Os quatro elementos

Os quatro elementos

Os quatro elementos são: Água, Terra, Ar e Fogo. A Sua origem no Ocidente foi na Grécia pré-socrática, onde defendiam a ideia que a matéria se originava ora no fogo, ora na água.

Alguns Gregos da linha Pitagórica e Aristotélica acreditavam haver um quinto elemento, mais subtil e chamado de quinta-essência, ou perfeito, sendo este um elemento cósmico e não terrestre. Existem historiadores que creditam tal elemento aos chineses, que o chamam de elemento subtil, sabendo-se que o conhecimento científico veio do Oriente para o Ocidente.

Na Astrologia os elementos são divididos em dois grupos:

  1. Fogo e Ar, que são considerados Activos (na filosofia chinesa são chamados de Yin), os signos do Fogo e Ar expressam-se no convívio social de forma reservada e com precaução.
  2. Terra e Água, que são considerados Passivos (na filosofia chinesa são chamados de Yang); os signos da Terra e Água são mais cautelosos e introspectivos.

Na Maçonaria os quatro elementos são representados na iniciação, sendo:

  • Terra: representa o útero materno, onde o iniciado é levado a reflectir sobre uma nova concepção de ideias e comportamento, já que morreu para o mundo profano e estará renascendo para o mundo maçónico, ela é representada pela Câmara de Reflexão.
  • Ar: representa o recém-nascido que trava uma batalha para chegar ao mundo, passando pelo canal vaginal (filosoficamente), saindo do mundo calmo e acolhedor do ventre uterino, chegando a um mundo completamente desconhecido e despreparado para lidar durante toda uma vida com a nossa condição terrena cheia de atribulações, anseios, alegrias, decepções, etc.
  • Água: representa a purificação, onde o novo ser é limpo de toda a sujidade impregnada no seu corpo, quando do nascimento.
  • Fogo: representa a chama ardente, a procura de conhecimento filosófico, que nunca deverá ser apagada, pois o verdadeiro maçon é aquele que mantém a sua chama acesa na busca da verdade.

Nas Viagens Iniciáticas

A palavra “viagem” na linguagem emblemática dos maçons diz que, os iniciados viajam do Ocidente para o Oriente e do Sul para o Norte. Isto equivale a dizer que os postulantes de iniciação transitam pelos quatro pontos cardeais da Terra. As purificações que acompanham tais viagens lembram que o homem nunca é suficientemente puro para chegar ao templo da filosofia.

A primeira Viagem, com o seu ruído e os seus trovões, representa o segundo elemento, o AR, que, com os seus meteoros e contínuas flutuações, é o emblema da vida, sujeita a contraditórias variações. O AR é o símbolo da vitalidade ou da Vida, é um emblema natural e próprio da vida humana, com as suas correntes, agitações e estagnações, o seu cansaço e energias, as suas tempestades e calmarias e as suas perturbações e equilíbrios.

Esta Viagem representa também, o progresso de um povo. O progresso é a vida geral da humanidade, é o seu avançar colectivo. Ela encontra atrasos e obstáculos, tem as suas estações e as suas noites, mas sabe vencer todos as dificuldades e tem o seu despertar.

A segunda viagem, é exercida pela Água, terceiro elemento da natureza. A purificação pela Água nada mais é do que uma espécie de “baptismo filosófico”, levado a efeito com o intuito de limpar ou libertar o espírito humano das suas arestas e imperfeições morais, que mais não são que a raiz ou causa interior de todo o mal e dificuldades exteriores.

A Água simboliza o Oceano da Vida, é a purificação mental que conduz ao estado de consciência, dando forças para que a pessoa possa encontrar na Vida a parte bela e construtiva, para encontrar o amor, a satisfação de um ideal; “A Paz”.

A terceira viagem, o Fogo é descrito pelos sábios como princípio activo, germinativo e originador da geração. Os maçons definem-no como o fervor e o zelo dos militantes da Ordem.

A totalidade dos maçons tem-no como elemento que faz queimar todo o resíduo possível de impureza, destruindo, ao mesmo tempo, todos os traços de ilusão que porventura continue dominando o espírito na sua trajectória de evolução. Segundo a fábula, foi Prometheu, conhecido como o Génio do Fogo, quem ensinou aos homens o manejo das chamas.

As chamas simbolizam a parte positiva como as aspirações, o zelo, o fervor, a fé e, sobretudo, o desejo de evoluir, conhecer e crescer. A Água purifica a Alma, mas o Fogo destrói as nódoas do vício.

Conclusão

Os quatro elementos costumam-se fazer corresponder aos quatro períodos da vida humana: infância, adolescência, idade madura e velhice. Poderíamos ainda fazê-los corresponder aos quatro pontos cardeais, às quatro estações, às quatro idades do Mundo: idade do ouro, da prata, do bronze e do ferro, etc.

Pode-se admitir, sem grandes dificuldades, que o homem se compõe não só de um corpo e de uma alma, mas de quatro partes distintas, às quais daremos seus nomes latinos: Spiritus, Animus, Mens, Corpus. A cada uma dessas partes faremos corresponder um dos elementos na seguinte ordem: Fogo, Água, Ar, Terra.

Roguemos ao G∴ A∴ D∴ U∴ que apesar de nossas limitações e defeitos, nos julgue dignos de sermos elementos transformadores sociais e individuais, para a edificação própria e para a construção de um mundo melhor e mais justo e perfeito.

Dirceu Zamboni Apr –  A∴R∴G∴B∴L∴S∴ “Estrela do Rio Claro” nº 496

Bibliografia

  • Galas da Iniciação – Luiz Prado – Editora Mandarino.
  • Ritual do 1º Grau – Aprendiz-Maçon – REAA – Grande Oriente do Brasil.
  • http://www.masonic.com.br/trabalho/vs05.pdf
  • http://maconariacomentada.blogspot.com/2011/07/os-quatro-elementos-na-maconaria.html
  • http://focoartereal.blogspot.com.br/2012/01/no-meio-do-caminho-tinha-uma-pedra-os.html

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