A corda, presente no quadro de aprendiz do nosso rito, reveste-se de um conjunto de significados simbólicos muito interessantes e passíveis de reflexão.
Foi utilizada na maçonaria operativa como instrumento importantíssimo na delimitação de áreas de construção e zonas de trabalho, instrumento de medida e de marcação de ângulos, cumpriu funções de esquadro em estaleiros e também de braço de compasso, com um fulcro e uma ferramenta de traço, em grandes círculos sagrados por todo o mundo.
Na maçonaria especulativa foi utilizada como limite simbólico do templo onde homens livres, de bons costumes, e reconhecidos como tal se poderiam reunir. A sua abertura simboliza a abertura da ordem a novos membros e novas ideias, desde que consentâneas com os seus ideais.
Composta de um material cru e áspero como o Sisal, lembra-nos que da natureza obtemos matéria para transformar, e que um ar cru pode encerrar verdades e significados potenciais, que passariam despercebidos a olhares menos observadores. Esta mensagem é prodigamente passada pelas ordens religiosas portuguesas no estilo Manuelino. Quando transportada à pedra, a corda transfigura-se em símbolo de união e eternidade. Composta por três cabos independentes, mais fracos isolados, quando entrançados tornam-se virtualmente indestrutíveis, simbolizando a força pela união numa cadeia fraterna.
Ainda pensando na união e na força de um todo maior que as partes, simboliza, também, pela união do 3 no 1 a Santíssima trindade (Pai, filho e Espirito Santo) no Mistério cristão, a Força, Justiça e a Beleza maçónicas e se quisermos olhar para oriente, de onde veio tanto saber ao longo dos milénios o Trimurti Hindu – Brahma, Vishu e Shiva deuses que representavam os ciclos da natureza Criação, Maturação/Preservação e Destruição no final de Ciclo.
Outros mistérios antigos a contemplam , olhando para o Antigo Egipto encontramos simbologias associadas à corda e á trindade, que não é de modo nenhum exclusiva do Cristianismo.
O hieróglifo a que se chama ‘Anel Sheng” não mais é que uma corda mágica que protege um conteúdo sagrado ou divino, e os “Cartouches” onde se inscrevia o nome de faraós e divindades em estelas por todos os cinco reinos eram percepcionado com recintos para o sagrado protegido por cordas dessa mesma natureza.
A trindade egípcia Isis, Osíris e Hórus, estando, aqui, com o Espirito Santo conotado com o sagrado feminino da tradição iniciática, e o culto mariano, mas isso seria tema para outro trabalho. Podemos ainda conotá-la com a Serpente, símbolo de conhecimento para a maioria das civilizações da antiguidade.
Os nós na corda em forma de oito simbolizariam o infinito. Na tradição são em número 81. De acordo com a tradição o 81 seria um número de perfeição por ser uma potência de 3, porque 3×3=9 e 9X9=81. A sua colocação no templo, no limiar do céu salpicado de constelações lembra-nos que embora encapsulados em matéria, essa barreira é ultrapassável pelo espírito e que o infinito é alcançável pela construção simbólica do templo interior.
Já aludi acima à corda na tradição cristã e na Arte religiosa, de variadas ordens mas importa salientar que a sua utilização é pródiga na pedra, pelas ordens de Cristo e de Avis, herdeiras dos Templários fundadores de Portugal pela mão de Afonso Henriques, ele um Luisignan de nascença, e por Gualdim Pais primeiro líder da ordem em terras lusas.
Foram eles que trouxeram para Portugal a cavalaria de cariz gnóstico e iniciático, que por terras lusas floresceu até bem depois da extinção oficial da Ordem do Templo.
Do solo dessa herança florescem as tradições ligadas aos rituais de cavalaria, especialmente nas ordens de cariz religioso-Militar.
Ao ser iniciado, o neófito, futuro cavaleiro, passava a noite antes da investidura em oração vestido com uma túnica branca e com a cintura cingida por uma corda na linha da cintura. Esse traje despojado pode ser visto como símbolo, aqui, do desprendimento do terreno, em favor do serviço a um valor mais elevado, consagrado ao espirito, ao divino e ao seu semelhante.
Muitas portas se abrem para uma investigação mais detalhada, que com toda a certeza aprofundarei na minha busca pelo conhecimento, mas que ultrapassariam, largamente a limitação de dimensão colocada a este trabalho.
C. E.

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Lamentavelmente, não percebo porquê escrevi raiz de (2^2+3^2)=4 quando toda a gente sabe que os numeros pitagóricos e também de Pierre de Fermat são 3,4 e 5 ou seja raiz de(3^2+4^2)=5.
Penitencio-me por isso.
Devia ter revisto o escrito, o que às vezes nos passa!
Mais uma vez a corda de nós da teoria de josé Castellani. 81=9X9=3X3X3X3. Porque três é um número sagrado?
Experimente desenhar figuras básicas da geometria com a corda de 81 nós.
Já experimentou? desenha triangulos e quadriláteros mas sem angulos rectos, que são fundamentais para a geometria sagrada e profana, e pouco mais.
Experimente agora usar a corda tradicional dos canteiros (ou pedreiros da pedra e não da trolha) com 13 nós ou seja 12 espaços iguais e verá que um grande número de figuras são facilmente desenhadas.
Era ( e ainda é) a que os pedreiros usam na marcação das suas obras, nomeadamente no traçado do templo, do claustro perfeito, do quadrado e do duplo quadrado, o cálculo geométrico de riz de dois ou de três, etc, use a sua imaginação que os nossos antepassados a levaram aos extremos. MAS NÃO COM 81 QUE A ÚNICA COISA QUE DÁ É UM ENLEADO DE CORDAS SEM RESPEITO PELA GEOMETRIA! Raiz de(2 ao quadrado + três ao quadrado ) = quatro ao quadrado, e verdadeira também para os múltiplos inteiros de 2, 3 ,4. Já agora 2+3+4=9 (quadrado de três, sagrado ao quadrado) 2*3*4=24 , 2^3^4=4096, enfim deixemos os matemáticos jogar com os números e veremos verdaderas obras primas da aritmética, mas sem uso na geometria da construção.
Muito bom, Estudos da maçonaria e sempre bem vindo