A circunvolução em Loja

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circunvulação

Antes de questionar como devemos circular em loja, temos que precisar bem os termos usados.

O movimento do ponteiro do relógio é sinistrorsum, ou seja, vai da esquerda para a direita. O sentido inverso é o dextrorsum, realiza-se da direita para a esquerda.

Para melhor esclarecer, diremos que o sentido dextrocêntrico se faz quando nos voltarmos tendo constantemente a direita voltada para o interior e a esquerda para o exterior do círculo, e o sinistrocêntrico quando a nossa esquerda ficar voltada para o interior do círculo, e a direita para o exterior.

De um modo geral, a direita é considerada benéfica e a esquerda maléfica nas figurações estáticas, (entre os áugures romanos, o que “ficava á esquerda” era desfavorável e de “mau agouro”, daí veio o significado da palavra sinistro).

Com efeito, as circulações sinistrocêntricas estão ligadas, na maioria das vezes, a operações nefastas.

René Guenón chama estes movimentos de polar e solar. Nos seus primórdios, a Maçonaria Operativa adoptava a circulação polar ou sinistrogira (no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio), e de acordo com este ritual, o “Trono de Salomão” era colocado no Ocidente, e não no Oriente, a fim de permitir que o seu ocupante “contemplasse o sol ao nascer”. Actualmente, a Maçonaria Especulativa adopta nos seus rituais a circulação solar ou dextrogira (sentido dos ponteiros do relógio). Em sânscrito, o sentido dextrocêntrico chama-se pradakschina, e que está e um uso, particularmente nas tradições hindus e tibetanas, enquanto que o sentido sinistrocêntrico encontra-se notadamente na tradição islâmica.

É interessante notar que o sentido das circulações corresponde igualmente à direcção da escrita nas línguas sagradas dos respectivos povos.

A rotação real do sistema solar é sinistrocêntrica. Por consequência, como a Loja representa o Universo, e os Oficiais, os Planetas, parece lógico fazer com que estes circulem no sentido real. Mas neste caso entramos em choque com a tradição, que considera todo movimento sinistrocêntrico maléfico. De qualquer modo, é necessário e imprescindível que se adopte um sentido “ritual” de circulação, e inadmissível que se faça indiferentemente num sentido ou no outro. No R:. E:. A:. A:., adoptamos o sentido dextrocêntrico.

Eloi Sartori

Bibliografia

  • Jules Boucher – A Simbólica Maçónica – Ed. Pensamento

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2 thoughts on “A circunvolução em Loja”

  1. José Filardo

    Menos, Ir. Eloi, menos…

    Lamentavelmente, a inclusão de um cerimonial ou rito entre os maçons operativos compromete o texto e a credibilidade do autor.
    Um dos problemas na maçonaria é a perpetuação de argumentos destituídos de qualquer lógica ou evidência.

  2. Adeilton Santos da Silva

    Sou uma pessoa muito espiritual no amor ao próximo e aqui estou aprendendo muito mais 100% caridade

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