Rito Sueco

Decorrendo de estar em Estocolmo, capital da Suécia, fui recebido na Svenska Frimurare Orden que na tradução directa é Ordem dos Maçons Suecos, em tradução rito sueco institucional é a Grande Loja da Suécia. Não há como (Publicado em freemason.pt) descrever a visita. Externamente, o prédio é muito sóbrio. Internamente, os grandes salões e Templos são impressionantes.

Há, em Estocolmo, registos da prática da Maçonaria na forma moderna ou especulativa datados de antes de 1756. Este ano (1756), em especial, é marcante para o inicio do Rito Sueco. Foram quase 50 anos de trabalho para os ritualistas formatarem completamente a sua estrutura.

O Rito Sueco é sui generis e muito interessante. Trata-se de um rito essencialmente cristão e até há alguns anos, era cristão luterano. Nas inquirições havia, inclusive, pesquisa da participação do candidato junto da paróquia. Consta também no juramento, não abandonar a fé cristã.

Com o tempo, passaram a aceitar cristãos de outras denominações, mas há restrições. Os fieis das Testemunhas de Jeová, por exemplo, não são aceites, mas não me coube aprofundar essas restrições.

Até determinada época, o Rei era o Grão-Mestre, mas aconteceu alguma coisa que não compreendi bem, que fez com que um Duque assumisse a condição e, assim, a linha de sucessão mudou.

A Família Real participa nos eventos da Ordem e a actual Rainha Sílvia, que nasceu na Alemanha, mas tem a cidadania brasileira e foi criada no interior de São Paulo durante a Segunda Grande Guerra, visita a Instituição pelo menos uma vez por ano e faz vultosas doações. O Rito é composto por 10 Graus, mas pode ser 11. Isto porque o Décimo Primeiro Grau é dado pelo Rei, fora da Ordem. Os Cavaleiros Comandantes (Publicado em freemason.pt) da Cruz Vermelha podem ser compostos, no máximo, por 33 Irmãos, sendo 3 destes reservados a altos membros da Igreja Luterana.

Os outros 10 graus são divididos em três grupos ou “alojamentos”. As Lojas de São João, que trabalham os graus de Aprendiz, Companheiro (Companheiro de Ofício) e Mestre Maçom, onde há uma severa actuação dos instrutores, um real comprometimento do Obreiro e é possível alcançar a “plenitude” em 3 anos.

O segundo estágio tem uma interessante novidade. Em algumas jurisdições (o Rito também é praticado na Noruega, Dinamarca, Finlândia, Islândia e até na Alemanha), o Irmão que “quiser ir mais longe”, tem que “mudar” de “alojamento”. Ele sai da sua Loja Mãe (Loja de São João) e vai ser iniciado numa Loja de Santo André, que se reúne nos Graus de Aprendiz Muito Venerável (4º), Companheiro de Santo André (5º) e Ilustre Mestre Escocês de Santo André (6º).

A média de tempo para completar os graus de uma Loja de Santo André são 5 anos e as Lojas possuem estruturas físicas diferentes. Os últimos 4 graus são ministrados não em Lojas, mas em Capítulos, que ministram o Irmão Muito Ilustre (7º), Irmão Mais Ilustre (8º), Irmão Iluminado da Loja de São João (9º) e Irmão Muito Iluminado da Loja de Santo André (10º).

Os grupos são totalmente independentes, mas há um reforço sequencial e um aprimoramento de um grau em relação ao anterior. A média para se alcançar o último grau num Capítulo são 10 anos.

A seriedade na ascensão aos graus é, como, de facto, deveria ser, extrema. O grau só é conquistado por merecimento provado individual e pessoalmente. A ocupação de cargos tem como base a consolidação das instruções de graus posteriores, até ao máximo, que presidirá ou trabalhará o Obreiro.

Há na Suécia aproximadamente 15.000 Maçons orgulhosos da (Publicado em freemason.pt) sua condição de “exemplo de honra e dignidade” para as futuras gerações. Eles aplicam anualmente 45 milhões de coroas suecas em projectos filantrópicos e vivem sob o lema “Veritas persuadet” (a verdade convence).

Adaptado de texto escrito por Sérgio Quirino

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