O eixo de rotação da terra (movimento da terra em torno dela mesma) possui uma posição fixa que está ligeiramente inclinada em 23,5 º em relação ao eixo de translação da terra (movimento da terra em torno do sol).
Isto faz com que em determinada época do ano, a luz solar incida com maior intensidade sobre o hemisfério norte e, na outra parte do ano, incida com maior intensidade sobre o hemisfério sul, caracterizando o chamado solstício. Da mesma forma, ocorre que em determinada época, a luz solar incide de maneira igual sobre os dois hemisférios, caracterizando o equinócio.
- Equinócio de Março, data que marca o início da Primavera, os dias são mais longos do que as noites, isto no hemisfério Norte. Já no hemisfério Sul, a data marca o começo do Outono, com noites mais longas do que os dias.
- Solstício de Junho, dá início ao Verão no hemisfério Norte, deste modo, os dias são mais longos do que as noites. Já no hemisfério Sul, a data em questão marca o começo do Inverno, no qual as noites são mais longas que os dias.
- Equinócio de Setembro, dá início ao Outono no hemisfério Norte, com dias mais curtos que as noites. Já no hemisfério Sul, a data marca o começo da Primavera, apresentando noites mais curtas que os dias.
- Solstício de Dezembro, inicia-se no hemisfério Norte a estação de Inverno, período em que as noites são mais longas que os dias. Já no hemisfério Sul, a data determina o começo do Verão, estação em que as noites são mais curtas do que os dias.
Na antiguidade as civilizações estavam totalmente alinhadas com os magníficos ciclos da vida representados pelos solstícios e equinócios, celebrando através de tradições esotéricas e iniciáticas as mudanças de estação. A origem destas tradições perdem-se nas brumas de um passado longínquo.
A celebração dos solstícios e equinócios pode ser encontrada junto a vários povos e culturas.
No calendário chinês, o solstício de Inverno chama-se dong zhi (em português: chegada do Inverno) e é considerado uma data de extrema importância, visto ser aí festejada a passagem de ano.
Na Roma antiga os festivais eram muito populares. também. A Saturnália, festa em homenagem ao deus romano Saturno, ia de 17 a 24 de Dezembro. Era uma comemoração alegre, com muita dança, em que ricos e pobres conviviam igualmente, com os senhores servindo os servos, numa inversão de papéis.
No dia 25 de Dezembro, imediatamente após a Saturnália, comemorava-se a Brumália, o nascimento do deus-sol, ou “o nascimento do Sol Invicto”. A data, para eles, no Hemisfério Norte, coincidia com o solstício de Inverno, dia “mais curto do ano”, com menos horas de luz.
Durante os três primeiros séculos da nossa Era os cristãos não celebravam o Natal. A festa natalina tem origem pagã, associada às comemorações das Saturnália e Brumália que estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares da época para serem suprimidas pela influência cristã.
Em tempos remotos, os persas também tinham os seus deuses inspirados no Sol, e comemorações nos dias 24 e 25 de Dezembro.
Já a festa germânica pagã do solstício do Inverno, a Yule, tinha como costumes principais os grandes banquetes, a folia, a troca de presentes, os enfeites e as árvores.
A Maçonaria, como guardiã de tradições milenares, tem como uma das suas práticas mais antigas e tradicionais a celebração dos Solstícios e Equinócios. Acredita-se que, assim como os Romanos observavam o Solstício de Inverno, em homenagem ao deus Saturno, posteriormente chamado de “Sol Invencível”, este costume também era observado pelas Guildas Romanas, os antigos Colégios e Corporações de Artífices, que nada mais eram do que a Maçonaria Operativa. Este costume permaneceu intacto até o surgimento da Maçonaria Especulativa, que tratou de não descartá-lo.
Porém, há fortes indícios de que a Maçonaria Especulativa, formada por europeus de predominância cristã e preocupados com a imagem da Maçonaria perante a “Santa Inquisição”, aproveitou a feliz coincidência das datas comemorativas de São João Baptista (24/06) e São João Evangelista (27/12) serem muito próximas dos Solstícios, para relacionarem a observância dos Solstícios com os Santos de nome João, e assim protegerem a instituição e a sua observação dos Solstícios da ignorância, tirania e fanatismo. Desta forma, na Inglaterra, o antigo símbolo maçónico de um círculo ladeado por duas linhas paralelas, um dos símbolos mais antigos da humanidade (mais antigo que o cristianismo) ainda em uso, teve a simbologia das linhas paralelas dos Trópicos de Câncer e Capricórnio, que possuem ligação directa com a observância dos Solstícios, transformados em São João Baptista e São João Evangelista.
Autor desconhecido

- A aprendizagem dos valores maçónicos em Loja
- A importância do Ritual
- O Silêncio dos Aprendizes
- A cultura Maçónica
- A mochila da vida do Maçom

