Obrigado por ser um Maçom

Quadro de Rui Clemente Lelé – Um Maçom merecedor de um Obrigado

Numa linda tarde de sábado, no início de Setembro, a minha esposa Brooke e eu visitámos o obrigado centro de Chicago. Enquanto fazíamos compras, encontramos o antigo templo de Medinah Shriners, vendido quando o santuário de Medinah se mudou para os subúrbios. Este edifício agora abriga uma loja da Bloomingdales e está bem preservado. No exterior ainda é possível ver a notável arquitectura do edifício e numerosos elementos relacionados com o simbolismo dos Shriners.

Curioso para saber como estava o edifício por dentro, entrei para olhar em volta. O interior não é menos impressionante do que o exterior. Deve ter ficado óbvio que eu não estava lá para fazer compras, pois algumas pessoas de vendas perguntaram como poderiam ajudar. Eu disse-lhes que era um Shriner e queria ver este notável edifício. Um deles indicou-me algumas vitrines no segundo andar que guardavam muitas recordações relacionadas com os Medinah Shriners.

Enquanto eu olhava os diversos itens na vitrine, uma senhora apareceu e tivemos uma conversa sobre o que eram os Shrine e o facto de primeiro se ter de ser um Mestre Maçom (Publicado em freemason.pt) antes de nos tornarmos um Shriner. Ela disse-me que o seu pai, agora falecido, era Maçom em Milwaukee e que ele manteve sempre a mais alta opinião sobre toda a fraternidade Maçónica. Depois disse-me algo que eu não esperava: “obrigado por ser um Maçom“.

Ela continuou afirmando que, na sua opinião, a Maçonaria é exactamente o que os jovens de hoje precisam. Os valores morais que defendemos, a oportunidade para homens de uma geração, orientarem homens das próximas gerações, os incríveis Hospitais Shriners, foram apenas algumas das razões que apresentou. Senti-me realmente humilde por ter esta conversa com ela. Agradeci os gentis comentários e garanti que, como fraternidade, ainda estamos aqui e estamos a trabalhar exactamente para o que ela tinha apontado. Obviamente, o pai deixou uma tremenda impressão sobre a filha sobre o que a fraternidade representa e a elevada consideração que ela nos tem.

Nas semanas que se seguiram a esta conversa, pensei bastante nas simples palavras “obrigado por ser um Maçom”. Posso corresponder às expectativas desta mulher, em relação à Fraternidade? Estou a fazer o suficiente para trazer outros candidatos dignos para a Ordem que possa ajudar a orientar ou ser uma influência positiva sobre eles? Estou a incentivar outros membros da Ordem a fazer o mesmo? O meu desafio pessoal para mim próprio é fazer mais de todas estas coisas.

Então, para terminar, se ninguém nunca lhe disse “obrigado por ser um Maçom”, eu partilho consigo este sincero obrigado

Gregory J. Knott

Tradução de António Jorge

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