaço para se aprofundar, mas nos livros de Michaale Baigent, Richard leigh e Henry Lincoln uma trama bizarra ocorre. Os Cavaleiros Templários estão em seu centro com o Santo Graal, (de sang raal, ou devemos dizer a Santa Descendência). Isso significa a descendência de Cristo, a qual os Templários deveriam proteger. E isso, aliado à ganância de Filipe IV, teria lhes trazido a decadência. Tudo é revelado na pequena vila de Rennes-Le-Chateau na França, escondido em estranhas inscrições ao redor da cidade. Do que esse segredo é composto é o principal mistério. Basta dizer, esse é o melhor dos mitos Templários.

América do Norte, Ilha Oak e os Templários

Oak Island

Um novo mito tem crescido sobre os Cavaleiros Templários baseado no livro de Andrew Sinclair, “A Espada e o Graal”. Basicamente, no tempo da perseguição, Sinclair propõe que os últimos dos Templários fugiram com o tesouro para a Escócia. Lá, tomaram parte na fundação da família St. Clair, que depois se tornou Sinclair. Os Sinclair construíram a Capela Rosslyn (possível ligação entre os templários e a Maçonaria). Isso torna, mesmo que temporariamente (ou eternamente?) o local aonde repousou o Santo Graal, o qual era parte do Tesouro Templário. Então aparecem dois venezianos, os irmãos Zeno.

Os Sinclair, que agora teriam se tornado os Grão-Mestres da Ordem, queriam uma nova terra para estabelecer o perfeito governo Templário. Então com o dinheiro e com a Força militar dos Templários e as habilidades de navegação dos Zenos, eles rumaram para o Ocidente. A evidência é mais abrangida na Narrativa de Zeno e em um mapa atribuído à Voppel e Vavassatore o qual mostra a Nova Scotia (Nova Escócia, ainda existente no Canadá) com a figura de um cavaleiro coroado. Isso também é sustentado pela evidência de visitantes europeus na Nova Inglaterra (Canadá). Isso inclui a Torre de Newport, em Newport Rhode Island (EUA), o Knight Westford (uma escultura de um Cavaleiro europeu armado, incluindo uma espada cruciforme, um emblema Templário comum em túmulos), (para maiores informações leia o livro).

Mas, o que aconteceu com o tesouro? Vamos assumir que depois de escapar da França com o tesouro, comprar terras na Escócia, sustentar o convite de Robert de Bruce para o reinado, construir e sustentar os St. Calir e custear uma pouco vitoriosa expedição para Novo Mundo, ainda havia tesouro restando. Então, assim que a fracassada colónia morre, ao invés de voltar à Europa com o tesouro, os Templários americanos decidiram ficar. Construíram um inacreditável “Poço de Dinheiro” na Ilha de Oak na Nova Escócia. Marcaram o local usando simbolismo arcano envolvendo pedras deitadas no formato de uma cruz. Essa é a ideia para explicar tanto o local final da deposição do tesouro Templário quanto a origem do “Poço de Dinheiro” da Ilha Oak.

Simbolismo da Iniciação DeMolay e o Triângulo Inicial

Ao iniciar-se a Cerimónia do Grau Iniciático, iremos notar que os Oficiais do Capítulo formam um triângulo com o ápice voltado para o Oriente. O triângulo simboliza os Ternários ou tríades Sagradas, conceito comum à maioria das Religiões(Exemplo: A Tríade Hindu Brahma-Shiva-Vishnu, ou a Tríade Taoísta Yang-Ying-Tao, bem como a Cristã Pai-Filho- Espirito Santo).No Ritual DeMolay, o Triângulo além de ser um símbolo honorifico à Maçonaria, representando a mesma e o respeito de deferência dos DeMolays por ela, com seu ápice voltado para o Oriente, representa o Ternário masculino, evolutivo. É o emblema do anseio do Espírito em se libertar da matéria, o anseio dos Jovens DeMolay pela “Luz que vem do Oriente”. O oriente é o Ponto Cardeal onde nasce o Sol, o Oriente simboliza a iluminação e a Fonte da Vida; Voltar-se para o Oriente ou caminhar em direcção a ele significa voltar-se espiritualmente para o Ponto Focal da Luz divina; Daí nasce a palavra Orientação. Demonstra o triângulo Inicial que os jovens DeMolay estão buscando a Evolução e Aprimoramento, através dos Rituais da Ordem, sob a sábia orientação da Maçonaria Universal.

Um segundo Triângulo é formado no decorrer dos Cerimónias de Iniciação, pelo Mestre Conselheiro, 1° e 2° conselheiros, Capelão o Preceptores, com o ápice voltado para o Ocidente; o segundo Triângulo simboliza a “Luz” que vem do Oriente, a sabedoria Iniciática que parte rumo ao Ocidente, retirando os Profanos das Trevas e “Orientando-lhes” no caminho correcto, na Senda Iniciática.

