A essência da vaidade – uma análise do comportamento humano

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vaidade

“Cada um tem a sua vaidade, e a vaidade de cada um é o seu esquecimento de que há outros com alma igual”

Fernando Pessoa

Este trabalho aborda um tema complexo que é a personalidade e o comportamento humano. Vou tentar não me refugiar no jargão técnico e transmitir de forma clara uma mensagem que penso não ser fácil. Vou arriscar.

A aparência é a primeira imagem. Esta marca e finca uma posição. Por vezes impõe sobre os outros um reflexo modulado do que está no interior. Esconde ou amplifica. Modula e induz. Pode manipular.

A sua origem? No interior genuíno. É conhecido, reconhecido; mas rejeitado com repudio. Este movimento dinâmico gera o tal reflexo. A vaidade.

Nasce assim a “essência da vaidade”. Esconde e projecta fora o que está dentro de forma oposta. Onde há fraqueza mostra-se força. Onde há pouco conhecimento mostra-se sabedoria. Onde há pouca beleza mostra-se… a vaidade.

Fraquezas interiores temos todos. A forma como lidamos com elas é que difere entre cada um. Podemos trabalhar o interior (como nos ensina a Maçonaria) ou então “esconder o lixo debaixo do tapete” e depois por perfume (no caminho da vaidade).

Sublimar as fraquezas trabalhando a força. Combater a ignorância aprendendo genuinamente. É difícil. Pode também não ser acessível a todos. Se assim for há que aceitar.

Quando não aceitamos e assimilamos o nosso genuíno Eu rejeitando-o, vestimos outra pele designada por “Formação Reactiva”. Este conceito oriundo na psicanálise traduz no fundo a mais pura essência da vaidade.

O indivíduo com este padrão de comportamento camufla um complexo de inferioridade e falha interior com uma aparência externa de superioridade. Impõe o seu saber. Impõe a sua força. Impõe a sua imagem. Não revela, esconde. Escuda-se. Neste movimento inferioriza o outro. Trata-se de uma questão de perspectiva. Se ponho o outro abaixo, logo vou estar acima. Esta pessoa necessita, vive e alimenta-se disto. Não faz amigos, faz aliados. Não dá, investe. Não ensina, exibe o seu saber. Esta fragilidade recai sobre todos os campos da identidade como Ser Humano e no reconhecimento do próprio em relação aos outros. O trato com o outro é pautado pela rigidez, crítica excessiva e imposição a quem está abaixo, alimentando a sua vaidade; e pela subserviência a quem está acima apenas para conquistar terreno. Este padrão de comportamento torna-se particularmente agudo e disfuncional quando reconhece no outro o que tem de mau dentro e ataca com raiva. No fundo é um ataque a si próprio e uma manifestação do repúdio que tem pelo que está dentro e “escondido de debaixo do tapete”. Este fenómeno designa-se de “Identificação Projectiva” termo emanado também da Teoria Psicanalítica.

O trabalho interior maçónico quando feito com coração e genuína vontade de mudar pode ter o mesmo papel que a Psicologia ou mesmo o estudo da palavra de Jesus Cristo.

Conclui-se que o trabalho interior é um permanente combate à vaidade. Esta, a vaidade, pode ser uma tentação por ser um trajecto fácil. Pode dar segurança, mas esta é falsa. Pode demonstrar força mas apenas esconde a fragilidade. Pode mostrar beleza mas esta apenas é algo feio à paisana.

A. G.

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2 thoughts on “A essência da vaidade – uma análise do comportamento humano”

  1. Rober canache bervis

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    reciban por este medio un T:.A:.F:.
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  2. Inácio Costa Borges

    Estou no caminho da melhoria do meu comportamento do dia a dia ;está leitura abrindo a minha mente para melhor na minha vida

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