As associações de pedreiros da antiguidade

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trabalhando a pedra, pedreiros

A Maçonaria é a maior e mais antiga organização fraternal do planeta. Não se sabe exactamente como e quando começou. Para muitos estudiosos, a maçonaria teve origem na Idade Média com as sociedades, também conhecidas como guildas dos construtores das catedrais e castelos. Há evidências, segundo ainda outros autores, de que a maçonaria foi influenciada, nos seus primórdios, pela Ordem dos Cavaleiros Templários, um grupo de monges, cristãos e guerreiros formado em 1118 para ajudar e proteger peregrinos nas suas viagens à Terra Santa, protegendo a Liberdade Religiosa.

Na procura das origens da Maçonaria, os historiadores têm analisado as associações que existem desde os tempos mais longínquos e encontrados que os pedreiros ou (Publicado em freemason.pt) outros ofícios relacionados com a arte de construir tem-se destacado por serem eles os que mais têm criado este tipo de associações, em certa forma similar das conhecidas nos tempos da Idade Média.

Na antiga Caldeia existiriam Confrarias de Construtores 4500 (a.C.) e têm-se encontrado certos monumentos Arcádicos em que aparece um Triângulo como Símbolo da letra “Rou” (construir).

No Egipto a Arquitectura foi Ciência Sacerdotal, Iniciática, Hermética, com segredos que eram mantidos fora do alcance da Sociedade Comum.

Na China, existiam livros sagrados que conheciam o Simbolismo do Esquadro e do Compasso, que eram a Insígnia do Sábio director dos trabalhos.

Na Grécia encontramos a Confraria de Dionísio, que era uma divindade originaria da Trácia e que construiu templos e palácios tanto na Grécia como na Síria e na Pérsia. Os seus membros eram homens de ciência que não somente se distinguiam pelo seu saber como também porque se reconheciam por “sinais e toques” e manteve um Colégio em Theos, lugar que lhes fora designado como residência e onde eram iniciados os novos membros. Reconheciam-se por médio de “toques e palavras”; estavam divididos em Lojas que eles denominavam Colégios; cada Colégio era dirigido por um Mestre secundado por inspectores que eram eleitos pelo período de um ano; celebravam “Assembleias e Banquetes”; os mais ricos ajudavam os que se encontravam em má situação ou doentes e relacionavam a “Arte de Construir com o estudo de Mistérios”.

Numa Pompílio, segundo rei de Roma (715-672 a.C.) fundou ou somente autorizou e consagrou os “Collegia de Artesãos”. O povo foi dividido em Ofícios Agrupados em Confrarias com culto. Plutarco menciona 9 Collegias; eram mutualidades que às vezes adoptavam carácter religioso recebendo o nome de Sodalitates. Entre os Collegia Fabrorum (de Faber = pessoa que trabalha um material), nos Colégios Funerários e as Confrarias Religiosas existia “Ritual Iniciático”, Cerimónias, Eleições, decisões pela maioria de votos, Patronos Honorários. Estima-se que o mesmo Ritual teria sido transmitido através de 6 (seis) séculos. Os membros estavam divididos em 3 classes, compostos unicamente por homens, podiam ser de diferentes países, adoptaram uma fórmula similar ao “Grande Arquitecto do Universo” para simbolizar a Deus. Têm sido encontrados sarcófagos romanos com “compassos, esquadros, prumos e níveis”. Nas escavações realizadas em 1878, foi encontrado o Collegia de Pompeia (79 d.C.) que tinha “duas colunas na entrada e esquadros unidos nas paredes”. Os “Colllegia” acompanharam as legiões romanas em todas as suas conquistas onde tiveram a oportunidade de “difundir a sua arte da construção”, podendo ser a semente das “Fraternidades da Idade Média”, mas não existe nenhum documento ou outro facto concreto que demonstre (Publicado em freemason.pt) esta possibilidade. Os Collegia terminam quando começam a serem usados como instrumentos políticos sendo abolidos pela Lex Julia (64 a.C.), voltam, mas César baniu-os. Augusto dissolve-os, preservando somente os de utilidade pública; Trajano insiste na proibição, mas Aurélio tolera e ajuda-os. Com o fim do Império Romano desaparece definitivamente deixando poucas lembranças em alguns países.

Durante as escavações do antigo porto de Roma foi descoberta uma inscrição do ano 152 d.C. com os nomes dos membros da corporação dos “Bateleiros de Ostia”.

Em 286 (d.C.), São Albano obteve autorização de Carausius, imperador britânico, que facultava aos Maçons para efectuar um “Conselho Geral denominado Assembleia. São Albano”. São Albano participou da Reunião iniciando a novos irmãos. (Relatado nas Constituições Góticas de 926).

O rei lombardo Rotaris (governou entre 636-652 d.C.), confirma por Édito aos Magistri Comacini, privilégios especiais. Os Mestres Comacinos são considerados o elo perdido da Maçonaria, o laço de união que une os Clássicos Collegia com as Guildas de Pedreiros da Idade Média, não existindo nenhuma evidencia documental. A Ordem foi fundada nas ruínas do Colégio Romano de Arquitectos e, na queda do Império Romano (478 d.C.), refugiou-se na ilha fortificada de Comacino, no Lago Como. Os Comacinos eram “Arquitectos Livres”, celebravam contratos e não estavam submetidos à tutela nem da Igreja e nem dos senhores feudais. O nome de Mestres Comacinos não derivaria do nome da cidade Como, porque os seus habitantes são chamados Comensis ou Comanus. O nome de “comacinos” significaria “Companheiro Maçom” e também, existe o nome de “Comanachus” (Companheiro Monge) sem referencia a cidade de Como.

Na inauguração (674 d.C.) da Igreja de Wearmouth, nas Ilhas Britânicas, construída pelos Comacinos, foi emitido um documento de apresentação com palavras e frases do Édito de 643 do rei lombardo Rotaris.

Por uma pedra gravada (entre 712 e 817 d.C.), sabe-se que a Guilda Comacina estava constituída por Mestres e Discípulos, obedeciam a um Grão Mestre ou Gastaldo, chamavam Loja aos locais de reunião, tinham juramentos, Toques e Palavras de Passe, usavam Aventais Brancos e Luvas, os seus emblemas tinham Esquadro, Compasso, Nível, Prumo, Arco, Nó de Salomão e Corda sem fim e reverenciavam os Quatro Mártires Coroados.

Durante o reinado progressista e cultural de Alfredo O Grande em Inglaterra (849-899 d. C.), a Corporação Maçónica estabelece-se sob normas mais regulares. Dividem-se em reuniões parciais denominadas Lojas, dependendo todas de um Poder Central regulador hoje conhecido como Grande Loja, com sede em York, sendo o objectivo principal a construção de edifícios públicos e catedrais.

Este é um trabalho que se pretende que seja histórico e dentro do possível racional. Fico, portanto, também impossibilitado de utilizar lendas e tradições de uma maneira mais geral, apesar de muitas verdades podem ser retiradas de simples relatos, por mais fantasiosos que poderiam parecer.

Surgida na Europa, segundo muitos historiadores maçons, sendo, portanto, originada das antigas corporações ou guildas de pedreiros construtores de catedrais, apesar de outros (Publicado em freemason.pt) procurarem indicar origens mais antigas, como os Colégios Romanos, ou “Collegia Caementariorum“, associações de pedreiros e construtores que apareceram em vários países e regiões dominados pelo Império Romano. Estes Colégios erigiam templos e outros diversos edifícios públicos.

A Maçonaria foi-se imbuindo de valores e ideais liberais e libertários ao longo do seu desenvolvimento. Influenciada principalmente pelo Iluminismo, no século XVIII, teve a Ordem Maçónica importante papel na luta contra o absolutismo político, e na conquista e consolidação do poder político pela burguesia, quer seja na Europa, quer seja na América.

Sobre a Maçonaria, é importante em primeiro lugar procurar defini-la e conceituá-la, tarefa um tanto difícil, pois cabem-nos diversas definições e principalmente opiniões sobre as suas origens. Opiniões estas nem sempre fundadas em factos concretos, documentos ou opiniões concretas que possam ser apontados como autênticos do ponto de vista histórico. Estas diversas definições abrangem os diversos aspectos da Maçonaria, destacando segundo os seus defensores os segmentos que mais lhes convém como os campos político, filosófico, económico e também esotérico, religioso ou mesmo iniciático.

Sobre as origens da Maçonaria, Joaquim Gervásio de Figueiredo, historiador e pesquisador Maçom, no seu “Dicionário de Maçonaria”, fez uma importante citação de um texto pertencente à obra “Pequena História da Maçonaria” escrita por C. W. Leadbeater e publicado pela Editora “Pensamento”. O texto versa sobre as quatro “Escolas do Pensamento Maçónico”, que congregam os diferentes escritores e pensadores, estudiosos e historiadores da Maçonaria e consequentemente o universo dos maçons:

“… As origens da Ordem Maçónica perdem-se nas brumas da Antiguidade. Sendo que os escritores maçónicos do século XVIII especularam a sua história sem o devido espirito critico ou cientifico, baseando os seus conceitos numa crença literal na história e na cronologia do Antigo Testamento, e nas lendas curiosas da Ordem, oriundas dos tempos operativos das Antigas observâncias ou Constituições ..”..

