Simbolismo dos Números na Maçonaria – O número Doze

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zodíaco, doze

O estudo do número DOZE fecha as Instruções contidas nos Rituais dos três Graus da Maçonaria Simbólica.

Já externamos à nossa opinião pessoal de que o estudo dos números, a nosso ver não deveria; ultrapassar ao do número Nove, para os graus da Maçonaria Simbólica, ficando, o Dez e os que se lhe seguem, reservados aos estudantes integrados na Maçonaria Capitular. Assim não pensam os nossos maiores e nos acostumados a obedecer, empreendemos o estudo do Dez, do Onze e, finalmente do DOZE, o que faremos a seguir. É evidente que cercaremos de cuidados este nosso estudo a fim de que não ultrapassemos do limite que nos dita a prudência e, assim, o estudo cobrirá, apenas, a parte que pode ser desenvolvida segundo os conhecimentos dos Maçons de Graus Simbólicos. Vamos ao estudo:

O número DOZE é formado do número Um e do número Dois. Já nos estendemos bastante, no decorrer deste trabalho, sobre estes números e, por isto, não é necessário que se repitam as considerações sobre eles feitas. Basta lembrar, apenas de que, na sua representação o número Um está a esquerda, do número Dois. Isto significa que o número Um antecede, vem primeiro que o número Dois e, por isto, aquela número exerce o seu poder moderador sobre este que é o número das contradições e dos opostos. O poder, simbolizado no número Um, é o poder da própria Unidade do Absoluto e este poder controla e equilibra os efeitos do número Dois. Daí aquela afirmação que fizemos quando estudamos o número Onze, de que havia uma certa preparação para o aparecimento da glória do número DOZE, na necessidade que se verifica no número Onze de ter sobre ele um controlador um superior, um chefe. O estudante de Numerologia tem de ser atilado e perspicaz para sentir, nos menores detalhes o simbolismo oculto que, às vezes, quando não alcançado reduz em incompreensão total. Temos aqui, uma destas subtilezas de interpretação que a muitos passa despercebida. É a afirmação que vimos fazendo de que o número onze é desarmónico e contraditório, necessitando de um outro elemento que seja o moderador do seu instinto de oposição.

A explicação está no facto de que o número Onze é formado por dois números Um e a soma de Um mais Um é igual a Dois, o número dos “contrários”, um número “terrível e fatídico” como o classifica o Ritual do Aprendiz! A moderação destes contrários advém com a adição de mais uma unidade, perfazendo o DOZE, quando então o equilíbrio se restabelece.

Esta unidade que se adiciona é o símbolo do Poder advindo da Unidade do Absoluto. Completado o número DOZE, a harmonia instala-se sobre os elementos (número quatro) discordantes porque nele a Trindade (número Três) está contida quatro vezes. Este é o segredo do poder de comando do número DOZE, de que falamos no estudo anterior.

Dentre os vários aspectos que o número DOZE oferece para estudo, ressalta um a que a Maçonaria dá relevo, mas que, como todos os outros relativos aos números em geral, aborda superficialmente, sem dar destaque necessário à sua compreensão. É o Zodíaco.

Cientificamente o Zodíaco é uma zona da esfera celeste cortada ao meio pela eclíptica, e em que estão contidas as DOZE constelações que o Sol parece percorrer durante o ano.

A eclíptica é a órbita descrita pela Terra no seu movimento de translação ao redor do Sol, no intervalo de um ano sideral; trajectória aparente do Sol sobre a esfera celeste.

O Zodíaco estende-se por 8 graus e 5 minutos de ambos os lados da eclíptica. Foi imaginado com esta amplitude para que nele ficassem contidas, além da do Sol, as trajectórias da Lua e de todos os planetas; a trajectória de Plutão, que foi descoberto em 1930, faz excepção a esta regra. As constelações localizadas ao longo da eclíptica e denominadas zodiacais são DOZE: Áries, Touro, Gémeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra (Balança), Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

Remonta à antiguidade a ideia da influência decisiva dos signos do Zodíaco, tanto na vida das pessoas como na história dos povos. A contemplação dos movimentos dos astros e a observação da sucessão regular dos dias e das estações impressionaram profundamente o homem primitivo e induziram-no a crer que os corpos celestes regulavam os destinos humanos. A determinação dos signos do Zodíaco resultou num incentivo a estas tendências, contribuindo para colocá-las num plano de especulação que lhes dava a aparência de facto científico. A veneração astrológica dos signos do Zodíaco reflectiu-se na própria Medicina, surgindo verdadeiros mapas de localização das diferentes partes do corpo, sujeitas respectivamente à acção de determinado signo.

