Ritos franceses tradicionais – novos ritos ou ramos diferentes da mesma árvore?

A génese do Rito Francês deriva de um processo de racionalização, e de tentativa de uniformização da prática ritual das Lojas, desenvolvido no âmbito do Grande Oriente de França (G:.O:.d:.F:.), entre 1781 e 1787.

A fixação do Rito culminou com a publicação, em 1801, do “Régulateur du Maçon”, no qual se encontram compilados os Rituais dos seus Graus Simbólicos, e do “Régulateur des Chevaliers Maçons”, documento-síntese dos Rituais dos Graus de Entrada nas quatro Ordens Superiores, que completam o percurso iniciático neste sistema.

Ao longo dos séculos XIX e XX os seus Rituais de Loja Azul foram sendo revistos, destacando-se as revisões Murat (1858), Amiable (1880 e 1887), Blatin (1907), Gérard (1922) e, Groussier (1935), tendo resultado de todo este processo de maturação, que prosseguiu até à actualidade, o que se denomina hoje de Rito Francês Groussier.

No que concerne aos seus Graus Filosóficos, a prática das Ordens Superiores caiu em desuso em França, na década de quarenta do século XIX, só tendo sido retomada já na segunda metade do século XX.

O percurso do Rito, no seu país de origem, entre 1880, ano da primeira Revisão Amiable, e os anos quarenta do século passado, conduziu a que o mesmo tenha tido, relativamente ao R:.E:.A:.A:., uma “décalage” que se manifestou em três níveis:

  1. O Rito Francês, por ter permanecido, durante este período, circunscrito ao G:.O:.d:.F:., perdeu universalidade, não acompanhando a evolução verificada no R:.E:.A:.A:., que se adaptou a todos os sentidos de prática maçónica, tornando-se inclusivamente predominante em Obediências femininas, mistas e, regulares.
  2. O sistema Francês, por ter ficado incompleto e, amputado dos seus Graus Filosóficos, deixou de ser uma via de continuidade iniciática para os Irmãos oriundos dos seus Graus Simbólicos, que se viram, assim, obrigados a prosseguir o seu percurso na única alternativa possível, que era a oferecida pelos Altos Graus do Escocismo.
  3. Muito embora a Revisão Groussier tenha constituído uma tentativa de recuperação do corpo ritual perdido nas revisões desenvolvidas entre 1880 e 1922, pela repescagem de algum do património simbólico tradicional do Rito Francês, os Rituais resultantes da mesma ainda eram, no pós segunda guerra mundial, significativamente mais despojados do que os do R:.E:.A:.A:., situação esta que também contribuiu para que este Rito se tenha vindo a tornar o mais praticado, inclusivamente em França.
Grand Orient de France

Na segunda metade do século XX, com a reactivação das Ordens de Sabedoria, e a concessão de Cartas Patente do G:.O:.d:.F:. a diversas Obediências mistas, e à G:.L:.F:.F:., assistiu-se a uma recuperação do Rito Francês, em termos de universalidade, e de integralidade de um percurso iniciático específico, devidamente encadeado com o conteúdo dos seus Graus Simbólicos.

Na década de 50, diversos Irmãos do G:.O:.d:.F:., contudo, entenderam que o Groussier não oferecia uma prática que conciliasse sobriedade com simbolismo, e que se constituísse como uma alternativa capaz de evitar a fuga para as Lojas Escocesas dos Obreiros mais interessados nestes aspectos.

Tendo em conta que o Rito Francês não tinha sido, até ao final do século XIX, menos simbólico do que o R:.E:.A:.A:., estes Irmãos, entre os quais pontificou René Guilly, concluíram que o meio para atingir estes desideratos passaria pela recuperação da prática maçónica francesa do século XVIII.

Este grupo de Obreiros promoveu o levantamento de Colunas da R:.L:. “Le Devoir et la Raison”, cuja motivação principal era a realização de um trabalho de reconstituição de uma versão do Rito Francês que reintroduzisse aspectos inclusivamente anteriores a 1750, como alternativa ao Ritual de Referência da época, do G:.O:.d:.F:., tido por muito “esquelético”.