Continuando com a citação do Dicionário de Maçonaria, aponta-se que no século XIX, também alguns autores apontavam origens remotas ou bíblicas para a Maçonaria:

“… O Dr. Oliver (…) chegou a escrever que a Maçonaria, tal qual a temos hoje, é a única verdadeira relíquia da religião dos patriarcas (hebreus) antes do Dilúvio, ao passo que os antigos Mistérios do Egipto e de outros países, que tão estreitamente se lhe assemelhavam, foram apenas corrupções da única e pura tradição ..”..

Reforçados pela difusão dos princípios iluministas, que fortaleceram as ideias e posições da Ordem, o pensamento científico e racional também ganha espaço entre os Maçons. Com base na necessidade de se comprovar historicamente e documentalmente as suas origens que puderam ser aos poucos estudadas a luz das ciências e do conhecimento.

” … À medida que os conhecimentos científicos e históricos progrediram em outros campos de pesquisas, e especialmente na análise critica das escrituras (BÍBLIA), os métodos científicos foram gradativamente sendo aplicados ao estudo da maçonaria, de sorte que actualmente existe um vasto acervo de informações positivamente exactas e das mais interessantes sobre a história da Ordem ..”..

Basicamente, podemos apontar que então, as linhas de investigação e estudo sobre as origens da Maçonaria dividem-se em quatro principais escolas ou tendências de pensamento:

“… existem quatro principais escolas ou tendências dos pensamentos maçónicos, ainda não necessariamente definidos ou organizados como escolas, porém agrupadas, segundo as suas relações, a quatro importantes departamentos de conhecimento, primitivamente não incluídos no campo maçónico (…) cada um deles tem os seus próprios cânones de interpretação dos símbolos e cerimónias maçónicos, conquanto seja claro que muitos dos modernos escritores maçónicos são influenciados por mais de uma escola..”..

Levando em consideração que todas estas quatro escolas influenciaram e ainda influenciam, de uma maneira ou de outra praticamente todos os escritores e historiadores maçónicos, faz-se necessário, portanto que destaquemos cada uma delas, bem como as suas características mais importantes, pois do seu conhecimento dependerá toda a interpretação das ideias e feitos dos membros da maçonaria nos diversos eventos e acontecimentos que se sucederam o longo da História.

A primeira das escolas a serem retratadas aqui é a “Escola Autêntica“, que tranquilamente poderíamos também chamar de Escola Histórica:

” (…) surgiu na Segunda metade do século XIX , em resposta ao desenvolvimento do conhecimento crítico noutros campos. As antigas tradições da Ordem foram minuciosamente examinadas à luz de documentos autênticos ao alcance do historiador. Empreendeu-se uma enorme soma de pesquisas nas actas das Lojas e em documentos de todas as espécies tratando do passado e do presente da Maçonaria em arquivos de municipalidades e povoações, em decretos e sentenças judiciais (…) consultaram-se e classificaram-se todos os arquivos acessíveis (…) uma vasta soma de material de permanente utilidade para os estudiosos da nossa Ordem tornou-se assim acessível graças ao labor dos cultores das Escolas Autêntica.

(…) Numa sociedade secreta como é a maçonaria, tem de haver muita coisa que jamais foi escrita, mas apenas transmitida oralmente nas Lojas, e assim os documentos e registros têm apenas um valor parcial (…) a tendência desta escola é, portanto, muito naturalmente fazer a Maçonaria derivar das lojas e Guildas operativas da Idade Média, e fazer supor que os elementos especulativos foram enxertados (Publicado em freemason.pt) no tronco operativo (…) se pudermos admitir que o simbolismo (…) da Maçonaria é anterior a 1717, não haverá, praticamente, limites na computação da sua idade (…) outros escritores não vão além dos construtores medievais, na procura das origens dos nossos mistérios (…).

É importante destacar que o nascimento oficial da Maçonaria ocorre em 1717, quando quatro Lojas Maçónicas, que se reuniam em Londres, Inglaterra, formaram a primeira Grande Loja do mundo, a qual passou a credenciar outras Lojas e Grandes Lojas em muitos países.