O princípio da influência dos astros, sobre a Terra e o homem, já foi explicado quando estudamos o número Sete. Apenas para recordar vamos dizer que as esferas celestes recebem quantidade de vibrações, luminosas e sonoras, partidas do Sol, na razão inversa das distâncias que dele guardam. Estas vibrações, partidas do Sol, compreendem uma gama extremamente grande de frequências vibratórias e, cada esfera tem a propriedade de vibrar em uníssono com uma ou algumas destas frequências. Como qualquer esfera recebe a gama vibratória integral, ela absorve as frequências que lhe são harmónicas e reflecte as demais que irão interferir nas outras esferas. Assim, a Terra recebe e absorve as vibrações que lhe são próprias, mas, além daquelas que lhe vêm directamente do Sol e que com ela não se harmonizam ela recebe, das outras esferas o reflexo destas mesmas vibrações e isto influi no seu equilíbrio vibratório próprio, causando benefícios ou distúrbios que os astrólogos denominam de influências astrais.

Como sabemos que o Sol, na sua mancha aparente pela eclíptica, “visita”, durante os 365 dias do ano, por determinado tempo (30 dias), as DOZE constelações, ele envia para a constelação que está sendo “visitada” por ele uma quantidade maior das suas vibrações.

A constelação em foco recebe uma carga vibratória reforçada, absorve as que lhe são próprias e reflecte, para a Terra e outras esferas, as vibrações que com ela não se harmonizam. Por isto, enquanto aquela constelação está recebendo a “visita” solar, exerce sobre as demais esferas, inclusive a Terra, a sua “influência”, que actua, não só quanto ao indivíduo, mas, também, sobre os destinos dos povos. .

As constelações do Zodíaco são DOZE e o Sol, na sua marcha aparente, percorre-as todas durante o período de um ano. Acreditam os astrólogos que, no que se refere ao homem, quando, no momento da reunião do espermatozóide com o óvulo, ou seja, na concepção, a Mónada – parte imortal que animará o corpo -, “desce” do Infinito para nele se instalar. No momento da sua “descida”, ela sofre a influência vibratória da constelação que está sendo “visitada” pelo Sol e reflecte as vibrações que lhe são desarmónicas sobre as outras esferas. Assim, a Mónada, que é uma vibração pura, sofre a influência daquelas vibrações reflectidas e, daí para frente, influi nos destinos do ser em que instalou, estando sempre pronta a vibrar em uníssono com a constelação que lhe comunicou a vibração inicial, todas as vezes, durante toda a vida do ser, que aquela constelação estiver reflectindo para a Terra as suas vibrações! É o que se chama a influência do signo.

Os astrólogos não se põem muito de acordo com relação ao instante em que a Mónada individual sofre a influência astral. Enquanto uns supõem que esta influência se dá no momento da concepção, outros, e estes em maior número, acreditam que a influência se processa no momento do nascimento do indivíduo.

Para a Maçonaria os signos do Zodíaco têm influência no que se relaciona com a Iniciação. Este é o instante em que se dá, simbolicamente, o “nascimento” do Maçom.

É necessário esclarecer-se que as figuras apresentadas como Signos do Zodíaco são fruto da imaginação dos antigos observadores do céu que julgavam ver, no grupo de estrelas que forma cada constelação, a imagem de um animal ou de um objecto. Só com muito boa vontade se pode vislumbrar no firmamento, algo que se pareça com o animal ou coisa citadas.

Passemos a examinar agora os DOZE Signos do Zodíaco e o seu relacionamento com a Iniciação Maçónica:

ÁRIES – É a constelação mais conhecida pelo seu significado clássico do que pela espectaculosidade da sua figura ou do seu aspecto no céu. Não compreende estrelas de grande brilho, nem de características peculiares. Há dois mil anos o equinócio da Primavera foi localizado na constelação deste nome. Por isto, o símbolo para o equinócio vernal, é o próprio símbolo da referida constelação, isto é, à cabeça do aríete.

