A Tolerância

A nossa Sublime ordem exige dos seus Iniciados o cumprimento de sérios deveres e enormes sacrifícios.

A Maçonaria proclama nos seus princípios gerais “que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui o princípio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um”.

A nossa Sublime ordem proclama a TOLERÂNCIA entre os seus Iniciados.

O vocábulo TOLERAR não significa apenas ser indulgente, ser condescendente, ser transigente, ser permissivo, mas acima de tudo significa saber suportar.

No mundo actual, praticar a tolerância a cada dia exige muito de nós, pois a conturbação social e a pressão psicológica exercida sobre o homem, torna-o mais que nunca exigente, imprudente, agressivo e até inconsequente.

É nesse contexto que tolerar assume importância fundamental entre os homens.

Se o profano se sente desobrigado de praticar a tolerância, o Maçom não: TOLERAR É UM DEVER. Este princípio está intrinsecamente ligado a um dos fins supremo da Sublime Ordem: A FRATERNIDADE

O Salmo 133 da Bíblia Sagrada é o elogio da concórdia e união fraterna, quando diz: “Ó quão bom e quão suave é viverem os Irmãos em união! É como o perfume derramado na cabeça, que desce sobre a barba de Aarão, que desce sobre a orla de suas vestes, É como orvalho do Hermon, que desce sobre o monte de Sião, porque o Senhor derramou ali a sua bênção e a vida para sempre”.

A cada dia, nós Maçons temos por obrigação exercitar a prática da tolerância, o que facilita de sobremaneira todo o relacionamento entre os Irmãos, ampliando o espírito fraterno que existe no seio da nossa entidade milenar.

A partir da Iniciação o Maçon é uma pessoa diferenciada, porque se abrem as portas da verdadeira amizade. A fraternidade que passa a existir entre os Irmãos é a exteriorização concreta da felicidade de ser Maçon.

A tolerância do Maçon não pode se limitar apenas ao relacionamento com o próximo. Há que ser também paciência no desenvolvimento das etapas, que permite o crescimento e o progresso individual em todos os aspectos.

Não é fácil ser Maçon; relacionar-se exige paciência e tolerância, fazer progresso na Maçonaria exige muito mais.

Entrar na Maçonaria é uma coisa, fazer progressos na ordem é outra. Manter-se motivado é fundamental para o crescimento interior do Obreiro, o que lhe dá um prazer imensurável de ser Maçon.

Não raramente, Iniciados deixam a Instituição logo após o seu ingresso. A verdade é que esses Irmãos não buscam a LUZ, pelo que assim, não conseguem ver o seu brilho e muito menos descobrir a sua direcção. Para os que buscam o crescimento, o caminho é longo, contínuo e ás vezes áspero – é preciso perseverar.

No seio da Ordem, é necessário querer progredir, tolerar, estudar, buscar a verdade para que haja a transformação do homem que renasceu para o mundo.

O homem profano perde-se nas solicitações mundanas. O consumismo, a falta de interiorização deixa-o esquecido de si mesmo. A sua convivência com os vícios, acaba por fazê-lo infeliz. Nessa alienação passa a buscar a felicidade fora de si mesmo, nas drogas, no fanatismo religioso e tudo o mais que foge à própria pessoa, numa fuga do seu mundo vazio. A Maçonaria é o oposto de tudo isso, daí a dificuldade em buscar o crescimento no seu seio.

Acostumados que fomos à vida profana, às vezes perdidos na busca de objectivos vãos, encontramos dificuldades para alcançar a plenitude Maçónica. É por isso que alguns desistem. Contudo, o estudo contínuo propicia o aperfeiçoamento, pois através dele há uma constante evolução de conhecimentos.

A Iniciação de novos valores fortalece cada vez mais a nossa Instituição, porque vêm somar forças para a construção da sua grande obra – O BEM DA HUMANIDADE.

Adaptado de Autor Desconhecido

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