A iniciação a que assisti

Recordo aqui, não a minha iniciação, mas antes, a primeira iniciação em que participei. Vivi esse momento de um modo muito especial e significativo, que senti como de cabal importância, não só para o neófito, mas também para quem nessa sessão participou e, não em menor grau ou qualidade. Todos sabemos que, neófito, não é para nós sinónimo de caloiro filiado em clube desportivo, ou novo aluno em momento de praxe. Nada disso; é outra coisa e de supremo valor.

O momento primeiro da vida de cada um é algo de muito significativo, de importante, digo: mesmo de total relevância. E o que importa é que seja muito mais que simbólico.

Todos nós sabemos – pelo menos isso desejamos – que aquele profano que bate à porta deixará de o ser; que abandonará o mundo profano e passará a ser Templo Sagrado, que se sabe e sente como tal. Para que assim aconteça é importante que todos os presentes (testemunhas, convidados, gente mais ou menos envolvida no ritual de iniciação) se una ao G∴ A∴ D∴ U∴, desejando-O, invocando-O e vivendo cada instante da cerimónia como coisa única, dedicada e centrada no neófito. A iniciação é algo que se espera profundamente transformadora; é templo que emerge do profano e afecta todos os presentes; um mundo que não voltará a ser igual; que se encontra mais completo.

Assim, também na iniciação, não basta que nos sintamos fraternos; não basta que sejamos homens livres e iguais, é fundamental esse estado de união ao Oriente Sagrado, do qual não só desejamos fazer parte, como em verdade, estando no Templo a Ele consagrado (limpos, arrumados, justos e perfeitos, como também queremos o Templo), para Ele nos orientamos. Não só assistimos, como somos participantes activos nessa evocação, nesse desejo ardente para que tudo concorra para glória do G∴ A∴ D∴ U∴, para que, quem naquele momento bate à porta, deixe de ser profano e saiba, ou melhor, tenha vontade de saber o significado de Sagrado e viver de acordo com a circunstância do que é; do juramento que fez e da perfeição que procura… Que almeje aproximar-se Dele, sabendo nunca, enquanto habitante do corpo, o alcançar.

Vi, nesse neófito (e isso desejo em cada futuro Aprendiz) a Esperança de prolongamento e amplificação do Sagrado; de cada vez mais tornarmos, com gosto, alegria e liberdade, todo o mundo profano em Sagrado. Que esse neófito me ajude, e nos ajude, a sermos melhores maçons. Para esse neófito e para todos os do porvir, peço ao G∴ A∴ D∴ U∴, toda a iluminação transformadora que, ajudando-o, nos ajude a sermos melhores.

Para assim acontecer, desejemos tornar-nos sagrados, desejemos Ser e Estar nesse grau de consciência. Assim em cada Sessão no Templo, para além da correcção exotérica, que desenvolvemos com consciência, deveremos igualmente procurar a transformação esotérica que nos aproxime do G∴ A∴ D∴ U∴.

Se, a iniciação é esse renascer em renovada vontade de procura da verdade, em justiça e perfeição, renovemos, pois, a vontade de encontrar bons e justos profanos que nos ajudem a no caminho da perfeição e, a reforçar as colunas desta Augusta Loja.

B. Rodrigues – 27 de Novembro de 6017

Um Comentário em “A iniciação a que assisti

  • Eu quero ser Maçon, Ajudem-me por favor.
    vivo em África concretamente na Guine-Bissau, Natural de Farim.
    Descendente da Família Real de Gã-Sani, do Império de Gabu, Netos do Rei MamaDjequé Walli Sane.
    Tenho honra e orgulho de transformar a minha pátria num país democrata onde os Direitos humanos, liberdade, solidariedade, Ciência e cultura democrática serão valorizadas.
    Tudo isso em prol de desenvolvimento da grande Maçonaria e dos irmãos da maçonaria.
    Adoro ser Maçon e respeitar os ideias da Maçonaria.
    Príncipe Dr.Quecuto SANE

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