Espelho e Reflexo – Do Símbolo ao Significado

Os Símbolos e Ritos só fazem sentido se forem vividos e percebidos duma forma interiorizada, portanto contida e reflexiva: Os Símbolos, indiciam significados, agitam e aguçam a mente, prometem metáforas e revelações; Os Ritos, servem e canonizam os símbolos, fazem perceber uma Ordem e nessa ordem adivinham-se princípios e virtudes, disciplinas e etapas e, mais importante, uma via, quase um trilho, para o conhecimento, sabedoria e, em alguns casos, para a sacralização do homem.

É pela Iniciação que se divisa e compreende a premência deste Universo, que se premonizam alguns significados, que se antegozam revelações e sentimos uma Obediência; É no silêncio do Aprendiz que os Ritos lhe zelam pela observância dos sentidos, explanam virtudes e prefiguram Símbolos: Reflectindo, isto, foi o que me foi dado ver.

No ritual da minha Iniciação, depois de me ter sida concedida a Luz, fui confrontado com o meu pior inimigo, eu, obviamente, ali denunciado, pelo reflexo da minha imagem no espelho; Por detrás dele, para minha alegria e contentamento, estava um Amigo, oferecido Padrinho, hoje um Irmão: É sobre este reflexo que quero reflectir e concentrar a minha atenção

O conceito de espelho aplica-se, genericamente, a qualquer superfície ou objecto polido, reconhecidamente capaz de reproduzir e, ou, Reflectir a Imagem de objectos visíveis e confrontáveis que se lhes apresentem. Assim, quando comummente falamos de espelhos, ou de um frontispício (espelho) de um templo , falamos de matérias com propriedades reflectoras e reflexivas, respectivamente: De ambos imaterializa-se a centelha, a luz e a sombra, O Reflexo, o único que parece ainda emprestar e revelar ao espelho o agente do seu significado; Já não existem espelhos, morreram pela essência do reflexo, que agora liberto, entrecruza-se e confronta-se com o real.

Este real já não cabe no profano, mudou-se, está em evolução, segue uma senda, tenta projectar-se nas virtudes e na fraternidade humana.

É então, agora, urgente, melhorar o Reflexo, o meu profano inimigo, aprender a refrear a sua soberba, domá-lo, vencê-lo, virtualizá-lo, atento aos caminhos do EU Real.

Intuitivamente, este EU Real, será o Espírito, uma partícula da Chama Sagrada, A Alma da Alma, a forma suprema por que Deus se revela ao Homem.

Dizem que a Alma é o Reflexo do Espírito. Seria possível engrandecer este Reflexo, esta Alma, se não fosse Mente Espiritual?

Desta forma, sei que: As minhas reflexões de hoje, irão certamente sucumbir a uma sabedoria, que nos tempos, se perpetuará a Oriente.

Obrigado

J:. S:. S:. – A:. M:. – R:.L:.M:.A:.D:. (6002)

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