O Significado do Pentagrama – Uma Interpretação Esotérica da “Estrela de Cinco Pontas”

Segundo HELENA P. BLAVATSKY [1]

“os mais famosos Kabalistas ocidentais, tanto da Idade Média como da Moderna, representam ou simbolizam o microcosmo por meio do pentagrama [2] ou estrela de cinco pontas e o Macrocosmos pelo duplo triângulo ou estrela de seis pontas. ELIFHAS LÉVI e cremos que também Kunrath, um dos mais insignes ocultistas de tempos passados, dão a razão do pentagrama. Na obra Rosa-Cruzes de Hargrave Jermings aparece a exacta relação do Microcosmos com o homem no centro do pentagrama.”

ELIFHAS LÉVI dedica à estrela de cinco pontas o capítulo V da sua obra Dogma e Ritual de Alta Magia onde refere que o pentagrama exprime a dominação do Espírito sobre os elementos [3] e é por este signo que nos conectamos com os Silfos do ar, as Salamandras do Fogo, as Ondinas da Água [4] e os Gnomos da terra [5]. Armado deste símbolo e convenientemente disposto, podeis ver o infinito através daquela faculdade que é como que o olho da vossa alma, e vós vos fareis servir por legiões de anjos e colunas de demónios, adianta ainda ELIPHAS LÉVI [6]. O pentagrama é um signo que resume, exprimindo-as, todas as forças ocultas da natureza, um signo que sempre manifestou aos espíritos elementais e outros um poder superior à sua natureza, naturalmente os enche de respeito e temor e os força a obedecer, pelo império da ciência [7] e da vontade sobre a ignorância e a fraqueza [8] [9]. É também pelo pentagrama que se medem as proporções exactas do grande e único athanor necessário à confecção da pedra filosofal à realização da Grande Obra. O alambique mais perfeito que possa elaborar a quintessência é conforme esta figura e a própria quintessência é figurada pelo signo do pentagrama [10].

Assim como a natureza está povoada por uma quantidade infinita de criaturas vivas, no equivalente invisível [11] e espiritual da natureza visível (composta pelos princípios ténues dos elementos visíveis) vivem, segundo Paracelso, grande quantidade de seres peculiares, afirmando que há duas espécies de natureza: a de Adão e a que não lhe pertence. A primeira é palpável, objectivável, por estar formada de terra. A segunda não é nem palpável, nem visível, porque é subtil, porque não está formada de terra. A natureza de Adão é composta; o homem não pode passar através de muros se eles não tiverem uma abertura. Para os seres de outra natureza os muros não existem, penetram através dos obstáculos mais densos sem ter necessidade de os deteriorar. Por último, existe uma terceira natureza que participa das outras duas e são espécies da natureza espiritual: as ninfas (ou ninfos), gnomos (pigmeus ou duendes), silfos e salamandras: a estas quatro espécies havia que acrescentar os gigantes e muitos outros [12].

Segundo MAX HEINDEL [13]

as ondinas que vivem na água e os silfos no ar, também estão sujeitos à morte, seus corpos formados pelo éter vital e o éter luminoso, respectivamente, que os torna com mais longevidade, de modo que, enquanto os gnomos não vivem mais do que algumas centenas de anos, as ondinas e os silfos podem viver milhares de anos, e as salamandras cujos corpos são formados principalmente pelo quarto éter, se diz que vivem muitos milhares de anos. A consciência que anima e forma estes corpos pertence a um número de hierarquias divinas, que desta forma, estão obtendo cada vez mais e mais experiência, e as formas que estão construídas de matéria e estão assim animadas, atingiram um certo grau de consciência de si mesmos. Durante essas larguíssimas existências, tem um certo sentido de sua própria vida transitória, e em rebeldia contra esse estado de coisas, se produz a guerra dos elementos, notavelmente entre o Fogo, o Ar e a Água. Imaginando-se que estão em um cativeiro, tentam libertar-se de suas amarras pela força, e como eles têm sentido para se guiarem por si mesmas, correm desordenadamente em forma destrutiva, que por vezes podem levar a grandes catástrofes”. A consciência dos gnomos é muito pequena para serem capazes de tomar a iniciativa, mas muito frequentemente se fazem cúmplices dos demais espíritos da natureza, abrindo fissuras nas rochas, que favorece imediatamente as erupções”.

