A caridade, ave silente canora

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Silente Ave Canora que do teu canto beneficente silente dor minora

Vê e ouve a trombeta ruidosa da vaidade que só o presunçoso é capaz

O homem que diz “dou”, mas não traz o dar, e o faz em vaidade gritar (não dá, não faz!)

Porque quem dá mesmo em sonoro silêncio é que de facto dá (apenas dá e o faz!)

O homem que diz “vou” e não vai, não cumpre, trai (pois não vai!)

Porque quando já disse o falso “vou”, é porque já voltou (nunca foi, só falou!)

O homem que diz arrogantemente “eu sou” (não ainda se aceitou, não é!)

Porque se o fosse não diria “sou” (faria, realizaria o humilde estou que é!)

Porque quem é, (é, e faz!).

E quem não é, (não é, só falaz)

Assim Mateus nos disse aos altruístas seus

Quando o teu coração fraternalmente ditar aos teus

Quando te deres de ti aos teus e deres tuas esmolas

Não anuncias teu óbolo feito em trombetas arrogantes e sonoras

Como as pessoas hipócritas que se vangloriam orgulhosas

Mas, quando deres a tua esmola, que a tua sábia mão esquerda não saiba o agora

Não saiba, não veja, o que está fazendo a direita em sincera esmola

Pois esta sim!, é a estrita ética maçónica recta que abrolha

Que no silêncio é abençoadamente a caridade ave silente canora

Na acção honrada do altruísta da bondade que trolha

Aquele que faz a obra em fraternal coração-pedreiro a caridade

Na hombridade da acção do maço e do cinzel à mão e à humanidade

Lança em saco de colecta mão fechada e discreta a sua caridade

Em emoção prumo fiel aberta lealdade

E, quando após conclusa a solidária acção viúva oferta, tua mão ao céu é finalmente aberta

Pois quem de coração em espórtula, tronco, saco ou sacola selecta doa em franca caridade

E em real segredo fraternidade ajuda os seus e à Divindade

Com seu gesto silente e sua quantidade de coração certo dispensa

Ao Grande Arquitecto do Universo, que tudo vê, tem Dele o teu galardão e plena sagrada recompensa

Pois a ajuda que se presta é segredo que não se vê, não se sabe e não se olha

A fraternal esmola, na abençoada silente ave canora

Que a tua mão esquerda não saiba, não ouça e nem olha

O que está fazendo a tua direita em discreta e silente esmola numa beneficente sacola

Pois esta sim!, é a estrita caridade maçónica ética, que no silêncio é radiante silente e sonora.

A verdadeira caridade fraternal do sempre e do agora

A bênção da caridade silente ave canora.

Alexandre Fortes, 33º – CIM 285969 – ARLS Cícero Veloso n° 4543 – GOB-PI

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