Áries corresponde ao planeta Marte e ao elemento Fogo, na simbologia maçónica e representa o fogo interior que constrói e estimula o desenvolvimento. É ele que, na Primavera, provoca a germinação das sementes e a eclosão dos rebentos. Ele representa a energia individual que, recebendo uma influência exterior, desenvolve o seu trabalho no sentido de uma realização perfeita.

Na simbologia da iniciação ele representa o ardor iniciático que impulsiona o Candidato a procurar a Iniciação.

O simbolismo de Áries, como força impulsionadora, vem da concepção inicial dada à constelação como sendo a cabeça de um aríete e que mais tarde, foi mudada para a figura de um carneiro.

TOURO – Constelação zodiacal situada entre as do Carneiro (Áries) e dos Gémeos, ao sul da de Perseu e do Cocheiro. Nela se localizam dois cúmulos estelares abertos, conhecidos desde a antiguidade remota. O Touro é considerado, desde épocas bem remotas, símbolo de força, de bravura e de presteza. Para os gregos era a encarnação da divindade chamada Mnévis, e aparecia em vários outros ritos. No Egipto, constituía o Touro ou Boi Ápis, venerado em Mênfis como imagem da energia reprodutora. O Touro de Ormuz, também chamado Touro simbólico, era considerado pelos antigos persas como centralizando o princípio da vida dos homens, dos animais e das plantas. Para os hindus, o Touro era a animal próprio para os sacrifícios, o símbolo da procriação, bem como da imortalidade. Os hebreus e os helenos vertiam de preferência o sangue deste animal para aplacar a ira da divindade. Mais modernamente, o cortejo do “BoeufGras”, na França, constituiu reminiscência do tempo de paganismo, era celebrado no equinócio da Primavera, quando o Sol entra no Signo de Touro; após o desfile, com um boi gordo à frente, um jovem que simbolizava a força do Sol enterrava uma espada no pescoço do animal. Certas tribos primitivas da Ásia, da América a da África ainda sacrificam, anualmente, um touro à divindade.

Na Iniciação maçónica, o Touro corresponde ao elemento Terra e ao planeta Vénus. Tanto a Terra quanto o planeta Vénus são vistos na Mitologia e na Cosmogonia como o símbolo do sexo feminino, da passividade a do amor, onde há receptividade e ambiente propício para a fecundação e elaboração interior de um novo ser. O seu papel é inteiramente feminino.

O seu simbolismo é, na Iniciação, o Recipiendário, que depois de Judiciosamente preparado, é admitido às provas da Iniciação.

GÉMEOS – Constelação zodiacal. Preside os pequenos deslocamentos e a família fora dos parentes imediatos. É o signo activo de Mercúrio, primeiro signo mutável o primeiro do ar. É um signo de mutação, de inconstância e de poderosa actividade mental. Torna douto, engenhoso, eloquente e subtil o seu protegido. Proporciona excessiva mobilidade para todas as coisas com relação à situação e à fortuna, com alternativas de elevação e queda. Gémeos corresponde, na Iniciação maçónica, ao elemento Ar e ao planeta Mercúrio. Os filhos da Terra fecundada pelo Fogo. O duplo Mercúrio dos alquimistas é simbolizado por duas Serpentes ou por uma Serpente de duas cabeças. Vitalidade construtiva e organizadora. Sublimação da matéria na flor que desabrocha. Simboliza o Neófito que recebe a Luz.

CÂNCER – Constelação representada por um caranguejo, símbolo da vida multiforme, indicando o recuo e a marcha do tempo. Esta constelação já era conhecida no Século III e Heis contou nela 99 estrelas que, observadas a olho nu, formam uma nebulosa conhecida como “Presépio”. É uma constelação de pouca importância, pois a sua estrela maior é de quarta grandeza. Na Astrologia, preside os parentes e os bens móveis. É o signo activo da Lua, segundo signo móvel e primeiro da água. Preside à mobilidade e a actividade do ponto de vista dos sentimentos o que torna o seu protegido extremamente sensitivo, impressionável, sonhador e lunático, portador de vivíssima imaginação. Indica excelentes oportunidades de fortuna na segunda metade da vida havendo probabilidade de certa celebridade.

