300 anos do primeiro panfleto antimaçónico

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Uma querida Maçona Espanhola enviou-me um e-mail perguntando desde quando começaram a aparecer escritos contra a Maçonaria, e devo admitir que o fenómeno surgiu desde o início da Maçonaria, e que coincidentemente o ano de 2022 marca o 300º aniversário do primeiro deles.

A este respeito, limitar-me-ei a apresentar uma lista dos dez primeiros panfletos antimaçónicos britânicos, artigos de jornal, etc. publicados entre 1717 e 1730, com uma breve apresentação do seu conteúdo. Ou seja, entre o encontro na “Taverna do Ganso e a Grelha” e o aparecimento da famosa “Maçonaria Dissecada” de Samuel Prichard, por considerar que este período constitui a infância em comum de todas as modalidades que existem hoje. Então milhares mais viriam em todos os tempos e geografias.

Nesta ordem de ideias, e considerando-o ilustrativo, quero contar com o artigo “Early Masonic Pamphlets – 1638 – 1735”, publicado no “Information Paper” nº 5 da “Buckinghamshire Association For Masonic Research”, em Março de 2013, em que o seu autor, B. P. Baker, por sua vez, se baseou no livro “Early Masonic Pamphlets” de Douglas Knoop, Douglas, Jones, G. P. e Hamer (Manchester University Press) de 1945.

Baseado no acima, vejamos a lista dos dez primeiros:

CARTA ANTIMAÇÓNICA (1722): Apareceu no nº 60015 de “The Post Man“, de 31 de Julho a 2 de Agosto de 1722, e lá pode ser encontrada uma referência a um ataque à Maçonaria; actualmente está guardada na Bodleian Library, em Oxford.

OS MAÇONS LIVRES: UM POEMA HUDIBRASTICK (1722-3): Este foi um vulgar ataque anónimo à Maçonaria, feito em versos, seguindo o estilo de humor do século XVIII.

EBRIATITIS ENCOMUIM (1723): O texto foi anunciado no “The Evening Post” de 18 a 20 de Junho de 1723 como um livro de bolso “encomendado” para uso de Lojas e Maçons. Refere-se ao “Elogio da Embriaguez”.

OS GUZZLETONIANS (1724): Foi um anúncio que apareceu no “Daily Journal” de 28 de Outubro de 1724, que oferecia uma imagem de gula e intemperança associada aos maçons.

UMA RESPOSTA À SAÚDE MAÇÓNICA (1725): No “London Journal” de 10 de Julho de 1725 foi publicada esta paródia da “Canção dos Aprendizes Entrados” na qual a Maçonaria era ridicularizada.

A ACUSAÇÃO E DEFESA DO MAÇOM (1726): Este panfleto consistia em seis cartas. Três escritos por um pai e três pelo seu filho, atacando a Maçonaria.

UMA ODE AO GRANDE KHAIBAR (1726): Tratava-se de um panfleto anónimo em verso atacando a história lendária da Maçonaria.

MAÇONS E GORMOGONS (1729): Era uma publicação independente em versos sobre a rivalidade dos Maçons e dos Gormogons (A Antiga e Nobre Ordem dos Gormogons), que era uma associação secreta inglesa, cujo objectivo era zombar da Maçonaria.

O PENSAMENTO FELIZ (1730): Consistia num panfleto com um poema atacando vulgarmente a Maçonaria.

O NOVO MODELO DE PETER FARMER (1730): Foi uma paródia sobre a Maçonaria dividida em três secções, seguindo as linhas de “Masonry Dissected” de Prichard.

Ivan Herrera Michel

Tradução de António Jorge, M∴ M∴, membro de:

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