Uso da palavra em Loja

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Quem fala muito atrapalha a reunião!

Mas porque é que isto acontece? Por dois motivos: vaidade e ingenuidade.

A vaidade é, facilmente, notada quando o locutor coloca os verbos na primeira pessoa; assuas manifestações parecem testemunhos. Ele julga que, em todos os assuntos da Loja, os Irmãos devem escutar a sua opinião e tem a capacidade de ocupar mais tempo do que o ritualizado para o Quarto de Hora de Estudos.

A ingenuidade é aparente naqueles que saúdam as autoridades, visitantes e, ainda, dão as conclusões sobre a Sessão (funções do Orador). Também, sempre, se manifestam sobre as Instruções (função das Luzes ou daqueles que o Venerável indicar); após a leitura do Balaústre, pedem a palavra, saúdam, nominalmente, todos os presentes e questionam o Secretário sobre qualquer questiúncula, o que deveriam fazer após a Sessão.

Devemos entender que qualquer reunião, ultrapassando duas horas, é cansativa e improdutiva; há Irmãos que trabalharam o dia inteiro e desejam, à noite, encontrar o grupo para serenar os ânimos e harmonizar-se com o Criador. Vivemos num tempo onde o perigo é uma constante e a abertura da porta de um lar após as 23h é um risco para toda a família.

Observemos que, quando o Irmão falador pede a palavra, toda a Oficina “trava” e, assim, há uma quebra da Egrégora da Sessão. Por outro lado, quando aquele Irmão, que pouco se manifesta, pede a palavra, todos se voltam para ele com atenção e respeito.

Devemos conscientizar-nos de que, se quisermos contribuir para a formação dos Irmãos, deveremos fazê-lo pelo Exemplo, e não pela palavra! A verborreia é uma deficiência, um vício, que avilta o homem!

Quando formos visitar uma Loja, estaremos lá para aprender, e não para ensinar. O silêncio torna-se uma prece nas Sessões Magnas, compreensivelmente mais longas e, sempre, com a presença de outros visitantes; deixemos que o Orador nos apresente e fiquemos com o Sinal de Ordem, para dizer a toda a Oficina que somos o nominado e estamos de P∴ e à O∴.

Dar os parabéns pelos trabalhos só é necessário para os que têm necessidade de lustro na vaidade. Se o Irmão quiser ocupar mais de três minutos (tempo mais que salutar), pode agendar com o Secretário a sua participação no Quarto de Hora de Estudos ou na Ordem do Dia.

No período, destinado à Palavra a Bem da Ordem em Geral e da Loja em Particular, devemos priorizar, trazendo notícias dos Irmãos ausentes (não vale justificar a falta, pois deve ser feito por escrito pelo mesmo, acompanhado obrigatoriamente do óbolo) e louvando os feitos da Ordem.

O Livro da Lei ensina-nos: “Pois o Reino de Deus não consiste em palavras, mas na virtude” (I Coríntios: 4,20). Lembremo-nos de que todos nós, independentemente dos Graus ou de Cargos, somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçónicas.

Sérgio Quirino Guimarães

Fonte

  • opontodentrodocirculo.wordpress.com

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3 thoughts on “Uso da palavra em Loja

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    Boa tarde, gostei da mensagem O troco da Viúva , levarei este projeto a minha loja.

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      Sensacional o artigo de quem fala muito em loja!

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    Bom dia a. família maconica gostaria de dizer que em minha loja como aprendiz se falavam muito sobre pedir a palavra a bem da ordem ouvir e mais vantagem do que falar pois calado e prestar atenção. se- aprende mais.pois foi assim que aprendi quando era ainda aprendiz .T .’. F.’. A.’. Tudo está justo perfeito.
    .

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