Na Iniciação, ele relaciona-se com o elemento Água e com o satélite Lua. Lembra a organização da forma conseguida com o intumescimento da seiva, produzindo uma esplêndida vegetação em que predominam as folhas, as ervas e os legumes. Apresenta dias longos e cheios de luz. O seu simbolismo indica que o Iniciado já está instruído com os ensinamentos que lhe foram ministrados na Iniciação.

LEÃO – Constelação austral. Signo do Zodíaco ligado aos amores, aos prazeres e às crianças. É o signo activo do Sol, segundo signo fixo e do Fogo. Preside à ambição, à nobreza, à magnanimidade. Torna o seu protegido empreendedor, nobre, constante e artista, que não se deixa intimidar por ameaças e torna-se às vezes, violento. Favorece com fama e fortuna obtendo sempre êxito depois de algumas lutas.

Na Iniciação, relaciona-se com o elemento Fogo e o astro Sol. Simboliza o Iniciado quando verifica por si mesmo, e com serenidade, as ideias que puderam seduzi-lo a entrar na Ordem.

VIRGEM – Constelação austral que inclui uma estrela de primeira grandeza. É simbolizada por uma donzela, denotando a esterilidade, visto que a Terra pouco produz quando o Sol entra neste signo. É apresentada como sendo de natureza fria e seca. A este signo, tanto a Astrologia quanto a crendice popular associam uma série de presságios.

Na Iniciação, é associada ao elemento Terra e ao plana Mercúrio. Representa aqui, ao contrário da Astrologia, a esposa virginal do Fogo que dá a luz e recupera a sua virgindade. É a Terra que oferece a colheita madura para, mais tarde, receber nova semente, mostrando-se, como antes, pura e pronta para nova fecundação.

Simboliza que o Iniciado, depois de fazer a sua escolha, reúne os materiais de construção para desbastá-los e talhá-los segundo a destinação que lhes for dada.

LIBRA (Balança) – Constelação zodiacal entre a de Virgem e a do Escorpião. Preside ao matrimónio, às associações, aos processos e às guerras. É signo activo da intelectualidade, da dedicação e da arte. O seu protegido é simpático, afectuoso, amável e, às vezes, um pouco sensual, Pode produzir dissabores e infelicidades imprevistas, mas, também, pode elevar muito, depois de muitas lutas. Oferece oportunidade de heranças e legados, de bens vindos de mulher. Há possibilidade de desentendimentos matrimoniais. Ele preside ao equilíbrio entre as forças construtivas e destrutivas.

Na Iniciação, associa-se ao elemento Ar e ao planeta Vénus. Simboliza o Companheiro em estado de desenvolver o seu máximo de actividade utilmente empregado.

ESCORPIÃO – Constelação meridional, situada parcialmente na Via-Láctea e próxima à constelação da Balança. A sua estrela mais brilhante é Antares. Signo que preside a morte e as heranças. É o signo passivo de Marte, o terceiro signo fixo e o segundo da água. Violento e poderoso, no Bem ou no Mal. É signo da morte e da regeneração. Dá vontade poderosa, irresistível, sentimentos violentos e forte paixão. As violências praticadas neste signo podem ser activas como passivas. Há possibilidade de riqueza no último quartel da vida.

Na Iniciação, associa-se ao elemento Água e ao planeta Marte. O Sol começa a descer para o hemisfério austral, causando desorganização dos elementos dissociados que procuram novas associações. Simboliza o conluio dos maus Companheiros e, ainda Hiram, ferido de morte.

SAGITÁRIO – Constelação austral representada sob a figura de um Centauro que segura um arco retesado e armado de flecha; está situada numa das regiões mais densas da Via-Láctea, localizando-se na sua direcção o centro do nosso sistema galáctico. Situa-se entre Escorpião e Capricórnio. Há nesta constelação uma estrela de primeira grandeza denominada Alfa Centauro.

É o signo do desprendimento da parte espiritual, quando deixa o corpo material. A tristeza e desolação constituem a influência deste signo.

Na Iniciação, associa-se ao elemento Fogo e ao planeta Júpiter. Hiram está morto e o seu espírito se destaca do corpo e paira nas alturas. Tudo é tristeza e pavor. A natureza toma um aspecto de desolação.

Simboliza os obreiros abandonados e sem direcção que, lamentando, se dispersam à procura do Mestre assassinado.