Durante a Iniciação, notemos que será formada uma figura oculta, com a junção do triângulo inicial de ápice voltado para o Oriente e o segundo triângulo com ápice para o ocidente, será formada uma Estrela de seis pontas conhecida como estrela de Belém, ou também, como Selo de Salomão. Na Mística Esotérica, a estrela de Belém tem um carácter simbólico ou alegórico importante, significando a intuição superior e a Fé que Orienta todo o verdadeiro místico na sua busca do “Espirito do Cristo Solar Mitológico”, a união do Espírito com a matéria na busca do aperfeiçoamento.

Formando o segundo triângulo, durante a Iniciação, o mesmo será desfeito para a formação do brasão da Ordem DeMolay. Rica em Simbologia, esta parte demonstra principalmente que a Ordem DeMolay nasceu da Maçonaria, quando é desfeito o triângulo para a formação do Brasão DeMolay e, ao mesmo tempo, simboliza que por detrás da Ordem DeMolay haverá a protecção velada da Maçonaria. Notemos que, ao chegarmos a esta etapa, o Brasão da Ordem DeMolay será formado direccionado para o Ocidente (com o Elmo do lado ocidental do Templo) entre as velas e o altar.

Os candidatos que estiverem se iniciando nos Mistérios da Ordem formarão o próprio Elmo do brasão, simbolizando que possuem todas elevadas qualidades morais representadas pelo elmo: Cortesia, nobreza de carácter, cavalheirismo, etc…; pois, por tal motivo, estarão ingressando na Ordem DeMolay, com a autorização do Capítulo. As espadas, símbolo do sacrifício do Iniciado em busca da Luz, a necessidade do extermínio dos sentimentos profanos para a jornada do aperfeiçoamento.

Após ter sido prestado o Juramento Sagrado, quando os candidatos “Enxergam a Luz”, deixando de serem Profanos e passando à condição de DeMolay, o Mestre Conselheiro irá ministrar-lhes, com o auxílio dos Diáconos, o Conhecimento sobre os Sinais e o Toque de reconhecimento da Ordem, dando-lhes o Passaporte Efectivo à nossa Fraternidade.

Estando de posse dos Sinais e o toque de Reconhecimento, os novos DeMolays serão conduzidos pelo 1° Diácono a uma Jornada Simbólica. A Jornada simboliza o trabalho de um dia e o Curso da Vida Humana. Nesta Jornada estará marchando, nos lembrando as antigas Marchas dos Cavaleiros Cruzados da Ordem do Templo, em defesa dos Caminhos á Cidade Sagrada de Jerusalém, simbolizando também a busca da “Palavra Perdida”, encontrada pelos Templários nas Ruínas do Templo de Salomão. O 1° Diácono estará de posse da “Coroa da Juventude”, um dos símbolos mais sagrados da Ordem DeMolay, devendo na sua “Jornada pelo Universo” (representado pelo Templo Maçónico) torná-la e completá-la com as jóias emblemáticas das Sete Virtudes Cardeais de um DeMolay: Amor Filial, Reverencia pelas coisas Sagradas, Cortesia, Companheirismo, Fidelidade, Pureza e Patriotismo. A Coroa é um símbolo de Realeza e Poder, que deve ser a mesma pertinente ao carácter de todo o Jovem que souber compreender e trazer consigo o exemplo das virtudes enunciadas pela Ordem como Cardeais, que só serão obtidas com o tempo e com as experiências da Vida. Observemos que a Marcha do 1° Diácono: os Preceptores, Guardiães Místicos das 7 jóias da “Coroa da Juventude”, estarão sempre atentos e cada Preceptor só se sentará quando o sucessor tiver se levantado para colocar sua jóia na Cora, simbolizando que sempre haverá, em planos superiores, um Guardião das Virtudes Cardeais de um DeMolay. Caberá a nós DeMolays, no curso de nossa Vida, encontrar este Guardião… após executada toda a jornada, a Coroa da Juventude retornará ao Oriente, ficando lá as Virtudes colhidas no Mundo, sob a protecção e guarda do Mestre Conselheiro.

Vale ressaltar que durante a Jornada Iniciática com a “Coroa da Juventude”, apresenta- se um dos únicos momentos no qual poderá ser cruzada a “Linha Imaginária existente entre o altar e o Mestre Conselheiro. O 1° diácono, tendo como Insígnia uma Ave, durante a Jornada com a Coroa, estará personificando uma Hierarquia Angelical ou Força Espiritual destinada a guiar os Novos Iniciados, possuindo, portanto, o Poder Oculto de abrir um Portal na Linha Imaginária, sem exercer qualquer alteração magnética na referida Linha que, justamente, é o Eixo Magnético formado pelos Pólos Magnéticos do Templo.

Rico em símbolos que se inter-relacionam, o Ritual de Iniciação não termina na Cerimónia de Iniciação em si, mas sim é constante e gradativo em toda nossa Vida, até a “Iniciação Definitiva”.

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