Circulação da Bolsa de Beneficência (REAA)

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Bolsa de Beneficência

Em 17.11.2021 o Respeitável Irmão Romeu Mattar Filho, Loja Bartolomeu Bueno da Silva, nº 71, REAA, GLEGO (CMSB), Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, formula a seguinte questão:

Circulação da bolsa

A minha dúvida é a Circulação da Bolsa de Beneficência. Fui indicado para o cargo de Hospitaleiro e sinto-me um pouco inseguro.

Considerações

Sob o ponto de vista da originalidade do REAA, a circulação consagrada é a de que o Irmão Hospitaleiro se coloque entre as colunas do Norte e do Sul (sobre o eixo), no extremo do Ocidente com o recipiente aberto e seguro pelas duas mãos junto ao quadril esquerdo. Esta é a postura que deve ser mantida pelo Oficial, estando ele parado ou em deslocamento na Loja.

Qualquer Irmão quando abordado pelo Hospitaleiro durante a colecta, sentado, deve depositar o óbolo com a mão direita fechada na Bolsa de Beneficência. O único que deposita em pé é o Hospitaleiro no exercício do seu ofício.

A regra de abordagem tradicional dos seis primeiros cargos é a seguinte: Venerável Mestre, 1º e 2º Vigilantes (as Luzes da Loja); Orador e Secretário (demais Dignidades); e o Cobridor Interno (importância pelo Landmark do sigilo). Prosseguindo, os ocupantes das cadeiras de honra se ocupadas, à direita e a esquerda do Venerável Mestre (se elas estiverem previstas no ritual); os demais ocupantes do Oriente; Mestres das Colunas do Sul e do Norte (com cargo e sem cargo – sem distinção), Companheiros e Aprendizes e, por fim, o próprio Hospitaleiro que, geralmente auxiliado pelo Cobridor Interno, deposita o seu óbolo.

Este é o percurso tradicional dos seis primeiros cargos, cuja sequência nada tem a ver com uma suposta estrela de seis pontas que, de facto nem mesmo existe no REAA. De qualquer modo, sugiro ao Irmão que siga o ritual da sua Obediência em vigor, pois sabemos perfeitamente que podem existir variações nesse trajecto por conta dos inúmeros rituais que já foram impressos, principalmente no Brasil.

Basicamente é isto, lembrando que uma Loja somente pode ser aberta com a presença mínima de sete Mestres Maçons, nesse caso, é obrigatório o preenchimento dos seis primeiros cargos acima mencionados que, somados ao oficial que recolhe a colecta, perfaz o número mínimo obreiros necessários para que uma Loja possa ser aberta REAA.

Vale ainda mencionar que quando se fala em originalidade, menciona-se as fontes primárias que deram corpo ao primeiro ritual para o simbolismo do REAA na França a partir de 1804. Temos assim como fontes principais o “Regulador do Maçom” (1801) do Grande Oriente de França, a exposure relativa aos Antigos Ingleses intitulada “As Três Pancadas (Batidas) Distintas na Porta da Antiga Maçonaria” (1760) e, por fim, as influências da Loja Geral Escocesa que fora criada em Outubro de 1804 para elaborar o primeiro ritual. O primeiro composto desse ritual seria editado na França em 1820, 1820 com o título de Guia dos Maçons Escoceses, embora já deturpado e influenciado pela criação das Lojas Capitulares (1814) e pelo Regulador do Rito dos Sete Graus.

Por fim, lembro também que na Moderna Maçonaria tradicional, isto é, naquela sem invenções e enxertos, Aprendizes e Companheiros não ocupam cargos.

Pedro Juk, M. M. – Secretário Geral de Orientação Ritualística do Grande Oriente do Brasil

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1 thought on “Circulação da Bolsa de Beneficência (REAA)”

  1. Milton de Oliveira Bordin

    Bom dia:
    Em nossa Loja – REAA – GLMERGS – colocamos os documentos no Sc.’. de PProp,’, e IInf.’.com a mão direita e no Tronco de Solid.’. – como chamamos a Bolsa de Benemerência – colocamos o óbulo com a mão esquerda.

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