CAPRICÓRNIO – Constelação zodiacal entre Sagitário e Aquário e representada nos antigos monumentos por uma cabra ou por uma figura com a parte anterior semelhante a uma cabra e a posterior semelhante a um peixe; era consagrada a Pã. Transportada ao céu por Zeus, tornou-se a constelação austral de Capricórnio cuja aparição anuncia o Inverno.

Segundo a tradição mais corrente, os deuses celebravam um banquete às margens do Nilo, quando, subitamente, apareceu Tifão; todos os convivas fugiram espavoridos e procuram ocultar-se sob diversas formas. Pã penetrou no rio até à cintura, transformando-se em peixe, do nível da água para baixo, e em cabra da cintura para cima. Para conservar esta memória, Zeus colocou este monstro entre as estrelas. Segundo outras tradições, Capricórnio era a cabra de Amaltéia, ama de Zeus, ou a próprio deus Pã, transformado em monstro, para combater os Titãs.

Na Astrologia ele preside à glória, às honras e ao destino. É o signo passivo de Saturno, o quarto signo móvel e o terceiro da Terra. É o signo da prudência e da ambição, sabendo aliar a astúcia à vontade. Proporciona firmeza, interesse, constância nas coisas políticas, mas torna muito versáteis a afeição e as coisas do coração.

Na Iniciação, associasse ao elemento Terra e ao planeta Saturno. Nada mais vive; a substância terrestre está inerte, passiva, mas ainda é fecundável. Simboliza o túmulo de Hiram, descoberto graças ao ramo de Acácia, único vestígio da vida desaparecida.

AQUÁRIO – Constelação ao sul da de Pégaso. Preside aos amigos e aos eventos felizes. É o signo activo de Saturno e o signo de Úrano, quarto signo fixo e terceiro signo do Ar. É voluntarioso e muito intelectual. O seu protegido é meigo, laborioso, humilde e instruído. Atrai para o oculto, coisas misteriosas. Pequenas honrarias, mas fortuna certa. Perigo de vida em experiências perigosas. Matrimónio constante e afeiçoado.

Na Iniciação, associa-se ao elemento Ar e ao planeta Saturno. A terra descansada já tem todos os seus elementos construtivos reconstituídos. Ela prepara-se para novos esforços geradores. Satura-se de dinamismo e no seu seio há abundância de forças vitalizantes.

PEIXES – Constelação da região equatorial, situada ao sul da constelação de Aquário e constituída por um pequeno grupo de estrelas, sendo a mais notável a estrela de primeira grandeza chamada Fomalhaut.

Na Iniciação, associa-se ao elemento Água e ao planeta Saturno. É o signo do ressurgimento e da revitalização. As forças criadoras associam-se de novo e a terra prepara-se para novas safras com os seus fluidos revitalizados. Os dias tornam-se maiores, o Sol resplandece e a luz impera. Simboliza Hiram que, já levantado, torna a si, a Palavra Perdida é encontrada.

Esta é a interpretação dos signos zodiacais, feita até onde pode chegar o Maçom dos Graus Simbólicos. Como se viu, a interpretação é nebulosa e os aspectos mitológicos e astrológicos tocam, às vezes, às raias da fantasia! Tudo se resume no trabalho da natureza durante o desenvolvimento das quatro estações do ano. Tivemos que nos valer da Enciclopédia “Mérito” e do Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbolismo, dos quais se copiaram alguns trechos para poder dar uma pálida ideia aproximada da simbologia do Zodíaco.

O importante de toda esta simbologia são os aspectos da tragédia de Hiram. Mas, antes disto, o simbolismo focaliza os desejos do Candidato pelo seu ingresso na Ordem, os primeiros momentos da sua Iniciação, o seu trabalho como Aprendiz, depois como Companheiro para, por fim, atingir ao Mestrado, onde começa, então o desenvolvimento simbólico da lenda do Mestre Hiram.

Boanerges B. Castro

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1 thought on “Simbolismo dos Números na Maçonaria – O número Doze”

  1. Carlos Jorge Faria Oliveira

    Boa tarde, sou Mestre Maçom numa loja regular Portuguesa de “RITO YORK”, e Mestre de Marca num Mosteiro do Supremo Grande Capitulo de Maçons do Arco Real de Portugal.

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