A tolerância como Valor Universal

A vida actual na desumanização do homem e a necessidade que este tem de viver alicerçado em Valores Morais e Universais. No caso do maçon este deverá reger-se pelas doze Regras Maçónicas da Regularidade Universal e que constam da “Constituição e Regulamento da GLLP/GLRP”. Com destaque para as “Regras da Tolerância”.

Valores morais e principais

Seis valores morais

  1. Bondade
  2. Felicidade
  3. Virtudes humanas
  4. Liberdade submetida à razão
  5. Integridade
  6. Ética

Seis valores Universais

  1. Liberdade
  2. Igualdade
  3. Fraternidade
  4. Verdade
  5. Solidariedade
  6. Tolerância

Vivemos no Mundo cada vez mais dependente da ciência e da tecnologia que por progressiva interacção não se distinguem, mas que “trabalham” em conjunto para a desumanização do ser humano.

Certo que a evolução das tecnologias introduziram melhorias assinaláveis nas condições de vida das populações, mas não podemos ignorar a deterioração progressiva da qualidades de vida ambiental e os riscos de uma globalização desenfreada.

Perante o atropelo da dignidade humana os valores da maçonaria têm plena actualização no Mundo de hoje.

A Maçonaria tem carácter universal, filantrópica, filosófica, ecléctica e progressista, fomenta o amor e a verdade, complementando com o estudo da moral das ciências e das artes.

Os maçons devem ser encaminhados no seu dia-a-dia em regras de conduta fundamentadas num conjunto de valores morais, aplicáveis no relacionamento entre todos os elementos de uma mesma sociedade.

No caso particular de um maçon, a sua vida deverá cingir-se estritamente à obediência dos valores maçónicos que constituem o cumprimento das doze Regras Maçónicas da Regularidade Universal “Landmarks”, constantes da “Constituição e Regulamento da GLLP/GLRP”, como texto definitivo e inalterável.

Regras da tolerância

Todos nós somos seres sociáveis, mas cada um possui uma individualidade que sabemos não ser perfeita em certos aspectos, ainda que estes sejam dos mais intrínsecos. O viver em sociedade trás consigo inevitavelmente choques de valores de cada um. Por vez os limites de “encaixe” de um são bem diferentes dos do seu “oponente”, faz neste caso falta uma “grande dose de tolerância”, respeitando o espaço individual de cada um, para salvar esse relacionamento.

Num sentido mais amplo, os maçons sempre implementaram posturas de respeito e tolerância na inserção em Estado Laico, garantindo a liberdade de culto de cada um.

São Tomás de Aquino dizia que “a tolerância é o mesmo que paciência»”.

Infelizmente as regras da tolerância que parecem tão evidentes, têm de ser conquistadas, foi o que fizeram os signatários da Carta das Nações Unidas ao implementar uma regra fundamental:

“Praticar a Tolerância e viver em paz uns com os outros em espirito de boa vizinhança”

Recuando mais um pouco, foi a luta que o nosso I∴ Voltaire (iniciado em 7 de Março de 1778, já octogenário e no ano da sua morte) que travou uma batalha filosófica apaixonada, contra a intolerância, o sectarismo e a injustiça que a legitimava.

O homem hoje encontra-se endurecido, com os olhos cegos de Édipo e os Ouvidos tapados de Ulisses, cego e surdo às melodias do Humanismo, só ouviram o que lhe flautearam desde o berço “vocês são os maiores” e criámos uma “geração de princesas e campeões”, totalmente indiferentes ao seu semelhante.

“O amor fraterno entre irmãos” deverá ser o cimento dos valores da liberdade, da tolerância e da solidariedade.

E porque “Deus é o Arquitecto Supremo do Universo”, o amor fraterno entre irmãos será a Medida de Todas as Coisas.

António Diniz Flores (Brotero)
R∴ L∴ José Bonifácio de Andrada e Silva, nº 108 (GLLP / GLRP)

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *