A publicação da 1ª edição da Constituição de Anderson, em 1723, foi um importante marco histórico para a Maçonaria, pois inaugurou, de facto, a Maçonaria como a conhecemos, por meio da promulgação desta que foi uma auto-afirmação de um povo maçónico sobre o seu direito de livre associação e o seu desejo de estabelecer uma estrutura e um funcionamento mais permanente e iluminista para a Maçonaria, como se tem até os dias de hoje.
Pelo seu pioneirismo, conforme a própria Maçonaria florescia em novos territórios, a Constituição de Anderson também servia de primeira referência literária. Não por acaso, ela foi a primeira obra maçónica impressa nos EUA, tendo sido publicada em 1734, na Filadélfia, Estado da Pensilvânia, por ninguém menos que Benjamin Franklin: polímata, iluminista, Maçom e um dos pais fundadores dos Estados Unidos da América.
Em comemoração dos 300 anos de sua publicação, apresentamos sua tradução para o português, incluindo notas com importantes comentários para se compreender termos utilizados, contexto da época, conceitos, etc.
A tradução foi feita pelo Irmão Kennyo Ismail, que já traduziu e comentou a Ahiman Rezon: a Constituição dos Maçons Antigos. E sua publicação será feita com a qualidade já conhecida da editora No Esquadro, responsável pela publicação de títulos como Ordem sobre o Caos, Maçonaria Brasileira: a história ocultada, e recentemente a edição maçónica da Bíblia Sagrada.
Nesta edição comemorativa de 300 anos da Constituição de Anderson, buscou-se manter a mesma aparência da publicação original, utilizando-se de fontes, diagramação e aparência similares.
O projecto está sendo financiado colectivamente via Catarse. Para saber mais ou garantir o seu exemplar, CLIQUE AQUI.
Kennyo Ismail
O autor pode ser contactado através deste EMAIL
Fonte
- Blog No Esquadro

- O esquadro e o compasso: a quadratura do círculo
- A constituição de Anderson
- A Maçonaria e as construções humanas
- O Blog “A partir pedra”
- James Anderson estava certo? Quem foi ele?


Gostei do que li, estamos sempre a aprender, reconheço que tenho imenso para aprender, não muito nas atitudes mas sim na forma, na história e na missão.
Maravilha de explanação, desconhecia está constituição, após tantos anos de iniciado.
Gosto muito do Kennyo, apesar de não o conhecer pessoalmente. E entendo a importância da resenha do seu trabalho de tradução das Constituições de Anderson.
However, “foi uma auto-afirmação de um povo maçónico sobre o seu direito de livre associação e o seu desejo de estabelecer uma estrutura e um funcionamento mais permanente e iluminista para a Maçonaria,” chocou-me.
Mister se faz que se explique que tenho uma interpretação muito diferente desse evento, do ponto de vista histórico, fruto dos meus estudos de história, tanto da Maçonaria quanto da Inglaterra e Escócia.
Existe atualmente um termo “gaslighting” que descreve perfeitamente a posição “oficial” da maçonaria inglesa conservadora e, por extensão, a outras potências e maçons que se contentam com ideias pasteurizadas.
A afirmação de Brother Kennyo simplesmente anula toda a história da Maçonaria anterior a 1723, todo o sangue derramado por cerca de um século (Revolução Gloriosa?) entre a invenção da Maçonaria na Escócia e a invenção da Grande Loja de Londres que foi, na realidade uma ação de poder da coroa inglesa visando reprimir os maçons jacobitas que não aceitaram a usurpação do trono inglês, e continuavam a apoiar um pretendente Stuart, o verdadeiro rei do Reino Unido.
A GLL também usurpou a autoridade, arvorando-se em única fonte de autoridade para o funcionamento de lojas existentes e a fundação de novas lojas, que teriam que rezar por seu breviário e apoiar o Monarca hanoveriano usurpador do trono.
Criaram sua lenda, criaram a estrutura, impuseram seu ritual até que os verdadeiros maçons se rebelassem e os forçassem a recuar, abandonar seus princípios ─ revolucionários, há que se reconhecer ─ e voltar ao aprisco da Maçonaria tradicional.
Isso, porém, não retira a importância do seu trabalho, vez que a comunidade maçônica em geral precisa de obras para seus estudos.
Parabéns, Brother.