Depressa estas tentativas conduziram a dificuldades insuperáveis face aos regulamentos da Obediência, nomeadamente no que concerne à reintrodução da Bíblia, aberta no Evangelho de S. João, sobre o Altar do Venerável Mestre.

Estes obstáculos levaram o Irmão René Guilly a trocar de Obediência, dando sequência ao seu projecto na R:.L:. “Jean Théophile Desaguliers”, sobre os auspícios da então G:.L:.N:.F:. – Ópera (no presente GLST – Ópera).

No Grande Oriente de França prosseguiram, paralelamente, trabalhos de reconstituição de rituais do Rito Francês mais ou menos assentes no “Régulateur du Maçon” (1801), dando os mesmos origem a duas versões distintas, denominadas de Rito Francês Moderno Restabelecido (R:.F:.M:.R:.) e, de Rito Francês 1801. Ambas procuram conciliar um retorno às origens oitocentistas, com influências das diversas correntes filosóficas que inspiraram as sucessivas revisões dos rituais, e com alguns aspectos inerentes ao sentido de prática maçónica da Obediência, que também se encontram plasmados no Rito Francês Groussier.

René Guilly, por sua vez, em 1968 trocou a G:.L:.N:.F:. – Ópera pela L:.N:.F:., da qual foi fundador, tendo como corolário do seu trabalho estabelecido, em 1970, um Ritual denominado de Rito Francês Tradicional, que desde então tem vindo a suportar os Trabalhos das Lojas desta Obediência.

Na G:.L:.N:.F:. – Ópera, sob o impulso do Irmão Roger d’Almeras, continuou a praticar-se uma versão do Rito Francês, que hoje é denominada, também, de Rito Francês Tradicional.

Roger Girard, Obreiro da L:.N:.F:., abandonou em 1979 esta Obediência, levando para a G:.L:.N:.F:. o Rito Francês Tradicional, na qual atingiu uma difusão significativa. Sendo a G:.L:.N:.F:. reconhecida pela Grande Loja Unida de Inglaterra, esta foi a entrada do Rito Francês no âmbito do universo da dita Regularidade, tendo os Rituais sofrido as necessárias adaptações a esta linha de prática maçónica.

O Grande Oriente de França tem vindo a exportar tanto o R:.F:.M:.R:. como o Rito Francês 1801 para outras Obediências, nomeadamente para a G:.L:.F:.F:..

No nosso país, a G:.L:.F:.P:., no ano maçónico de 6014/6015, promoveu o levantamento de Colunas de uma Oficina que trabalha em R:.F:.M:.R:., a R:.L:. “Génesis”, a Oriente de Lisboa.

Face a toda esta proliferação de Rituais ditos Franceses, duas questões se me apresentam:

  1. Continua a fazer sentido falarmos de Rito Francês ou, pelo contrário, temos hoje uma realidade que contempla a coexistência de vários Ritos Franceses ?
  2. E em que medida a existência de versões diferentes do Rito Francês Groussier veio acrescentar algo de positivo a esta forma de fazer Maçonaria ?

A resposta à primeira destas perguntas pressupõe uma reflexão prévia sobre o que é um Rito Francês.

Em minha opinião, tendo apenas em conta os mitos fundadores, a arquitectura do Ritual, e a base filosófica, podemos considerar como características para que uma dada prática seja reconhecida como tal, as seguintes:

  • O Rito Francês como elemento ritual sustenta-se, exclusivamente, em três mitos: a dualidade entre a Luz e as Trevas, a Construção do Templo de Salomão, e a Lenda de Hiram.
  • O Rito é Moderno, reflectindo as especificidades deste sistema fundador, no que concerne ao posicionamento dos Vigilantes, à disposição das Colunas, à ordem das Palavras Sagradas dos dois primeiros Graus, à existência de Palavra de Passe no Grau de Aprendiz, à forma como se materializa o estado “nem vestido nem despido” na cerimónia de Iniciação, e ao pé com que se iniciam os Passos Rituais do Primeiro Grau.
  • O Rito é Francês, sendo os três candelabros que circundam o Quadro de Loja, quando utilizados, dispostos em Esquadro, com a base virada para o Oriente, e tendo as respectivas “estrelas” uma interpretação exclusivamente associada às Luzes da Maçonaria.
  • Tendo em conta as correntes filosóficas que inspiraram a sua génese, e as suas sucessivas revisões (Iluminismo e Positivismo) o Rito configura um sistema de trabalho assente numa base estritamente racionalista, que sobreeleva a humildade, e o princípio da igualdade em Loja. A mesma, contudo, não exclui que o percurso iniciático no Rito Francês progrida do Esquadro para o Compasso, não lhe retirando, pois, uma Espiritualidade, que se assume Laica.
  • Sendo um Rito que privilegia particularmente a Fraternidade, a mesma encontra-se plasmada nas interpretações de vários símbolos como o Pavimento de Mosaico e a Corda dotada de Laços de Amor. A Cadeia de União assume, assim, um papel charneira nas Sessões em Rito Francês, enfatizado, desde a revisão de Arthur Groussier, com a leitura de um texto alusivo à Universalidade e Intemporalidade da Maçonaria, sendo o principal objectivo da Nossa Augusta Ordem o de “aproximar todos os Humanos pela Fraternidade”.

Com base nestes pressupostos, e procurando evitar preconceitos, procedeu-se a uma comparação entre os Rituais do 1° Grau do Rito Francês Groussier 6009, e do R:.F:.M:.R:. 6003, ambos do Grande Oriente de França, e os do Rito Francês Tradicional 6010, da G:.L:.N:.F:., encontrando-se a mesma reflectida no quadro anexo.

Em todas as versões analisadas, os mitos estruturantes são os referenciados, apresentando, contudo, todas elas, por acréscimo, alguns laivos de hermetismo na decoração da Câmara de Reflexões.

Todas respeitam os pressupostos Modernos, e Franceses, intrínsecos ao Rito, e integram o texto lido na Cadeia de União decorrente da Revisão Groussier.

A versão da G:.L:.N:.F:. apresenta vários aspectos inerentes ao alinhamento desta Obediência com a Grande Loja Unida de Inglaterra, nomeadamente a presença da Bíblia na Câmara de Reflexões e no Altar dos Juramentos, a Abertura e Encerramento dos Trabalhos com evocação do Grande Arquitecto do Universo, a realização de um Juramento e, a recepção do neófito à Gloria do Princípio Criador, que nesta Obediência é, obrigatoriamente, um Deus revelado.

Salienta-se, contudo, que estas divergências reflectem mais diferenças de sentidos de prática do que uma diferença de Rito, uma vez que as mesmas também se verificam no R:.E:.A:.A:., no R:.E:.R:. ou, na Emulação, em uso nesta Obediência, comparativamente com as versões praticados no G:.O:.d:.F:., e ninguém contesta de que se tratam dos mesmos Ritos.

Não podemos deixar de observar, todavia, que a introdução destes aspectos, tal como são assumidos nas Obediências Regulares, não resulta coerente num Rito no qual os símbolos são sempre interpretados numa base de pensamento racionalista e laica, sem qualquer carácter esotérico, pelo que a mesma se apresenta muito mais “contra natura” no caso do Rito Francês, do que no caso do R:.E:.A:.A:..

Pelo contrário, em Lojas do G:.O:.d:.F:. ou da G:.L:.F:.F:. nas quais são igualmente considerados, com significados meramente simbólicos, e isentos de interpretações de carácter teológico, os mesmos resultam perfeitamente integrados na vertente de Espiritualidade Laica do Rito.

Não nos esqueçamos que a presença da Bíblia na Câmara de Reflexões e no Altar do Venerável tem justificação histórica, em R:.F:., na medida em que se encontra plasmada em diversos manuscritos posteriores a 1786, e anteriores a 1801, bem como na primeira edição dos Rituais dos seus Graus Simbólicos (Ritual Berté), datada de 1888.

A grande divergência que encontramos, em Primeiro Grau, entre o R:.F:.T:.-G:.L:.N:.F:. e as duas versões G:.O:.D:.F:. consiste no sentido dada às viagens, realizadas na cerimónia de Iniciação. Enquanto que nos Rituais G:.O:.D:.F:. as mesmas decorrem das interpretações positivistas da revisão Amiable, e se reportam às idades da vida humana (Infância-Juventude-Idade Adulta), na versão G:.L:.N:.F:. são mantidas as hermenêuticas do “Régulateur” (Emblema da Vida Humana, diminuição dos obstáculos que se apresentam ao homem perseverante, e discurso explicativo da Maçonaria), hoje em dia mais correntes no R:.E:.A:.A:..

Ainda assim, se relativamente a este aspecto não é assumida a interpretação mais recente do Rito, a escolhida também foi utilizada na sua origem, pelo que, em minha opinião, esta divergência também não configura uma mudança de Rito.

Da comparação da versão Groussier com a versão R:.F:.M:.R:., constata-se uma perfeita identidade de características essenciais, e de interpretações, diferindo fundamentalmente as mesmas nos seguintes aspectos: – Muitos procedimentos rituais, tais como a utilização de Quadro de Loja, de Candelabros, Protocolos para acender e extinguir as velas, estado “nem vestido nem despido” na preparação do recipiendário, Prova do Sangue, e Cena do Perjuro, que são opcionais no R:.F:. Groussier, tornam-se obrigatórios no R:.F:.M:.R:..

A recepção, no R:.F:.M:.R:. é realizada à Glória do Ideal de Perfeição, sobre um Livro Branco. Muito embora este procedimento, em Ritos mais deístas como o R:.E:.A:.A:., pudesse ser entendido como invocação de um Princípio Criador, em R:.F:. não julgo que se lhe possa atribuir esse sentido.

Dada a base filosófica racionalista do Rito, e as múltiplas referências à Laicidade, que se encontram plasmadas no Ritual, este Ideal de Perfeição, evocado e não invocado, terá de ter sempre, em minha opinião, uma hermenêutica centrada no Homem, e vocacionada para o seu Progresso.

Assim, do meu ponto de vista, considero que as várias formas de prática do R:.F:. são, de facto, ramos diferentes da mesma árvore. Quando analisamos qual é o entendimento “de jure”, constatamos que o G:.O:.d:.F:., casa-mãe do Rito, só emite Cartas Patente do mesmo na versão Groussier, deixando a liberdade às suas Oficinas de praticar com bastante flexibilidade as variantes que entendam, condicionadas apenas à observância do Rito Francês Groussier nas cerimónias oficiais, uma vez que é o Rito da Obediência.

Muito embora exista um Ritual de Referência para o R:.F:.M:.R:., a própria Loja que o criou (R:.L:. “Le Devoir et la Raison”) trabalha com uma Carta-Patente que só refere o Rito Francês Groussier.

Este entendimento tem vindo a reflectir-se na exportação do Rito para outras Obediências. Tanto a G:.L:.F:.F:. como a G:.L:.F:.P:. iniciaram a prática do Rito Francês com patentes Groussier, e não necessitaram de receber Patentes complementares quando levantaram Colunas de Lojas que trabalham noutras variantes, porque a Obediência que lhes outorgou a inicial (o G:.O:.d:.F:.) entende tratar-se do mesmo Rito.

O mesmo não se passa, contudo, quando se muda de sentido de prática maçónica, e cada uma das Obediências geradoras de uma das diferentes versões do denominado Rito Francês Tradicional emite a sua Carta Patente específica.

No que concerne às vantagens que possam ter advindo desta proliferação de formas de prática do Rito Francês, constatamos que as mesmas não trouxeram nenhuma recuperação histórica da sua pureza original, na medida em que são Rituais do século XX, perfeitamente condicionados pelas idiossincrasias das Obediências que os geraram.

Em termos de reconstituição do corpo ritual e, da riqueza simbólica do Rito, se nos anos 60 estas variantes constituíram uma dinamização importante, as mais recentes revisões do Groussier têm vindo a reduzir as diferenças então existentes.

Uma Oficina que pratique no presente o R:.F:. Groussier e incorpore no seu Ritual todos os procedimentos tidos neste Rito como opcionais, na prática estará já muito próximo do corpo ritual das versões ditas tradicionais.

A grande vantagem que estas continuam a introduzir é a sua aceitação no âmbito da Regularidade Maçónica, contribuindo, assim, efectivamente, para a recuperação da universalidade do Rito.