Os Espíritos da Natureza formam as plantas, os cristais de rocha e conjuntamente com outras numerosas hierarquias estão trabalhando continuamente em tomo de nós, ainda que invisivelmente, contudo, estão sempre ocupadíssimos em fazer o que chamamos de Natureza. São seres em evolução como os humanos, e por essa mesma razão de que estão evolucionando, se vê que não são perfeitos e que, portanto, podem cometer erros que resultem em deformações ou mal conformações, de maneira que pode dizer-se que as inteligências invisíveis que fazem o que chamamos a Natureza, da mesma maneira que nós, são culpados de frequentes erros [14].

É conhecido o homem vitruviano, desenho de LEONARDO DA VINCI, figura humana de braços e pernas abertas, circunscrito a um quadrado e a um círculo, representando o pentagrama.

O pentagrama é um símbolo que tem sido adoptado por diversas organizações esotéricas [15] atento o seu profundo significado, aparecendo também como símbolo mágico capaz de atrair ou afugentar entidades conforme a posição em que é colocado. Em forma de pentagrama foi a disposição que os navios tomaram na Quinta Jornada das Bodas Alquímicas de Christian Rosencreuz, em torno do qual as ninfas fizeram um círculo para cantar um Hino ao Amor.

A organização The Rosicrucian Fellowship que é a seguidora e representante da Fraternidade Rosacruz que foi fundada em 1313 por CHRISTIAN ROSENCREUZ, tem no seu emblema um pentagrama e que simboliza o Dourado Manto Nupcial dos Auxiliares Invisíveis que em torno dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, diariamente dão cumprimento ao segundo mandamento de Cristo – curar os enfermos [16].

O referido emblema, que anda em volta da constituição do Ser Humano, a rosa branca representa o coração do Auxiliar Invisível, as rosas vermelhas o seu purificado sangue e a cruz branca representa o seu corpo físico. As cinco pontas mais as sete rosas, representam ainda as doze hierarquias zodiacais responsáveis pela evolução da Humanidade.

Numa outra organização esotérica como seja a Maçonaria, que entendemos seja uma Escola de Mistérios cujos ritos e símbolos se mantêm perenes, ou pelo menos, devem manter-se cujos ritos e símbolos se mantêm perenes, ou pelo menos, devem manter-se [17], também a estrela de cinco pontas aparece simbolizada no percurso iniciático.

O segundo grau ou de companheiro, que em termos de numerologia anda em torno do número cinco, a estrela de cinco pontas ou radiante, também designada por Estrela Flamígera, substituindo o Triângulo Luminoso, aparece como decoração no oriente, com a letra G no centro, simbolizando a letra o Generante (o que gera), o Geómetra [18], GOD/GOTT [19] ou o GADU [20] , cuja invocação é feita nas sessões de abertura e encerramento do primeiro grau no R∴ E∴ A∴ A∴  Segundo MAX HEINDEL, sabemos que Deus geometriza, e que todos os processos da Natureza estão fundados no cálculo sistemático efectuado pela Mente Maestra. Quando Deus, como Grande Arquitecto do Universo, há construído todo o mundo de acordo com cálculos matemáticos, então sabemos que consciente ou inconscientemente o matemático vai-se dirigindo por um caminho que eventualmente o levará a encontrar-se frente a frente com Deus e isto em si mesmo supõe uma expansão da consciência, (cap. VI Espíritos da Natureza).

A Estrela Flamígera aparece-nos ou é susceptível de diversos significados interpretativos, que andam associados em torno da composição do Ser Humano, ao grau de evolução e consciência, que cada um possa ter e ver no esotérico símbolo.

Reduzindo o Ser Humano à sua componente meramente material, a mais simples das interpretações, pode ser entendida como correspondendo às duas pernas e aos dois braços abertos, mais a cabeça, os cinco dedos das mãos e dos pés ou ainda os aos cinco sentidos: visão, audição, tacto, gosto e olfacto. Segundo Boanreges B. Castro [21] [22] os cinco sentidos interligam-se com as cinco funções da vida vegetativa a saber: respiração, digestão, circulação, excreção e reprodução.

Numa composição dual do Ser Humano, ainda segundo BOANREGES B. CASTRO o homem é constituído por quatro elementos inertes (terra, água, ar e fogo) e por um elemento que vivifica todo o conjunto: a quinta-essência ou o Espírito. A quinta-essência capaz de manter em vibração os quatro elementos primários consta do II capítulo do Livro de Génesis e que diz: Gen. 11,6 – “Mas uma neblina (ar e água) [23] subia da terra (pela acepção do calor ou seja do fogo) e regava toda a superfície do solo. 7 – “Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida, e o homem passou a ser uma alma vivente” [24].

O número cinco representa os cinco elementos da matéria: o fogo, a terra, a água, o ar e o éter, este último já conhecido do filósofo de Samos [25], mas ainda muito desconhecido da ciência académica. Segundo MAX HEINDEL (cf. Conceito Rosacruz do Cosmos, cap. I) a região etérea do mundo físico é constituída pelo éter químico, o éter de vida, o éter luminoso e o éter reflector.

  • “Éter Químico – Este éter é simultaneamente positivo e negativo em suas manifestações. As forças que produzem a assimilação e a excreção agem por seu intermédio. Assimilação é o processo de incorporação dos diferentes elementos nutritivos do alimento no corpo da planta, do animal ou do homem. Esta operação é levada a efeito por forças que conheceremos mais Elas agem pelo pólo positivo do Éter Químico, atraindo os elementos necessários e modelando-os em formas apropriadas. Tais forças não actuam cega ou mecanicamente, mas de modo selectivo (muito conhecido dos cientistas por seus efeitos), realizando assim o seu propósito, que é o crescimento e a manutenção do corpo. A excreção é efectuada por forças da mesma espécie, mas actuantes pelo pólo negativo do Éter Químico. Por meio deste pólo são expelidos do corpo os materiais que, contidos no alimento, são impróprios para o seu uso ou que, tendo prestado toda a utilidade ao organismo, devem ser eliminados do sistema. Estes processos, como todos os independentes da vontade humana, são também sábios, selectivos e não exclusivamente mecânicos em sua actuação, o que se pode verificar, por exemplo, na acção dos rins. Quando estes órgãos estão sadios só a urina é filtrada, mas sabe-se que quando estão doentes a valiosa albumina escapa-se também com a urina. Assim, não há selecção apropriada em consequência dessa condição anormal.
  • Éter de Vida – Assim como o Éter Químico é o meio que possibilita a acção das forças que mantêm a forma individual, assim também o Éter de Vida é o meio pelo qual actuam as forças de propagação, cujo objectivo é a manutenção das espécies. Como o Éter Químico, este éter tem também seus pólos positivo e negativo. As forças que trabalham pelo pólo positivo são aquelas que actuam na fêmea durante o período de gestação, capacitando-a para o trabalho activo e positivo de formação de um novo ser. Por outro lado, as forças que trabalham pelo pólo negativo do Éter de Vida dão ao macho a capacidade de produzir o sémen. No trabalho de impregnação dos óvulos animal e humano, bem como no da semente da planta, as forças que actuam pelo pólo positivo do Éter de Vida produzem plantas, animais e homens do sexo masculino, enquanto que as forças que se expressam pelo pólo negativo geram fêmeas.
  • Éter Luminoso – Este éter é também positivo e negativo. As forças que actuam pelo seu pólo positivo são as que geram o calor do sangue nos animais superiores e no homem, convertendo-os em fontes individuais de calor. As forças que actuam pelo seu pólo negativo operam através dos sentidos, manifestando-se como funções passivas de visão, audição, tacto, olfacto e paladar. São também as que constroem e nutrem os olhos. Nos animais de sangue frio, o pólo positivo do Éter de Luz é o veículo das forças que fazem circular o sangue. Quanto às forças negativas, estas actuam do mesmo modo que nos animais superiores ou no homem com relação aos olhos. Onde estes não existem, as forças que trabalham pelo pólo negativo do Éter Luminoso possivelmente constroem e nutrem outros órgãos sensoriais conforme o fazem em tudo o que possui tais órgãos. Nas plantas, as forças que actuam pelo polo positivo deste Éter produzem a circulação da seiva. Portanto no Inverno, quando o Éter de Luz carece de Luz solar, a seiva deixa de fluir, até que o sol do Verão volte a recarregá-lo com sua força. As forças que actuam pelo polo negativo do Éter Luminoso formam a clorofila – a substância verde das plantas – e também cobrem as flores. Numa palavra, todas as cores de qualquer reino da Natureza são criadas mediante a acção do polo negativo do Éter Luminoso. Por esse motivo os animais têm as cores mais acentuadas no dorso, e as flores as têm no lado mais exposto à luz solar. Nas regiões polares da terra, onde os raios do sol são mais fracos, todas as cores são atenuadas. No caso de alguns animais elas se acham tão parcamente formadas que no Inverno chegam a desaparecer, ficando brancos esses animais.
  • Éter Reflector – Afirmamos atrás que a ideia de uma casa, que existia como imagem mental, pode ser recuperada da Memória da Natureza mesmo após a morte do arquitecto. Todo acontecimento deixa depois de si, sua imagem indelével nesse Éter Reflector. Assim como os gigantescos fetos da infância da Terra deixaram suas marcas no carvão petrificado, e tal como a marcha de uma geleira de eras remotas pode ser determinada pelos sinais que deixou nas rochas, assim também os pensamentos e actos de todos os homens são gravados indelevelmente pela Natureza neste Éter Reflector, onde o vidente treinado pode ler a história de cada um com exactidão proporcional à sua habilidade.” [26]

Em jeito de conclusão, a estrela de cinco pontas também designada na maçonaria por Estrela Flamígera ou Estrela Flamejante – que etimologicamente é a estrela que gera chama, que gera calor – não podemos deixar de a associar à constituição do Ser Humano. A constituição do corpo físico é representada pelas duas pontas inferiores, correspondentes aos membros inferiores do Homem de Vitruvius, mais as duas pontas intermédias que correspondem aos braços, sendo que, as quatro pontas simbolizam ainda os quatro elementos – terra, água, fogo e ar. A ponta superior que para uns corresponde à cabeça, para outros simboliza o Espírito, podendo ainda corresponder ao quinto elemento – o éter – que nas suas diversas componentes corresponde ao corpo vital [27], existente nos humanos, nos animais e também nas plantas, embora, com especificidades próprias.

No conjunto dos quatro éteres destacamos os dois inferiores – químico e de vida – associados às funções vitais do corpo físico (existentes nos animais e nas plantas) e os dois éteres superiores – luminoso e reflector – que constituem o Dourado Manto Nupcial a que também se refere as Bodas Alquímicas de Christian Rosenkreuz (cf. sétima jornada) ou HIRAN ABIFF, Mestre dos artífices construtores do Primeiro Templo de Salomão [28].

A. Amadeu De Aragão

Texto da conferência proferida em Maio de 2015 perante uma Assembleia de Maçons no Palácio Maçónico do Grande Oriente Lusitano e no Lusitano Templo Rosacruz da Fraternidade Rosacruz in Lusitânia no Solstício do Verão de 2015

Bibliografia

  • ANTÓNIO DE MACEDO, Laboratório Mágico,
  • ANTÓNIO LOPES, da rosa, da fénix e do pelicano, compreender o ritual do 1° ao 18° grau do R∴ E∴ A∴ A∴, editora CAMPO DA COMUNICAÇÃO.
  • BOANREGES B. CASTRO, Simbolismo dos Números na Maçonaria, Livraria Maçónica Paulo Fuchs.
  • ELIPHAS LÉVI, Dogme et Rituel de la Haute Magie, Librairie Génerale des Sciences Ocultes, CHACORNAR FRÉRES, 1930, PARIS.
  • FAMA FRATERNITATIS (1614).
  • FEDERICO MACE, La Sabedoria Pitagórica, Ed. J. Sirelol Vallés.
  • FHILIPUS AUREOLUS PARACELSUS, Tratado de Los Ninfos, Silfos, Pigmeos, Salamandras y Otros Seres, eBook da FRC Lusitânia.
  • HELENA PETROVNA BLAVASTI, A Estrela de seis e a de cinco pontas, eBook PDF.
  • JEAN MARIE RAGÓN, De La Masoneria Oculta e da la Inicciación Hermética, BERBERA EDITORES, S.A. México.
  • JOHANN WOLFGANG VON GOETHE, Fausto, edição eBook, tradução de António Feliciano de Castilho, 1870.
  • JOHAN VALENTIN ANDREA, As Bodas Alquímicas de Christian Rosencreuz, 1616.
  • JOSÉ ADELINO MALTÊS, Abecedário Simbiótico, Editora CAMPO DA COMUNICAÇÃO.
  • MANELY P. HALL, The Secret Teachings of All Ages: An Encyclopedic Outline of Masonic, cap. XXIII, ebook PDF.
  • MAX HEINDEL, Espíritos da Natureza, ebook PDF.
  • MAX HEINDEL, Conceito Rosacruz do Cosmos, ebook PDF.
  • MAX HEINDEL, Maçonaria e Catolicismo, cap. IX. Ebook da FRC Lusitânia.
  • RIZZARDO DA CAMINO. Rito Escocês Antigo e Aceito Loja da Perfeição (Graus 1o ao 33°) 2a edição. MADRAS EDITORA.

Notas

[1] In A Estrela de seis e a de cinco pontas.

[2] Do latim Pentagulum também designado Signum Pythagoricum, Sygnum Hygeae ou Signum Salutatis, cf. JOSÉ ADELINO MALTÊS, Abecedário Simbiótico, Um digesto político contemporâneo com exemplos sagrados e profanos, Editora CAMPO DA COMUNICAÇÃO.

[3] Na cidade de Fez o Irmão C. R. entrou em contacto com os Habitantes Elementares que lhe revelaram muitos dos seus segredos, cf. Fama Fratemitatis (1614). Elifhas Lévi refere que espiritual e corporal são palavras que somente exprimem os graus de tenuidade ou densidade da substância.

[4] O Poeta Luís de Camões denominou de Tágides aos elementais da água (ondinas) existentes no rio Tejo.

[5] Sobre os Elementos – Silfos, Salamandras, Ondinas e Gnomos – cf. FHILIPUS AUREOLUS PARACELSUS, Tratado de Los Ninfos. Silfos. Pigmeos, Salamandras y Otros Seres. Sobre os Elementos cf. ainda a obra Os Espíritos da Natureza, Max Heindel. Segundo MANELY P. HALL, in op. The Secret Teachings of All Ages: An Encyclopedic Outline of Masonic, cap. XXIII. a exposição mais lúcida e completa sobre pneumatologia (ramo da filosofia que trata da substância espiritual) que existe deve-se a PARACELSUS, príncipe dos alquimistas e dos filósofos herméticos e verdadeiro possuidor do segredo real – a pedra filosofal e o elixir da vida.

[6] ELIPHAS LÉVI, op. infra citada adverte que é extremamente perigoso o uso do símbolo para quem não conhecer e dominar a ciência.

[7] Ciência é a designação que se dá à Magia e Ocultismo.

[8] Em o Fausto de Goethe temos no Quadro IV Cena I:

FAUSTO (abrindo um vade-mecum de magia)
Atiro-me ao bruto; primeiro. co‘a fórmula
dos quatro chamada:
“Arda a Salamandra! Retorça-se a Ondina!
“Esvaia-se o Silfo! Da terra na mina
vá Gnomo lidar!”
(Quem não soubesse a fundo os elementos,
o seu poder, as suas qualidades,
por nenhum modo punha leis a génios.)
(Torna-se ao livro)
“Tu, se és Salamandra, salta flamejante!
“Se Ondina, difunde-te em vaga espumante!
“Se és Silfo, em meteoro te exala brilhante!
“íncubo, íncubo! acode! Protege a vivenda!
“Sai do chão, sai! Acabe tão longa contenda!”
Nenhum dos quatro é nele; está bem visto.
Nem se ergue, nem se move; olha-me fito.
imóvel que nem órbitas de crânio.
Inda lhe não fiz mossa. Em vão persiste;
a est’outra imprecação não me resiste:

[9] MEFISTÓFELES (LÚCIFER) não teve dificuldade em entrar no gabinete de FAUSTO que tinha desenhado no chão logo à entrada um pentagrama com as duas pontas viradas para fora, mas quando quis sair depois de dialogar com o interlocutor, uma única ponta (vista do pentagrama à saída) barra-lhe o caminho e pede a FAUSTO para remover o símbolo. Vejamos o seguinte diálogo:

FAUSTO
Tens medo ao pentagrama! Essa é bonita!
E quando entraste, diabão do inferno, emandingou-te acaso? Um génio desses deixa-se assim lograr?

MEFISTÓFELES
Repare o sábio!
Aquele pentagrama está mal feito.
O ângulo que aponta para a rua
não fechou bem.

FAUSTO
Ditoso acaso. Temos
portanto que estás preso, e eu sou teu dono.
Foi o tal bico-aberto uma fortuna.

MEFISTÓFELES
O cão vinha a correr; não viu a coisa.
Agora é que reparo no busílis.
Não há sair; não há.

FAUSTO
Pela janela.

MEFISTÓFELES
É uma lei de espectros e demónios:
sai-se por onde se entra; à entrada livres, forçados no sair.

[10] ELIPHAS LÉVI, Dogme et Rituel de la Haute Magie, p. 179 Librairie Générale des Sciences Ocultes, CHACORNAR FRERES, 1930, PARIS.

[11] Elifhas Lévi refere que não há mundo invisível, há somente vários graus de perfeição nos órgãos.

[12] Cf. Tratado de Los Ninfos, Silfos, Pigmeos, Salamandras y Otros Seres.

[13] CF. cap. VI dos Espíritos da Natureza.

[14] CF. cap. VI dos Espíritos da Natureza. Max Heindel

[15] O pentagrama ou estrela de cinco pontas tem sido adoptado ainda nas bandeiras de numerosos países e organizações internacionais públicas e privadas. A EU tem na sua bandeira doze estrelas de cinco pontas. Nas bandeiras ou símbolos de organizações militares é também possível ver inscrito o pentagrama ou estrela de cinco pontas.

[16] Sobre o método de cura espiritual praticado pelos Rosacruzes, cf. ANTÓNIO DE MACEDO, Laboratório Mágico, HUGIN ou ed. do Centro Rosacruz Max Heindel, p. 593 e ss MINDE, PORTUGAL

[17] Cf. art. 1o do Reg. Ger. Do GOL e que diz que a Maçonaria é uma Ordem universal, filosófica e progressiva, fundada na Tradição iniciática …

[18] Platão diz que “Deus geometriza”.

[19] GOD Deus em inglês e GOTT Deus em alemão.

[20] Cf. RIZZARDO DA CAMINO – Rito Escocês Antigo e Aceito Loja da Perfeição (Graus 1o ao 33°) 2a edição, MADRAS EDITORA, p. 27 e ss.

[21] In Simbolismo dos Números na Maçonaria, p. 32, Livraria Maçónica Paulo Fuchs.

[22] ANTÓNIO LOPES, da rosa, da fénix e do pelicano, compreender o ritual do 1o ao 18° grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, editora CAMPO DA COMUNICAÇÃO; dá conta de que um ritual brasileiro de 1904. interrogando VM de que número 5 compõe uma Off.’. responde o 2o Vig. Porque todos os homens são dotados de cinco sentidos e questionando quais o VM, responde o 2o Vig. O ouvido, o olfacto, a vista, o paladar e o tacto e prossegue o ritual explicando para que servem, cf. p. 140.

[23] O conteúdo entre parênteses é do autor.

[24] JEAN Mane Ragón, De La Masonería Oculta e da la Inicciación Hermética, BERBERA EDITORES, S. A, México, pág. 25, refere que a quinta-essência celeste se representa em Maçonaria por meio da estrela flamígera de cinco pontas, denominada pelos filósofos fogo central da natureza e simbolizado pela letra G, letra que significa a geração dos corpos.

[25] Cf. La Sabedoria Pitagórica, Federico Mace, Ed. J.Sirelol Vallès, p. 39.

[26] A literatura indu alude aos registos Akáshicos de Akaslia um vocábulo em sânscrito que significa éter.

[27] Corpo vital vai para além do corpo físico numa extensão aproximada de quatro centímetros e é muito luminosa e tem a cor da flor do pessegueiro recém-aberta.

[28] Sobre a identidade entre Hiran Abiff e Christian Rosencreuz cf. MAX HEINDEL, Maçonaria e Catolicismo, cap. IX. Ebook da FRC Lusitânia.

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