Devemos, porém, ressaltar que a Ordem Maçónica não surgiu simplesmente do “nada”. Existiu todo um trabalho de preparação das suas bases ao longo do tempo, e podemos afirmar com base nas tradições, sem trocadilhos, que foi um longo tempo. Ainda em alusão à “Arte da Construção”, de onde retiramos a nossa simbologia, podemos dizer que primeiro foi encontrado o terreno para a construção, depois feita a sua preparação, plantados os alicerces e, finalmente, iniciada a elevação das paredes e do prédio. Tornando-se este edifício representado pela Maçonaria uma obra conduzida por múltiplas mãos ao longo da História. Constantemente “escavando masmorras aos vícios e erguendo templos à virtude”, os Maçons encontram-se em constante labor.

A próxima a ser retratada é a “Escola Antropológica“:

” (…) Aplica as descobertas da Antropologia aos estudos da história maçónica (…) os antropologistas têm reunido um vasto cabedal de informações sobre os costumes religiosos e iniciatórios de muitos povos, antigos e modernos (…) a Escola Antropológica concede a Maçonaria uma Antiguidade muito maior que a tida pela Escola Autêntica, e assinala surpreendentes analogias com os antigos Mistérios de muitas nações (…)

Os antropologistas não confinam os seus estudos apenas ao passado, mas têm investigado os ritos iniciatórios de numerosas tribos selvagens existentes tanto na África como na Austrália (…) tem encontrado gestos e sinais ainda em uso entre os maçons. Entre os habitantes da Índia e da Síria têm sido encontradas impressionantes analogias com os ritos maçónicos (…) é evidente que ritos análogos aos que chamamos de maçónicos existem entre os mais antigos do globo, e podem ser encontrados sob uma forma ou outra em quase todas as partes do mundo. (…) sinais existem no Egipto e México, na China e Índia, na Grécia e Roma, nos templos de Burma e nas catedrais da Europa medieval (…) no sul da Índia existem santuários onde são ensinados os mesmos segredos sob compromissos de juramento, tal como nos são comunicados na Ordem e nos graus superiores da Europa e América modernas. (…)

À obra da Escola Antropológica se dev uma clara revelação da imensa Antiguidade e difusão daquilo que actualmente chamamos simbolismo maçónico (…) Das pesquisas dos antropologistas resulta perfeitamente claro que, quaisquer que sejam os exactos elos na cadeia da descendência, na Maçonaria somos os herdeiros de uma tradição antiquíssima , durante incontáveis idades tem estado associada com os mais sagrados mistérios do culto religioso.

A terceira escola que foi relacionada por Joaquim Gervásio do Nascimento, trata-se da “Escola Mística” ou “Iniciática“:

” (…) Encara os mistérios da Ordem (..) vendo neles um plano para o despertar espiritual do homem e o seu desenvolvimento interno (…) declaram que os graus da Ordem são simbólicos de certos estados de consciência, que devem ser despertados no iniciado individual, se ele aspira ganhar os tesouros do espirito (…) um testemunho que pertence mais à religião do que à ciência. O método místico é a união consciente com Deus, e para um Maçom desta escola a Ordem objectiva representar a Senda para essa meta, oferecer um mapa, por assim dizer, para guiar os passos do buscador de Deus.

(…) estes estudiosos estão mais interessados em interpretações do que em pesquisas históricas. A sua preocupação principal consiste (…) em viver a vida indicada pelos símbolos da ordem, com o fim de atingir a realidade espiritual de que estes símbolos são apenas pálidos reflexos (…) sustentam que a Maçonaria tem pelo menos parentesco com os antigos Mistérios, que visavam precisamente à mesma finalidade: a de oferecer ao homem uma via pala qual possa encontrar Deus (…)”.

Segundo José Castellani, a Maçonaria não é, todavia, uma Ordem Mística, já que, nela a razão sobrepuja o misticismo. Porém ele destaca a importância do misticismo e da simbologia mística para a construção e manutenção da doutrina moral da Ordem Maçónica:

” (…) Embora a Maçonaria não seja uma religião e nem seja uma ordem mística, ela utiliza, nos seus rituais, na sua simbologia e na sua estrutura filosófica e doutrinária, os padrões místicos de diversas seitas, associações e civilizações antigas, principalmente os relativos às religiões e às ordens iniciáticas de cunho religioso daqueles povos que representaram o alvorecer das civilizações e que representam o alvorecer das civilizações e que concentravam, desde o século V (a.C.), em torno dos rios Tigre e Eufrates e do Mar Mediterrâneo. (…) [A Maçonaria] nascida na sua forma moderna, nas asas das aspirações liberais e libertárias dos povos subjugados pelo poder real absoluto e pelos privilégios do clero, ela, também, é liberal e libertária, evolutiva e adaptável às épocas, racional e democrática. Para armar todavia, a sua doutrina moral, ela buscou o simbolismo nascido da mística de civilizações perdidas na noite dos tempos; e o simbolismo, fonte de espiritualidade oculta, será, sempre, por mais que a cibernética e a materialidade dominem o mundo, uma LUZ no caminho da humanidade.