Paralelamente, podemos ainda concluir que todo este processo de génese das versões ditas Tradicionais do Rito Francês, associada à reactivação das suas Ordens de Sabedoria, teve o mérito de possibilitar a realização de um importante trabalho de investigação histórica e de reflexão sobre a prática do Rito, que começa hoje a dar frutos, e a ser reflectido em Bibliografia, permitido que outras perspectivas se tenham aberto, em contraposição das mais reducionistas, decorrentes de visões baseadas em ideias do século XIX, que se encontram actualmente ultrapassadas.

Os nossos Irmãos que, em 1880, defenderam a retirada dos símbolos dos rituais, sugestionados por uma corrente filosófica (o positivismo) que sustentava que o progresso da Humanidade seria alcançado pelo avanço cientifico, hoje, dentro da mesma lógica de cientista, provavelmente pensariam o contrário, devido às descobertas, entretanto verificadas, da Psicanálise, e do Inconsciente, que vieram provar que o símbolo consegue penetrar em domínios que o texto não alcança.

Assim, no presente, acima de qualquer discussão, necessariamente estéril, sobre se temos hoje um Rito ou Ritos Franceses, ou sobre se o mesmo deve ser praticado de uma forma mais ou menos simbólica, devem sobressair as palavras de Arthur Groussier, presentes na Cadeia de União de todas as formas deste sistema, apelando a que

os nossos corações se aproximem ao mesmo tempo que as nossas mãos ! Que o Amor Fraterno una todos os elos desta Cadeia por nós livremente formada … por ele se devem unir os Maçons de todos os ritos, de todos os países. Enriqueçamo-la com numerosos e sólidos anéis de metal puro e, elevando os nossos espíritos para o ideal da nossa Ordem esforcemo-nos em aproximar todos os humanos pela Fraternidade

É, pois, esta a Obra que todos os Maçons Franceses se devem empenhar em construir, no aqui e agora, dentro e fora do Templo, unidos num eterno Vivat, pela Liberdade, pela Igualdade e, pela Fraternidade, porque o importante é que a Pedra Bruta seja desbastada e bem assente, as ferramentas são apenas um meio para se concretizar este objectivo, e todos os conjuntos de ferramentas alternativos proporcionados pelo Rito são bons, desde que integrem a Trolha, que permite aplicar o cimento da Tolerância.

Adaptado de Autor Desconhecido

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  • Colecção ”Encyclopédie de la franc-maçonnerie”, Le Livre de Poche, Paris, 2002;
  • Marcos Ludvic ”Histoire Illustrée du Rite Français”, Éditions Dervy, Paris, 2012;
  • Mazet Edmond ”Note Historique sur le Rite Français”, Éditions Dervy, Paris, 2007.
  • Ritual ”Régulateur du Maçon”, 1801;
  • Ritual Rito Francês “Revisão Amiable”, 1887;
  • Ritual Rito Francês “Revisão Blatin”, 1907;
  • Ritual de Referência Rito Francês Groussier G:.O:.d:.F:., 2009;
  • Ritual de Referência Rito Francês Moderno Restabelecido G:.O:.d:.F:., 2003;
  • Ritual de Referência Rito Francês Tradicional G:.L:.N:.F:., 2010;
  • Ritual de Referência Rito Francês ou Moderno GOL, 2012;
  • Thomas Philippe ”Le parcours initiatique au Rite Français ”,
  • Vigier Hervé ”Le rite français : Tome 1, L’apprenti et le compagnon dans le rite français ou moderne ou le printemps de la franc-maçonnerie française ”, Éditions Télèletes, Paris, 2004.

QUADRO COMPARATIVO

RITO FRANCÊS GROUSSIER G:.O:.d:.F:. 6009RITO FRANCÊS MODERNO RESTABELECIDO G:.O:.d:.F:. 6003RITO FRANCÊS TRADICIONAL GNFL 6010
Colocação do V:.M:.·  No Oriente·  No Oriente·  No Oriente
Decoração Altar do V:.M:.·  Castiçal com 3 velas

·  Malhete

·  Espada Flamejante

·  Castiçal com 3 velas

·  Malhete

·  Espada Flamejante

·  Castiçal com 3 velas

·  incrementável

·  Malhete

·  Espada Flamejante Castiçal com vela vermelha

Colocação do 1°V·  No Ocidente junto à Coluna B (Meio-Dia)·  No Ocidente junto à Coluna B (Meio- Dia)·  No Ocidente junto à Coluna B (Meio-Dia)
Decoração Altar 1°V:.·  Castiçal com uma vela

·  Malhete

·  Castiçal com uma vela

·  Malhete

·  Castiçal com uma vela

·  Malhete

·  Espada

Colocação 2°V:.·  No Ocidente junto à Coluna

·  J (Norte)

·  No Ocidente junto à Coluna J (Norte)·  No Ocidente junto à Coluna J (Norte)
Decoração Altar 2 V:.·  Castiçal com uma vela Malhete·  Castiçal com uma vela

·  Malhete

·  Castiçal com uma vela

·  Malhete

·  Espada

Colocação Orador·  No Oriente, Lado do Meio- Dia·  No Oriente, Lado do Meio-Dia·  No Oriente, Lado do Meio-Dia
Colocação Secretário·  No Oriente, Lado do Norte·  No Oriente, Lado do Norte·  No Oriente, Lado do Norte
Colocação Mestre Cerimónias·  No Ocidente canto NE·  1° Mestre de Cerimónias no Ocidente canto SE

·  2° Mestre de Cerimónias no Ocidente canto NE

·  1° Mestre de Cerimónias no Ocidente canto SE

·  2° Mestre de Cerimónias no Ocidente canto NE

Colocação Experto·  No Ocidente canto SE·  1° Experto no Ocidente canto SW

·  2° Experto no Ocidente canto NW

·  1° Experto em frente ao 1° Vigilante

·  2° Experto em frente ao 2° Vigilante

Colocação Guarda Interno·  No Ocidente·  No Ocidente·  No Ocidente
Colocação Past-Venerável Mestre·  A Guarda Interno·  No Oriente·  No Oriente
Candelabros·  Utilização opcional, com disposição Francesa·  Utilização obrigatória com disposição Francesa

·  SE vela vermelha

·  SW vela amarela

·  NE vela branca

·  Utilização obrigatória com disposição Francesa
Quadro de Loja·  Utilização opcional·  Utilização obrigatória·  Utilização obrigatória
Colunas·  J no Norte

·  B no Meio-Dia

·  J no Norte

·  B no Meio-Dia

·  J no Norte

·  B no Meio-Dia

Altar dos Juramentos·  Altar no Oriente

·  Esquadro

·  Compasso

·  Livro da Constituição Espada Lisa

·  Altar no Oriente

·  Esquadro

·  Compasso

·  Livro da Constituição

·  Espada Lisa

·  Livro Branco

·  Vela Azul

·  Altar no Oriente

·  Esquadro

·  Compasso

·  Bíblia

Pedras·  Não constam da decoração·  Pedra Bruta NE

·  Pedra Trabalhada SE

·  Pedra Bruta NE

·  Pedra Trabalhada SE

Entrada Ritual·  Não Prevista·  Obrigatória·  Obrigatória
Evocação na Abertura dos Trabalhos·  Não Prevista·  Não Prevista·  Evocação à Glória do GADU
Reconhecimento Maçónico·  Pelo Sinal·  Pelo Sinal·  Pelo Sinal Virados face ao Oriente
Protocolo para acender velas·  Opcional·  Obrigatório·  Obrigatório
Cadeia de União·  Obrigatório texto Arthur Groussier·  Obrigatório texto Arthur Groussier·  Obrigatório texto Arthur Groussier Promessa ao GADU
Protocolo para apagar velas·  Opcional·  Obrigatório·  Obrigatório
Evocação no Encerramento dos Trabalhos·  Não Prevista·  Não Prevista·  Evocação à Glória do GADU
Saída Ritual·  Não Prevista·  Obrigatória·  Obrigatória
Sinais·  Ordem

·  Penal

·  Ordem

·  Penal

·  Fidelidade

·  Ordem

·  Penal

·  Fidelidade

Palavras·  Sagrada J

·  Passe T

·  Sagrada J

·  Passe T

·  Sagrada J

·  Passe T

Toques·  ++ +·  ++ +·  ++ +
Bateria·  ++ +·  ++ +·  ++ +
Aclamação·  Liberdade-

·  Igualdade-

·  Fraternidade

·  Liberdade-

·  Igualdade-

·  Fraternidade

·  Vivar – Vivat – Semper Vivat
Luzes·  Sol-Lua-Delta Esquadro- Compasso- Livro da Lei·  Sol-Lua-Mestre da Loja·  Sol – Lua – Mestre da Loja

·  Esquadro – Compasso-Bíblia

Decoração da Câmara de Reflexão·  Crânio

·  Vela

·  Ampulheta

·  Pão

·  Água

·  Sal

·  Enxofre

·  Gadanha

·  Galo

·  VITRIOL

·  Crânio

·  Vela

·  Ampulheta

·  Pão

·  Água

·  Sal

·  Enxofre

·  Mercúrio

·  Crânio

·  Vela

·  Ampulheta

·  Pão

·  Água

·  Sal

·  Enxofre

·  Mercúrio

·  Bíblia

Oficial que  recebe o Profano·  Grande Experto·  1° Experto·  Mestres de Cerimónias
Questionário·  Sim·  Sim·  Sim
Testamento Filosófico·  Sim·  Sim·  Sim
Perguntas prévias à Iniciação·  Sim·  Sim·  Não
Preparação do Recipiendário·  Nem vestido nem despido opcional

·  Lado esquerdo do tronco descoberto

·  Calça direita arregaçada até ao joelho

·  Pé esquerdo em “pantufa”

·  Corda no pescoço

·  Nem vestido nem despido obrigatório

·  Lado esquerdo do tronco descoberto

·  Calça direita arregaçada até ao joelho

·  Pé esquerdo em “pantufa”

·  Cadeia no pescoço

·  Nem vestido nem despido obrigatório

·  Lado esquerdo do tronco descoberto

·  Pé direito descalço

·  Pé esquerdo em “pantufa”

·  Corda no pescoço

Porta Baixa·  Sim·  Sim·  Sim
Interpretação 1ª Viagem·  Infância·  Infância·  Emblema da Vida Humana
Interpretação 2ª Viagem·  Juventude·  Juventude·  Diminuição dos obstáculos que se opõem às iniciativas do homem perseverante
Interpretação 3ª Viagem·  Idade Adulta·  Idade Adulta·  Explicação sobre a Maçonaria
Oficiais que conduzem o Recipiendário nas Viagens·  Mestre de Cerimónias-Grande Experto

·  Grande Experto Grande Experto

·  Mestre de Cerimónias-Grande Experto

·  Grande Experto Grande Experto

·  1° Mestre de Cerimónias
Purificação

pelos Elementos

·  Terra

·  Água

·  Ar

·  Fogo

·  Terra

·  Água

·  Ar

·  Fogo

·  Terra

·  Água

·  Ar

·  Fogo

Cálice da Amargura·  Sim·  Sim·  Sim
Prova do Sangue·  Opcional·  Sim·  Sim
Cena do Perjuro·  Opcional·  Sim·  Não
Prova do Espelho·  Sim·  Sim·  Sim
Recepção da Luz·  Em círculo de espadas·  Em círculo de espadas·  Em círculo de espadas
Compromisso·  Compromisso·  Compromisso·  Juramento
Recepção·  Venerável nomeia, constitui e recebe·  À Gloria do Ideal de PeR:.F:.eição

·  Venerável

·  cria, recebe    e

·  constitui

·  À Gloria do GADU

·  Venerável cria, recebe e constitui

Queima do Testamento·  Sim·  Sim·  Sim
Passos Aprendiz·  3 passos

·  Avanço com pé direito

·  Pés em Esquadro

·  3 passos

·  Avanço com pé direito

·  Pés em Esquadria

·  3 passos

·  Avanço com pé direito

·  Pés em Duplo Esquadro

Ordem de saudação às Luzes·  2° Vigilante

·  1° Vigilante

·  Venerável

·  Mestre

·  2° Vigilante

·  1° Vigilante

·  Venerável

·  Venerável

·  1° Vigilante

·  2° Vigilante

Outros aspectos·  Recepção na ponta da espada, na entrada do Templo

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