Os contributos da Maçonaria para a paz social

Partilhe este Artigo:

paz social gtygf56e43df

Onde quer que as profissões nos chamem, em qualquer país onde se resida, ainda que não se conheça uma única palavra dessa língua, encontram-se irmãos, sempre prontos a ajudar caso haja necessidade, e a estender a mão com fraternal solidariedade, pois esta (a solidariedade), é a principal característica do sagrado dever de um maçom.

Neste período conturbado da história mundial, onde abundam relatos e factos inconciliáveis com a paz social, torna-se de facto, à partida, um alívio para cada irmão, entrar no tranquilo santuário a coberto de uma Loja Maçónica onde se pode, sobre a antepara das Cerimónias Rituais, continuar a consolidar e a renovar as amizades que existem entre os maçons de todo o universo. Por outro lado, os que trazem no coração a Maçonaria, têm ainda a convicção de se conseguir remover as ideias erradas que por vezes entram no nosso seio e de aumentar a união e a harmonia entre os maçons, bem como o de tentar transmitir à sociedade profana que o seu bem-estar e progresso estão, em certa medida, envolvidos no avanço e na nossa prosperidade.

Contudo, parece-me correcto afirmar que não se precisaria de nenhum argumento para mostrar à Ordem Maçónica e a todos que a compõem, como a qualquer outra ordem ou associação, por mais despretensiosa e sem importância que seja, que as lutas pela posse do poder pelo poder, os ciúmes e os ódios são necessariamente prejudiciais à paz social.

Porém meus irmãos, lá bem no fundo, verdadeiramente não acreditamos que isso é tudo. Isto porque pensamos que os mais altos interesses da sociedade e da comunidade em que vivemos, serão de interesses mais amplos e mais gerais, isto é, os que à pátria e à humanidade em geral dizem respeito. Por outro lado, também é verdade que os estadistas, os homens de negócios e o mundo de uma maneira geral, não atribuem o valor e a importância devidos uma visão consistente e perene de paz social.

Assim partindo do princípio de que o bem-estar de cada nação, como o de cada indivíduo, é triplo, isto é, físico, moral e intelectual e como tal, dinâmico e não estático, cabe aqui referir que o verdadeiro alcance de paz social, não assenta na sua essência em atingir em si mesmo esse estádio, mas sim no ultrapassar consecutivo das dificuldades surgidas, por forma que com perseverança se possa mantê-la justa e sustentadamente no tempo.

Ora, se a Ordem Maçónica fosse meramente uma coisa de ontem e de hoje e não fosse de amanhã, se fosse local e confinada a um país ou a homens de uma só fé, ou se o número dos seus iniciados fosse pequeno e, por consequência, a sua capacidade para o bem ou para o mal fossem reduzidos e limitados, seria relativamente pouco importante questionar qual era sua moralidade e a sua filosofia. Mas assim não sucede.

Sendo certo que os maiores e alguns dos melhores homens de todos os países fizeram, fazem e farão parte da maçonaria. Será que com este simples olhar e pensamento sobre a história, sobre os antecedentes e as pessoas que a constituem, que nos devemos contentar? Bastando para isso, somente mostrar que é de alguma importância para a comunidade, para a união e para o mundo, saber quais são as morais e as filosofias ensinadas?

Irmãos, porque a Maçonaria inculca cuidados e bondade a todos os seus irmãos e por essa via dissemina os valores da honestidade, do respeito, da verdade, do compromisso, em suma, do direito a uma vida digna. E porque também, espera que cada irmão faça algo de acordo com os seus meios; pois nunca se sabe a importância do acto que se realiza.

Também será curial afirmar-se no que ao que a esta temática se refere, que inicialmente o espirito e vontade de paz social só se alcança e consolida dentro de cada individuo (sendo para tal a ética na conduta essencial), alastrando-se por sua vez, através da interacção dos valores que lhe subjazem desde logo às suas famílias núcleo, na sua subsequência às organizações de que fazem parte e na sua correlação, aos países onde praticam a cidadania, alcançando- se assim no tempo e por esta via, uma dimensão e grandeza de caracter universal.

Para tal o Maçon deve ainda, ser devotado à causa da tolerância, da liberalidade, da instrução e do esclarecimento. Deve ser contra o fanatismo, a perseguição e a injustiça. Deve também tratar os seus semelhantes, com “Fé”, “Esperança” e “Caridade”. Virtudes estas que cada homem e cada mulher devem possuir.

Por outro lado, quando todos ao nosso redor enveredam pelo egoísmo, o desânimo, a má opinião da natureza humana e o julgamento duro e amargo, pese embora sendo muito difícil, devemos perseverar na verdade, na sinceridade, na justiça, na esperança, na indulgência e na solidariedade.

Portanto, o desafio e o compromisso, é de se certificar que os princípios e valores da maçonaria são bem plantados e instilados em cada indivíduo que entra.

Termino traduzindo para português uma frase da autoria do Muito Respeitável Irmão Montague Arthur Rowntree Howard – Grão- Mestre (1959-1960) of Grand Lodge of British Columbia and Yukon – Canadá.

Os princípios do nosso Ofício são os princípios mais elevados de moralidade, caridade, verdade e justiça, que recebemos como um legado sagrado dos nossos antepassados, ensinando-nos por sinais e símbolos os deveres que devemos aos outros e a nós mesmos”.

A∴ R∴ S∴ – M∴ M∴

Artigos relacionados

Partilhe este Artigo:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *