Os Painéis de Loja de John Harris

Desenhando o passado

Um artista e gravador que se especializou em trabalhos de caneta e tinta, John Harris criou um conjunto de Painéis de Loja que ainda hoje são usadas em ritual

Os princípios da Maçonaria são comunicados usando símbolos durante as cerimónias e depois por palestras usando ilustrações. As primeiras lojas costumavam desenhar estes símbolos no chão da Loja e lavá-los depois da Sessão. No final dos anos 1700, eram usados panos no chão e painéis simbólicos. Então, a partir do início dos anos 1800, tornou-se padrão usar um conjunto de três Painéis de Loja numa variedade de tamanhos e materiais, para ajudar a ilustrar cada uma das três cerimónias.

Os capítulos do Royal Arch não costumam usar Painéis de Loja, mas alguns capítulos mais antigos ainda os têm. Estes exemplos foram produzidos por John Harris (1791-1873), em conjunto com suas versões para os Graus Azuis, mas não foram adoptados como estes.

John Harris – Conjunto de Miniature Craft Tracing Boards, 1828
John Harris – Conjunto de Miniature Royal Arch Tracing Boards, 1844

Uma vida de dedicação

Harris foi um artista e gravador que se especializou em trabalho de fac-símile de caneta e tinta, curiosamente para o Museu Britânico, mas tornou-se mais conhecido pela Maçonaria como um designer de Painéis de Loja. Ele tornou-se maçon em 1818 e em 1820 já vendia as seus desenhos de Painéis de Loja, no formato de miniaturas portáteis. Em 1825, teve permissão para dedicar um conjunto de Painéis em miniatura para os três Graus Azuis (Craft) ao Grão-Mestre, o Duque de Sussex. Isto foi tomado como um selo oficial de aprovação e ajudou a aumentar as vendas.

Em 1845, a Emulation Lodge of Improvement, que é a maior associação de rituais maçónicos, organizou um concurso para projectar um conjunto padronizado de Painéis para serem utilizados em todas as lojas que funcionavam no Ritual de Emulação. Harris ganhou o concurso e os seus Painéis podem ser vistos em quase todos os livros de ritual do Ritual de Emulação que são publicados presentemente.

Já com idade avançada, Harris sofreu de problemas de saúde e cegueira. Passou a residir no  Asylum for Worthy, Aged, and Decayed Freemasons, que mais tarde se tornaria o Royal Masonic Benevolent Institution, em Croydon. Foi sepultado com a sua esposa Mary no cemitério Queen’s Road, em Croydon.  O seu túmulo foi recentemente redescoberto e a Grande Loja Provincial de Surrey, que agora é dona do terreno, colocou no túmulo uma lápide nova.

No Library and Museum of Freemasonry podem ser vistos vários exemplos do trabalho de Harris.

O artigo original pode ser lido AQUI

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