Aplicação moral e operativa da doutrina simbólica do Grau de Aprendiz (IV)

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Como deve ser entendida a Solidariedade

A solidariedade é o sentimento de união que nasce de um Ideal comum, de uma comunhão de aspirações, uma união consolidada no mundo espiritual, manifestada exteriormente em pensamentos, palavras e obras por meio dos quais se evidencia e se realiza em termos efectivos de vida.

Os que lutam por uma ideia particular são solidários em tudo o que se relaciona com aquela ideia. Os que principalmente por uma ideia particular, esforçam-se para obter o triunfo impessoal do Bem, da Verdade e da Virtude (como são, ou deveriam ser, os maçons), conviria que estivessem ainda mais irmanados entre si, uma vez que o triunfo das mais nobres aspirações humanas não pode ser conseguido senão com a cooperação e os esforços unidos de todos os que as compreendam.

A solidariedade dos maçons deve ser, pois solidariedade no Bem, na Verdade e na Virtude, solidariedade em tudo o que for Justo, Nobre, Digno e Elevado. Uma solidariedade pronta para se expressar em qualquer momento com palavras e acções perfeitamente de acordo com estas aspirações que devem dirigir-nos e com as quais verdadeiramente se realiza o místico Reino dos Céus sobre a terra e se faz a Vontade de Deus, que é o Bem e o seu triunfo, assim na terra como no céu.

Quando assim o fazem os verdadeiros maçons demonstram serem verdadeiros cristãos, entendendo e pondo em prática as palavras do sublime Mestre de Nazaré, palavras que interpretam e aplicam por meio do Compasso e do Esquadro, que são os instrumentos da inteligência com os quais conhecemos a Verdade e estamos capacitados a aplicá-la construtivamente às necessidades da existência.

Como deve ser realizada a Fraternidade

Fala-se muito de fraternidade entre os maçons, como entre os membros de outras sociedades que a sustentam entre os seus objectivos; mas, se do campo da palavra e da pura teoria, dirigimos o nosso olhar à prática da vida diária, vemos como a efectiva realização da fraternidade deixa muito a desejar, e esta é a causa da desilusão e perda total da confiança de muitos na veracidade deste ideal.

E, entretanto, nunca podemos esperar uma realização de fraternidade diferente do entendimento particular de cada um. Por outras palavras, não é suficiente ser chamado Maçom ou ser membro de outra fraternidade para que os demais se sintam no direito de exigir uma manifestação de fraternidade em todos os campos da vida, conforme os seus ideais particulares.

O amor é dado, mas nunca pode ser exigido: o mesmo deve ser dito da fraternidade, que não pode ser senão uma manifestação do amor. Nenhuma verdadeira e sincera manifestação de fraternidade pode obter-se a não ser quando verdadeiramente a sentimos e realizamos interiormente: um Maçom tornar-se-á um verdadeiro Maçom e Irmão conforme sinta em si mesmo o Ideal Maçónico e se possa reconhecer como irmão dos demais.

Quando se progride no Caminho da Vida (do qual a Maçonaria nos oferece nas suas cerimónias uma maravilhosa interpretação) e se aproxima do reconhecimento (que não é unicamente o frio conceito ou percepção intelectual, mas a direita consciência e sentimento) da realidade do Princípio Único de tudo, sente-se então, interiormente e de uma forma sempre mais clara, a sua íntima união e solidariedade com toda a manifestação da Vida, e desta íntima consciência e sentimento, uma verdadeira compreensão e realização da fraternidade será a consequência espontânea e natural.

Que cada um, pois se eleve, à sua maneira , e conforme lhe for possível, sobre o seu egoísmo e a sua ignorância, e que reconheça a sua verdadeira natureza, manifestação do Princípio da Vida que vive em todos os seres (e que tem recebido na Maçonaria o nome de Grande Arquitecto), reconhecendo assim os seus deveres, ou seja a sua relação com o próprio Princípio da Vida, consigo mesmo e com os seus semelhantes. Este é o caminho por meio do qual a Maçonaria ensina a fraternidade e busca a sua mais prática e efectiva realização.

Esta fraternidade será primeiramente entre irmãos, pois só os que a entendem e se reconhecem como irmãos podem realizá-la; mas, como o Amor não pode Ter nenhum limite verdadeiro, e não existe condição ou estado em que não possa manifestar-se, não há ser ou manifestação de Vida Universal quem não possa ou deva estender-se. Esta é a Fraternidade dos Iniciados e dos verdadeiros Mestres.

Busquemos, pois, o Princípio Supremo e básico de tudo, reconheçamos a Verdade da Unidade da Vida e da íntima indivisibilidade de todos os seres: na proporção em que efectivamente cheguemos a este conhecimento, chegaremos, também, a reconhecer e realizar a verdadeira Fraternidade Maçónica, e esta cessará de ser uma vã utopia e um ideal abstracto fora das possibilidades humanas. Assim se realiza o Grande Mandamento do qual nos falava Jesus, cuja segunda parte, “ama a teu próximo como a ti mesmo”, é o corolário natural da primeira:

ama a Deus (o Princípio ou Realidade da Vida) com todas as tuas forças, com toda tua alma e com todos teus pensamentos”.

Como se deve praticar a Caridade

Fala-se também muito, na Maçonaria e noutras instituições filantrópicas, da caridade e beneficência, como deveres que os mais afortunados tem para com os “desafortunados e deserdados da sorte”. Mas, dificilmente a caridade e beneficência chegam a ser verdadeiramente caritativas e benéficas, porquanto procedem do erro, bem mais que da verdade, e assim contribuem muitas vezes a reforçar e tornar estático ou crónico o mal que querem eliminar, reforçando a sua raiz.

Como ensinado por todos os sábios em todos os tempos (e esta pode ser, de certa maneira, a pedra de medição da verdadeira Sabedoria), a raiz e a causa primeira de todos os males, deve ser procurada no erro ou na ignorância. E até que não se remedie este erro e esta ignorância, toda a forma de caridade não será mais que um paliativo, pois não elimina a raiz do mal, senão que muitas vezes a torna ainda mais forte e vital com a própria consciência do mal que estimula.

Por exemplo, não há dúvida que o Tronco de Solidariedade oportunamente circulando a favor de um irmão necessitado, ou de outro caso piedoso, possa constituir uma ajuda útil e providencial a ajuda directa a esta ou aquele irmão. Mas, se a ajuda pecuniária (cujo valor e efectividade não podem ser senão temporais e transitórios) é acompanhada pelos presentes, como quase sempre acontece, pelos seus sentimentos e pensamentos de compaixão, e pior ainda, de comiseração, ou, se a pessoa necessitada for considerada impotente e em estado de inferioridade, a influência destes pensamentos de compaixão, e pior ainda, de comiseração, ou, se a pessoa necessitada for considerada impotente e em estado de inferioridade, a influência destes pensamentos torna muito pouco desejável e efectiva a ajuda, pois que contribui para abater bem mais que a realçar o seu estado moral e a confiança em si mesmo.

O mesmo deve ser dito, e com maior razão, de toda forma de beneficência que mais que uma simples e espontânea manifestação do espírito de fraternidade entre irmãos livres e iguais, torne manifesta a distância entre benfeitor e beneficiado, ou de alguma forma em humilhação, se transforme para este a dádiva, com a qual paga muito cara a ajuda recebida. Não vamos dizer nada da beneficência que serve de pretexto à ostentação e à vaidade, pois neste caso dificilmente poderá considerar-se digna de tal nome.

A verdadeira beneficência deve ser secreta e espontânea e não deve envolver em si nenhuma forma de humilhação. Prever as necessidades de um irmão que se ache manifestamente em dificuldades é muito mais fraternal que esperar que este peça uma ajuda, pois com o pedido esta já está quase paga e nada se paga tão caro como quando se pede.

A mão que dá com verdadeiro espírito de fraternidade deve ser escondida, e “a esquerda não deve saber o que faz a direita”. Deveria assim condenar-se absolutamente a prática em uso em algumas Lojas, de pedir a outras uma contribuição para ajuda a algum irmão, especialmente dando o nome deste irmão. Nem na própria Oficina deveria ser divulgado o nome da pessoa socorrida, pois não há necessidade de que se torne conhecida, com excepção daquelas que directamente intervêm para ajudá-la.

A mais verdadeira Ajuda

Ainda que a ajuda directa possa ser, em alguns casos, útil e necessária (sempre que for uma verdadeira manifestação espontânea de solidariedade e fraternidade) é muito melhor dirigir-se à raiz do mal, em vez de se contentar com remediar temporariamente os seus sintomas exteriores.

A pessoa que se acha em circunstâncias materiais difíceis tem antes de tudo, necessidade de ser ajudada espiritual e moralmente, com pensamentos positivos que reergam o seu estado de ânimo abatido, e tenham para ela o efeito das palavras taumatúrgicas: Levanta-se e anda! Ajudar um irmão a caminhar sobre os seus próprios pés é muito melhor que o prover de muletas. Facilitar um meio de ganhar por si mesmo aquilo de que necessita é muito mais fraternal, desejável e digno que facilitar-lhe uma ajuda que o ponha, como beneficiado, em condições de inferioridade.

Mas quando isto não for possível momentaneamente, compartilhar o que temos, com verdadeiro espírito de solidariedade fraternal, segundo o próprio ditado da consciência, deve ser considerado como um dever elementar, um privilégio e uma oportunidade para todo iniciado que verdadeiramente sinta no seu coração o laço de fraternidade, a mística cadeia de união que o une a todos os seres, e em particular aqueles com os quais tem uma mais profunda afinidade moral e espiritual.

As precedentes considerações não devem ser entendidas com meios para afastar alguém dos seus deveres de solidariedade para com os seus semelhantes em geral, e os seus irmãos em particular, mas ao contrário, para que eles sejam melhor atendidos e praticados, despojados de toda ostentação por parte de quem dá e de toda humilhação por parte de quem recebe, como convêm para uma verdadeira expressão do espírito Maçónico, que não pode ser nunca isolamento negativo nem deprimente solicitude.

Elevar-se sobre os sentimentos e os conceitos profanos de caridade, para realizar a verdadeira fraternidade dos iniciados, na qual aquilo que é feito por um irmão possui o mesmo espírito como se fosse feito para si mesmo, sem que disso nasça nenhuma obrigação ou dever de se mostrar reconhecido, este tem de ser o ideal de todos os verdadeiros maçons.

O Respeito pela Lei

O respeito a Lei e à Autoridade Constituída (e, por consequência, a qualquer forma de governo sem distinção) tem sido sempre um dos primordiais requisitos da Maçonaria e das regras de conduta dos iniciados de todos os tempos.

Ainda que estes reconheçam por cima de toda Lei e Autoridade humana a Lei Suprema da Verdade e a Suprema Autoridade do Espírito, e num tão íntimo reconhecimento encontrem uma perfeita liberdade e nela descansem (uma liberdade interior que nenhuma condição externa poderia tirar-lhes e nem limitar), não podem desconhecer nas Leis e Autoridades Humanas outras tantas manifestações e emanações da Lei e Autoridade Divina, na qual unicamente podem aquelas exercer e possuir o poder.

Por esta razão o iniciado, se bem que perfeitamente livre de todo espírito de sujeição ou humilhação, se impõe o dever de respeitar as Leis e Autoridades do país em que se encontre, sem discutir a sua legitimidade; e se fosse vítima de um preterimento ou de uma injustiça, não se oporia ao adversário, mas, ao contrário esperaria da Lei e do Poder Supremo aquela perfeita justiça que nunca será esperada em vão quando nela se depositar absoluta confiança.

Em outras palavras, o iniciado vê os homens e as coisas como expressões muitas vezes inconscientes de poderes, forças, leis ou necessidades que aqueles desconhecem: por esta razão, nunca culpa aos homens e às circunstâncias, senão que aceita serenamente a aparência do mal, sem deixar-se cegar por ele, e sem considerá-lo como definitivo (pois nesse caso ele mesmo tornar-se-ia seu escravo e sua vítima), preparando-se para ver em tudo o triunfo inevitável da Justiça e do Bem.

Por conseguinte, o verdadeiro iniciado nunca será um revolucionário ou um rebelde, um conspirador contra a Lei e a Autoridade constituída: conhecendo a ilusão do meios e remédios exteriores, procurará remediar interiormente as coisas e males externos; e isto é feito por meio da compreensão do amor e da cooperação mais útil, eficaz e construtivamente que com meios exteriores de violência e rebeldia.

Para os maçons, as Leis e Autoridades Maçónicas (assim como as Leis e Autoridades Religiosas para os membros de determinada religião) devem ser consideradas com respeito da mesma forma que as Leis e Autoridades exteriores. Mas, por cima destas Leis escritas, o verdadeiro Maçom deve lembrar que a Suprema e mais verdadeira Lei Maçónica é a que o Grande Arquitecto grava no coração de todo Adepto fiel, isto é, a que é interiormente reconhecida como expressão da própria verdade; e que nenhuma autoridade Maçónica é superior à Suprema Autoridade do Grande Arquitecto, que é o Princípio e a Realidade sobre a qual se apoia todo o Universo.

O Salário do Aprendiz

O salário que o Aprendiz recebe, como resultado dos seus esforços, à semelhança do salário percebido pelo obreiro como prémio e compensação do seu trabalho, deve ser objecto de uma especial consideração.

Os antigos obreiros recebiam, além dos víveres em espécie, um soldo ou compensação em dinheiro para comprar o sal e outras coisas de que necessitavam; daqui vem o nome de salário. Mas talvez não seja completamente estranho o facto de que, em termos de salário do Aprendiz estes o recebam na Coluna B. a qual corresponde ao princípio hermético feminino do sal, do qual já falamos anteriormente.

O Aprendiz recebe o salário depois de realizado o seu trabalho, aproximando-se da Coluna B. Isto significa que o iniciado somente consegue obter o resultado dos seus esforços quando se aproxima do reconhecimento do Princípio da Omnipotência, expresso pelo sentido da Palavra que é o próprio nome desta coluna e que, como dissemos, significa: “Na Força”.

Em outras palavras, o Aprendiz progride, e neste progresso recebe a compensação dos seus esforços, conforme se aproxima, como fim dos seus estudos e deduções, a este reconhecimento vital que realiza o primeiro dever do seu testamento; isto é, na medida da Fé que desenvolve no Princípio da Vida e no seu poder, como coluna ou sustentáculo da sua vida individual.

O progresso do Aprendiz está caracterizado pelo desenvolvimento desta Fé e confiança no Princípio Espiritual da Vida, no qual temos a nossa origem, que nos criou ou manifestou (como diferentes expressões individualizadas do seu Ser ou Realidade, divididas e separadas na aparência, mas intimamente unidas e inseparáveis em essência e realidade), que continuamente nos sustentam, guiam e dirigem para o desenvolvimento e a expressão das mais elevadas possibilidades que ainda se encontram em estado latente no nosso ser.

Esta fé, própria de quem se iniciou no conhecimento do Real que se esconde atrás da aparência exterior ou visível das coisas – e que não é fé cega, uma vez que se baseia na própria consciência da realidade -, é algo desconhecido para o profano, escravo da ilusão dos sentidos, que confunde a aparência com a realidade, e não o tendo reconhecido (por não Ter podido entrar na sua consciência), nega a existência de um Princípio Espiritual como Causa Imanente e Transcendente da realidade visível.

Não pode obter-se este conhecimento, esta convicção que é um estado interior, sem o estudo, o trabalho e a perseverança: A Fé iluminada de que falamos, é pois, um verdadeiro salário, fruto ou resultado de longos e persistentes esforços sobre o Caminho da Verdade, depois de nos termos despojado de todas as superficialidades, crenças positivas e negativas, erros e prejuízos do mundo profano.

Assim, estabelece o iniciado uma relação iluminada com o Princípio da Vida, cuja realidade reconheceu na sua consciência, relação que tem a sua base no reconhecimento expresso pela própria Palavra Sagrada, que será daqui para frente, uma verdadeira coluna na qual se pode apoiar com toda confiança e que o suporta nas suas dúvidas e vacilações.

Conclusão

Chegamos ao final desta resenha interpretativa dos símbolos do primeiro grau Maçónico, na qual nos propusemos, como objecto fundamental, a dar a quem avidamente busca a Verdade, a quem deseja penetrar e reconhecer o sentido iniciático destes símbolos, uma chave que lhe sirva para abrir, pelos seus próprios esforços, a Porta Hermética do Mistério, atrás da qual eles se encerram impenetravelmente ao entendimento profano.

Não demos nem pretendemos ter dado a verdade, pela simples razão de que esta nunca pode ser dada exteriormente, senão que deve ser buscada e reconhecida nas profundezas da alma; só indicamos, ou melhor dizendo, temo-nos esforçado em esclarecer o Caminho que a maçonaria ensina nesta busca individual por intermédio dos seus símbolos, cerimónias e alegorias. O segredo Maçónico deve ser procurado e encontrado individualmente, pois de outra forma deixaria de ser um segredo.

Os lábios da Sabedoria estão fechados a não ser para os ouvidos da compreensão. Só quem se encontra num particular estado de consciência e maturidade espiritual pode reconhecer interiormente determinada Verdade, compreendendo e tirando proveito das palavras que querem indicá-la ou revelá-la.

A Esfinge, aquele maravilhoso monumento que restou da mais antiga civilização egípcia, é uma representação escultural deste facto: é muito difícil dizer se os seus lábios estão abertos ou fechados; pode-se talvez dizer que estão abertos e fechados ao mesmo tempo, atrás do misterioso sorriso que os anima. Verdadeiro símbolo do ensinamento esotérico, a Esfinge fala ainda para quem tem ouvidos para ouvir, mas permanece em hermético silêncio para quem não tenha adentrado naquele estado de consciência no qual a Verdade espiritual pode ser reconhecida e assimilada.

O mesmo deve ser dito dos símbolos maçónicos; como a Esfinge, eles falam para quem os escuta com os ouvidos da compreensão, mas guardam o seu segredo para quem não sabe descobri-lo.

A Maçonaria é uma Ciência e uma Arte que se revela progressivamente a quem se esforça e persevera no estudo e na prática, por meio da compreensão e do uso dos seus instrumentos simbólicos. Assim pois, a distinção entre Maçom e profano não pode ser determinada unicamente pela cerimónia através da qual um profano é admitido e reconhecido como membro da Ordem, senão que depende da efectiva realização desta qualidade.

A maioria dos maçons permanece irremediavelmente profana no que se refere ao entendimento e à realização da finalidade iniciática da Ordem e ao verdadeiro sentido dos símbolos e cerimónias. Mas, isto não lhes impede de ser bons maçons, se eles se esforçarem sinceramente, na medida da sua compreensão e, sobre tudo, se são fiéis aos seus ideais pondo em prática o que entenderam dos Princípios Morais da Ordem. Não há necessidade de conhecer a Doutrina Esotérica revelada pelos símbolos maçónicos para praticar os princípios da fraternidade, mas, é necessário saber discernir entre a ilusão exterior do egoísmo e da separativa ade, e a realidade da Unidade Interior de tudo, para compreendê-la e realizá-la efectivamente.

Todo homem sincero encontra, pois, na Maçonaria um Caminho de Progresso que se torna sempre mais efectivo na medida da sua boa vontade e perseverança, um progresso ao mesmo tempo intelectual e moral, adaptando-se perfeitamente o seu ensinamento simbólico à compreensão de todas as inteligências, ainda que não lhes seja dado a todos penetrar no verdadeiro significado íntimo deste ensinamento.

Mas sempre o progresso será o resultado do esforço individual e do ardor e da perseverança através dos quais cada um se esforça em realizar as finalidades da Ordem, encaminhando-se para uma mais profunda compreensão da Verdade, pondo os pés de uma maneira mais firme, equilibrada e segura sobre a senda da Virtude.

Maxell Egens

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