Assiduidade na Maçonaria

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Segundo o Dicionário Koogan Larousse, ASSIDUIDADE é “qualidade de assíduo; aplicação constante, presença frequente, num lugar ou perto de alguém”.

A Maçonaria nas suas notáveis obras, afirma que “querer é poder”. Não nos resta nenhuma dúvida de que, quem se disponha a querer, supera os obstáculos, desfaz as dificuldades e não encontrará dificuldades que o detenha nos seus intentos. O que planeia fazer, faz, com toda a certeza. Estas são as concepções sedimentadas de sabedoria e determinantes da grandeza da Maçonaria.

A configuração da essência da filosofia que desde há milénios tem sido ouvida dentro dos Templos consagrados ao Grande Arquitecto do Universo [GADU]. Acontece no acto iniciático, quando o Venerável indaga directamente do recipiendário, sobre a sua disposição em cumprir o dever de assiduidade à Loja. A resposta afirmativa é testemunhada por todos os presentes e pelo Senhor Invisível, sendo fechado o assunto nos propósitos desejados pela Instituição Maçónica.

Comparecendo aos trabalhos, o iniciado estará respeitando o compromisso e auxiliando, ao mesmo tempo, a Loja. Se os instrumentos necessários ao desenrolar da grande meta (Publicado em freemason.pt) forem esquecidos pelos obreiros, a reconstrução do Templo será retardada. Os ensinamentos da doutrina maçónica, com certeza ficarão esquecidos. Os trâmites dos rituais certamente tomarão outro rumo, em função das faltas e dos conceitos dos irmãos do quadro!

Se o ambiente do Templo estiver ocupado por um número apreciável de irmãos, a vigor dos trabalhos, e as atenções prender-se-ão melhor no assunto em debate. Ninguém poderá contestar que o acto presencial de um maior número de obreiros, incita muito mais a palavra e multiplica as vibrações de todo o conjunto.

Quando muitos irmãos se reúnem em Loja, pode-se dizer que:

  • o “Compasso” que aponta com precisão a alegoria da justiça, não irá enferrujar no solo húmido da indiferença;
  • a “Trolha” que corrige as imperfeições e se faz no emblema da indulgência, não se estará oxidando no poço dos caprichos vãos;
  • a “Régua” que auxilia no traçado das linhas perfeitas e que é tomada como alegoria da razão, não se deixará apodrecer pelo esquecimento;
  • a “Alavanca” que exige esforço intuindo a lição do trabalho e energia, não permanecerá no canto escuro do individualismo;
  • o “Esquadro” que reproduz o triângulo e motiva a signo da verdade, não será retorcido pela febre do desalento;
  • o “Nível” que é a representação da igualdade, não cairá desequilibrado no abandono;
  • e até a “Acácia” que é a imagem florescente da imortalidade, não estará apodrecendo no húmus do desamor.

Infelizes serão todas as Corporações em cujo seio não se verifique o espírito associativo!

Os frutos do progresso de uma Sociedade, qualquer que seja a sua finalidade, dependerão sempre da presteza das suas decisões, tomadas pelos votos de cada um dos seus membros. O império das (Publicado em freemason.pt) suas glórias decorrerá da frequência que lhe for tributada pelos seus associados: O apogeu dos seus atributos terá efeito na pontualidade e constância que todos os seus obreiros dispensem às suas convocações.

Adaptado de texto escrito por José Amâncio de Lima

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