Templários guardaram o Santo Sudário

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O Sudário de Turim ou Santo Sudário é uma peça de linho que mostra a imagem de um homem que aparentemente sofreu traumatismos físicos de maneira consistente com a crucificação. O Sudário está guardado na Catedral de Turim, em Itália, desde o século XIV. Pertenceu desde 1357 à casa de Sabóia que em 1983 o doou ao Vaticano. A peça é raramente exibida em público, atraindo milhares de visitantes, sempre que é exibida.

O sudário é um dos acheiropoieta (grego medieval: “não feito pelas mãos”) e vários cristãos acreditam que seja o tecido que cobriu o corpo de Jesus após sua morte. A imagem no manto é em realidade muito mais nítida na impressão branca e negra do negativo fotográfico que em sua coloração natural. A imagem do negativo fotográfico do manto foi vista pela primeira vez na noite de 28 de Maio de 1898 através da chapa inversa feita pelo fotógrafo amador Secondo Pia que recebeu a permissão para o fotografar durante a sua exibição na Catedral de Turim.

A origem da peça conhecida como Santo Sudário tem sido objecto de grande polémica. Para descrever seu estudo geral, os pesquisadores cunharam o termo “sindonologia”, do grego σινδών – sindon, a palavra usada no Evangelho segundo Marcos para descrever o tipo de tecido comprado por José de Arimateia para usar como mortalha de Jesus.

Bárbara Frale, uma perita italiana estudiosa da desaparecida Ordem dos Templários, afirmou num artigo que estes cavaleiros medievais guardaram durante um século o Manto de Turim, para que este não caísse em mãos de hereges da idade Média como os cátaros.

No seu livro com o título “Os templários e a Síndone de Cristo“, Frale dá a conhecer os detalhes que sustentam esta afirmação a partir de seus estudos no Arquivo Segredo do Vaticano que recentemente deu a conhecer o “Processo contra os templários”.

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Neste processo, explica a perita italiana, aparece uma história em que se relata que em 1287 um jovem de boa família chamado Arnaut Sabbatier ingressou na ordem e após a sua admissão foi levado a um lugar privado do templo para que venerasse o Manto de Turim beijando-o três vezes. Segundo Frale, este episódio, desconhecido para os historiadores, oferece mais detalhes à sua investigação.

Em 1978, prossegue Frale “um historiador de Oxford, Ian Wilson, reconstruiu as peripécias históricas da Síndone, precisando que esta foi roubada da capela dos imperadores bizantinos durante o tremendo saque consumado durante a quarta cruzada em 1204” e comparava este dado com o facto que os templários “adoravam secretamente um misterioso ‘ídolo’ no que se parecia a um homem com barba“.

Barbara Frale precisa depois que “graças a uma série de indícios, o autor (Wilson) sugeria que o misterioso ‘ídolo’ venerado pelos templários não era outro, do que a Síndone de Turim, colocada numa urna especial que era feita de modo que só se pudesse ver o rosto, venerada absolutamente em segredo, já que a sua existência no interior da ordem era um facto muito comprometedor: o objecto tinha sido roubado durante um horrível saque, sobre cujos autores o Papa Inocêncio III tinha declarado a excomunhão. O Concílio Lateranense em 1215 já tinha sancionado a mesma pena para o tráfico de relíquias”.

Para Wilson, precisa Frale, os “anos escuros” nos que não se sabe nada do Manto de Turim, correspondem àqueles em que foi “guardada absolutamente em segredo pelos Templários”.

Em resumo, diz a perita italiana “os templários procuraram a Síndone para conjurar o risco de que a sua própria ordem sofresse a mesma contaminação herética que estava s afligir grande parte da sociedade cristã do seu tempo: era o melhor antídoto contra todas as heresias”, como a dos cátaros que afirmavam que Cristo não tinha um corpo humano nem sangue, não tinha sofrido a Paixão, não tinha morrido nem ressuscitado.

Por isso, ter uma relíquia com rastros de sangue, que se podia “ver, tocar e beijar”, continua Frale num artigo em L’Osservatore Romano, era algo que “para o homem da idade Média não tinha preço, algo muito mais capitalista que um bom sermão”, algo que os Papas entenderam bem, “por isso se compreendem iniciativas como a de Inocêncio III que promoveu o culto à Verónica ou a de Urbano IV que solenizou o milagre (eucarístico) de Bolsena instituindo a festa do Corpus Domini“.

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