A quarta e ultima escola do pensamento maçónico, por fim, é a chamada de “Escola Oculta“:

” (…) está representada por uma corporação sempre crescente de estudiosos na Ordem Co maçónica (ou Ordem Maçónica Mista Internacional Le Droit Humain), que esta progressivamente atraindo também aderentes da Maçonaria masculina. Como um dos seus principais e característicos postulados é a eficácia sacramental do cerimonial maçónico, quando devida e fielmente executada, talvez nos seja lícito, chamá-la a (Publicado em freemason.pt) escola Sacramental ou Oculta (…) o objectivo do ocultista, não menos que o do místico, é a união consciente com Deus, porém diferem nos seus métodos de busca. (…) o método ocultista desenvolve-se através de uma série de etapas gradativas, de uma Senda de Iniciações conferindo sucessivas expansões de consciência e graus do poder sacramental. O místico é frequentemente mais de carácter individual, um ‘voo do solitário para o solitário’ (..) o método do místico é pela prece e oração(…)”.

Sem desmerecer ou contradizer nenhuma das escolas do pensamento maçónico, importantes apontamentos sobre as origens da Maçonaria, foram feitos por Marcello Francisco Ceroni, no seu trabalho intitulado ” O Surgimento da Maçonaria “, e publicado pela Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, que apesar de não muito extenso, é bastante rico em informações, citações e referencias bem fundamentadas e embasadas:

… A história, o desenvolvimento e a evolução da maçonaria como agremiação, deve ser iniciada com a história da Fraternidade dos Pedreiros e Canteiros da Idade Média, por razões da relação intima existente entre a irmandade e a Fraternidade dos Francos-Maçons, porque efectivamente, a história de uma é unicamente a introdução à história da outra“.

José Raimundo Barnabé

Bibliografia

  • ASLAN, Nicola. História Geral da Maçonaria: Fastos da Maçonaria Brasileira. Londrina: A Trolha, 1997.
  • CAMINO, Rizzardo da; CAMINO, Odéci Schilling da. Vade Mécum do simbolismo Maçónico. São Paulo: Madras, 1999.
  • CASTELLANI , José. O Rito Escocês Antigo e Aceito: História, Doutrina e Prática. 2a ed. Londrina: A Trolha, 1996.
  • CASTELLANI, José. Os Maçons na Independência do Brasil. Londrina: A Trolha, 1993.
  • CERONI, Marcello Francisco. O Surgimento da Maçonaria. Brasília: Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), 2000.
  • COSTA, Frederico G. Breves Ensaios Sobre a História da Maçonaria Brasileira. Londrina: A trolha, 1993.
  • FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de. Dicionário de Maçonaria. São Paulo: Editora Pensamento, 1998.
  • LINHARES, Marcelo. História da Maçonaria: Primitiva, Operativa e Especulativa. 2a ed. Londrina: A Trolha, 1997.
  • SAVI, Hamilton. Maçonaria como uma escola de formação. Revista O Prumo. Florianópolis, Ano XXII, n° 141, Janeiro/Fevereiro de 2002, p. 30-31.

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1 thought on “As associações de pedreiros da antiguidade”

  1. José Fava

    M.: Q.: Ir.: José Raimundo Barnabé
    Acabei de ler a sua prancha sobre a maçonaria Operativa e das suas ligações com a nossa Ordem.
    Tive a felicidade de visitar o Egipto e vários monumentos de diversas épocas na Europa e de por á prova ideias que temos sobre a Maçonaria Operativa. Tive também a felicidade de privar durante vários anos com um Ir.: Maç.: Operativo e simultaneamente pertencente à minha R.:L.: do G.: O. Lusitano. Nós aqui usamos o nome simbólico como aí no Brasil os Ir.: de R.: Adhoniramita usam o nome Histórico. Enfim hábitos que nos vêm da clandestinidade. Este Ir.: á passado ao Or.: Et.: usava como nome simbólico o de Agricol Perdiguiez.
    Este nome é uma pista para se estudar um pouco da transição para a Maç.: Especulativa. Procura M.: Ir.: e acharás.
    Recebe um Triplo Abraço Fraterno do lado Oriental do Atlântico

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